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MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mergulhados na «mística do instante», vivemos a Páscoa na redescoberta do sentido do tato: convidados a experienciar o toque do Ressuscitado. Antes de mais, remete para a possibilidade de nos deixarmos tocar, como no caso de Tomé: «foi o Ressuscitado quem tocou em Tomé, tocou-o com o dom da fé». Ora, Maria, como mãe, foi a primeira a ser tocada, ainda no ventre. Depois, desde Belém até ao Calvário, quantas vezes não terá tocado e sido tocada pelo seu Menino! Maria foi a pessoa que melhor viveu o sentido do tato na relação humana e espiritual com Jesus Cristo. Por isso, em maio, «mês de Maria», ela une-se ao convite pascal para nos deixarmos tocar por Jesus Cristo e pelo Evangelho.

Maio, Mês de Maria: a mãe da evangelização!

«Juntamente com o Espírito Santo, sempre está Maria no meio do povo. Ela reunia os discípulos para O invocarem (Atos 1, 14), e assim tornou possível a explosão missionária que se deu no Pentecostes. Ela é a Mãe da Igreja evangelizadora e, sem Ela, não podemos compreender cabalmente o espírito da nova evangelização» — é com estas afirmações que o papa Francisco inicia a reflexão sobre Maria na Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual. O Papa lembra que «ao pé da cruz, na hora suprema da nova criação, Cristo conduz-nos a Maria; conduz-nos a ela, porque não quer que caminhemos sem uma mãe [...]. Não é do agrado do Senhor que falte à sua Igreja o ícone feminino». Sãos os últimos quatro números (284 a 288) dedicados a «Maria, a mãe da evangelização»: «Ela é a mulher de fé, que vive e caminha na fé, e ‘a sua excecional peregrinação da fé representa um ponto de referência constante para a Igreja’. Ela deixou-Se conduzir pelo Espírito, através dum itinerário de fé, rumo a uma destinação feita de serviço e fecundidade. Hoje fixamos nela o olhar, para que nos ajude a anunciar a todos a mensagem de salvação e para que os novos discípulos se tornem operosos evangelizadores. [...] Há um estilo mariano na atividade evangelizadora da Igreja. Porque sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto. Nela, vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentir importantes. Fixando-a, descobrimos que aquela que louvava a Deus porque ‘derrubou os poderosos de seus tronos’ e ‘aos ricos despediu de mãos vazias’ (Lucas 1, 52.53) é mesma que assegura o aconchego dum lar à nossa busca de justiça. E é a mesma também que conserva cuidadosamente ‘todas estas coisas ponderando-as no seu coração’ (Lucas 2, 19). Maria sabe reconhecer os vestígios do Espírito de Deus tanto nos grandes acontecimentos como naqueles que parecem impercetíveis. É contemplativa do mistério de Deus no mundo, na história e na vida diária de cada um e de todos. É a mulher orante e trabalhadora em Nazaré, mas é também nossa Senhora da prontidão, a que sai ‘à pressa’ (Lucas 1, 39) da sua povoação para ir ajudar os outros. Esta dinâmica de justiça e ternura, de contemplação e de caminho para os outros faz d’Ela um modelo eclesial para a evangelização. Pedimos-Lhe que nos ajude, com a sua oração materna, para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma mãe para todos os povos, e torne possível o nascimento dum mundo novo. É o Ressuscitado que nos diz, com uma força que nos enche de imensa confiança e firmíssima esperança: ‘Eu renovo todas as coisas’ (Apocalipse 21, 5)».

Laboratório da Fé vivida

«Seguir os mistérios do Rosário deve, por esta razão, levar-nos a aprofundar as razões da nossa fé e a concretizar as obras que este dom exige. Obras que se apresentem como respostas credíveis a cenários de egoísmo e de indiferença. Se observarmos com atenção os contextos que nos rodeiam, não será difícil perceber que as Obras de Misericórdia se apresentam como indispensáveis. Não será oportuno pensarmos, neste mês de Maio, em modalidades objetivas e palpáveis para concretizar essas mesmas 14 Obras? Quantos momentos teremos para as viver!... Neste contexto, o mês de Maio será uma verdadeira escola, tendo Maria por Mestra da fé e da caridade. Aprenderemos a dar a vida e redescobriremos a nossa vocação de Filhos de Deus. Connosco teremos a responsabilidade pessoal de ir construindo um mundo diferente através de pequenos atos de amor que, diariamente, realizaremos para testemunhar uma vida verdadeiramente mariana. Com este testemunho também a Igreja terá um rosto mais materno, oferecendo vida a todos, sobretudo aos mais necessitados» (Dom Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga).

© Laboratório da fé, 2015

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Maria, a mãe da evangelização!


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.5.15 | Sem comentários

FELIZ DAQUELA QUE ACREDITOU


Da Carta Encíclica do papa Francisco sobre a fé («Lumen Fidei»), 60:
A Maria, Mãe da Igreja e Mãe da nossa fé, nos dirigimos, rezando-lhe:

Ajuda, ó Mãe, a nossa fé.

Abre o nosso ouvido à Palavra,
para reconhecermos a voz de Deus
e o seu chamamento.

Desperta em nós
o desejo de seguir os seus passos,
saindo da nossa terra
e acolhendo a sua promessa.

Ajuda-nos a deixar-nos tocar
pelo seu amor,
para podermos tocá-Lo com a fé.

