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Palavra para hoje: domingo terceiro


«Uma luz se levantou», na «Galileia dos gentios», lugar de encontros e de desafios, terra de «fronteira». É para lá que Jesus Cristo se retira, tocado pela assassinato de João Batista. Entretanto, a sua hora, como a do Batista, virá rapidamente; é tempo de anunciar a «Boa Nova». Será uma pregação corajosa, conduzida pelo sopro do Espírito. Jesus Cristo é um Mestre cheio de autoridade que «vê» Simão, André, Tiago, João e chama-os a segui-lo... Vira-se a página, mas a palavra permanece sempre nova. A fidelidade, para a Igreja, é aceitar o desafio desta novidade, permanecer aberta ao sopro do Espírito. Então, a sua mensagem será sem rodeios, como a fez ressoar Jesus Cristo, na Galileia. E continuará a tocar os simples de coração.

Pergunta da semana: 

Quais são as «trevas» da minha vida que (mais) precisam da luz da fé?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.1.14 | Sem comentários

CELEBRAR O DOMINGO TERCEIRO

UMA LITURGIA SIMPLES E BELA

Apresentamos algumas sugestões para concretizar o fruto esperado deste ano pastoral: «uma liturgia simples e bela, sinal da comunhão entre Deus e os seres humanos».



A Boa Nova (Evangelho) do Reino

João Batista, o precursor, foi preso: a sua missão chegou ao fim. Começa a missão de Jesus Cristo: aquando do Batismo, foi investido pelo Pai e pelo Espírito para esta missão, que começa, agora, na Galileia. Jesus Cristo vai realizar o que tinha sido anunciado pelo profeta Isaías: a Boa Nova do Reino tem como primeiro destinatários os habitantes da Galileia, «terra de gentios». Entretanto, Jesus Cristo chama os (quatro) primeiros discípulos, para trabalhar com Ele no anúncio do Reino. Mais tarde, o apóstolo Paulo há de exortar os cristãos a não andarem divididos, pois é um péssimo testemunho do Evangelho.



Arte de celebrar

AMOR FRATERNO. «Não haja divisões entre vós» — exorta Paulo. Invejas e rivalidades podem aparecer nas nossas comunidades. As celebrações litúrgicas podem-se tornar num «lugar» de querelas entre uns e outros, na escolha de um cântico, na colocação de um arranjo floral! Estas tensões quase sempre são percebidas pelos membros da assembleia. Os atores da celebração precisam de refletir sobre as palavras do apóstolo Paulo e estar ao serviço da caridade que acompanha qualquer ação litúrgica. Um tempo de oração comum e de partilha da Palavra de Deus, vivido em equipa, contribuirá profundamente a fazer aumentar a mútua confiança e a tomada de consciência da importância de testemunhar o amor fraterno



Fé celebrada com a comunidade

«Uma luz se levantou». A temática da luz continua a preencher os textos bíblicos (cf. Tempo Comum: «vou fazer de ti a luz das nações»). No início da celebração, o espaço litúrgico pode ter o mínimo de luz necessário; à medida que a procissão de entrada progride por entre a assembleia, vão-se acendendo progressivamente as luzes. Seria também útil que o cântico de entrada acompanhasse esta temática (por exemplo: «Levanta-te Jerusalém» de F. Santos).




Fé celebrada com a catequese

O texto da primeira leitura (Isaías 8, 23b – 9, 3) e o texto do evangelho (Mateus 4, 12-23) fazem referência a cidades da Palestina e à região da Galileia. A maioria das edições da Bíblia possui, no final, um conjunto de mapas que podem ser úteis para a descoberta e localização dos lugares referenciados nos textos. Depois, pode-se preparar um «grande» mapa sem a indicação dos lugares e pedir às crianças para assinalarem esses lugares, bem como outros pontos: Jerusalém, Belém, Mar Mediterrâneo... O objetivo é ajudar as crianças a perceber que se tratam de lugares reais (como nas nossas freguesias e cidades). Esta proposta pode ser repetida ou realizada durante a Liturgia da Palavra (as crianças aproximam-se e «colam» no mapa os locais referenciados, na proclamação das leituras e/ou na homilia).

© Laboratório da fé, 2014

Celebrar o domingo terceiro (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 25.1.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO TERCEIRO

26 DE JANEIRO DE 2014


Isaías 8, 23b – 9, 3 (9, 1-4)

Assim como no tempo passado foi humilhada a terra de Zabulão e de Neftali, também no futuro será coberto de glória o caminho do mar, o Além do Jordão, a Galileia dos gentios. O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz se levantou. Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos. Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor.



