Mostrar mensagens com a etiqueta PáscoaC13. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PáscoaC13. Mostrar todas as mensagens

Palavra para hoje: Pentecostes, Espírito Santo


Presença do Espírito nos corações e em todo o universo! O Espírito convida a proclamar o acontecimento da Páscoa concretizado em silêncio. Deus atua e rejubila: o Filho é glorificado para sempre. Ele está totalmente envolvido na missão e pode-nos dizer: «Se Me amardes guardareis os meus mandamentos. E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Paráclito». A oração do Filho concretiza-se: recebemos «outro Paráclito» — o Espírito Santo — para que a Igreja assuma a sua missão. O Espírito abre as portas «fechadas» e faz ecoar na Igreja a liberdade que é partilhada com toda a Criação. Entretanto, cada cristão é portador de uma esperança universal, alicerçada no dom que Deus faz de si mesmo a todos e para todos.


Pergunta da semana: 

Que experiência é que tenho da ação do Espírito Santo na minha vida?


— Atos 2, 1-11 — Salmo 103 — Rom 8, 8-17 — João 20, 19-23 —
Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 19.5.13 | Sem comentários

Domingo de Pentecostes, Dia do Espírito Santo


Evangelho segundo João 20, 19-23

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».

Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor

Desalentados. Sem alento. Era assim que se encontravam os discípulos: sem alento; dominados pelo medo, depois da morte trágica de Jesus. As portas fechadas são um sinal evidente dessa situação. Jesus Cristo apresentou-se no meio deles para lhes oferecer três dons. Antes de mais, a alegria, quando lhes mostrou as mãos e o lado e eles reconheceram que era o «Senhor»; depois, o envio para uma missão de reconciliação na continuidade da própria missão de Jesus; finalmente, o Espírito Santo sob a forma de um sopro, um alento exalado sobre os discípulos.

Soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo»

Esta é talvez uma das imagens mais sugestivas para referir o Espírito Santo: o alento de Jesus Cristo exalado (soprado) sobre cada um de nós. O mesmo alento que levou Jesus a cumprir a missão de anunciar e tornar presente o Reino de Deus, amando até ao fim, entregando a sua vida. Agora, é esse alento que Ele nos oferece, um e outra vez, para que a nossa existência seja recriada à medida de Jesus Cristo, para participarmos na sua missão. 

Dia de «portas abertas»

Quando uma instituição ou uma empresa querem dar-se a conhecer, comunicar os seus objetivos, partilhar as suas atividades, organiza um dia que se costuma chamar de «portas abertas». Ora bem, a experiência do Espírito Santo tem de fazer com que a nossa comunidade viva sempre como um dia de «portas abertas» para que o sopro do Espírito Santo, o alento de Jesus Cristo, chegue a todas as pessoas. Um dia de «portas fechadas» só serve para aumentar os medos, complicar o que tem de ser simples, agravar os problemas, apagar a beleza e a alegria da fé.
  

Alegria do encontro

Que experiência é que tenho da ação do Espírito Santo na minha vida? A experiência imediata que todos fazemos, através dos sentidos, é que somos matéria, somos limitados. Mas há uma outra experiência, a espiritual, que nos ensina a ver a realidade de uma forma diferente: descobrimos em nós algo que nos aponta para o absoluto; é maior do que nós, mas ao mesmo tempo também faz parte de nós. Esta é a experiência do Espírito Santo! É uma realidade oferecida a todos. É esta experiência espiritual que nos traz a verdadeira segurança, a liberdade, a paz, a alegria.
O texto do evangelho diz que o primeiro dom de Jesus Cristo ressuscitado aos discípulos é a alegria: «Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor». «A alegria não é um sentimento vazio, uma pura sensação eufórica, abstrata e sem conteúdo. [...] A alegria está sempre relacionada com algo muito concreto que aconteceu e que a pessoa procurou ou sente como significativo para a sua própria vida» (Amadeo Cencini). Hoje, tal como com os discípulos, para vivermos na alegria é preciso que o encontro com Jesus Cristo seja algo concreto e significativo para a nossa vida. Rezemos ao Senhor Jesus ressuscitado que nos ensine a fazer a experiência pessoal da sua presença na nossa vida pela ação do Espírito Santo. Esta experiência não é automática. É preciso treinar, diariamente, para aprendermos a saborear a alegria pela presença do Senhor Jesus Cristo ressuscitado na nossa vida. E se não desistirmos de treinar, há de chegar o dia em que se diga de nós o mesmo que o evangelista diz sobre os discípulos: «ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor».

