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PREPARAR O DOMINGO TRIGÉSIMO TERCEIRO


A fé é perseverante ou é uma quimera. O evangelho do trigésimo terceiro domingo (Ano C) ao fazer a narração entrelaçada da destruição de Jerusalém e do seu Templo e do fim do mundo, apresenta uma afirmação decidida: «tudo será destruído». Mas depois suaviza com esta afirmação: «nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá». Os textos bíblicos apocalíticos, como o do trigésimo terceiro domingo, não são um «filme de terror»; são um apelo à esperança, um grito de resistência no meio da injustiça generalizada. O justo há de saber que o mal não tem a última palavra, que Deus está do seu lado. O mais fácil é sucumbir à tentação da oferta de poder, à tentação de abandonar a fé e o que ela significa de projeto para mudar o mundo. Ir contra a corrente, em muitas ocasiões, pode significar sofrer maledicências, perseguição e, em alguns casos, a morte (pensemos no testemunho dos cristãos em países de maioria islâmica; ou no martírio que irmãos nossos estão a sofrer na América Latina por defenderem os pobres perante a exploração; ou o perigo que padecem muitos missionários e missionárias em diversos países; ou...).
A perseverança — não a resignação — é a chave. Uma perseverança que nasce da confiança (a fé) no Deus de Jesus. Nenhuma dificuldade pode destruí-la.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o domingo trigésimo terceiro, Ano C, no Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.11.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO TRIGÉSIMO TERCEIRO


No último «Encontros com a Palavra», comentamos como a vida é o lugar privilegiado no qual se revela o rosto de Deus. O Senhor não é Deus de mortos, mas de vivos... e é na vida que nos comunica o seu projeto. Portanto, os cristãos não temos que consultar, como os gregos, o oráculo dos deuses, ou, como os assírios, as estrelas (astrologia), ou ler a mão, etc. Para saber o que Deus quer da nossa vida pessoal, comunitária ou social, só temos que abrir os olhos e ver... Não negar a realidade, não atraiçoá-la ou mentir sobre ela. Não ser como a avestruz que pensa que por deixar de ver a realidade, metendo a cabeça na areia, fará desaparecer o caçador. Não se trata, pois, de difíceis hieróglifos ou adivinhações; é simples; mas, às vezes, as coisas são tão simples, que não as vemos; são tão simples e tão quotidianas, que não lhes prestamos atenção; por isso, é fundamental ter olhos limpos para olhar a realidade sem medo. Por alguma razão Jesus, num momento de inspiração e «cheio do Espírito Santo, disse: 'Louvo-te Pai, Senhor do céu e da terra, porque mostraste aos simples as coisas que escondes aos sábios e entendidos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado» (Lucas 10, 21).
Esta foi a atitude fundamental de Jesus. Ter os olhos abertos diante da realidade, perante as coisas simples de cada dia, nas quais descobria os planos do seu Pai, Deus. Jesus aprendeu o que aprendeu sobre o Reino de Deus, olhando a sua vida e a vida do seu povo. A partir unicamente do Evangelho de São Mateus podemos chegar a uma lista como esta: Jesus fala de pão, sal, luz, lâmpadas, caixotes, traças, ladrões, aves, celeiros, flores, erva, palha, traves, troncos, cães, pérolas, porcos, pedras, cobras, peixes, portas, caminhos, ovelhas, uvas, espinhos, figos, cardos, fogo, casas, rochas, areia, chuva, rios, ventos, prostitutas, tocas, aves, ninhos, médicos, doentes, bodas, vestidos, telas, remendos, vinho, couros, odres, colheitas, trabalhadores, ouro, prata, cobre, bolsa, roupa, sandálias, bastões, pó, pés, lobos, serpentes, pombas, terraços, passarinhos, moedas, cabelos, árvores, frutos, víboras, semeador, semente, sol, raiz, grãos, ouvidos, joio, trigo, grãos, mostarda, horto, plantas, ramos, fermento, farinha, massa, tesouros, comerciantes, redes, mar, praias, cestas, fornos, boca, planta, raiz, cegos, buracos, ventre, céu, crianças, pedra de moinho, mão, pé, maneta, coxo, reis, funcionários, escravos, prisões, camelos, agulhas, vinhas, cebes, torres, lagar, terreno, lavradores, festas, convidados, criados, animais, hortelã, anis, cominhos, mosquitos, copos, pratos, sepulcros, galinhas, pintos, figueiras, virgens, azeite, dinheiro, banco, pastor, cabras... E por aí adiante.
Nestes elementos tão simples, Jesus descobriu o que Deus lhe pedia e o que Deus queria fazer com ele e com toda a humanidade. Não se trata de ver coisas distintas, novas, mas de olhar o mesmo, mas com uns olhos novos: «Mas Yahveh disse a Samuel: [...] O olhar de Deus não é como o humano, pois o ser humano vê as aparências, mas Yahveh vê o coração (1Samuel 16, 7). Esta maneira de ver é característica dos profetas; um olhar que não é propriamente o do turista. Esta é a resposta para a pergunta que fazem ao Senhor no evangelho do trigésimo terceiro domingo (Ano C): «Que sinal haverá de que está para acontecer?». Estão aí. Só temos que abrir os olhos e ver...