O povo que andava nas trevas viu uma grande luz


O texto no seu contexto
. Isaías apresenta, neste texto, um oráculo de salvação com sabor messiânico. O autor dirige-se a uma terra que sofreu contínuas violências e humilhações; a última tinha sido a conquista do país pelo rei assírio Tiglatfalasar III, no ano 733. Esta terra, devastada e sempre posta em causa, recebe um anúncio de esperança. O povo de Israel era formado por dois grupos de tribos de «primeira categoria»: as do Norte, à volta de Siquém, que englobava as de Efraim, Manassés e Benjamim (o que se conhece como «Casa de José»); as tribos do Sul, à volta de Jerusalém e do Templo, que englobava as tribos de Judá, Simeão, Rúben e Levi (conhecida como «Casa de Judá»). As outras tribos também faziam parte de Israel, mas o seu protagonismo na história é escasso. Zabulão e Neftali são duas tribos que tinham ocupado a baixa Galileia, que na tradição bíblica é uma «terra de gentios». As próprias sabem que não são bem vistas pelas outras; são como «um povo que caminha nas trevas», pois não possuem grandes gestas, nem grandes profetas, nem grandes santuários. Contudo, Isaías pronuncia um oráculo que rompe com esta espécie de maldição: este povo recebe o anúncio de uma grande luz. Deixará de amaldiçoar a sua sorte, porque será protagonista da história da salvação de Deus.

O texto na história da salvação. A Igreja sempre leu de forma unitária a Sagrada Escritura, de tal maneira que não há contradição entre o Antigo e o Novo Testamento. A profecia que parece obscura em Isaías obtém a sua luz no evangelho. São Mateus escreve o evangelho a pensar nos judeus que olham com simpatia para Jesus, mas que fazem esta pergunta: a vida de Jesus foi anunciada nas Escrituras? O Deus dos seus pais não faz nada ao acaso: comunica-se na história; antecipa, através dos profetas, a sua vontade; anuncia as suas intervenções. O próprio Deus já tinha anunciado, através de Isaías, profeta de total garantia para um bom judeu, que a salvação viria da Galileia.

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. O chamamento dos discípulos, que se lê no evangelho proposto para o terceiro domingo (Ano A), soa de outra maneira. Se no Antigo Testamento os chamamento era para o Reino do Norte e para o Reino do Sul, as casas de José e de Judá, agora Jesus irrompe na história para chamar uns galileus. Pode-se imaginar maior provocação? Jesus tem uma missão que supera os «clichés» para inaugurar uma nova forma de entender a relação com Deus. A salvação chega às terras que oficialmente não eram dignas de ser tidas em conta pelas pessoas religiosas. Os limites colocados pelos humanos não são os limites de Deus.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo terceiro (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.1.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO TERCEIRO


As circunstâncias violentas da prisão de João Batista levaram Jesus a estabelecer-se «em Cafarnaum, terra à beira-mar» (na Galileia). Deus também se serve das injustiças humanas para tornar possível o seu plano salvífico. Dizia Santa Teresa de Jesus: «Deus escreve direito por linhas tortas».
A primeira pregação de Jesus e os primeiros relatos da vocação são apresentados pelo evangelista neste contexto. Jesus chama à conversão, à mudança de vida, «porque está próximo o reino dos Céus»: uma situação nova exige uma atitude nova. A Boa Notícia do Reino implica a libertação do mal, de todo o mal, de todas as injustiças; significa estar atento e envolver-se nas necessidades do próximo, nas «doenças e enfermidades» do povo, «curando-as» a exemplo do Mestre. Para isso, Jesus chama os seus primeiros seguidores: Simão, André, Tiago, João...; como nos chama a cada um e cada uma de nós. É um convite a pregar, a viver, a testemunhar a proximidade do Reino de Deus, no qual não haverá mais injustiça, onde será respeitada a dignidade de todos e de cada um e cada uma, onde todos serão irmãos e irmãs, filhos e filhas do mesmo Pai comum. Eles «deixaram [barca, família, ocupações, etc.] e seguiram-n'O». Que estou disposto a deixar para tornar possível a proximidade do Reino?

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



  • Rezar o domingo a partir da evangelho: Mateus 4, 12-23 > > >



Preparar o domingo terceiro (Ano A), no Laboratório da fé, 2014




La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.1.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO TERCEIRO

26 DE JANEIRO DE 2014


Isaías 8, 23b – 9, 3 (9, 1-4)

Assim como no tempo passado foi humilhada a terra de Zabulão e de Neftali, também no futuro será coberto de glória o caminho do mar, o Além do Jordão, a Galileia dos gentios. O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz se levantou. Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos. Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor.



O povo que andava nas trevas viu uma grande luz


A luz é um símbolo usado pelas Sagradas Escrituras para expressar a visibilidade da presença divina no mundo. Esta luz está sempre em contraste com a escuridão, com as trevas, que simbolicamente expressam o poder perigoso da morte. Os que andam às escuras estão especialmente expostos a esta.
A vinda de Deus — o poder da luz — dissipa as trevas e permite o bem estar. Um mundo sem Deus deixar-nos-ia permanentemente ameaçados. O texto do terceiro domingo (Ano A) retirado do poema de Isaías põe em contraste a escuridão e a luz; e celebra a passagem de uma para outra realizada por Deus.
«No tempo passado» — recorda o texto — o território de Israel foi humilhado pelos poderosos exércitos dos reis assírios. Na realidade, trata-e de uma memória de qualquer humilhação realizada contra os vulneráveis. Esse tempo contrasta com o «futuro», que é recebido como uma celebração extraordinária. O tempo novo caracteriza-se pela exaltação do país feita pelo Senhor.
O profeta acentua o momento em que aqueles que andavam nas trevas descobrem a luz. Esta luz cria possibilidades que antes não existiam. A transformação deu-se porque o poder do Senhor agiu e criou bem estar entre os ameaçados. O resultado da obra de Deus é «alegria», «contentamento», como a que possuem as pessoas no tempo da colheita. O contentamento surge quando já se tinha abandonado qualquer esperança. A opressão foi destruída.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo terceiro (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.1.14 | Sem comentários