© Laboratório da fé, 2013

João 20, 20 - www.laboratoriodafe.net
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 19.5.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Sétima semana
 de Páscoa

Uma vida ressuscitada: ter estabilidade no trabalho


Ter uma boa alimentação (terceira semana), fazer exercício (quarta semana), visitar periodicamente o médico (quinta semana), consultar o psicólogo (sexta semana)... mas uma vida (ressuscitada) realizada, hoje em dia todos sabemos, precisa de um trabalho estável que proporcione segurança e autoestima.
O trabalho do cristão é, naturalmente, «ser testemunha» (DOMINGO: «Vós sois testemunhas disso»), pois só assim podemos fazer parte da família (SEGUNDA: «Esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe»), sempre motivados para viver a nossa situação laboral (TERÇA: «Chamo-vos amigos»).
A nossa tarefa específica consiste em fazer o mesmo trabalho que Jesus efetuou ao longo da sua existência terrena (QUARTA: «Como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei»), trabalhando em equipa (QUINTA: «Que sejam um»), uma equipa onde quem manda é quem mais ama (SEXTA: «Amas-Me tu mais do que estes?») e que continuará a viver e a trabalhar (SÁBADO: «Até que Eu venha»).
Estamos inscritos no Centro de Emprego de Jesus (um trabalho duro, mas que tem muitos motivos de satisfação)?

Esta semana servirá para rever como estamos a desempenhar o nosso trabalho de testemunhas: O nosso chefe está contente? E os companheiros? Merecemos ser promovidos?

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Páscoa - Laboratório da fé
Postado por Anónimo | 13.5.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Sexta semana
 de Páscoa

Uma vida ressuscitada: visitar o psicólogo


Na vida humana, a saúde integral está relacionada com o corpo. Ora isso também se aplica à dimensão espiritual. Por isso, Jesus Cristo não é apenas o nosso médico (quinta semana de Páscoa), mas é também o nosso conselheiro espiritual e «psicólogo» particular. O que é que nos aconselha como psicólogo?
Em primeiro lugar, paz interior (DOMINGO: «Dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo») e serenidade frente às dificuldades (SEGUNDA: «Hão de expulsar-vos das sinagogas»); mas também a resistência nos momentos de crise (TERÇA: «É do vosso interesse que Eu vá») e, em geral, a aceitação da nossa verdade mais plena (QUARTA: «Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena»).
Tudo isto é garantia de uma saúde mental e de uma alegria vital básicas (QUINTA: «A vossa tristeza converter-se-á em alegria»), que nada nem ninguém nos poderá tirar (SEXTA: «Ninguém vos poderá tirar a vossa alegria»); uma alegria integral que só pode ser sentida por quem vive «com Deus» (SÁBADO: «o próprio Pai vos ama»).
Vamos dedicar esta semana a uma visita a Jesus Cristo nosso psicólogo particular?

Nesta semana, questionamos a nossa «saúde mental» e a maturidade da nossa vida religiosa: onde está ancorada, como interligamos a fé e a vida, até onde vai a nossa paz interior?

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Páscoa - Laboratório da fé
Postado por Anónimo | 5.5.13 | Sem comentários

Palavra para hoje: quinto domingo de Páscoa


A passagem do Senhor pela terra foi de curta duração. Mas o tempo da sua presença na ausência é infinitamente longo. Um tempo anunciado na celebração da Ceia, que nos remete para o compromisso onde Jesus Cristo nos dá o que tem de melhor: o seu Espírito. A primeira leitura evoca o conflito entre Pedro e Paulo: é a vida da Igreja. Não há problema! Hoje, como em Jerusalém, a Igreja tem o poder de dizer estas palavras extraordinárias: «O Espírito Santo e nós decidimos». É assim que os cristãos continuam comprometidos com o tempo presente, enquanto o olhar está voltado para a cidade de Deus. Aí, já não há templo: «o seu templo é o Senhor», o Cordeiro! Tudo se realiza através da íntima ligação entre Deus e o Cordeiro!