Ajuda-nos a confiar-nos plenamente a Ele,
a crer no seu amor,
sobretudo nos momentos
de tribulação e cruz,
quando a nossa fé
é chamada a amadurecer.

Semeia, na nossa fé,
a alegria do Ressuscitado.
Recorda-nos que quem crê
nunca está sozinho.

Ensina-nos a ver com os olhos de Jesus,
para que Ele seja luz no nosso caminho.

E que esta luz da fé
cresça sempre em nós
até chegar aquele dia sem ocaso
que é o próprio Cristo,
teu Filho, nosso Senhor.
Amen.

© Adaptação de Laboratório da fé, 2014

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Feliz daquela que acreditou
Postado por Anónimo | 1.5.14 | Sem comentários

FELIZ DAQUELA QUE ACREDITOU


O mês de Maio, popularmente designado como «Mês de Maria», desafia-nos a entrar na «casa» de Maria para aprender dela o caminho da fé. É oportunidade para contemplar a luz que ilumina a vida de Maria, para que a nossa vida seja também envolvida por essa luz intensa. Neste caminho, um ponto inicial acontece aquando da visita do mensageiro de Deus. É a Anunciação do Anjo, o anúncio da Boa Nova que vem salvar o seu povo, ao qual se segue o «sim» humilde de Maria que acolhe a promessa. Nela, Deus vem habitar na casa da Humanidade. Nela, o Verbo faz-se carne. Nela, a Palavra de Deus é «luz para os homens». Humilde, simples, pobre, sem orgulho nem vaidade, Maria deixa-se penetrar pelo amor do seu Deus.

Maio, Mês de Maria: feliz daquela que acreditou!

A reflexão do papa Francisco sobre a fé termina com uma referência a Maria, «ícone perfeito da fé, como dirá Santa Isabel: ‘Feliz de ti que acreditaste’ (Lucas 1, 45)» (Francisco, Carta Encíclica sobre a fé — «A luz da fé» — LF], 58). Isabel proclama a felicidade de Maria associada à sua fé, ao seu acreditar. Este é outro ponto fundamental para compreender a figura de Maria. Ela foi «a primeira que acreditou e esperou em Cristo, a primeira que O seguiu desde sua vinda ao mundo até sua morte-ressurreição: uma prioridade que não é meramente temporal, mas qualitativamente supre­ma. A existência cristã ficou insuperavelmente configurada em Maria, em sua adesão pessoal a Cristo e na participação em sua missão salvadora: em síntese, em sua entrega a Cristo e com Ele aos homens. Assim aparece a conexão entre o sentido que Maria deu à sua vida e o sentido que cada cristão é chamado a dar à sua própria vida: a resposta permanente e sempre nova a Cristo na fé-esperança-amor, na entrega a Cristo e aos homens» (Juan Alfaro, «Maria, A bem-aventurada porque acreditou», Edições Loyola, S. Paulo 1986, 6). Por isso, o Papa afirma que em Maria se cumpre o que foi refletido sobre a fé: «que o crente se envolve todo na sua confissão de fé. Pelo seu vínculo com Jesus, Maria está intimamente associada com aquilo que acreditamos» (LF 59). Em tempo de Páscoa, «envolvido numa luz intensa», o cristão aprende com Maria a acompanhar Jesus Cristo, antes e depois da Ressurreição, como confirmam os Atos dos Apóstolos (capítulo 1, versículo 14): «E todos unidos pelo mesmo sentimento, entregavam-se assiduamente à oração, com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus». A felicidade de Maria no seu acreditar é um testemunho para todos os cristãos, quer da Igreja nascente, quer da Igreja do terceiro milénio. Por isso, «se a fé é sinónimo de ‘estar com Jesus’, Maria ensina-nos esta arte, desde que cada um encontre um tempo próprio, para que, livre de preocupações, saboreie a graça deste encontro, aprofundando o sentido da vida e restituindo esperança a quem se sente perplexo» (Dom Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga). Por fim, a Visitação de Maria à sua prima Isabel (festa litúrgica que se celebra no último dia do mês: 31 de maio) recorda que «Maria sai da sua casa natal, inicia a sua viagem, metáfora de todas as viagens da alma e da própria vida. Quando abres a tua vida a Deus, então nunca mais deves ter moradas. A dinâmica da existência processa-se do interior para o exterior, da própria casa para o espaço do mundo, do eu para o espaço dos afetos e das relações» (Ermes Ronchi, «As casas de Maria. Polifonia da existência e dos afetos», ed Paulinas, Prior Velho 2009, 25).

Laboratório da Fé celebrada

«Continuamos o encargo de ‘redescobrir a Identidade Cristã’ num compromisso de mergulhar numa compreensão mais consciente da fé. Ela é dom de Deus a acolher e compreender. Compreender através da reflexão e acolher mediante momentos de intimidade com Deus por Jesus Cristo e no Espírito Santo. Como peregrinos e membros dum Povo, necessitamos de olhar para referências e aproveitar os momentos favoráveis. […] Embora a devoção seja já antiga, o mês de Maio, particularmente, tornou-se um tempo carregado duma densidade mariana que não pode ser esquecida. […] Saibamos aproveitar este tempo e peçamos a Maria que nos coloque na dinâmica dos ‘eixos’ apontados pelo nosso Programa Pastoral: Domingo, Oração, sacramentos, Ministérios, Ano litúrgico e Religiosidade Popular. Tudo são itinerários para um encontro com Cristo presente na comunidade, pois ‘onde dois ou três estão reunidos no meu nome, Eu estarei no meio deles’ (Mateus 18, 20)» (Dom Jorge Ortiga).