REZAR O DOMINGO TERCEIRO

26 DE JANEIRO DE 2014


Evangelho segundo Mateus 4, 12-23

Quando Jesus ouviu dizer que João Batista fora preso, retirou-Se para a Galileia. Deixou Nazaré e foi habitar em Cafarnaum, terra à beira-mar, no território de Zabulão e Neftali. Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer: «Terra de Zabulão e terra de Neftali, estrada do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios: o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam na sombria região da morte, uma luz se levantou». Desde então, Jesus começou a pregar: «Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos Céus». Caminhando ao longo do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. Disse-lhes Jesus: «Vinde e segui-Me e farei de vós pescadores de homens». Eles deixaram logo as redes e seguiram-n’O. Um pouco mais adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco, na companhia de seu pai Zebedeu, a consertar as redes. Jesus chamou-os e eles, deixando o barco e o pai, seguiram-n’O. Depois começou a percorrer toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do reino e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.



Segunda, 20: RETIROU-SE

João Batista, que pregava no deserto, fazia reparos à maneira de viver de Herodes e da sua corte. Por isso, foi preso. Quando Jesus toma conhecimento da prisão do seu primo, retira-se para a Galileia, provavelmente com medo de ser também importunado por Herodes. Rezo por todos os homens e mulheres que estão em perigo por defenderem as suas opiniões, agindo em nome da justiça e da paz.



Terça, 21: ESCUTA

Jesus retirou-se, afastou-se para recuperar. Abre o livro das Escrituras e escuta a palavra do profeta Isaías: «o povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam na sombria região da morte, uma luz se levantou». Acolho estas palavras como Cristo as acolheu: um convite a ser luz para o mundo, onde vivemos e trabalhamos, humildemente.



Quarta, 22: TESTEMUNHA

A partir deste momento, como já tinha feito João Batista, Jesus começa a pregar: «Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos Céus». Hoje, compete-nos a nós dizê-lo e fazê-lo. É nas conversas, nos encontros, aproveitando as situações normais que testemunharemos o Reino que vem. Para viver assim, abro o meu coração à sua presença.



Quinta, 23: VÊ

Numa bela manhã solarenga, Jesus caminha pela margem do lago. Vê dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que consertam as redes. É assim, no meio da nossa vida e das nossas tarefas, que Cristo vem ao nosso encontro: um dia, uma manhã, uma tarde ou ao meio dia, quando menos se espera. Faço memória desse instante em que Cristo fala para mim.



Sexta, 24: CHAMA

«Levanta-te. Ele chama por ti!». Recordamos este versículo extraordinário que narra como os discípulos transmitiram a um cego o chamamento de Cristo. Muitas vezes, é assim que se passa. Quanto estamos na escuridão, na dúvida, parados na berma do caminho, alguém passa, fala para nós, encoraja-nos e ajuda-nos a continuar o nosso caminho (em nome de Cristo?). Espantoso! Disponho-me a anunciar esta Boa Nova.



Sábado, 25: CURA

Hoje, celebramos a festa da Conversão de São Paulo. Ele coloca-se no caminho dos discípulos de Jesus que, a partir da Galileia, ensinavam nas sinagogas, proclamavam a Boa Nova, curavam os doentes e todas as enfermidades. Paulo quis matá-los, mas Jesus vem ao seu encontro para o curar da cegueira. Então, Paulo converteu-se e começou a ver as coisas de uma outra maneira. Hoje, reconheço a minha enfermidade, como Paulo, e olho para as coisas de uma outra maneira.



Domingo, 26: JESUS CONSOLA

Deixemo-nos transformar por Jesus Cristo que levanta, consola e cura. Com Ele, como Ele, e no seu encalço, seremos sal da terra e luz do mundo. Seguimo-lo ao longo desta semana e vimo-lo retirar-se para a Galileia, para fazer retiro, para escutar os Profetas, para testemunhar um Deus que é e está sempre próximo. Seguimo-lo nas margens do lado, e vimo-lo a chamar os seus primeiros discípulos e a partir com eles pelos caminhos, curando os doentes. É o caminho que agora se apresenta diante de nós. Podemos perguntar o que é que isso significa para nós, hoje. Acolhamos uma vez mais este evangelho e procuremos perceber as circunstâncias em que Jesus Cristo nos reúne e nos fala. Ele convida a reunirmo-nos na Galileia, lá onde nos precede sempre.



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014

Rezar o domingo terceiro (Ano A), no Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 20.1.14 | Sem comentários
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