Pergunta da semana: 

As palavras de Jesus Cristo ajudam-me a viver com esperança e alegria?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.5.13 | Sem comentários

Domingo da quinta semana de Páscoa


Evangelho segundo João 13, 31-33a.34-35

Quando Judas saiu do Cenáculo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora foi glorificado o Filho do homem e Deus foi glorificado n’Ele. Se Deus foi glorificado n’Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo e glorificá-l’O-á sem demora. Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

A porta da fé abre-se com o coração

Paulo e Barnabé «convocaram a Igreja, contaram tudo o que Deus fizera com eles e como abrira aos gentios a porta da fé». Que bela expressão sobre a ação apostólica! Ao proclamar este Ano da Fé que estamos a viver o Papa Bento XVI escreveu: «A Porta da Fé [...] está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma» («A Porta da Fé», 1). No evangelho, Jesus Cristo diz que a abertura da porta da fé passa pela abertura dos corações: «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros». 

O essencial do cristão: amar

O mandamento do amor continua tão novo! Se calhar ainda está por estrear! Não se trata apenas de uma coisa muito importante; é o essencial. Sem amor, não há cristão, não há vida cristã. 
A pergunta que temos de fazer hoje é esta: O mandamento do amor apresentado por Jesus Cristo inspira a tua [minha] maneira de viver? Não pode ser um amor teórico. O amor é uma atitude concreta vivida na relação com os outros. A última frase de Jesus Cristo reforça a importância essencial do amor: «Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros». Quando não amamos, não somos discípulos de Jesus Cristo! Não somos cristãos.
Talvez tenhamos insistido demasiado no acessório: normas para cumprir; doutrinas para acreditar; rituais para celebrar. E esquecemos o que é para viver como essencial: o amor. 
Há ainda outro perigo: apresentar o amor como um preceito, uma norma. E volta a não resultar. 
O importante é aprender a descobrir a importância do amor. Enquanto não fizer esta descoberta, nunca percebei a grandeza e a beleza deste mandamento novo dado por Jesus Cristo. Se não dou este passo, será sempre uma norma sem consequências na minha vida. Até posso apreciar as palavras de Jesus Cristo; mas não influenciarão a minha maneira de viver. 

A novidade de Jesus Cristo

Jesus Cristo não propõe uma norma, uma lei; propõe uma resposta pessoal ao Amor que é o próprio Deus. Trata-se de descobrir em nós o dom incondicional de Deus, que através de nós tem de chegar a todos. Jesus Cristo não propõe um princípio teórico; e depois pede para que todos o cumpram. Jesus Cristo começa por viver o amor de depois diz: Imitai-me, fazei como eu! 
«Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros». «Como eu vos amei» não é só uma comparação. É a origem do amor. Isto quer dizer que amamos porque Jesus Cristo nos ama; e amamos da mesma forma. Esta é também a novidade. De facto, o amor já existia nas normas judaicas, na Lei. Também a filosofia fala do amor e da filantropia. A novidade de Jesus está na forma de amar. 
A nova comunidade formada por Jesus Cristo não se pode ser conhecida pelas doutrinas ou pelos rituais. O único distintivo cristão tem de ser o amor, o amor manifestado em todas e em cada uma das nossas ações. A base e o fundamento da comunidade cristã é a vivência do amor. 
«A fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria» («A Porta da Fé», 7). 
Vivamos a fé com amor e alegria!

© Laboratório da fé, 2013

João 20, 20 - www.laboratoriodafe.net
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 28.4.13 | Sem comentários

Palavra para hoje: quinto domingo de Páscoa


A Liturgia da Palavra mostra-nos a comunidade dos crentes a agir sobre a terra e a preparar o futuro nos céus. Paulo e Barnabé são mensageiros e testemunhas de «tudo o que Deus fizera com eles»; partilham a sua alegria com os membros da Igreja, partilham-na connosco: Deus «abrira aos gentios a porta da fé». Que bela expressão sobre a ação apostólica! Jesus diz que o sinal que abre as portas da fé passa pela abertura dos corações: «Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros». A vitória do amor é contemplada por João quando vê «um novo céu e uma nova terra». A primeira criação desaparece... mas não dá lugar ao vazio. Todas as coisas são novas, recriadas em Deus que chama à liberdade e à vida eterna.