© Laboratório da fé, 2014

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Feliz daquela que acreditou
Postado por Anónimo | 1.5.14 | Sem comentários

Mês de maio, Mês de Maria


O papa João Paulo II, no dia 13 de agosto de 1997, dedicou uma Audiência Geral ao tema «Maria e a maternidade da Igreja» para comentar o número 63, que pertence ao oitavo capítulo da Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium» (LG) do II Concílio do Vaticano. O Papa comenta os adjetivos «eminente» e «única» atribuídos pelo Concílio à maternidade de Maria; e destaca a fé e a obediência de Maria, atitudes presentes no momento da Anunciação. Depois, refere-se à Igreja, para quem Maria tem de ser vista como um «modelo». Também aponta a relação dos cristãos com Maria como uma prova da sua influência na vida da Igreja: orações, devoções, peregrinações. «Ambas as mães, a Igreja e Maria, são essenciais para a vida cristã — conclui o Papa — ambas fazem reconhecer o mesmo amor divino que deseja comunicar-se aos seres humanos».

Caríssimos Irmãos e Irmãs:
1. É precisamente na maternidade divina que o Concílio divisa o fundamento da particular relação que associa Maria à Igreja. Lemos na Constituição dogmática Lumen gentium que «pelo dom e missão da maternidade divina, que a une a seu Filho Redentor, e pelas suas singulares graças e funções, está também a Virgem intimamente ligada à Igreja» (n.º 63). A este mesmo pressuposto faz sempre referência a citada Constituição dogmática sobre a Igreja, para esclarecer as prerrogativas de «tipo» e «modelo», que a Virgem exerce em relação ao Corpo Místico de Cristo: «Com efeito, no mistério da Igreja, a qual é também com razão chamada mãe e virgem, a bem-aventurada Virgem Maria foi adiante, como modelo eminente e único de virgem e mãe» (ibid.).
A maternidade de Maria é definida «eminente e única», pois constitui um facto singular e irrepetível: Maria, com efeito, antes de exercer a sua função materna para com os homens, é a Mãe do Filho unigénito de Deus feito homem. A Igreja, ao contrário, é mãe enquanto gera espiritualmente Cristo nos fiéis, e portanto exerce a sua maternidade em relação aos membros do Corpo Místico.
Assim, a Virgem constitui para a Igreja um modelo superior, precisamente devido à unicidade da sua prerrogativa de Mãe de Deus.
2. A Lumen gentium, ao aprofundar a maternidade de Maria, recorda que esta se realizou também com disposições eminentes da alma: «Porque, acreditando e obedecendo, gerou na terra, sem ter conhecido varão, por obra e graça do Espírito Santo, o Filho do eterno Pai; nova Eva, que acreditou sem a mais leve sombra de dúvida, não na serpente antiga, mas no mensageiro celeste » (LG, 63).
Destas palavras emerge com clareza que a fé e a obediência de Maria na Anunciação constituem para a Igreja virtudes a imitar e, num certo sentido, dão início ao seu itinerário materno no serviço aos homens chamados à salvação.
A maternidade divina não pode estar isolada da dimensão universal, que lhe foi atribuída pelo plano salvífico de Deus, o qual o Concílio não hesita em reconhecer: «Ela deu à luz um Filho, que Deus estabeleceu primogénito de muitos irmãos (cf. Rm 8, 29), isto é, dos fiéis, para cuja geração e educação Ela coopera com amor de mãe» (LG, 63).
3. A Igreja torna-se mãe, tomando como modelo Maria. A respeito disso, o Concílio afirma: «A Igreja que contempla a sua santidade misteriosa e imita a sua caridade, cumprindo fielmente a vontade do Pai, torna-se também ela própria mãe, pela fiel recepção da palavra de Deus: efectivamente, pela pregação e pelo Baptismo gera, para vida nova e imortal, os filhos concebidos por acção do Espírito Santo e nascidos de Deus» (LG, 64).
Analisando esta descrição da obra materna da Igreja, podemos observar aqui como, dum certo modo, o nascimento do cristão está ligado ao nascimento de Jesus, e é como que um seu reflexo: os cristãos são «concebidos por obra do Espírito Santo» e a geração deles, fruto da pregação e do Baptismo, assemelha-se assim à do Salvador.
Além disso a Igreja, ao contemplar Maria, imita-lhe a caridade, o fiel acolhimento da Palavra de Deus e a docilidade no cumprimento da vontade do Pai. Realiza, seguindo o exemplo da Virgem, uma fecunda maternidade espiritual.
4. A maternidade da Igreja, porém, não torna supérflua a de Maria que, continuando a exercer a sua influência sobre a vida dos cristãos, contribui para atribuir à Igreja uma feição materna. À luz de Maria, a maternidade da Comunidade eclesial, que poderia parecer bastante geral, é chamada a manifestar-se de modo mais concreto e pessoal em relação a cada homem remido por Cristo.
Ao mostrar-se como Mãe de todos os crentes, Maria suscita neles relações de autêntica fraternidade espiritual e de diálogo incessante.
A experiência quotidiana de fé, em cada época e em todos os lugares, põe em evidência o facto de muitos precisarem de confiar a Maria as necessidades da vida quotidiana, abrindo confiantes o seu coração para pedirem a sua intercessão materna e obterem a sua alentadora protecção.
As orações dirigidas a Maria pelos homens de todos os tempos, as numerosas formas e manifestações do culto mariano, as peregrinações aos Santuários e aos lugares que recordam as maravilhas operadas por Deus Pai, mediante a Mãe de seu Filho, demonstram a extraordinária influência exercida por Maria na vida da Igreja. O amor do Povo de Deus pela Virgem sente a exigência de entretecer relações pessoais com a Mãe celeste. Ao mesmo tempo, a maternidade espiritual de Maria sustém e incrementa o exercício concreto da maternidade da Igreja.
5. Ambas as mães, a Igreja e Maria, são essenciais para a vida cristã. Poder-se-ia dizer que a primeira exerce uma maternidade mais objectiva, e a outra mais interior.
A Igreja torna-se mãe na pregação da Palavra de Deus, na administração dos sacramentos e em particular no Baptismo, na celebração da Eucaristia e no perdão dos pecados.
A maternidade de Maria exprime-se em todos os sectores da difusão da graça, de modo particular no quadro das relações pessoais.
Trata-se de duas maternidades inseparáveis: com efeito, ambas fazem reconhecer o mesmo amor divino que deseja comunicar-se aos seres humanos.

