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Palavra para hoje: segundo domingo da quaresma


A Liturgia da Palavra evoca a figura de Abraão, a quem Deus anuncia que vai conceder uma grande de bênção. Contudo, ele não aparece por ocasião da transfiguração, quando Deus dá a conhecer o seu Filho muito amado. O acontecimento será testemunhado pelos herdeiros de Abraão, Moisés e Elias; e ainda pelos discípulos Pedro, Tiago e João. No final dessa manifestação, Jesus Cristo aproxima-se dos discípulos, toca-lhes e diz-lhes: «Levantai-vos e não temais». Então, «eles não viram mais ninguém, senão Jesus». E basta! Bem cedo se cumprirá o que Paulo exprime com uma notável densidade teológica: «Cristo Jesus, nosso Salvador, que destruiu a morte e fez brilhar a vida e a imortalidade, por meio do Evangelho».

Pergunta da semana: 

Sinto-me abençoado e amado por Deus?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.3.14 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, Edições Salesianas, 2014

Chega de caricaturas e de verdade a meias.
Quem é mesmo Jesus?
Para lá das imagens «fofinhas» do menino Jesus do presépio...
para lá da tentativa de reduzir Jesus a um profeta contestatário...
para lá do Jesus homem bondoso...
queres saber quem é realmente Jesus?
Escuta a opinião do Pai.

Tu és filho.
Tu és amado.
Daqui nasce a tua força,
a tua coragem, a tua alegria.
Quero estar mais conTigo.
E, como Tu, sentir-me filho amado
pelo Deus da beleza e da ternura.

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.3.14 | Sem comentários

CELEBRAR O DOMINGO SEGUNDO DA QUARESMA

UMA LITURGIA SIMPLES E BELA

Apresentamos algumas sugestões para concretizar o fruto esperado deste ano pastoral: «uma liturgia simples e bela, sinal da comunhão entre Deus e os seres humanos».



Deixa a tua terra... e vai para a terra que Eu te indicar

Assim começa, no Génesis, a apresentação de Abraão e, com ele, de toda a humanidade salva. «Deixa a tua terra»... é muito doloroso, porque é sair da segurança da própria vida; é sinal da saída da maneira falsa e desumana de viver, a libertação da própria segurança na procura da vida verdadeira, da humanidade autêntica que Deus quer dar. Todos somos chamados, dia após dia, a abandonar os critérios que nos desorientam, para encontrar a pátria da vida verdadeira, para nos convertermos à verdade e à vida. Recorda as tentações de Jesus Cristo apresentadas no primeiro domingo da Quaresma. Ele recusou as seguranças mesquinhas que todos temos como evidentes, e inclusive atribuímos a Deus, mas não são a nossa vida verdadeira.



Da confiança... à luz da Ressurreição

A Quaresma é tempo para redescobrir a nossa vocação cristã, redescobrir a nossa identidade, tempo em que Deus nos chama e nos espera. Então, a liturgia coloca-nos perante o relato da vocação de Abraão: a sua disponibilidade ao chamamento de Deus não é, para nós, um modelo de fé, de confiança? Confiança que canta o salmista. Depois, Paulo, dirigindo-se a Timóteo, recorda a oportunidade da nossa salvação. E desafia-nos à perseverança. A transfiguração de Jesus Cristo — testemunha por Pedro, Tiago e João — fortalece a nossa fé, anunciando desde já a luz da Ressurreição. A nossa glória está prometida...



Arte de celebrar

MOMENTO PENITENCIAL. O tempo da Quaresma sugere uma atenção mais cuidada ao momento penitencial que acontece no início de cada eucaristia. A terceira fórmula, composta por três invocação dirigidas a Jesus Cristo (e não à Trindade), é uma possibilidade interessante. Atenção: são invocação e não um exame de consciência; não é este o momento para fazer um relatório dos nossos pecados, mas para rezar àquele que nos ensina e convida a amar. É, aliás, face ao seu amor que nos reconhecemos pecadores. Um pouco como o filho pródigo — que regressa à casa paterna e não tem necessidade de enumerar os seus pecados, porque de imediato é abraçado pelo amor — deixamo-nos envolver pela misericórdia de Deus e dispomos os nossos corações a encontrar Deus na Palavra e no Pão, na Eucaristia.