Pergunta da semana: 

O mandamento do amor apresentado por Jesus Cristo inspira a tua maneira de viver?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 28.4.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Quinta semana
 de Páscoa

Uma vida ressuscitada: visitas periódicas ao médico


A vida cristã mantém-se saudável com bons alimentos (terceira semana de Páscoa), com exercício (quarta semana de Páscoa)... e com umas boas vitaminas: o amor é o complemento energético principal, o novo medicamento receitado por Jesus, o nosso «médico de família» (DOMINGO: «Dou-vos um mandamento novo»).
Um amor praticado segundo o Evangelho (SEGUNDA: «Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração»). Esta receita também serve para curar o mundo (TERÇA: «O mundo saiba que amo o Pai»); e não há outra (QUARTA: «Sem Mim nada podeis fazer»).
Um amor que comunica plenitude (QUINTA: «A vossa alegria seja completa»); um amor fecundo (SEXTA: «Quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço») que o mundo não consegue compreender (SÁBADO: «Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu»).
Estamos dispostos a «ir ao médico», para saber o que Jesus nos receita para viver uma vida saudável de ressuscitados?

Se o amor é o nosso melhor remédio para nos curar e curar o mundo, perguntemo-nos esta semana como estamos de amor (que níveis aparecem nas nossas análises).

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Páscoa - Laboratório da fé
Postado por Anónimo | 28.4.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Quarta semana
 de Páscoa

Uma vida ressuscitada: fazer exercício


Uma boa alimentação é imprescindível para fortalecer a nossa vida ressuscitada (Terceira semana de Páscoa). Mas para estarmos sempre «no ponto» é preciso fazer exercício.
A vida cristã pode ser entendida como uma atividade desportiva: uma maratona que tem Jesus Cristo como único treinador (DOMINGO: «As minhas ovelhas escutam a minha voz»), sem fazer caso de outras propostas (SEGUNDA: «Se for um estranho, não o seguem») nem de outros exemplos dados por aqueles que não pertencem ao seu rebanho (TERÇA: «Não acreditais»).
Uma carreira exemplar, à luz do dia (QUARTA: «Aquele que acredita em Mim não fique nas trevas»); e um mundo inteiro para percorrer (QUINTA: «Eles partiram a pregar por toda a parte»), com a verdade e a vida à frente (SEXTA: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida»), que nos hão de conduzir, sem dúvida, até à meta (SÁBADO: «Quem Me vê, vê o Pai»).
Inscrevemo-nos numa carreira desportiva organizada por Jesus Cristo, nosso treinador?

Não podemos ter uma vida saudável sem exercício, mesmo que se trate de exercícios «espirituais». Esta semana vai-nos proporcionar temas para esta reflexão tão «desportiva».

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Páscoa - Laboratório da fé
Postado por Anónimo | 22.4.13 | Sem comentários
Domingo da quarta semana de Páscoa

Evangelho segundo João 10, 27-30

Naquele tempo, disse Jesus: «As minhas ovelhas escutam a minha voz. Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão-de perecer e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que Mas deu, é maior do que todos e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai. Eu e o Pai somos um só».

Escutar a voz com alegria

«As minhas ovelhas escutam a minha voz» — escutamos na breve passagem do evangelho segundo João. Neste quarto domingo de Páscoa — o «Domingo do Bom Pastor» — as palavras de Jesus Cristo são dirigidas aos que conhecem a sua voz e a reconhecem. Podemos dizer que nós, no meio de tantas vozes, conhecemos e reconhecemos as palavras de Jesus Cristo. Escutamo-las em cada domingo. E sempre que dedicamos algum tempo a ler uma passagem do Evangelho.
As palavras de Jesus Cristo são sempre uma Boa Nova. Uma Boa Nova que se manifesta na alegria com que é acolhida, como nos testemunha a primeira leitura: «Ao ouvirem estas palavras, os gentios encheram-se de alegria. [...] Entretanto, os discípulos estavam cheios de alegria». Ora, esta Palavra continua a ser uma Boa Notícia para nós, especialmente neste tempo de Páscoa. 