© Copyright 1997 - Libreria Editrice Vaticana — www.vatican.va —

João Paulo II - Karol Józef Wojtyła
Postado por Anónimo | 20.5.13 | Sem comentários

Maria na vida pública e na paixão de Cristo


Maria na vida pública e na paixão de Cristo — Na vida pública de Jesus, Sua mãe aparece duma maneira bem marcada logo no princípio, quando, nas bodas de Caná, movida de compaixão, levou Jesus Messias a dar início aos Seus milagres. Durante a pregação de Seu Filho, acolheu as palavras com que Ele, pondo o reino acima de todas as relações de parentesco, proclamou bem-aventurados todos os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática (cf. Marcos 3, 35 e paralelos; Lucas 11, 27-28); coisa que ela fazia fielmente (cf. Lucas 2, 19 e 51). Assim avançou a Virgem pelo caminho da fé, mantendo fielmente a. união com seu Filho até à cruz. Junto desta esteve, não sem desígnio de Deus (cf. João 19, 25), padecendo acerbamente com o seu Filho único, e associando-se com coração de mãe ao Seu sacrifício, consentindo com amor na imolação da vítima que d'Ela nascera; finalmente, Jesus Cristo, agonizante na cruz, deu-a por mãe ao discípulo, com estas palavras: mulher, eis aí o teu filho (cf. João 19, 26-27) (Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium», 58).

Mistérios a partir do texto da «Lumen Gentium»


  • PRIMEIRO MISTÉRIO: MARIA NAS BODAS DE CANÁ
No episódio das bodas de Caná, São João apresenta a primeira intervenção de Maria na vida pública de Jesus e põe em relevo a sua cooperação na missão do Filho. O significado e o papel que assume a presença da Virgem, manifestam-se quando falta o vinho. A opção de Maria manifesta a coragem da sua fé porque, até àquele momento, Jesus não tinha realizado algum milagre, nem em Nazaré, nem na vida pública (João Paulo II, Audiência Geral de 26 de fevereiro de 1997).

  • SEGUNDO MISTÉRIO: MARIA É A PRIMEIRA DISCÍPULA DE JESUS CRISTO
Maria é um exemplo para aqueles que acolhem a palavra de Cristo. Ela ensina-nos a pôr-nos em escuta confiante do Salvador, para descobrirmos n’Ele a Palavra divina que transforma e renova a nossa vida. A sua experiência encoraja-nos a aceitar as provas e os sofrimentos que derivam da fidelidade a Cristo, tendo o olhar fixo na bem-aventurança prometida por Jesus àqueles que escutam e guardam a Sua Palavra (João Paulo II, Audiência Geral de 12 de março de 1997).

  • TERCEIRO MISTÉRIO: MARIA AVANÇOU PELO CAMINHO DA FÉ
A Constituição do II Concílio do Vaticano sobre a Igreja afirma que Maria «avançou pelo caminho da fé». Estimados amigos, no Ano da Fé deixo-vos este ícone de Maria peregrina, que segue o seu Filho Jesus e precede todos nós no caminho da fé (Francisco, «Regina Coeli» de 5 de maio de 2013). Maria é sustentada pela fé, que se revigorou no decurso dos acontecimentos da sua existência e, sobretudo, durante a vida pública de Jesus (João Paulo II, Audiência Geral de 2 de abril de 1997).

  • QUARTO MISTÉRIO: MARIA SOFREU JUNTO À CRUZ
Maria «manteve fielmente a união com seu Filho até à cruz». O Concílio recorda-nos a «compaixão de Maria», em cujo coração se repercute tudo aquilo que Jesus sofre, sublinhando a sua vontade de participar no sacrifício redentor e de unir o próprio sofrimento materno à oferenda sacerdotal do Filho. A esperança de Maria aos pés da cruz encerra uma luz mais forte do que a obscuridade que reina em muitos corações: diante do Sacrifício redentor, nasce em Maria a esperança da Igreja e da humanidade (João Paulo II, Audiência Geral de 2 de abril de 1997).

  • QUINTO MISTÉRIO: MARIA É MÃE DO DISCÍPULO
Na Cruz, Jesus não proclamou de modo formal a maternidade universal de Maria, mas instaurou uma concreta relação materna entre Ela e o discípulo predileto. Nesta escolha do Senhor pode-se entender a preocupação de que essa maternidade não seja interpretada em sentido vago, mas indique a intensa e pessoal relação de Maria com cada um dos cristãos. Possa cada um de nós, precisamente devido a esta concretização da maternidade universal de Maria, reconhecer plenamente nela a própria Mãe, entregando-se com confiança ao seu amor materno (João Paulo II, Audiência Geral de 23 de abril de 1997).