Fé celebrada com a comunidade

  • A alegria e a glória da Transfiguração, no segundo domingo da Quaresma, não são ainda, em plenitude, a alegria e a glória da Ressurreição... A Quaresma é o tempo que nos prepara para a Páscoa; portanto, não a antecipa. É para despertar, em nós, o desejo da alegria pascal que, na Quaresma, não se canta o Glória nem o Aleluia.
  • Abraão é uma referência incontornável para os crentes monoteístas (judeus, cristãos, muçulmanos). É o pai de todos os crentes. «A fé mostra-nos o caminho e acompanha os nossos passos na história. Por isso, se quisermos compreender o que é a fé, temos de explanar o seu percurso, o caminho dos homens crentes» (Francisco, Carta Encíclica sobre a fé — «Lumen Fidei», 8), como Abraão. Ler ou reler os números 8 a 11 da Carta Encíclica sobre a fé.



Fé celebrada com a catequese

  • A primeira vez que se passa algum tempo sem os pais é dura. Basta recordar o primeiro dia no infantário, na escola, a primeira semana numa colónia de férias, o primeiro acampamento... Mas é também ocasião para sair da zona de conforto, do ambiente haitual: ganham-se novos amigos, aprendem-se novos jogos, contacta-se com novas situações... Foi bem duro para Abraão sair da sua terra e deixar a casa paterna. Mas teve confiança em Deus... e vai viver momentos fabulosos. Tudo o que Abraão vai descobrir, nesta nova etapa da sua vida, é já uma bênção.
  • Deus abençoa Abraão e faz dele uma bênção. O mesmo acontece com cada um de nós, quando colocamos em Deus a nossa confiança, a nossa fé. Ao terminar a celebração, as crianças são convidadas a aproximarem-se para receber a bênção (dizer bem e querer o bem para cada um!) e são enviadas a serem atores desse bem, ao longo da semana.

© Laboratório da fé, 2014

Celebrar o domingo segundo da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.3.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SEGUNDO DA QUARESMA


A cena da Transfiguração, do evangelho proposto para o segundo domingo da Quaresma (Ano A), antecipa a exaltação — a ressurreição — de Jesus, que celebraremos no final deste tempo litúrgico e para onde aponta toda a Quaresma. Prepara os discípulos para os acontecimentos difíceis da paixão e morte do Mestre, com a esperança certa de um final cheio de esperança.
Na cena da narração, além de Jesus e dos três discípulos, aparecem mais três personagens: Moisés, Elias e Deus Pai. A totalidade da Bíblia, a totalidade da Palavra de Deus está a dar testemunho de Jesus, personificada em Moisés (a Torá, a Lei) e Elias (os Profetas); e até o próprio Deus confirma a grandeza do Filho, com um convite a escutá-lo.
A passagem convida a todos os que a leem ou escutam a estar atentos à Palavra de Deus, Antigo (Moisés e Elias) e Novo Testamento (Jesus). Nela está a resposta às nossas interrogações, mas também aos nossos medos, inquietações, angústias, incompreensões... A história do ser humano, a coletiva, mas também a pessoal, está nas mãos de Deus: não há que ter medo. Ao mesmo tempo, é um convite a viver a mensagem desta Palavra: não podemos ficar a fazer «três tendas» e iludir a nossa responsabilidade.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo segundo da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014




La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.3.14 | Sem comentários

REZAR O DOMINGO SEGUNDO DA QUARESMA

16 DE MARÇO DE 2014


Génesis 12, 1-4a

Naqueles dias, o Senhor disse a Abraão: «Deixa a tua terra, a tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que Eu te indicar. Farei de ti uma grande nação e te abençoarei; engrandecerei o teu nome e serás uma bênção. Abençoarei a quem te abençoar, amaldiçoarei a quem te amaldiçoar; por ti serão abençoadas todas as nações da terra». Abraão partiu, como o Senhor lhe tinha ordenado.



Sábado, 15: DEIXA A TUA TERRA

O desafio é claro e ousado: deixar tudo, abandonar tudo, e partir... para uma terra desconhecida, que será indicada mais tarde. Como é possível tal proposta? Mais: como é possível aceitá-la? «Abraão partiu, como o Senhor lhe tinha ordenado». Por isso, tornou-se um modelo de fé para os crentes num único Deus. Obrigado, Abraão, pela tua fé, pela tua coragem, pela tua confiança, pela tua entrega total.



