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INICIAR À ORAÇÃO 


Bento XVI, ao pronunciar a catequese no dia um de junho de dois mil e onze, descreve Moisés como «homem de oração». Para o confirmar, socorre-se de vários momentos e circunstâncias em que, no livro do Êxodo e dos Números, podemos encontrar Moisés em oração.
O episódio comentado (Êxodo 32, 7-14) está em relação com aquilo que aconteceu junto do monte Sinai: enquanto Moisés sobe ao monte para receber as tábuas da Lei, o povo pede a Aarão que construa um bezerro de metal fundido. «Trata-se de uma tentação constante no caminho de fé: eludir o mistério divino, construindo um deus compreensível, correspondente aos próprios esquemas, aos próprios programas».
Então, estabelece-se um diálogo entre Deus e Moisés, com destaque para a intercessão deste em favor do povo. «A súplica de Moisés está inteiramente centrada na fidelidade e na graça do Senhor. […] Moisés apela-se a Deus, à vida interior de Deus, contra a sentença exterior».
Moisés «não apresenta desculpas para o pecado do seu povo, não enumera méritos presumíveis, nem do povo nem seus, mas apela para a gratuidade de Deus: um Deus livre, totalmente amor, que não cessa de procurar quem se afastou, que permanece sempre fiel a Si mesmo e oferece ao pecador a possibilidade de voltar para Ele e de se tornar, mediante o perdão, justo e capaz de fidelidade. Moisés pede a Deus que se mostre até mais forte do que o pecado e a morte e, com a sua oração, suscita este revelar-se divino».



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Laboratório da fé celebrada: iniciar à oração, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.8.14 | Sem comentários

INICIAR À ORAÇÃO 


O relato do livro do Génesis (32, 23-33) sobre a luta de Jacob com Deus é um texto «importante para a nossa vida de fé e de oração» — diz Bento XVI, na catequese sobre a oração proferida a vinte e cinco de maio de dois mil e onze.
Apesar de difícil interpretação, «o texto bíblico fala-nos da longa noite da busca de Deus, da luta para conhecer o seu nome e para ver o seu rosto; trata-se da noite da oração que, com tenacidade e perseverança, pede a Deus a bênção e um nome novo, uma renovada realidade, fruto de conversão e perdão».
A luta de Jacob e o encontro com Deus, como refere o Papa, serve de «ponto de referência para compreender a relação com Deus que, na oração, encontra a sua máxima expressão. A oração exige confiança, proximidade, quase num corpo a corpo simbólico não com um Deus adversário, inimigo, mas com o Senhor que abençoa, que permanece sempre misterioso, que parece inalcançável. Por isso, o autor sagrado utiliza o símbolo da luta, que implica força de espírito, perseverança e tenacidade para alcançar aquilo que se deseja. E se o objeto do desejo é a relação com Deus, a sua bênção e o seu amor, então a luta não poderá deixar de culminar no dom pessoal a Deus, no reconhecimento da própria debilidade, que vence precisamente quando consegue entregar-se nas mãos misericordiosas de Deus».
Em resumo, «toda a nossa vida é como esta longa noite de luta e de oração, que deve ser consumida no desejo e na busca de uma bênção de Deus».



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Laboratório da fé celebrada: iniciar à oração, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 6.8.14 | Sem comentários

INICIAR À ORAÇÃO 


Na terceira catequese sobre a oração, Bento XVI inicia um «percurso bíblico» cujo primeiro exemplo é retirado da intercessão de Abraão pelas cidades de Sodoma e Gomorra (Génesis 18, 16-33).
Abraão «põe em jogo uma nova ideia de justiça: não aquela que se limita a punir os culpados, como fazem os homens, mas uma justiça diferente, divina, que busca o bem e o cria através do perdão que transforma o pecador, o converte e o salva. Portanto, com a sua oração, Abraão não invoca uma justiça meramente retributiva, mas uma intervenção de salvação que, tendo em consideração os inocentes, liberte da culpa inclusive os ímpios, perdoando-os». Abraão exprime o desejo de Deus: «misericórdia, amor e vontade de salvação».
Infelizmente, «as cidades estavam fechadas num mal totalizador e paralisador, sem sequer poucos inocentes, a partir dos quais começar para transformar o mal em bem. Pois é precisamente este o caminho da salvação, que também Abraão pedia: ser salvos não quer dizer simplesmente evitar a punição, mas ser libertados do mal que habita em nós. Não é o castigo que deve ser eliminado, mas o pecado, aquela rejeição de Deus e do amor que já traz em si o castigo».
Então, é fundamental «uma transformação a partir de dentro, uma grande ocasião de bem, um início a partir do qual começar para mudar o mal em bem, o ódio em amor e a vingança em perdão. […] É uma palavra dirigida também a nós: que nas nossas cidades se encontre o germe do bem».