  • TRÊS AVE MARIAS FINAIS
Nesta semana da vida, peçamos a Maria que nos ajude a dar mais vida à nossa vida. Maria é a Mãe de todos os que renascem para a vida. Ela é verdadeiramente a Mãe da Vida que faz viver todos os homens; ao gerar a Vida, gerou de certo modo todos aqueles que haviam de viver dessa Vida (João Paulo II, Carta Encíclica «O Evangelho da Vida», 138).

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© Laboratório da fé, 2013

Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.5.13 | Sem comentários

Nossa Senhora de Fátima, 13 de maio


Evangelho segundo Mateus 12, 46-50

Naquele tempo, enquanto Jesus estava a falar à multidão, chegaram sua Mãe e seus irmãos. Ficaram do lado de fora e queriam falar-Lhe. Alguém Lhe disse: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo». Mas Jesus respondeu a quem O avisou: «Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?». E apontando para os discípulos, disse: «Estes são a minha mãe e os meus irmãos: todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe».

Esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe

A Igreja que está em Portugal celebra, neste dia 13 de maio, a festa em honra de Nossa Senhora de Fátima. Trata-se da evocação de um acontecimento vivido pelos «pastorinhos» Lúcia, Jacinta e Francisco, no dia 13 de maio de 1917, na Cova da Iria, em Fátima. Entre as várias opções apresentadas pelo lecionário para este dia, seguimos o texto evangélico de Mateus (12, 46-50).
Jesus Cristo viveu com a sua família, em Nazaré, cerca de 30 anos. Apesar de não existirem dados sobre esse tempo vivido em Nazaré, parece-nos o mais provável. Depois, talvez atraído pelos apelos de João Batista, abandonou a sua povoação e o seu trabalho, e partiu para uma nova experiência, cujo início fica marcado pelo batismo no rio Jordão. A partir daqui, reuniu à sua volta um grupo seguidores (homens e mulheres) dispostos a partilhar a vida. 
Ao iniciar uma nova forma de convivência (familiar), Jesus Cristo descobriu uma maneira de viver ainda mais forte do que a relação familiar. É claro que Jesus Cristo não põe em causa a família. Mas deu-se conta de que a relação alicerçada na fé pode ter mais vantagens do que a relação biológica. É neste sentido que podemos interpretar as declarações do texto evangélico: «Estes são a minha mãe e os meus irmãos: todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe».
Jesus Cristo apresenta os discípulos como a sua nova família. Aqueles e aquelas que se alimentam da sua palavra e vivem os seus ensinamentos, isto é, os que se dedicam a ser suas testemunhas são os membros da sua família. «A família que Jesus pretende, para além de qualquer outra consideração, é a que se fundamenta na fé e no amor. 'Quem são a minha mãe e os meus irmãos?' — pergunta um dia Jesus de forma provocatória, precisamente diante da sua família carnal. E o próprio Jesus, apontando para outros que não eram da sua família carnal, referiu-se aos que escutavam a sua palavra, dizendo: 'Estes são a minha mãe e meus irmãos: os que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática'» (Martín Gelabert Ballester).
Maria está presente nos dois lados familiares: biológico e eclesial. Na verdade, Maria é a primeira cristã, a primeira discípula do seu filho. «Maria foi a primeira que observou de maneira plena a palavra do seu Filho, demonstrando deste modo que O ama não apenas como Mãe, mas ainda antes como serva humilde e obediente; por isso, Deus Pai amou-a e nela a Santíssima Trindade fez a sua morada» (Bento XVI).
Neste mês de maio, «Mês de Maria» em tempo de Páscoa, deixemo-nos guiar pelo exemplo de Maria: «fazei tudo o que ele vos disser», para sermos membros da sua família.

© Laboratório da fé, 2013

João 20, 20 - www.laboratoriodafe.net
Postado por Anónimo | 13.5.13 | Sem comentários

Maria na Anunciação


Consideram com razão os santos Padres que Maria não foi utilizada por Deus como instrumento meramente passivo, mas que cooperou livremente, pela sua fé e obediência, na salvação dos homens. Como diz Santo Ireneu, «obedecendo, ela tornou-se causa de salvação, para si e para todo o género humano». Eis porque não poucos, Padres afirmam com ele, nas suas pregações, que «o nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; e aquilo que a virgem Eva atou, com a sua incredulidade, desatou-o a virgem Maria com a sua fé»; e, por comparação com Eva, chamam Maria a «mãe dos vivos» e afirmam muitas vezes: «a morte veio por Eva, a vida veio por Maria» (Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium», 56).

Mistérios a partir do texto da «Lumen Gentium»


  • PRIMEIRO MISTÉRIO: FÉ E OBEDIÊNCIA
O consentimento de Maria é consentimento de fé. Encontra-se na linha da fé: fé generosa, que se abre à Palavra de Deus, que acolhe a vontade de Deus, qualquer que seja e onde quer que se manifeste; fé forte, que supera todas as dificuldades, as incompreensões e as crises; fé operosa, alimentada como viva chama de amor, que deseja colaborar fortemente com os desígnios de Deus sobre nós. Cada um de nós deve estar pronto a responder, como Maria, na fé e na obediência, para cooperar na edificação do Reino de Deus (João Paulo II, Audiência Geral de 25 de março de 1981).