Domingo, 16: SERÁS UMA BÊNÇÃO

«No caso de Abraão, a fé em Deus ilumina as raízes mais profundas do seu ser: permite-lhe reconhecer a fonte de bondade que está na origem de todas as coisas, e confirmar que a sua vida não deriva do nada nem do acaso, mas de um chamamento e um amor pessoais» (Francisco, Carta Encíclica sobre a fé – «Lumen Fidei», 11). No nosso caso, o domingo, a celebração da eucaristia, é a maior de todas as bênçãos, a maior fonte de bênçãos. Hoje, reunido em assembleia com os meus irmãos na fé, agradeço o testemunho de Abraão; e deixo-me envolver pela voz de Deus: «Este é o meu filho muito amado», a quem ofereço a minha bênção. E, ao longo da semana, viverei o domingo, como cristã/ão abençoada/o por Deus.



© Laboratório da fé, 2014

Rezar o domingo segundo da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.3.14 | Sem comentários

REZAR O DOMINGO SEGUNDO DA QUARESMA

16 DE MARÇO DE 2014


Evangelho segundo Mateus 17, 1-9

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os, em particular, a um alto monte e transfigurou-Se diante deles: o seu rosto ficou resplandecente como o sol e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E apareceram Moisés e Elias a falar com Ele. Pedro disse a Jesus: «Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Ainda ele falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra e da nuvem uma voz dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O». Ao ouvirem estas palavras, os discípulos caíram de rosto por terra e assustaram-se muito. Então Jesus aproximou-Se e, tocando-os, disse: «Levantai-vos e não temais». Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus. Ao descerem do monte, Jesus deu-lhes esta ordem: «Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do homem ressuscitar dos mortos».



Sábado, 15: JESUS, PALAVRA DE VIDA

Nesta passagem, vemos os discípulos passar subitamente da alegria ao medo. Que medo? O de se saber humano quando Deus todo-poderoso se manifesta na vida. Mas Jesus está ao lado deles, como o Ressuscitado está hoje ao nosso lado: em todas as situações onde sentimos angústia, medo, tristeza, ele aproxima-se de nós e convida-nos a levantar, a ficar de pé com ele. Certos da sua presença ao meu lado, posso dizer-lhe o que se passa na minha vida, deixando ressoar esta Palavra de ressurreição: «Levantai-vos e não temais». Senhor, dá-me a tua paz!



Domingo, 16: ABRIR-SE À VIDA COM O RESSUSCITADO

Ah! Que tentação de se deixar ficar instalado confortavelmente nos momentos de felicidade com os amigos e os que são próximos ou com o próprio Senhor no alto da montanha! Mas a vida não é um grande rio tranquilo; também é preciso arregaçar as mangas, para enfrentar a realidade e assumir a nossa parte de sofrimento deste mundo em gestação. Para viver com confiança, os cristãos sabem que se podem apoiar na força do Ressuscitado: «Jesus, nosso Salvador, que destruiu a morte e fez brilhar a vida» — recorda-nos São Paulo, na segunda leitura. Não hesitemos em ir ao seu encontro na eucaristia para nos alimentarmos da sua Palavra e do seu Pão, força oferecida à nossa fraqueza para transfigurar o nosso quotidiano. A Ressurreição vive-se dia após dia.



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014

Rezar o domingo segundo da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.3.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SEGUNDO DA QUARESMA

16 DE MARÇO DE 2014


Génesis 12, 1-4a

Naqueles dias, o Senhor disse a Abraão: «Deixa a tua terra, a tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que Eu te indicar. Farei de ti uma grande nação e te abençoarei; engrandecerei o teu nome e serás uma bênção. Abençoarei a quem te abençoar, amaldiçoarei a quem te amaldiçoar; por ti serão abençoadas todas as nações da terra». Abraão partiu, como o Senhor lhe tinha ordenado.



Engrandecerei o teu nome e serás uma bênção


O texto no seu contexto
. O capítulo 12 inicia a segunda parte do livro do Génesis, que se estende até ao capítulo 50; posteriormente continua ao longo do Pentateuco até que o povo alcance a Terra Prometida. Israel relê a sua história iniciando o seu périplo na terra donde saíram os seus antepassados: o norte da Síria, na Mesopotâmia. A época patriarcal é lida como uma etapa das promessas de Deus; promessa da terra e promessa da descendência. Ambas são promessas esperadas durante gerações, mas acabam por se cumprir.