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Laboratório da fé celebrada: iniciar à oração, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.8.14 | Sem comentários

INICIAR À ORAÇÃO 


Apesar deste tempo ser dominado pelo secularismo, Bento XVI, na segunda catequese sobre a oração, realça o aparecimento de «muitos sinais que nos indicam um despertar do sentido religioso, uma redescoberta da importância de Deus».
Não é de estranhar, porque, como afirma o Catecismo da Igreja Católica, «o desejo de Deus está inscrito no coração do homem» (número 27). É uma «sede de infinito, uma saudade de eternidade, uma busca de beleza, um desejo de amor, uma necessidade de luz e de verdade, que o impelem rumo ao Absoluto». S. Tomás de Aquino define a oração como «expressão do desejo que o homem tem de Deus».
O Papa fala da oração como uma «atitude interior» que, mais do que uma «série de práticas e fórmulas» é «um modo de ser diante de Deus, e não só o cumprir gestos de culto ou o pronunciar palavras. A oração tem o seu centro e afunda as suas raízes no mais profundo da pessoa; por isso não é facilmente decifrável. Também neste sentido podemos entender a expressão: rezar é difícil. […] Por isso, a experiência da oração é para todos um desafio, uma ‘graça’ a invocar, um dom d’Aquele ao qual nos dirigimos. [... ] Todavia, só no Deus que se revela encontra pleno cumprimento a busca do homem. A oração, que é a abertura e elevação do coração a Deus, torna-se assim relação pessoal com Ele. E mesmo que o homem se esqueça do seu Criador, o Deus vivo e verdadeiro não cessa de chamar primeiro o homem ao misterioso encontro da oração».



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Laboratório da fé celebrada: iniciar à oração, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 4.8.14 | Sem comentários

INICIAR À ORAÇÃO 


Bento XVI iniciou a quatro de maio de dois mil e onze uma série de catequese sobre a oração cristã: «aproximando-nos da Sagrada Escritura, da grande tradição dos Padres da Igreja, dos Mestres de espiritualidade e de Liturgia, queremos aprender a viver ainda mais intensamente a nossa relação com o Senhor, quase uma ‘Escola de oração’. Com efeito, sabemos que a oração não se deve dar por certa: é preciso aprender a rezar, quase adquirindo esta arte sempre de novo; mesmo aqueles que estão muito avançados na vida espiritual sentem sempre a necessidade de se pôr na escola de Jesus para aprender a rezar autenticamente. Recebemos a primeira lição do Senhor através do seu exemplo. Os Evangelhos descrevem-nos Jesus em diálogo íntimo e constante com o Pai: é uma profunda comunhão daquele que veio ao mundo não para fazer a sua vontade, mas a do Pai que O enviou para a salvação do homem».
Na primeira catequese, apresenta exemplos de oração «para relevar como, praticamente sempre e em toda a parte, o homem se dirigiu a Deus»: no antigo Egito; nas religiões da Mesopotâmia; na religiosidade grega e romana. Os textos mostram que o ser humano «reza porque não consegue deixar de se interrogar sobre o sentido da sua existência, que permanece obscuro e desolador, se não se puser em relação com o mistério de Deus e do seu desígnio acerca do mundo».
O ponto de partida desta «Escola de oração» é o pedido dos discípulos: «Senhor, ensina-nos a rezar».



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Laboratório da fé celebrada: iniciar à oração, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 3.8.14 | Sem comentários

INICIAR À ORAÇÃO 


Aquelas e aqueles que se dispõem a «tomar consciência da presença de Deus que nos habita» confirmam que o ser humano, cada um de nós, é habitado por Deus, pelo Espírito Santo. O Catecismo Jovem da Igreja Católica (YOUCAT 120) diz que o nosso corpo é a «sala de estar de Deus».
Os bispos portugueses, na Carta Pastoral «O Espírito Santo, Senhor que dá a Vida» (26), constatam que «vai crescendo o número de pessoas que dão à oração o primeiro lugar e nela procuram a renovação da vida espiritual». Homens e mulheres que reconhecem no Espírito Santo «o mestre interior da oração cristã» (Catecismo da Igreja Católica, 2672).
Ora, «o Espírito Santo, exprime-se e faz-se ouvir, da forma mais simples e comum, na oração. É belo e salutar pensar que, onde quer que no mundo se reze, aí está presente o Espírito Santo sopro vital da oração. É belo e salutar reconhecer que, se a oração se encontra difundida por todo o universo, igualmente difundida é a presença e a ação do Espírito Santo» (João Paulo II, Carta Encíclica sobre o Espírito Santo na vida da Igreja e no mundo — «Dominum et Vivificantem», 65).
Então, «iniciar à oração» é aprender a invocar o Espírito Santo (por exemplo, no início do dia ou ao começar qualquer tipo de atividade; e claro, sempre ao iniciar a oração). Não há dúvida de que «o Espírito Santo ajuda o nosso espírito a orar. Por isso, devemos dizer continuamente: ‘Vem, Espírito Santo! Vem e ajuda-me a orar!’» (YOUCAT 496).



