Mostrar mensagens com a etiqueta Vocações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vocações. Mostrar todas as mensagens

CELEBRAR O DOMINGO QUARTO DE PÁSCOA


Domingo de oração pelas vocações, na Igreja de Jesus Cristo. Desta Igreja, Ele é a «pedra angular» (salmo) e «em nenhum outro há salvação» (primeira leitura). Hoje, somos chamados a continuar a missão evangelizadora. Nós, os batizados, as pedras vivas, os «filhos de Deus», os destinatários dum «admirável amor» (segunda leitura). E, nos caminhos da missão, não estamos sozinhos: está connosco o «Bom Pastor» (evangelho) que conduz as suas ovelhas pelo caminho da vida e do amor.

«Pedra angular»
Como consequência da cura do coxo que mendigava à porta do Templo, as autoridades religiosas e políticas judaicas prenderam Pedro e João devido à insistência destes em proclamar a ressurreição de Jesus Cristo. Em tribunal, colocam-lhes a questão: «Com que poder ou em nome de quem fizestes isso?».
O texto proposto para primeira leitura do quarto domingo de Páscoa (Ano B) apresenta a resposta de Pedro. Inspirado pelo Espírito Santo, insiste no que já antes tinha dito ao coxo: «em nome de Jesus Cristo, o Nazareno». Não há magia nem habilidades escondidas. A autoridade da intervenção milagrosa vem daquele «que vós crucificastes e Deus ressuscitou dos mortos». Ora, o escândalo maravilhoso não está no inválido que agora caminha, mas no Nazareno que estava morto e agora vive. A cura é só um sintoma da nova realidade que se instaura nas pessoas como resultado da ressurreição de Jesus Cristo.
Pedro cita o versículo 22 do salmo 117 (118) para descrever a situação: os «chefes do povo e anciãos» judaicos «desprezaram» Jesus Cristo, mas Ele tornou-se «pedra angular», pedra de salvação. A pedra angular pode ter um duplo sentido: é a pedra central colocada na base sobre a qual se sustenta todo o edifício; mas também é a pedra central da abóbada da qual depende todo o equilíbrio da mesma. Jesus Cristo é, ao mesmo tempo, o fundamento firme e o centro de equilíbrio da nossa fé, de toda a nossa vida. Pedro conclui com clareza: «em nenhum outro há salvação», «não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos».
«Na raiz de cada vocação cristã, há este movimento fundamental da experiência de fé: crer significa deixar-se a si mesmo, sair da comodidade e rigidez do próprio eu para centrar a nossa vida em Jesus Cristo […]. Este êxodo libertador rumo a Cristo e aos irmãos constitui também o caminho para a plena compreensão do ser humano e para o crescimento humano e social na história. Ouvir e receber o chamamento do Senhor não é uma questão privada e intimista que se possa confundir com a emoção do momento; é um compromisso concreto, real e total que abraça a nossa existência e a põe ao serviço da construção do Reino de Deus na terra. […]. Como é bom deixar-se surpreender pelo chamamento de Deus, acolher a sua Palavra, pôr os passos da vossa vida nas pegadas de Jesus, na adoração do mistério divino e na generosa dedicação aos outros! A vossa vida tornar-se-á cada dia mais rica e feliz» (Mensagem do Papa para o 52.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações).

© Laboratório da fé, 2015


Celebrar o domingo quarto de Páscoa (Ano B), no Laboratório da fé, 2015

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.4.15 | Sem comentários
No dia seis de outubro de 2012, o Papa Bento XVI publicou a Mensagem para o 50.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, convidando a refletir sobre o tema: «As vocações, sinal da esperança fundada na fé».
A instituição de um dia de oração pelas vocações a nível mundial, no quarto domingo de Páscoa, aconteceu por iniciativa do Papa Paulo VI, durante a realização do II Concílio do Vaticano.



Oração para a Semana de Oração pelas Vocações


Deus Pai, fonte da vida, 
que pelo teu filho, Jesus Cristo, 
nos deste o Espírito de confiança e de amor: 
envia operários para a tua Igreja; 
dá vitalidade de fé 
a cada família, paróquia e diocese, 
onde desabrochem numerosas vocações sacerdotais e religiosas 
e os batizados vivam generosamente o Evangelho, 
ilumina com a santidade da tua palavra 
os pastores e os consagrados; 
anima os jovens nos seminários e nas casas de formação; 
renova a esperança na Igreja e continua a chamar muitos 
para que nunca faltem testemunhas autênticas, 
transfiguradas no encontro contigo, 
e anunciadoras da tua alegria à comunidade cristã e aos irmãos. 
Ámen.



Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações [excertos]


A esperança

A esperança é expectativa de algo de positivo para o futuro, mas que deve ao mesmo tempo sustentar o nosso presente, marcado frequentemente por dissabores e insucessos. Onde está fundada a nossa esperança? Olhando a história do povo de Israel narrada no Antigo Testamento, vemos aparecer constantemente, mesmo nos momentos de maior dificuldade como o exílio, um elemento que os profetas de modo particular não cessam de recordar: a memória das promessas feitas por Deus aos Patriarcas; memória essa que requer a imitação do comportamento exemplar de Abraão, o qual — como sublinha o Apóstolo Paulo — «foi com uma esperança, para além do que se podia esperar, que ele acreditou e assim se tornou pai de muitos povos, conforme o que tinha sido dito: Assim será a tua descendência» (Romanos 4, 18). Então, uma verdade consoladora e instrutiva que emerge de toda a história da salvação é a fidelidade de Deus à aliança, com a qual Se comprometeu e que renovou sempre que o ser humano a rompeu pela infidelidade, pelo pecado, desde o tempo do dilúvio (cf. Génesis 8, 21-22) até ao êxodo e ao caminho no deserto (cf. Deuteronómio 9, 7); fidelidade de Deus que foi até ao ponto de selar a nova e eterna aliança com o ser humano por meio do sangue de seu Filho, morto e ressuscitado para a nossa salvação.

A fidelidade de Deus é a fonte da esperança

Em todos os momentos, sobretudo nos mais difíceis, é sempre a fidelidade do Senhor — verdadeira força motriz da história da salvação — que faz vibrar os corações dos homens e mulheres e os confirma na esperança de chegar um dia à «Terra Prometida». O fundamento seguro de toda a esperança está aqui: Deus nunca nos deixa sozinhos e permanece fiel à palavra dada. Por este motivo, em toda a situação, seja ela feliz ou desfavorável, podemos manter uma esperança firme, rezando como salmista: «Só em Deus descansa a minha alma, d’Ele vem a minha esperança» (Salmo 62 [61], 6). 

A esperança produz a fé

Ter esperança equivale a confiar no Deus fiel, que mantém as promessas da aliança. Por isso, a fé e a esperança estão intimamente unidas. A esperança «é, de facto, uma palavra central da fé bíblica, a ponto de, em várias passagens, ser possível intercambiar os termos “fé” e “esperança”. Assim, a Carta aos Hebreus liga estreitamente a “plenitude da fé” (10, 22) com a “imutável profissão da esperança” (10, 23). De igual modo, quando a Primeira Carta de Pedro exorta os cristãos a estarem sempre prontos a responder a propósito do logos — o sentido e a razão — da sua esperança (3, 15), “esperança” equivale a “fé”» (Encíclica «Salvos na Esperança» — Spe salvi, 2).

A fidelidade de Deus é o amor

Amados irmãos e irmãs, em que consiste a fidelidade de Deus à qual podemos confiar-nos com firme esperança? Consiste no seu amor. Ele, que é Pai, derrama o seu amor no mais íntimo de nós mesmos, através do Espírito Santo (cf. Romanos 5, 5).E é precisamente este amor, manifestado plenamente em Jesus Cristo, que interpela a nossa existência, pedindo a cada qual uma resposta a propósito do que quer fazer da sua vida e quanto está disposto a apostar para a realizar plenamente. Por vezes o amor de Deus segue percursos surpreendentes, mas sempre alcança a quantos se deixam encontrar. Assim a esperança nutre-se desta certeza: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1João 4, 16). E este amor exigente e profundo, que vai além da superficialidade, infunde-nos coragem, dá-nos esperança no caminho da vida e no futuro, faz-nos ter confiança em nós mesmos, na história e nos outros. Apraz-me repetir, de modo particular a vós jovens, estas palavras: «Que seria da vossa vida, sem este amor? Deus cuida do homem desde a criação até ao fim dos tempos, quando completar o seu desígnio de salvação. No Senhor ressuscitado, temos a certeza da nossa esperança» (Discurso aos jovens da diocese de São Marino-Montefeltro, 19 de Junho de 2011).

O convite do Ressuscitado

Também hoje, como aconteceu durante a sua vida terrena, Jesus, o Ressuscitado, passa pelas estradas da nossa vida e vê-nos imersos nas nossas actividades, com os nossos desejos e necessidades. É precisamente no nosso dia-a-dia que Ele continua a dirigir-nos a sua palavra; chama-nos a realizar a nossa vida com Ele, o único capaz de saciar a nossa sede de esperança. Vivente na comunidade de discípulos que é a Igreja, Ele chama também hoje a segui-l'O. E este apelo pode chegar em qualquer momento. Jesus repete também hoje: «Vem e segue-Me!» (Marcos 10, 21). Para acolher este convite, é preciso deixar de escolher por si mesmo o próprio caminho. Segui-l'O significa entranhar a própria vontade na vontade de Jesus, dar-Lhe verdadeiramente a precedência, antepô-l'O a tudo o que faz parte da nossa vida: família, trabalho, interesses pessoais, nós mesmos. Significa entregar-Lhe a própria vida, viver com Ele em profunda intimidade, por Ele entrar em comunhão com o Pai no Espírito Santo e, consequentemente, com os irmãos e irmãs. Esta comunhão de vida com Jesus é o «lugar» privilegiado onde se pode experimentara esperança e onde a vida será livre e plena.