Seguir o Bom Pastor

Hoje, «domingo do Bom Pastor», as palavras de Jesus Cristo dirigem-se a todos, embora ainda haja quem não as tenha escutado. Há irmãos nossos que ainda não tiveram ocasião de saborear esta mensagem cheia de alegria e de vida para quem a acolhe com fé. «As minhas ovelhas escutam a minha voz». Não se trata apenas de ouvir. Trata-se de escutar. A maioria das vezes ouvimos, mas apenas aceitamos o que está de acordo com os nossos interesses. Não estamos abertos à novidade, sobretudo quando a novidade nos obriga a abandonar os nossos esquemas, as nossas seguranças. Escutar significa aproximar-se e acolher o que é dito, mesmo que isso exija mudanças importantes no nosso estilo de vida. «Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me» — acrescenta Jesus Cristo. É preciso entrar nesta (nova) dinâmica! Esta é a primeira decisão de um cristão. A decisão que muda tudo: começar a viver de forma nova a adesão a Jesus Cristo. Escutar a voz de Jesus Cristo é assumir o compromisso de a exercitar: vivê-la no nosso dia a dia. 
Hoje, queremos agradecer a Deus por todos os que nos ensinaram a escutar e a reconhecer a voz de Jesus Cristo: os nossos pais, catequistas, párocos, religiosas e religiosos, missionárias e missionários, leigos comprometidos na missão evangelizadora da Igreja. Ensinaram-nos que a voz do Bom Pastor pode ser escutada através das Sagradas Escrituras, através dos evangelhos. E também através de tantas situações vividas no nosso quotidiano. 

Continuar a missão

O que posso fazer para continuar a missão de Jesus Cristo? Em primeiro lugar, dispor-me a escutar a sua voz. Escutar no sentido apresentamos: acolher o que é dito, mesmo que isso exija mudanças importantes. Recordemos a Mensagem do Papa Bento XVI para este Dia Mundial de Oração pelas Vocações: «Hoje, Jesus, o Ressuscitado, passa pelas estradas da nossa vida. É precisamente no nosso dia a dia que Ele continua a dirigir-nos a sua palavra; chama-nos a realizar a nossa vida com Ele. Ele chama também hoje a segui-l’O. E este apelo pode chegar em qualquer momento. Segui-l’O significa entranhar a própria vontade na vontade de Jesus, dar-Lhe verdadeiramente a precedência, antepô-l’O a tudo o que faz parte da nossa vida: família, trabalho, interesses pessoais, nós mesmos. Significa entregar-Lhe a própria vida, viver com Ele em profunda intimidade». O que posso fazer para continuar a missão de Jesus Cristo?

© Laboratório da fé, 2013

Círio Pascal - rebanho - Pastor - desenho de fano


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.4.13 | Sem comentários

Palavra para hoje: quarto domingo de Páscoa


«Vi uma multidão imensa, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas». Jesus Cristo é o único Pastor desta «multidão imensa». Ela é constituída por pessoas de todos os lugares. A pregação do Evangelho aos pagãos não é fruto de um acidente histórico; não acontece apenas porque os judeus não escutaram a mensagem. O anúncio da salvação a todos os povos está inscrito nos desígnios de Deus. A Igreja é uma comunidade de homens e mulheres descendentes das «nações» que acolhem a salvação e se tornam numa «comunidade de crentes». Uma comunidade a quem Jesus Cristo se apresenta como Bom Pastor. Uma comunidade onde se revela o seu mistério: «Eu e o Pai somos um só».
Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.4.13 | Sem comentários
Domingo da terceira semana de Páscoa