  • SEGUNDO MISTÉRIO: CAUSA DE SALVAÇÃO
Santo Ireneu afirmou: Maria «tornou-se causa de salvação para todo o género humano» e o seio puro da Virgem «regenera os homens em Deus». Fazem-lhe eco Santo Ambrósio que afirma: «Uma Virgem gerou a salvação do mundo, uma Virgem deu a vida a todas as coisas», e outros Padres que dão a Maria o título de «Mãe da salvação». Santo Anselmo assim se dirige a Maria: «Tu és a mãe da salvação e dos salvados» (João Paulo II, Audiência Geral de 17 de setembro de 1997).

  • TERCEIRO MISTÉRIO: NOVA EVA
Na simplicidade da casa de Nazaré, Maria vive o «resto» puro de Israel, do qual Deus quer fazer renascer o seu povo, como uma árvore nova que estenderá os seus ramos no mundo inteiro, oferecendo a todos os homens frutos bons de salvação. Diferentemente de Adão e Eva, Maria permanece obediente à vontade do Senhor, pronuncia o seu «sim» total e põe-se plenamente à disposição do desígnio divino. É a nova Eva, verdadeira «mãe de todos os vivos», isto é, de quantos pela fé em Cristo recebem a vida eterna (Bento XVI, Angelus de 8 de dezembro de 2009).

  • QUARTO MISTÉRIO: MÃE DOS VIVOS
A Virgem Maria «cooperou livremente, pela sua fé e obediência, na salvação dos homens». Pronunciou o seu «faça-se em mim segundo a tu palavra» em nome de toda a humanidade: pela sua obediência, tornou-se a nova Eva, mãe dos vivos (Catecismo da Igreja Católica, 511). A sua maternidade, aceite livremente por obediência ao desígnio divino, converte-se em fonte de vida para a humanidade inteira (João Paulo II, Audiência Geral de 18 de setembro de 1996).

  • QUINTO MISTÉRIO: A VIDA VEIO POR MARIA
Hoje, começa a Semana da Vida, este ano sob o tema: «Dá mais vida à tua vida». A colaboração de Maria no projeto salvador de Deus aponta para nós o caminho da vida em abundância oferecida a toda a humanidade. O «sim» de Maria abre-nos as portas da vida, graças à encarnação de Jesus Cristo. Por isso, Maria é verdadeiramente a Mãe da Vida. Agora, é responsabilidade de cada um de nós fazer com que a vida seja sempre respeitada em todas as circunstâncias.

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© Laboratório da fé, 2013

Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 12.5.13 | Sem comentários

Mês de maio, Mês de Maria


Oração a partir do texto da Lumen Gentium 53-54

Santa Virgem Maria:
na Anunciação do Anjo
recebeste o Verbo de Deus no teu coração e no teu seio,
e deste a Vida ao mundo.
Por isso, com razão és reconhecida e honrada
como verdadeira Mãe de Deus Redentor.
Tu és a Mãe de Cristo!
Tu és a Mãe da Igreja!
Tu és a Mãe da Humanidade!

Remida dum modo mais sublime,
em atenção aos méritos de teu Filho,
e unida a Ele por um vínculo estreito e indissolúvel,
foste enriquecida com a excelsa missão e dignidade
de seres Mãe de Deus Filho.
Por isso, és Filha predileta do Pai
e templo do Espírito Santo.

Por este dom insigne da graça,
levas vantagem às demais criaturas do céu e da terra.
Mas também estás associada,
na descendência de Adão,
a todos os que devem ser salvos.

És verdadeiramente Mãe dos membros de Cristo,
pois com o teu amor contribuis para que, na Igreja,
nasçam os fiéis, de quem Ele é Cabeça.
Por isso és saudada
como membro singular da Igreja,
o seu modelo acabado na fé e na caridade.

Santa Virgem Maria,
a Igreja católica, ensinada pelo Espírito Santo,
honra-te como sua mãe amantíssima,
dedicando-te afeto de piedade filial.
Por isso te cantamos:
Ave, Maria, Mãe da Igreja!
Santa Maria, minha Mãe! (bis)

© Lopes Morgado

Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.5.13 | Sem comentários

A Virgem Maria e a Igreja


A Virgem Maria, que na anunciação do Anjo recebeu o Verbo no coração e no seio, e deu ao mundo a Vida, é reconhecida e honrada como verdadeira Mãe de Deus Redentor. Remida dum modo mais sublime, em atenção aos méritos de seu Filho, e unida a Ele por um vínculo estreito e indissolúvel, foi enriquecida com a excelsa missão e dignidade de Mãe de Deus Filho; é, por isso, filha predileta do Pai e templo do Espírito Santo, e, por este insigne dom da graça, leva vantagem á todas as demais criaturas do céu e da terra (Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium», 53).

Mistérios a partir do texto da «Lumen Gentium»


  • PRIMEIRO MISTÉRIO: A ANUNCIAÇÃO DO ANJO
A Anunciação do anjo a Maria é um ponto culminante na História da Salvação. Deus cumpre as suas promessas. «A Anunciação a Maria inaugura a ‘plenitude dos tempos’, isto é, o cumprimento das promessas e dos preparativos. Maria é convidada a conceber Aquele em quem habitará ‘corporalmente toda a plenitude da Divindade’» — afirma o Catecismo da Igreja Católica (número 484). O anjo simboliza a presença de Deus. E Maria acolhe essa presença «no coração e no seio».