A importância da comunidade cristã

As vocações sacerdotais e religiosas nascem da experiência do encontro pessoal com Cristo, do diálogo sincero e familiar com Ele, para entrar na sua vontade. Por isso, é necessário crescer na experiência de fé, entendida como profunda relação com Jesus, como escuta interior da sua voz que ressoa dentro de nós. Este itinerário, que torna uma pessoa capaz de acolher o chamamento de Deus, é possível no âmbito de comunidades cristãs que vivem uma intensa atmosfera de fé, um generoso testemunho de adesão ao Evangelho, uma paixão missionária que induza a pessoa à doação total de si mesma pelo Reino de Deus, alimentada pela recepção dos sacramentos, especialmente a Eucaristia, e por uma fervorosa vida de oração. Esta «deve, por um lado, ser muito pessoal, um confronto do meu eu com Deus, com o Deus vivo; mas, por outro, deve ser incessantemente guiada e iluminada pelas grandes orações da Igreja e dos santos, pela oração litúrgica, na qual o Senhor nos ensina continuamente a rezar de modo justo» (Encíclica «Salvos na Esperança» — Spe salvi, 34).

A vocação como sinal de esperança

A oração constante e profunda faz crescera fé da comunidade cristã, na certeza sempre renovada de que Deus nunca abandona o seu povo e que o sustenta suscitando vocações especiais, para o sacerdócio e para a vida consagrada, que sejam sinais de esperança para o mundo. Na realidade, os presbíteros e os religiosos são chamados a entregar-se de forma incondicional ao Povo de Deus, num serviço de amor ao Evangelho e à Igreja, num serviço àquela esperança firme que só a abertura ao horizonte de Deus pode gerar.

Seguir Jesus Cristo

Assim eles, com o testemunho da sua fé e com o seu fervor apostólico, podem transmitir, em particular às novas gerações, o ardente desejo de responder generosa e prontamente a Cristo, que chama a segui-l'O mais de perto. Quando um discípulo de Jesus acolhe o chamamento divino para se dedicar ao ministério sacerdotal ou à vida consagrada, manifesta-se um dos frutos mais maduros da comunidade cristã, que ajuda a olhar com particular confiança e esperança para o futuro da Igreja e o seu empenho de evangelização. Na verdade, sempre terá necessidade de novos trabalhadores para a pregação do Evangelho, a celebração da Eucaristia, o sacramento da Reconciliação.
Por isso, oxalá não faltem sacerdotes zelosos que saibam estar ao lado dos jovens como «companheiros de viagem», para os ajudarem, no caminho por vezes tortuoso e obscuro da vida, a reconhecer Cristo, Caminho, Verdade e Vida (cf. João 14, 6); para lhes proporem com coragem evangélica a beleza do serviço a Deus, à comunidade cristã, aos irmãos. Não faltem sacerdotes que mostrem a fecundidade de um compromisso entusiasmante, que confere um sentido de plenitude à própria existência, porque fundado sobre a fé n’Aquele que nos amou primeiro (cf. 1 João 4, 19).
Do mesmo modo, desejo que os jovens, no meio de tantas propostas superficiais e efémeras, saibam cultivar a atracção pelos valores, as metas altas, as opções radicais por um serviço aos outros seguindo os passos de Jesus. Amados jovens, não tenhais medo de O seguir e de percorrer os caminhos exigentes e corajosos da caridade e do compromisso generoso. Sereis felizes por servir, sereis testemunhas daquela alegria que o mundo não pode dar, sereis chamas vivas de um amor infinito e eterno, aprendereis a «dar a razão da vossa esperança» (1 Pedro 3, 15).