Evangelho segundo João 21, 1-19

Naquele tempo, Jesus manifestou-Se outra vez aos seus discípulos, junto do mar de Tiberíades. Manifestou-Se deste modo: Estavam juntos Simão Pedro e Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos de Jesus. Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar». Eles responderam-lhe: «Nós vamos contigo». Saíram de casa e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada. Ao romper da manhã, Jesus apresentou-Se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele. Disse-lhes Jesus: «Rapazes, tendes alguma coisa de comer?». Eles responderam: «Não». Disse-lhes Jesus: «Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis». Eles lançaram a rede e já mal a podiam arrastar por causa da abundância de peixes. O discípulo predilecto de Jesus disse a Pedro: «É o Senhor». Simão Pedro, quando ouviu dizer que era o Senhor, vestiu a túnica que tinha tirado e lançou-se ao mar. Os outros discípulos, que estavam apenas a uns duzentos côvados da margem, vieram no barco, puxando a rede com os peixes. Quando saltaram em terra, viram brasas acesas com peixe em cima, e pão. Disse-lhes Jesus: «Trazei alguns dos peixes que apanhastes agora». Simão Pedro subiu ao barco e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de serem tantos, não se rompeu a rede. Disse-lhes Jesus: «Vinde comer». Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-Lhe: «Quem és Tu?», porque bem sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com os peixes. Esta foi a terceira vez que Jesus Se manifestou aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos. Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta os meus cordeiros». Voltou a perguntar-lhe segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas». Perguntou-lhe pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Pedro entristeceu-se por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez se O amava e respondeu-Lhe: «Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo: Quando eras mais novo, tu mesmo te cingias e andavas por onde querias; mas quando fores mais velho, estenderás a mão e outro te cingirá e te levará para onde não queres». Jesus disse isto para indicar o género de morte com que Pedro havia de dar glória a Deus. Dito isto, acrescentou: «Segue-Me».

Amas-Me?

«Há textos que, quando os lemos, tornam tudo possível na nossa vida: este é um deles» — escreve Gabriel Magalhães (no livro «Espelho Meu: A leitura diária do Evangelho pode mudar a vida») a propósito desta passagem retirada do capítulo 21 do evangelho segundo João. O autor, que aos 24 anos descobriu a fé através da leitura dos Evangelhos — «a minha vida transformou-se por completo» —, dedica um capítulo a este texto. Chama-lhe: «O direito ao desânimo».


O direito ao desânimo

O acontecimento situa-se depois da ressurreição de Jesus Cristo. Mas o narrador diz-nos que eles estão exatamente no mesmo lugar e na mesma situação em que tudo começou. Os discípulos tinham abandonado tudo para seguir Jesus; agora voltam para casa, para a situação anterior ao (primeiro) chamamento: pescadores no lago de Tiberíades. A propósito desta situação inicial escreve Gabriel Magalhães: «Este texto é um texto sobre o desânimo — e sobre o direito ao desânimo. Trata-se de algo que nos acontece: pode mesmo acontecer-nos, como é o caso aqui, quando já tínhamos todas as razões para nunca mais desanimarmos. O desânimo é como que um órgão do nosso corpo que, por vezes, se nos revela — e que pode surgir até naqueles que mais perto se encontram de Deus. Não devemos ter medo desse desânimo, nem devemos considerar fatal, pela simples razão de que Deus nos vem buscar sempre aonde o desânimo nos leva».
É assim nesta passagem do evangelho: depois de andarem toda a noite sem conseguirem pescar qualquer peixe, os discípulos estão tão tristes; tão tristes que nem sequer reconhecem Jesus Cristo. «Em certos momentos mais tristes da nossa vida, os nossos olhos fecham-se por completo. [...] Na verdade, uma pessoa triste é como se tivesse os olhos da alma semicerrados».
O que Jesus Cristo faz com os discípulos é ajudá-los a recuperar a alegria. Primeiro, dizendo-lhes para lançarem as redes para o lado direito — «às vezes bastam pequenas mudanças de atitude para provocar grandes revoluções na nossa vida»; depois, colocando Pedro (e todos os outros) perante a questão essencial: «Amas-Me?».

Recomeçar

Hoje, Jesus Cristo faz o mesmo connosco: primeiro, convida-nos a mudar, a lançar a «rede para o lado direito — e só com isso a minha vida fica transformada», enche-se de alegria; em seguida, também nos confronta com o essencial: «Amas-Me?». A nossa vida deixa-se interpelar pela pergunta de Jesus Cristo? «Então cumpre a tua missão: faz o que tens a fazer».
«O que eu amo neste excerto é o seguinte: temos direito ao desânimo no nosso caminho. Deus irá sempre buscar-nos ao sítio onde estamos desanimados. Mais ainda: Deus irá sempre buscar-nos infinitamente a esse sítio. Nunca deixará de ser possível retomar o nosso rumo: o nosso caminho pode, em qualquer instante, recomeçar. Recomeçar de todas as interrupções que for tendo. Jesus estará sempre na margem da nossa vida, à nossa esperam com uma ceia de consolos preparada para nós».
E sempre que decidimos recomeçar, Jesus Cristo diz-nos simplesmente: «Vinde comer».