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Laboratório da fé celebrada: iniciar à oração, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 2.8.14 | Sem comentários

INICIAR À ORAÇÃO 


«Iniciar à oração» — é um dos objetivos propostos no programa pastoral programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. O mesmo programa sugere: «A oração é a expressão mais simples, mas também a mais fundamental. Tomar consciência da presença de Deus que nos habita, descobrir a Sua ação em nós e também para nos tornar colaboradores da ação divina. Nas nossas paróquias há espaço para a oração, para o encontro com Deus, no silêncio, na adoração? Onde se alimenta a vida cristã do povo? Temos aqui uma tarefa que é necessário realizar pouco a pouco: oferecer encontros de oração, rever e adaptar formas de oração, ajudar os fiéis a rezar em silêncio, oferecer possibilidades de escutar a Palavra de Deus com tranquilidade». Conscientes de que esta tarefa não se esgota no presente ano pastoral, vamos propor, a partir de hoje, alguns contributos para alcançar o objetivo de «iniciar à oração».



«Iniciar à oração» é contribuir para que alguém possa iniciar a oração, colocar diante do outro «ferramentas» que ajudam a iniciar a oração. O padre José Tolentino Mendonça, em declarações à rádio Renascença (Natal de 2013), disse que «um dos grandes desafios da Igreja é ensinar a rezar». Sustentando que «rezar também se aprende», o padre Tolentino alertou para o perigo de se dar «por garantido que toda a gente sabe rezar».
É certo que, para «iniciar à oração», já existem várias propostas, formas diferenciadas, maneiras distintas, métodos diversificados. Há sempre a tentação de ir à procura de «receitas» bem elaboradas, «remédios» eficazes para quem, embora sinta a importância, tem dificuldade em rezar. Não vale a pena!
A oração é «tomar consciência da presença de Deus que nos habita, descobrir a Sua ação em nós». Por isso, é sempre uma experiência pessoal. Não se pode copiar! Existem momentos de oração comunitários, em que todos vivenciam o mesmo ritmo, as mesmas fórmulas, os mesmos textos, os mesmos gestos, o mesmo ambiente. Mas, em boa verdade, esses momentos só se tornam oração quando são expressão de uma vivência íntima e pessoal.
A primeira sugestão é apropriarmo-nos do pedido feito pelos apóstolos a Jesus Cristo: «Senhor, ensina-me a rezar». À boa maneira hebraica, repete-o ao acordar, a caminho do trabalho ou da praia, no banco do jardim, na fila de espera, no regresso a casa, ao deitar: «Senhor, ensina-me a rezar».



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Laboratório da fé celebrada: iniciar à oração, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.8.14 | Sem comentários

REZAR O DOMINGO TRIGÉSIMO

27 DE OUTUBRO DE 2013

Evangelho segundo Lucas 18, 9-14

Naquele tempo, Jesus disse a seguinte parábola para alguns que se consideravam justos e desprezavam os outros: «Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro publicano. O fariseu, de pé, orava assim: ‘Meu Deus, dou-Vos graças por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de todos os meus rendimentos’. O publicano ficou a distância e nem sequer se atrevia a erguer os olhos ao Céu; mas batia no peito e dizia: ‘Meu Deus, tende compaixão de mim, que sou pecador’. Eu vos digo que este desceu justificado para sua casa e o outro não. Porque todo aquele que se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado».



Segunda, 21: SEM PRECONCEITOS

Não há suspense! O evangelista diz-nos, no início, o que está em causa neste relato; mas diz-nos também que é uma parábola, uma história para fazer refletir e analisar a nossa situação. Dêmos uma oportunidade à história que Jesus propõe, sem julgar demasiado rápido as personagens. Os dois homens vão ao templo e falam a Deus. É um lugar de verdade e eles apresentam-se diante o Senhor. Também eu tenho coragem de me dirigir a Deus? Os dois homens estão preocupados com a própria salvação. Também eu tenho o desejo de ser salvo por Deus?



Terça, 22: UM BOM FARISEU...

Num primeiro momento, posso olhar para o fariseu e escutar o que ele diz, com um sentido positivo. Ele pode ter uma maneira justa de se regojizar com a cabeça erguida, de respeitar os mandamentos e a moral. É um homem generoso que está ali diante do seu Senhor. Ele não poupa os seus esforços. Também eu tenho a coragem de praticar o que digo?



Quarta, 23: QUE SE COMPARA...

O fariseu é generoso, mas compara-se: «Dou-Vos graças por não ser como os outros homens». A comparação raramente é boa conselheira, conduz ao exagero. «Quando me vejo, fico desolado; quando vejo os outros, fico consolado»; «A erva está sempre mais verde na casa do vizinho»... Quando nos comparamos, queremo-nos avaliar, procuramos uma objetividade inacessível. Queremos sair de nós mesmos, quando Deus nos convida justamente a entrar em nós mesmos. E eu, ouso responder a este convite à interioridade?!



Quinta, 24: E SE ISOLA.

O fariseu é generoso, mas fecha-se em si mesmo... Diante de Deus, dá graças não pelo que Deus faz, mas por aquilo que ele fez a Deus. Enche-se de orgulho; mas a ação de graças não é isso. Toda a sua atitude, todos os seus esforços poderiam conduzir a um único fim revelado pela sua oração: nem quer depender dos outros nem de Deus para ser salvo. Procura uma certeza para si mesmo, graças a uma grande ascese. Eu também me posso esquecer que a autonomia não é um fim em si mesmo. Estou pronto a pagar bem cara a minha independência. Não é fácil dizer: «Tenho necessidade dos outros para viver e ser feliz». A quem é que me agarro para não depender dos outros nem de Deus? O que é que tenho de colocar no devido lugar?