Vocações 2013

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.4.13 | Sem comentários
— história de uma vocação —

I. 
Os pássaros fugiam do laranjal, num frenesim, deixando atrás de si uma espessa nuvem de sombra que se reflectia sobre o adro da Igreja. As laranjas adquiriam, então, um brilho intenso, uma cor doirada, uma leveza que parecia vinda de outro tempo. Benjamim, era um rapaz só, pés descalços, em meio àquela sombra. Olhava o voo geométrico, histérico, dos estorninhos, enquanto ensaiava num assobio uma qualquer modinha recuperando, feliz, a bola que momentos antes embatera violentamente na folha de zinco da porta da velha torre sineira. Parecia um rito diário. Tudo para ver os pássaros em debandada. O voo desordenado inspirava-lhe sempre novas melodias na sua rara arte de assobiar. O ritmo dos pássaros em fuga era a sua música preferida e Benjamim amava, em segredo. 
O velho cónego, homem habituado às longas vigílias, lançava um olhar severo ao miúdo por entre o vitral ausente dos grandes janelões da Igreja e dissimulava a sua alegria em timbre perfeito e em contraponto: “orate fratres”... 
Eram assim os dias de Benjamim, entre assobios e pássaros que voam, entre os jogos da infância e o manto de oração do velho pároco, à beira da grande Porta do Templo. 
Mas nem todos perdoam a inocência e aquela bola parecia concentrar a violência do mundo. Álvaro, o filho do dono do laranjal, impacientava o momento sacramental da vingança. 


II.  
Era um grande dia aquele. Benjamim reparara na estranha ausência dos pássaros, na cor plúmbea das árvores, no acentuado odor acre do ar. Caminhava alheio, contudo, livre e assobiando uma nova cantilena recentemente inventada... O velho cónego não chegara ainda ao altar e o perfume do incenso não subira ainda aos céus. Sem fazer perguntas Benjamim prepara a bola e desata o laço das botas que coloca de parte porque há luxos que um miúdo não se pode permitir. As bandeiras roxas no adro dão conta da presença do vento; a bola em posição. Benjamim lança um tímido olhar às árvores, quase suplicante, e corre para a bola, violento, como a salvação. Descontrolada, a indigente esfera voa até se perder no meio do laranjal, como se de uma floresta escura se tratasse. 
O sacristão, entretanto, agarrava-se agora às cordas do grande sino e refém daquele movimento ascendente fazia soar as três horas da tarde. O velho cónego prostrado por terra repetia em alta e penitente voz: “Deus meus, Deus meus, ut quid dereliquisti me?”.
Benjamim perde-se entre o espectáculo dos sinos, a memória daquele dia, o drama de um céu sem pássaros e a bola irremediavelmente perdida. O olhar do rapaz do laranjal era de um fogo inclemente e adulto. Sem piedade, premeditado, Álvaro crava um prego na bola, como se do crucificado se tratasse. 
Um silêncio desce sobre todas as coisas. O véu do templo rasga-se de novo. Benjamim, fora iniciado, ferido mortalmente, como o coração de Jesus. 

III. 
Celeste, não obstante, a manhã daquele terceiro dia. Benjamim levantara-se e o doce perfume das flores espalhadas à soleira da porta misturava-se ao cheiro da cal, da lixívia e da cera das abluções pascais. Hoje acompanhava o velho ancião no compasso e seria o “rapaz do sino”. Já se via vestido com a novíssima túnica de púrpura e roquete branco, rendas a fazer lembrar o favo das colmeias ou as grandes teias pacientemente tecidas. Mas um não sei quê impedia-o de ser feliz. 
Passara-se o sábado e nem sinais da bola, dos pássaros, tão pouco dos assobios. Diante da Porta do Templo não resiste a um último olhar ao céu, impiedosamente azul. 
Uma intensa luz invadia o interior do templo setecentesco. Havia muitas flores, todas brancas como naquela outra manhã. A missa iniciara e o coro entoava o “Gloria in excelsis Deo” ao som das campainhas enlouquecidas. O velho pároco parecia, também ele, cúmplice daquela luz e ao ver Benjamim sorriu. 
O velho ancião despojara-se dos ricos paramentos pascais e num gesto contido chama à parte Benjamim. Afaga-lhe a cabeça, desajeitado, pouco habituado aos afectos, e entrega-lhe um embrulho, sem laço. 
– Abre, é um presente. 
O miúdo apressa-se a abrir. Não sabe o que pensar daquele gesto. Sonha uma bola, mas evidentemente o volume não a fazia adivinhar. 
– Gostas? 
– É comovente. Como se ganhasse asas. 
– Com isso poderás voar até aos anjos, falar com eles. Mas recorda-te “se não tiver amor, sou como um sino que retine”. 
Durante todo o dia, em todas as casas que entrava e encontrava um dos seus amigos, mostrava-lhes o livro de solfejo acariciando as notas musicais. As lágrimas corriam-lhe pelo rosto, harmoniosas. Nesse dia de Páscoa decidira que a sua vida nunca mais seria a mesma. 
Sentia-se redivivo! 

Padre Mário Rui Leite de Oliveira 
— Roma, 14 de Novembro 2012  — Semana dos Seminários —


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.11.12 | Sem comentários
  • Recentes
  • Arquivo