© Laboratório da fé, 2013

imagens fano

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.4.13 | Sem comentários

Palavra para hoje: terceiro domingo de Páscoa


A nossa vida inscreve-se na história dos filhos de Abraão, onde tem lugar a Páscoa de Jesus Cristo. Pedro lembra-o: «O Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus». Fez dele «Chefe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e o perdão dos pecados». Quanto a nós, a fé em Jesus Cristo torna-nos filhos de Abraão, reunidos em Igreja. Uma Igreja que vive no duplo ritmo das perseguições e da visão do Cordeiro imolado que João contempla na liturgia triunfal. Esta liturgia conjuga-se com a simplicidade do encontro nas margens do lago de Tiberíades. Aí se revela o mistério: o Crucificado, «digno [...] de receber [...] a glória e o louvor», amou-nos até à morte e nada mais pede senão o direito de colocar a questão: «Amas-Me?».
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.4.13 | Sem comentários

Palavra para hoje: segundo domingo de Páscoa


«Unidos pelos mesmos sentimentos, reuniam-se todos no Pórtico de Salomão» (primeira leitura); «Eu, João, [...] estava na ilha de Patmos» (segunda leitura). «Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam [...]. Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa» (evangelho). Deus vem ao encontro dos humanos no «lugar» onde vivem. Jesus Cristo faz o mesmo e vem ao nosso encontro no coração da nossa vida. Sim, é nos acontecimentos da vida que precisamos de nos abrir às maravilhas já realizadas e renovadas diariamente. É preciso abrir-se ao Vivente, juntos em comunidade e cada um no seu íntimo, tal como fez Tomé: «Meu Senhor e meu Deus!».
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.4.13 | Sem comentários

Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor [João 20, 20] 


A Páscoa é a grande festa dos cristãos, é a festa da alegria. Uma alegria que tem o fundamento num acontecimento e numa Pessoa: Jesus, o nazareno crucificado, está vivo! Mas a ressurreição não pode ser testemunhada pelo olho humano. O encontro com o Ressuscitado é gradual: começa no sepulcro vazio e vai até à presença de Jesus Cristo no meio da comunidade. «Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor» (João 20, 20). Hoje, a Igreja é chamada a viver e a testemunhar aquela mesma alegria que invadiu os discípulos quando «viram» o Senhor Jesus Cristo (ressuscitado, vivo para sempre). A alegria nasce deste encontro. É verdade que a fé não resolve as situações do dia a dia. Pelo facto de termos fé, não estamos livres do erro, dos problemas, das decisões difíceis ou isentos de qualquer tipo de sofrimento. Mas a fé, a fé em Jesus Cristo (ressuscitado, vivo para sempre) altera a forma como «vemos» as situações do dia a dia. O medo desaparece. Uma luz brilha com mais intensidade. Por isso, todos os cristãos temos que expressar a partir do coração, com um amplo sorriso: Feliz Páscoa! 

A Páscoa é o tempo das aulas práticas. Ao longo da Quaresma participamos no «mestrado em Jesus», recebemos os seus ensinamentos (sete lições magistrais dadas por Jesus). Jesus Cristo mostrou-nos as características do evangelizador, isto é, como ser anunciadores da Boa Nova aos homens e mulheres de hoje. 
Agora, estas aulas práticas duram cinquenta dias (sete semanas), tantos quantos os dias de Páscoa:
1.ª — primeiras dificuldades em unir fé e alegria (31 de março a 6 de abril): somos lentos a entender a razão da nossa alegria; > > >
2.ª — viver uma vida «ressuscitada» (7 a 13 de abril): marcados pela presença diária de Deus; > > > 
3.ª — ter uma boa alimentação (14 a 20 de abril): quais são os nossos hábitos alimentares?; de que se alimenta a nossa vida «ressuscitada»?; > > >
4.ª — fazer exercício (21 a 27 de abril): a vida «ressuscitada» entendida como uma atividade desportiva; > > >
5.ª - visitar periodicamente o médico (28 de abril a 4 de maio): fazer análises com frequência, para perceber o estado da nossa vida «ressuscitada»; > > >
6.ª — consultar o psicólogo (5 a 11 de maio): não basta cuidar da saúde corporal, também precisamos de estar bem a nível mental, espiritual; > > >
7.ª — ter estabilidade no trabalho (12 a 18 de maio): temos de estar seguros e convictos do nosso «trabalho» cristão. > > >
O último dia (Pentecostes) dá o mote para o tempo que se segue: uma vida diária «com Espírito», viver acompanhados pelo Espírito de Jesus Cristo (Espírito Santo). Ao longo dos seis meses seguintes somos desafiados a viver diariamente o que aprendemos no semestre anterior (Quaresma e Páscoa).