Sexta, 25: UM PUBLICANO COMO EXEMPLO

No tempo de Jesus, os publicanos eram desprezados: eram os cobradores de impostos para o ocupante romano que determinavam o preço das taxas a pagar... Posso interrogar-me sobre quem são os meus «publicanos», os homens desprezados devido às suas traficâncias. Serão os que fogem aos impostos? Um patrão que explora os empregados? Os políticos mentirosos?... Para atualizar a cena, posso imaginar um desses homens a rezar: «Meu Deus, tende compaixão de mim, que sou pecador»! E Deus acolhe-o! Então sim, também a mim, quem quer que eu seja, apesar das minhas falhas e pecados, Deus acolhe-me quando lhe imploro!



Sábado, 26: TENDE COMPAIXÃO DE MIM

A tradição ortodoxa propõe a repetição, de acordo com o ritmo da respiração, deste pedido: «Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, tende compaixão de mim, pecador». Com o publicano — e porque não com todos os que ontem evoquei —, posso, hoje, dizer esta oração, pedindo a Deus a graça de me abrir a ele e aos outros, quanto me sinto convencido de ser justo ou quando desprezo os outros.



Domingo, 27: A ALEGRIA DE DEUS: CHAMAR OS PECADORES

Não é fácil manter a fasquia que se coloca diante de nós: estar sempre voltado para Deus para lhe implorar, estar sempre pronto a acolher os irmãos sem os desprezar. Mas Jesus é nosso irmão e nosso Deus. Contemplá-lo remete-nos para o único movimento do serviço dos irmãos e da misericórdia de Deus. Como convida Santo Inácio, posso imaginar Cristo meu Senhor diante de mim, preso à cruz, reconhecendo que morreu pelos meus pecados. Posso interrogar-me sobre o que ele me pede e, por amor a ele, o que fazer ao serviço dos outros. Então, teremos a consciência de que vivemos do seu perdão e poderemos acolher aqueles com quem celebramos hoje como irmãos.



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013

Rezar o domingo trigésimo (Ano C), no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.10.13 | comentários
PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO NONO

Comparar Deus com um juiz iníquo: do que Jesus se havia de lembrar! O evangelista narra a história de um magistrado que não se interessava muito pela justiça; mas a insistência maçadora de uma mulher viúva fá-lo sair da letargia e aceder ao seu pedido. A parábola quer mostrar como há de ser a nossa oração, a nossa relação com Deus.
A oração, nesta perspetiva, deve ser segundo este princípio: «orar sempre sem desanimar». É uma oração que nasce da confiança de que Deus faz sempre justiça — não como o juiz da parábola —, porque nos ama, porque nos escolheu como seus filhos e filhas. Mas, deseja que o pedido seja feito por nós, que a nossa oração não desfaleça, que nunca percamos a confiança. Deus está sempre do nosso lado.
Jesus explica que a oração nasce da fé, está intimamente relacionada com ela. Nasce da necessidade de entrar em diálogo com Deus, de explicitar as nossas alegrias e as nossas necessidades, as nossas inquietações e desassossegos. Mas, em algumas ocasiões, converte-se num grito desesperado, quando estamos perante uma situação sem saída. «Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa» — afirma Jesus. No entanto, para que isso aconteça é necessária a atitude de fé, de confiança em Deus, que está sempre ao lado de quem sofre a injustiça.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o domingo vigésimo nono, Ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 17.10.13 | Sem comentários

REZAR O DOMINGO VIGÉSIMO NONO

20 DE OUTUBRO DE 2013

Evangelho segundo Lucas 18, 1-8

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos uma parábola sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar: «Em certa cidade vivia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. Havia naquela cidade uma viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário’. Durante muito tempo ele não quis atendê-la. Mas depois disse consigo: ‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens; mas, porque esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça, para que não venha incomodar-me indefinidamente’». E o Senhor acrescentou: «Escutai o que diz o juiz iníquo!... E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo? Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa. Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?».



Segunda, 14: REZAR É FALAR

Jesus procura explicar como se pode rezar. Talvez já tenhamos necessidade de falar sobre sobre a oração; e sabemos o quanto é difícil explicar que é preciso rezar sempre sem desanimar. Os que se interrogam sobre a oração possuem um grande desejo de encontrar Deus, mas não sabem como fazê-lo, por falta de sinais, de sentimento, de soluções para as questões colocadas... desânimo. Peço a Deus que abra o meu coração e a minha inteligência às questões daqueles que procuram Deus; e, como Jesus fez, que me ajude a encontrar as parábolas que exprimam as nossas palavras.