O texto na história da salvação. Depois de ter sido lido o texto do pecado de Adão (o ser humano), no primeiro domingo da Quaresma (Ano A), como «desobediência» a Deus, a Sagrada Escritura dá um passo em frente. O modelo ou tipo que é apresentado no texto proposto para a primeira leitura do segundo domingo da Quaresma (Ano A) é a figura de Abraão como alguém «obediente» sem reservas à vontade de Deus. É curioso ver como Deus o chama, pedindo-lhe que deixe terra e afetos em troco de uma promessa. «Deixa a tua terra» e «vai para a terra que Eu te indicar». Humanamente, não só não é compreensível, como até é reprovável. Quase ninguém deixa a segurança em troco de umas promessas que são palavras. E mais, ao longo do livro vê-se como Deus parece que assume a pele de Abraão. Promete-lhe que fará dele um grande povo, mas, contudo, leremos que é velho, que a sua esposa é estéril, que o filho que tem é dado pela escrava e que, quando consegue ter um da sua esposa... deve-o oferecer em sacrifício. Não é uma narração em que Deus se apresenta como alguém que brinca com Abraão? Não é a história de tantas pessoas que vivem confiantes em Deus?

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. Nós sabemos que Deus cumprirá a sua promessa quando Israel entre na terra. Abraão sabe que é apenas o primeiro passo nesta história, mas não se fecha a Deus. Na sua simplicidade, obedece e assim começa a história da salvação do povo de Deus, o do Antigo e o do Novo Testamento. Na pessoa de Abrão (Abraão), Deus abençoa um projeto de salvação que se abre a toda a humanidade. Abraão passou a ser, nas três religiões monoteístas, modelo de crente que se põe a caminho confiando apenas numa promessa.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo segundo da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.3.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SEGUNDO DA QUARESMA

16 DE MARÇO DE 2014


Génesis 12, 1-4a

Naqueles dias, o Senhor disse a Abraão: «Deixa a tua terra, a tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que Eu te indicar. Farei de ti uma grande nação e te abençoarei; engrandecerei o teu nome e serás uma bênção. Abençoarei a quem te abençoar, amaldiçoarei a quem te amaldiçoar; por ti serão abençoadas todas as nações da terra». Abraão partiu, como o Senhor lhe tinha ordenado.



Vocação de Abraão, pai do povo de Deus


O texto que a liturgia oferece para primeira leitura do segundo domingo da Quaresma (Ano A) não nos diz absolutamente nada da vida da pessoa de Abraão. De Sara só sabemos que era estéril (Génesis 11, 30). O Génesis só tem interesse pela nova vida, para a qual a voz inesperada de Deus convocou Abraão. O chamamento pede só uma resposta.
O relato nada nos diz das circunstâncias nas quais a voz foi escutada por Abraão; mas trata-se de um facto novo e irresistível, que situa, no núcleo da sua existência, uma promessa, um propósito e uma presença diferente. A palavra de Deus cria uma realidade nova na vida do patriarca.
A palavra pede-lhe que aceite a novidade absoluta: que vá para onde nunca tinha estado. Aqui começa a promessa de Deus que o há de levar até uma nova terra de promessa. A fé é a capacidade de arriscar o que conheces e está próximo pelo que ainda tem que ser dado por este inesperado falante.
A palavra convida Abraão a viver na esperança, a confiar em quem promete. A partir deste relato, a fé bíblica entra na dinâmica de um dom que ainda não tinha sido dado, de uma palavra que ainda não se tinha cumprido, de uma promessa que haveria de ser mantida. É a promessa de Deus, mantida pelo poder de Deus. A comunidade de Abraão é a beneficiária desta boa palavra, mas não é a administrador.
A promessa faz entrar uma bênção sem medida num mundo de maldição mortal. O caminho de Abraão terá consequências para todos os povos.
Abraão responde e a sua resposta recebe o nome de fé. A partir daí, começa uma viagem que será de novidade e de risco.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo segundo da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.3.14 | Sem comentários
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