@ Laboratório da fé, 2013

A segunda parte do texto foi inspirada nas propostas diárias 
do livro de José Luis Cortés, «El Ciclo C», RD-Herder, 2012.



Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 2.4.13 | comentários

Palavra para hoje: Primeiro Domingo de Páscoa


A Páscoa não é a reabertura do jardim do Éden. Deus abre-nos as «portas da eternidade», pela vitória de Jesus Cristo sobre a morte. Abre-as, para ressuscitarmos com Cristo para a «luz da vida». Sobre Jesus Cristo, Pedro diz simplesmente: «Deus estava com Ele». E Deus está sempre com Jesus Cristo que está sempre connosco, como nós estamos com Ele! Nós ressuscitamos com Cristo: «vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus». A Eucaristia faz-nos mergulhar neste mistério admirável da nossa fé! Celebrar a Páscoa é correr para um sepulcro vazio, onde não há nada nem ninguém para ver. E acreditar na capacidade de Cristo ressuscitado viver em nós, fazendo de nós o seu corpo, pelo Espírito Santo. 

Como é que a fé na ressurreição influencia a minha vida?





Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 31.3.13 | Sem comentários
Reflexão para a Vigília Pascal

«Pedro pôs-se a caminho e correu para o sepulcro». Nos últimos dias, tivemos oportunidade de acompanhar as diversas reações de Pedro perante os acontecimentos, desde a tentativa em recusar que Jesus lhe lavasse os pés [Quinta-feira Santa], até à tripla negação sobre a sua condição de discípulo [Sexta-feira Santa]. E procuramos ver-nos ao espelho através das suas reações. Percebemos que Pedro representa (pode representar) todos os discípulos daquele tempo e de todos os tempos.
«Pedro pôs-se a caminho e correu para o sepulcro». Entre os discípulos, havia dúvidas sobre a veracidade do que aquelas mulheres acabam de anunciar. Pedro deixa-se interpelar pelo testemunho das mulheres. «Pedro pôs-se a caminho e correu para o sepulcro». Esta é a ação evangelizadora proposta a todos os cristãos, a cada um de nós: testemunhar a nossa fé na ressurreição de Jesus Cristo. Não se trata de fazer com que os outros apenas acreditem no nosso testemunho. É mais do que isso! Trata-se de despertar nos outros a vontade de se porem a caminho, de correrem, para se encontrarem com Jesus Cristo. Só a experiência pessoal pode provocar a verdadeira fé: «Creio em Jesus Cristo [...] [que] ressuscitou ao terceiro dia». 
A Páscoa é o tempo das «aulas práticas». Ao longo da Quaresma participamos no «mestrado em Jesus», recebemos os seus ensinamentos (sete lições magistrais dadas por Jesus). Jesus Cristo mostrou-nos as características do evangelizador, isto é, como ser anunciadores da Boa Nova aos homens e mulheres de hoje. Agora, estas «aulas práticas» duram cinquenta dias (sete semanas), tantos quantos os dias de Páscoa. É tempo de viver os ensinamentos recebidos, em comunidade... na alegria. É tempo de testemunhar a alegria que nasce da fé! 
A Eucaristia faz-nos mergulhar neste mistério admirável da nossa fé! Celebrar a Páscoa é correr para um sepulcro vazio, onde não há nada nem ninguém para ver. E acreditar na capacidade de Cristo ressuscitado viver em nós, fazendo de nós o seu corpo, pelo Espírito Santo.

© Laboratório da fé, 2013

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 31.3.13 | Sem comentários
  • Recentes
  • Arquivo