Terça, 15: REZAR É EXISTIR

Rezar sem desanimar é ter plena consciência da presença de Deus em todas as coisas da minha existência. Mesmo quando, em determinados momentos, é necessário registar na agenda o encontro da oração, como se faz com os encontros profissionais, familiares ou pessoais. Não é preciso perder muito tempo na inútil hierarquia entre oração e ação. Peço a Deus que abra o meu coração e a minha inteligência à dimensão do tempo e ao bom senso, que me farão compreender que não há diferença entre rezar e agir, porque agir é «trocar Deus por Deus».



Quarta, 16: REZAR É ESPERAR

Rezar é esperar. Imaginemos alguém que se instala num lugar onde se sente bem, aconchegado em casa, numa igreja (aquecida), num caminho da montanha, com algum de tempo para si. Não se passa nada de particular, a não ser a solidão e o silêncio que se apoiam pacificamente. Os pensamentos vão e vêm. As imagens da vida quotidiana sobrepõem-se. Peço a Deus que abra o meu coração e a minha inteligência à certeza que me ele me espera antes de eu chegar ao local do encontro com aquele que o meu coração ama.



Quinta, 17: REZAR É PEDIR

Frequentemente, reencontramos na pessoa idosa, o adulto que se conheceu, e, no adulto, o adolescente e a criança que tinha sido. Ao longo da vida, cada um(a) faz o seu caminho, aprofunda as suas convicções, descobre o que tem de melhor. Quando rezamos acontece algo parecido, porque podemos ter a desagradável impressão de nos estarmos a repetir, sem que o essencial esteja presente. Peço a Deus que acolha o que sou em todas as fases da minha vida, com a grande convicção de que caminho para a felicidade através do pedido insistente da sua graça.



Sexta, 18: REZAR É VIVER

São Lucas, que hoje celebramos, é o evangelista que melhor descreve os evangelho da infância. Não é certo que tenha sido contemporâneo dos acontecimentos narrados. Diz-se que era médico e que acompanhou Paulo nas suas viagens. Pode ter sido um dos primeiros pagãos convertidos. Então, de onde lhe vem este conhecimento íntimo do Verbo que se fez carne? Peço a Deus que me inspire, através do seu Espírito, como ser hoje palavra Viva que revela a todos a presença de Cristo Ressuscitado que nos precede na Galileia.



Sábado, 19: REZAR É AMAR

Rezar sem desanimar: dia e noite! Isto quer dizer que não há hora nem regras específicas. Não está escrito «não incomodar» na porta do Mestre. Ela está totalmente aberta. Ele espera-nos a qualquer momento. Recordemos outra parábola apresentada por Jesus: «O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra: dia e noite, quer esteja acordado ou a dormir, a semente germina e cresce, sem ele saber como» (Marcos 4, 26-27). Eis a conclusão: Deus não tem necessidade das nossas orações, mas sim do nosso amor!



Domingo, 20: REZAR É ACREDITAR

Rezar sem desanimar é «acreditar». Hoje, celebramos o Dia Mundial das Missões. A eucaristia deste domingo será celebrada pela «evangelização dos povos». Hoje, toda a Igreja reza, precisamente, como resposta à pergunta de Cristo apresentada no evangelho: «Quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?». Se Deus nos dá o dom da fé, é para o sabermos partilhar à nossa volta! Se a fé é a nossa vida, o nosso tesouro, é também fonte de fecundidade. É por isso que, ao longo deste dia, vou pedir a Deus que abra o meu coração e a minha inteligência ao seu mistério, para melhor o conhecer, amar e servir.



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013

Rezar o domingo vigésimo nono, Ano C, no Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.10.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo sexto domingo


ESPÍRITO SANTO: no início do Génesis, pairava o vento de Deus sobre o caos de uma terra informe e vazia; no início da Igreja, desce em forma de línguas de fogo sobre os discípulos; no início de cada dia, é derramado sobre a terra para fazer novas todas as coisas. Implora a vinda do Espírito. Depois, mantém as mãos abertas como um mendigo.

Em casa
Descubramos como Jesus nos tenta ensinar através da parábola do evangelho do vigésimo sexto domingo (Ano C). Por exemplo, existem locais, na nossa cidade (freguesia), onde nunca vamos passear ou que não queremos ver (compreende-se que é por boas razões)? Ou ainda, há vizinhos de quem não conheço o nome nem o rosto? E, na minha família, há pessoas que desejo ver ou que não vejo há muito tempo? As distâncias ou abismos nas nossas relações humanas são, em geral, fáceis de encontrar. Ao contrário, os gestos são mais difíceis de realizar. Que o Espírito nos inspire!
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013



imagem de satélite do planeta terra, globo terrestre
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 25.9.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo quinto domingo


FOGO: acende o lume (isqueiro, lareira, fogão...) e contempla a chama que, ao mesmo tempo, inunda a casa e tudo aquece ou é extinto pelo sopro, queima a pele ou aquece o corpo... Jesus veio trazer um fogo à terra e deseja que tudo seja envolvido por esse fogo. Depois, mantém as mãos abertas para pedir o fogo.