  • SEGUNDO MISTÉRIO: A DÁDIVA DA VIDA
«Bendita por Deus entre todas as mulheres, por Vós recebemos o Autor da vida» — reza a Igreja numa das antífonas da Liturgia das Horas do Comum de Nossa Senhora. Na oração da «Ave maria» fazemos memória deste acontecimento crucial da nossa fé. O Verbo fez-se carne para habitar entre nós, para nos fazer participantes da vida divina, para conhecermos o amor do Pai. A participação neste amor deu a Maria a força necessária para proclamar o seu «sim». E tornou-se «bendita entre todas as mulheres».

  • TERCEIRO MISTÉRIO: A MÃE DO REDENTOR
A qualificação de Mãe de Deus é o apelativo fundamental com o qual a Comunidade dos crentes honra, poderíamos dizer, desde sempre a Virgem Santa. Ela exprime bem a missão de Maria na história da salvação. Todos os outros títulos atribuídos a Nossa Senhora encontram o seu fundamento na sua vocação para ser Mãe do Redentor, a criatura humana eleita por Deus para realizar o plano de salvação, centrado no grande mistério da encarnação do Verbo (Bento XVI, Audiência Geral de 2 de janeiro de 2008).

  • QUARTO MISTÉRIO: A FILHA PREDILETA DO PAI
Em Maria, filha predileta do Pai, manifestou-se o desígnio divino de amor pela humanidade. Ao destiná-la a tornar-se a mãe de seu Filho, o Pai escolheu-a entre todas as criaturas e elevou-a à mais alta dignidade e missão ao serviço do seu povo. A alegria própria do Pai, que consiste em ter junto de Si o Filho, é oferecida a todos, mas antes de tudo é confiada a Maria para que dela se difunda na comunidade humana (João Paulo II, Audiência Geral de 5 de janeiro de 2000).

  • QUINTO MISTÉRIO: O TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO
Maria não precisa de alterar nada na sua vida. Ela é convidada a deixar-se habitar pelo Espírito Santo. É o poder criador de Deus que faz a sua habitação no seio de Maria. E assim, Maria pode acolher, «no coração e no seio», o Filho de Deus. Aberta totalmente à ação do Espírito Santo, Maria entrega a Deus a possibilidade de a cumular com o seu amor. Entreguemos também nós o nosso corpo a Deus, tornemos o nosso corpo cada vez mais um instrumento do amor de Deus, um templo do Espírito Santo!

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© Laboratório da fé, 2013

Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.5.13 | Sem comentários

Mês de maio, Mês de Maria


«Será decisivo repassar, durante este Ano da Fé, a história da nossa fé [...].
Ao longo deste tempo, manteremos o olhar fixo sobre Jesus Cristo [...].
Pela fé, Maria acolheu a palavra do Anjo e acreditou no anúncio de que seria Mãe de Deus na obediência da sua dedicação (cf. Lucas 1, 38). Ao visitar Isabel, elevou o seu cântico de louvor ao Altíssimo pelas maravilhas que realizava em quantos a Ele se confiavam (cf. Lucas 1, 46-55). Com alegria e trepidação, deu à luz o seu Filho unigénito, mantendo intacta a sua virgindade (cf. Lucas 2, 6-7). Confiando em José, seu Esposo, levou Jesus para o Egipto a fim de O salvar da perseguição de Herodes (cf. Mateus 2, 13-15). Com a mesma fé, seguiu o Senhor na sua pregação e permaneceu a seu lado mesmo no Gólgota (cf. João 19, 25-27). Com fé, Maria saboreou os frutos da ressurreição de Jesus e, conservando no coração a memória de tudo (cf. Lucas 2, 19.51), transmitiu-a aos Doze reunidos com Ela no Cenáculo para receberem o Espírito Santo (cf. Atos dos Apóstolos 1, 14; 2, 1-4)» (Bento XVI, «A Porta da Fé», 13).

Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 2.5.13 | Sem comentários

Oração para o mês de maio, Mês de Maria


Maria,
peregrina como nós no caminho da fé: 
«Feliz és tu, porque acreditaste»! 

Pela fé, 
com alegria e trepidação, 
geraste no teu seio 
e deste à luz o Filho de Deus, 
que primeiro concebeste pela fé. 
Na fé, adoraste o Menino Deus, 
que saiu do teu ventre, como fruto bendito. 

Pela fé, 
guardaste no coração todas aquelas coisas, 
que no momento não compreendias, 
nas palavras e gestos do teu Filho. 

Com a mesma fé, 
aceitaste seguir Jesus Cristo, 
em todos os passos da sua missão. 
Foste a primeira e fiel discípula, 
na escuta e no acolhimento da Palavra. 

Com a mesma fé, 
permaneceste sempre ao lado de Jesus Cristo. 
Mesmo no Gólgota, 
acompanhaste o teu Filho 
no sofrimento e na morte. 

Com a mesma fé 
— e contra toda a esperança —, 
viveste a espera da sua ressurreição. 
Entre a Páscoa e o Pentecostes, 
saboreando os frutos da ressurreição, 
transmitiste a memória fiel de Jesus Cristo 
a todo o Corpo da Igreja, que estava a nascer.

Pela fé, 
acreditamos que foste elevada aos Céus, 
onde agora és a Estrela 
que nos aponta o caminho, 
mesmo nos momentos de dúvida, de crise, 
de silêncio e de sofrimento. 