© Hermann Rodríguez Osorio, SJ
© Encuentros com la Palabra — blogue de Hermann Rodríguez Osorio
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o domingo trigésimo terceiro, Ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.11.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO TRIGÉSIMO TERCEIRO


Evangelho segundo Lucas 21, 5-19

Naquele tempo, comentavam alguns que o templo estava ornado com belas pedras e piedosas ofertas. Jesus disse-lhes: «Dias virão em que, de tudo o que estais a ver, não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído». Eles perguntaram-Lhe: «Mestre, quando sucederá isto? Que sinal haverá de que está para acontecer?». Jesus respondeu: «Tende cuidado; não vos deixeis enganar, pois muitos virão em meu nome e dirão: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não os sigais. Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis: é preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim». Disse-lhes ainda: «Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino. Haverá grandes terramotos e, em diversos lugares, fomes e epidemias. Haverá fenómenos espantosos e grandes sinais no céu. Mas antes de tudo isto, deitar-vos-ão as mãos e hão-de perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e às prisões, conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Assim tereis ocasião de dar testemunho. Tende presente em vossos corações que não deveis preparar a vossa defesa. Eu vos darei língua e sabedoria a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir ou contradizer. Sereis entregues até pelos vossos pais, irmãos, parentes e amigos. Causarão a morte a alguns de vós e todos vos odiarão por causa do meu nome; mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá. Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».



Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas

Como os outros evangelhos sinóticos (Marcos 13 e Mateus 24–25), Lucas conclui a pregação de Jesus, em Jerusalém, com um «sermão ou discurso escatológico» (21, 5-38), onde recolhe uma antologia de avisos e reflexões do Mestre sobre as realidades últimas (escatologia). Toda a doutrina de Jesus está impregnada de pensamento escatológico. Viveu e ensinou a viver o tempo dando-lhe valor de eternidade, deixando uma certeza: após o último passo de cada vida e da história de todos terá lugar o encontro transcendental e definitivo com Deus.
Na ótica de Lucas, o discurso escatológico é uma meditação sobre a história tendo como ambiente o templo de Jerusalém. É um texto difícil, não só pelo seu conteúdo, mas também pelo uso de uma linguagem «apocalítica», obscura e simbólica. Começa com uma introdução que é a profecia da destruição do monumental templo de Jerusalém (versículos 5-7), sinal da caducidade das instituições e dos valores temporais. Continua com a indicação dos sinais premonitórios do fim do mundo: por um lado, a presença dos falsos messias e profetas; por outro, as guerras, revoltas, fomes, pestes, terramotos e fenómenos astronómicos ou meteorológicos (versículos 8-11); a estas calamidades há que juntar a perseguição aos discípulos: traições, prisões, interrogatórios e martírios (versículos 12-19). É a primeira parte do discurso que corresponde com o texto proposto para o trigésimo terceiro domingo (Ano C).
A segunda parte continua com a descrição/profecia dos acontecimentos: o primeiro é a destruição de Jerusalém, que aconteceu no ano 70 depois de Cristo (versículos 20-24); o segundo é a vinda gloriosa de Cristo, no final dos tempos (versículos 25-28) descrita com uma linguagem inspirada nos profetas. A reflexão final exorta a estar sempre pronto para receber o Senhor (versículos 29-38).
Em resumo, o discurso escatológico não é uma previsão sobre o fim do mundo, mas uma mensagem de esperança, que nos convida a viver o presente com responsabilidade.

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o domingo trigésimo terceiro, Ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.11.13 | Sem comentários
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