Em casa
Toma uma bela caixa ou outra coisa que possa servir de mealheiro ao longo da semana. Pensemos em tudo o que pode ser uma má tentação para servir o mestre dinheiro. Por exemplo, para aqueles que estão sempre atentos ao curso das ações na bolsa: tréguas, nesta semana. Para aqueles que são tentados a jogar a qualquer aposta em dinheiro: tréguas, igualmente. Para aqueles que compram revistas de divertimento, sempre tréguas... Cada um sabe o supérfluo de que pode abdicar. Coloquemos, diariamente, uma moeda no nosso mealheiro e, no final da semana, podemos, por exemplo, oferecer a pessoas que não podem ter uma revista de oração ou então fazer uma doação... Que a criatividade esteja em ação!
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013



imagem de satélite do planeta terra, globo terrestre
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.9.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo quarto domingo


AR: toma um pouco de ar, abrindo uma janela, passeando num parque, recuperando o fôlego... Fica atento à tua respiração, ao ar que entra e depois sai, passando no interior do corpo. O primeiro ser humano não se transforma num ser vivo graças ao alento de vida que Deus lhe insufla? Depois, mantém as mãos abertas soprando-lhes em cima.

Em casa
Jogar ao «queima». Uma pessoa esconde um objeto em casa e pede aos outros que o encontrem com ajuda de «pistas»: «frio», «quente», «muito quente» — conforme a distância que separa do objeto. Quando o objeto é encontrado, todos se alegram. Reflete-se sobre as «pistas» que eram dadas para encontrar o objeto. Diz-se também o que se sente quando se perde qualquer coisa e depois se reencontra. Lê-se juntos o evangelho de domingo e, em oração, agradece-se ao Senhor pela alegria que tem em nos encontrar depois de nos termos afastado dele.
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013



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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.9.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo terceiro domingo


ÁGUA: deita um pouco de água fria num vidro; contempla a sua claridade; sente o seu efeito sobre a pele; saboreia a sua frescura na boca; admira o seu efeito nas flores... Nesta situação, lembro-me dos desertos, das águas insalubres, dos povos sedentos, da vida possível a quem só tem uma simples gota de água. Depois, mantém as mãos abertas para suplicar àquele que é a fonte da vida.

Em casa
É o início do ano pastoral e estamos repletos de boas resoluções. Algumas questões sobre o uso do tempo: agendamos momentos de pausa?; estaremos todo o ano em modo ativo, até mesmo superativo, a ponto de sucumbirmos? Ajudamo-nos uns aos outros a programar tempos de «retiro», tempos para parar e acalmar as nossas vidas. Tempos em que refletimos sobre a forma como seguimos Jesus. Pode ser uma semana por ano, um dia por mês, duas horas por semana. Sozinho, em comunidade, em família. Cada um escolherá o seu ritmo e sua forma de o viver, mas é bom saber que nos preocupamos mutuamente em marcar como ocupados esses momentos, desde o início do ano. E, depois, podemos escrever o que vamos decidindo para ter presente nos momentos em que andamos demasiado depressa.
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013



imagem de satélite do planeta terra, globo terrestre

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.9.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo segundo domingo


TERRA: toma um pouco de terra nas tuas mãos. Areia, argila, lama, seixos, pó ou cascalho... Pouco importa. O essencial é não ter medo de sujar as mãos para reencontrar a nossa cor original. Adão, o primeiro homem, o «terroso», não foi formado assim? Depois, mantém as mãos abertas para agradecer ao Criador de toda a vida.

Em casa
Repara, em casa, o que acontece à mesa, consciente ou inconscientemente. Começa por tomar consciência do lugar que gostas de ocupar à mesa: ao lado de quem ou diante de quem? Em seguida, contempla o lugar que ocupa cada um. É todos os dias no mesmo sítio? Existe alguma pessoa ao lado da qual alguém hesita em sentar-se? E há lugares onde ninguém quer estar? Ou, ao contrário, são procurados os lugares de honra? Bem, o importante é aproveitar a semana para sortear o lugar de cada um, convidar a mudar de lugar, para que a mesa seja sempre mais sinal do Reino.
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013



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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.8.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: décimo terceiro domingo

30 DE JUNHO DE 2013

Ruas, avenidas, praças, travessas, rotundas, pistas para ciclistas, vias para transportes públicos... A circulação, dentro das cidades, faz-se em muitas artérias diferentes. Tudo é pensado para um movimento o mais fluído possível, no respeito e na segurança de todos. Observando esta circulação, volto-me para o Espírito Santo para que continue a mover uns e outros na direção do reino de Deus.

Em casa
O evangelho deste domingo convida-nos a rezar para que cada um saiba responder livremente à sua vocação. O Senhor chama cada um a segui-lo, em todas as idades. As formas de lhe responder são de tal maneira diferentes que é bom ter presente na nossa oração os parentes e os amigos, os vizinhos e os colegas, para que cada um tenha a coragem de seguir o que o Espírito lhe sugere. Concretamente, ao fim do dia, dedico um tempo a evocar essas pessoas, pedindo a Jesus que renove nelas o ardor para o seguir, no trabalho, na procura de emprego, na família, no encontro com os amigos, etc.



Queres que mandemos descer fogo do céu?