Por isso, 
neste mês de Maio, 
voltamo-nos para ti e te pedimos: 
ajuda-nos a ver o que não se vê, 
a acolher e a descobrir o Deus vivo, 
que vive e cresce dentro de nós. 

Santa Maria, 
Mãe de Deus e Mãe da Igreja, 
dá-nos, como outrora, nas bodas de Caná, 
indicações a seguir, 
que suscitem e amparem a nossa fé, 
sobretudo quando Deus nos parece ausente 
e nos falta a alegria da fé. 

«Fazei tudo o que Ele vos disser» 
— disseste ao serventes. 
Tu bem sabes que são «felizes 
os que escutam a Palavra de Deus 
e a põem em prática». 
Mostra-nos a alegria da fé, 
para nos alimentarmos da Palavra. 
E para levarmos esta Boa Nova a toda a gente, 
sobretudo aos que esperam de nós 
o testemunho audaz e feliz da fé. 

A ti, feliz porque acreditaste, 
confiamos o nosso coração e a nossa vida, 
para que tornes mais bela e forte a nossa fé!

Esta oração foi elaborada a partir de uma oração do padre Amaro Gonçalo, 
da paróquia de Nossa Senhora da Hora, Matosinhos, Porto.
© Laboratório da fé, 2013

Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 2.5.13 | Sem comentários

Maio, Mês de Maria


«Maria expressa sobretudo o segredo mais profundo da sua vida. Nestas palavras, ela está por inteiro. A sua vida, de facto, foi um ‘sim’ profundo ao Senhor. Um ‘sim’ cheio de alegria e de confiança. Maria, cheia de graça, viveu toda a sua existência completamente disponível a Deus, em perfeita sintonia com a vontade divina. [...] ‘Fazei tudo o que Ele vos disser’. Esta breve frase contém o programa de vida que Maria realizou como primeira discípula do Senhor. É um programa de vida que se apoia num fundamento sólido que tem um nome: Jesus. [...] Construí a vossa vida sobre o fundamento que é Jesus. Desejo que a vossa meditação sobre o mistério de Maria vos leve a imitar a sua maneira de viver. Aprendei com ela a escutar e a pôr em prática a Palavra de Deus» (João Paulo II, Mensagem para o Dia Mundial da Juventude de 1988). 

Ano da Fé

Em pleno Ano da Fé para celebrar o cinquentenário do II Concílio do Vaticano, somos convidados a repassar a história da nossa fé, mantendo o olhar fixo sobre Jesus Cristo: nele encontra plena realização o desejo mais profundo do coração humano. «Pela fé, Maria acolheu a palavra do Anjo e acreditou no anúncio de que seria Mãe de Deus na obediência da sua dedicação. Ao visitar Isabel, elevou o seu cântico de louvor ao Altíssimo pelas maravilhas que realizava em quantos a Ele se confiavam. Com alegria e trepidação, deu à luz o seu Filho unigénito, mantendo intacta a sua virgindade. Confiando em José, seu Esposo, levou Jesus para o Egito a fim de O salvar da perseguição de Herodes. Com a mesma fé, seguiu o Senhor na sua pregação e permaneceu a seu lado mesmo no Gólgota. Com fé, Maria saboreou os frutos da ressurreição de Jesus e, conservando no coração a memória de tudo, transmitiu-a aos Doze reunidos com Ela no Cenáculo para receberem o Espírito Santo» (Bento XVI, «A Porta da Fé» 13). 

Mãe da Igreja

Neste caminho celebrativo, preparamos os 50 anos da proclamação de Maria como «Mãe da Igreja», pelo Papa Paulo VI (1964) e os 40 anos da Carta Encíclica sobre o culto mariano — «Marialis Cultus» (1974). Este documento dá continuidade ao oitavo capítulo da Constituição sobre a Igreja («Lumen Gentium» — LG) dedicado a Maria no mistério de Cristo e da Igreja. «A Mãe de Deus é o tipo e a figura da Igreja, na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo, como já ensinava S. Ambrósio» (LG 63). «A Virgem é invocada na Igreja com os títulos de advogada, auxiliadora, socorro, medianeira. Mas isto entende-se de maneira que nada tire nem acrescente à dignidade e eficácia do único mediador, que é Cristo» (LG 62). «Na verdade, as várias formas de piedade para com a Mãe de Deus, aprovadas pela Igreja, dentro dos limites de sã e recta doutrina, segundo os diversos tempos e lugares e de acordo com a índole e modo de ser dos fiéis, têm a virtude de fazer com que, honrando a mãe, melhor se conheça, ame e gloria fique o Filho, por quem tudo existe e no qual ‘aprouve a Deus que residisse toda a plenitude’, e também melhor se cumpram os seus mandamentos» (LG 66). «Os fiéis lembrem-se de que a verdadeira devoção não consiste numa emoção estéril e passageira, mas nasce da fé, que nos faz reconhecer a grandeza da Mãe de Deus e nos incita a amar filialmente a nossa mãe e a imitar as suas virtudes» (LG 67). 

Fazei tudo o que ele vos disser

«Esta passagem diz-nos, na sua simplicidade, duas coisas muito importantes. A primeira é que Deus se interessa sempre por nós, até mesmo nas festas e durante os banquetes. A segunda é que também Maria se interessa por essas nossas ocupações e as olha com um olhar vigilante e maternal» (Carlo Maria Martini, «Tomados de assombro», ed. Paulinas).

© Laboratório da fé, 2013

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Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.5.13 | Sem comentários
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