Nunca é fácil viver pacificamente uma recusa. E ainda menos quando se trata de um pedido de acolhimento simples e gratuito que se vê recusado por causa de uma diferença de opiniões religiosas.
A reação dos discípulos de Jesus é, portanto, natural. Se uma povoação de samaritanos recusa acolher com o simples pretexto de eles irem para Jerusalém, a capital religiosa rival da Samaria, como não pensar numa sanção na mesma medida? Pura e simplesmente, a destruição da aldeia.
As histórias dos nossos países, mesmo as recentes, têm episódios sombrios de rivalidades e de invejas entre cidades, povos ou religiões.
Jesus não entrará nesse jogo de disputas e de violências sem fim. Ousa romper com todos os impulsos de destruição que possam habitar o coração humano. Que fazer? Vai para outra cidade e recusa usar o seu todo-poderoso fogo para destruir a cidade que recusa recebê-lo, a ele e aos seus discípulos.
O tempo estival é, sem dúvida, um bom período para cada um se treinar nesta maneira de agir de Jesus.

Thierry Lamboley, jesuíta



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© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013



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Décimo terceiro domingo, Ano C
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.6.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: décimo segundo domingo

23 DE JUNHO DE 2013

Há fontanários, jatos de água, cascatas, ribeiros ou rios, cursos de água, mas também chuva e tempestades... a água aparece e move-se de mil e uma formas. Escuta a água a correr ou a cair, saborea a sua frescura quando está calor ou refresca-te durante um passeio, intercede junto do Pai para que os cidadãos descubram um dia a fonte da verdadeira vida.

Em casa
Por que não fazer esta semana o jogo da adivinha: «Para vós, quem sou eu?». Em família, com os amigos ou sozinho, encontrar tempo para responder, diariamente, a um tema diferente: «Quem sou eu, nos momentos de alegria e de felicidade?»; «Quem sou eu, nos momentos de dúvida?»; «Quem sou eu, nos momentos inesperados?»; «Quem sou eu, nos momentos de sofrimento?»... e assim, sucessivamente, para fazer memória da nossa vida. Escreve num caderno ou num papel que podes colocar no «espaço» de oração em casa, para oferecer ao Senhor, no domingo, esta cesta de frutos que é a nossa vida e dizer-lhe obrigado.



Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo

Muitas vezes, Jesus reza sozinho. Regularmente, retira-se para se concentrar no Pai e lhe rezar em segredo. Que belo segredo vai partilhar com os seus discípulos!
Ele confia neles ao confirmar que é o Messias, como também confia em nós, diariamente, ao dizer-nos incansavelmente tanto nos momentos de alegria como nos momentos de tristeza ou dificuldade: «Sim, eu sou o Messias».
E não se trata de dar uma no cravo e outra na ferradura, quando diz depois: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo». À partida, não é nada fácil escutar esta frase. Não será que ele conhece bem as nossas vicissitudes, as coisas a que nos apegamos e que como nos fechamos em nós mesmos?
É claro como a água: para seguir Jesus, não se pode fazer outra coisa senão renunciar a si mesmo. Certamente que já fizemos a experiência. Uma experiência maravilhosa, fabulosa, que nos ilumina e nos faz sair de nós mesmos para acolher o Amor; um Amor que dilata e abre ainda um pouco mais o nosso coração. 
Não hesitemos. Caminhemos com amor seguindo Jesus esta semana.

Emmanuelle Huyghues Despointes



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Décimo segundo domingo, Ano C
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 19.6.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: décimo primeiro domingo

16 DE JUNHO DE 2013

Um mendigo de mão estendida, um homem ou mulher sentado no passeio tendo um cão como único companheiro, um jovem de origem estrangeira provavelmente obrigado a fazer-se de pedinte, um sem abrigo encostado ao muro... Estes rostos que povoam as cidades não são os mais fáceis de contemplar. Todavia, cruzando com o olhar deles, respondendo ao não às suas solicitações, contemplemos neles a ferida de um mundo com falta de justiça e de dignidade. Então, imploremos a Cristo que a todos traga a cura através das nossas palavras e dos nossos atos.

Em casa
Esta semana, teremos a ousadia de derrubar as barreiras e convidar para a nossa mesa uma pessoa de quem à primeira vista não pensamos bem ou que consideramos longe de Deus? Ousaremos responder a um convite ao qual estavamos tentados a dizer não? Ou ainda teremos a ousadia de organizar uma refeição na nossa paróquia, convidando os mais pobres da sociedade? Seremos capazes de o fazer com a coragem que nos dá a nossa pertença a Cristo, para estar mais próximos dele?



Os teus pecados estão perdoados.

Estas palavras pronunciadas por Jesus são realmente uma boa notícia. Não só para a mulher a quem se dirigem, mas também para cada um de nós. Quem não deseja ser libertado de um peso que o esmaga, encontrar uma passagem numa via sem saída, ser amado para além das suas falhas ou faltas de amor, reafirmar o amor do seu Deus?
Jesus ousa perdoar uma mulher que todos julgam pecadora e indigna de se dirigir a ele e muito menos de derramar perfume nos seus pés. Para revelar o amor sem limites do Pai, Jesus, o Filho muito amado, derruba as barreiras, ignora todos os preconceitos, introduz uma novidade surpreendente: «Os teus pecados estão perdoados». Simão não acredita no que está a ouvir. Contudo, é isso mesmo que Jesus diz, respondendo ao gesto da mulher que o toca e por quem se deixou tocar. 
Esta semana, teremos o olhar de Simão ou de Jesus? Ousaremos libertar-nos de todos os preconceitos e julgamentos, simplesmente para acolher o perdão de Deus, para o dar ou receber de alguém? A bola está do nosso lado!

Anne-Marie Aitken



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Quem é este homem, que até perdoa os pecados
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 12.6.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: décimo domingo

9 DE JUNHO DE 2013

Odor do pão fresco numa padaria, aromas em frente a uma perfumaria, cheiros vindos das montras das floristas, mas também poluição dos carros e maus odores da cidade! Com o nariz incomodado com esta diversidade, peçamos ao Espírito que nos faça sentir e reconhecer o bom odor de Cristo.

Em casa
Graças a Deus não estamos perpetuamente na «morte»! E à nossa volta? Com os que estão connosco, podemos referir e falar (sobriamente) daqueles que atravessam as «ravinas da morte». Que vamos fazer para os ajudar, para os apoiar? Muitas vezes a morte, a depressão, dão medo. Tomemos consciência disso; e procuremos juntos a melhor maneira de agir que seja portadora de vida junto dessas pessoas. Uma pequena palavra, uma atenção, um sinal: mensagem, flores, pequeno presente, refeição simples para dizer: «não estás só, eu estou contigo». Não é difícil mas exige sair de si para mostrar, à nossa maneira, a ternura de Deus para com a pessoa em sofrimento.



Não chores... 

Eu te ordeno: levanta-te.

A mulher chora, tem motivos para isso! Imaginamo-la propositadamente dobrada sobre si mesma, tolhida pela dor, juntando todas as forças para conseguir enterrar o seu único filho, que a deixa só, sem proteção e à mercê de todos. 
Sobre o jovem, nada se sabe: acidente? Pouco importa, está morto. Perante tal drama, Jesus reage com uma grande ternura para com a mulher. A morte não pode triunfar sobre ela, porque a morte não levará o seu único filho.
Quantas vezes na nossa vida conseguimos vencer as situações de morte? A morte de alguém próximo que nos deixou por uns tempos fora da vida ou, então, períodos onde somos apanhados pelas forças da morte.
Nesses momentos, Jesus faz-se próximo de nós. Uma presença afetuosa de amigo ou um sinal que reconhecemos como apelo à vida. 
Saberemos perceber os «não chores... levanta-te»?
Saberemos estar presentes juntos daqueles que vivem na dor?
Demos glória a Deus, porque nos dá a viver momentos de intensa fraternidade.

Marie-Bernadette Caro, CVX



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Preparar o décimo domingo, ano c, no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.6.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: Corpo e Sangue de Jesus Cristo

2 DE JUNHO DE 2013

Fachadas de moradias individuais ou de prédios: que vida se esconde atrás delas? Risos e choros, famílias e celibatários, espaços habitados e espaços vazios... Ao contemplar as fachadas, volta-te para aquele que vê no segredo e pede-lhe que manifeste a sua presença naquela morada.

Em casa
O relato da multiplicação dos pães é uma bela ocasião para redescobrir o sentido da bênção do pão à mesa. No início da refeição, antes de partir ou cortar o pão pela primeira vez, faz um sinal da cruz com a mão ou com a faca. Se há uma oração de bênção, o gesto pode ser feito em silêncio. Se não há, então pode ser acompanhado por uma oração. Este gesto simples recorda a presença de Cristo que se deu a conhecer aos discípulos à mesa, na aldeia de Emaús (Lucas 24, 13-35). Coloca-nos também em comunhão com todos os nossos irmãos judeus que partilham connosco este gesto simples de bênção.



Dai-lhes vós de comer

Que bem, Jesus! Embora pudesse saciar sozinho a multidão que o escuta e segue durante todo o dia, coloca os discípulos em destaque na cena. Como se pudessem, sozinhos, fazer milagres!
Que bem, Jesus! Ele não entra em pânico quando percebe que os discípulos não têm mais do que cinco pães e dois peixes para alimentar a multidão inteira. Não desespera. Tem até a coragem de agradecer a Deus o «tão pouco» que dá. Ergue os olhos ao céu sem soltar um lamento ou um protesto!
Que bem, Jesus! Quando multiplica, multiplica! Não tem medo que haja sobras, e em quantidade. Como se tivesse a certeza de que um dia o mundo inteiro pudesse ser alimentado pela sua presença.
Que bem, Igreja! Com esta passagem evangélica, ela recorda-nos que Jesus se dá a nós em alimento através do seu Corpo e do seu Sangue, para que possamos dar, em contrapartida, o «tão pouco» de nós mesmos ao mundo.
Vertiginoso? Não.
Miraculoso? Também não.
Evangélico? Certamente.

Thierry Lamboley, jesuíta



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Corpo e Sangue de Jesus Cristo: pães e peixes

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.5.13 | Sem comentários
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