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VIVER A QUARESMA: SÁBADO DA PRIMEIRA SEMANA

Quaresma de fé

Hoje obtiveste a promessa do Senhor de que Ele seria o teu Deus

O Deuteronómio tem um estilo profundo e próximo... Mesmo quando fala de mandamentos, fá-lo de tal maneira que nos faz esquecer o contexto do proibido. Introduz-nos num nível de proposta e resposta.
A proposta é uma aliança. Afeta Deus e o Povo: «Ele será o teu Deus e tu serás o seu Povo». > > >

Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito

O amor como distintivo do cristão atinge o seu cume. Jesus é taxativo ao «corrigir» a Lei antiga: «odiarás o teu inimigo». Não! Jesus pede-nos «amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem». Abre-se um horizonte imenso para o compromisso crente. > > >

Seguir Jesus Cristo

Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito

O ser humano é criado, diz-se, à imagem de Deus. Compete-lhe ser cada vez mais parecido com Deus. É assim que se aproxima progressivamente da perfeição, tal como refere o evangelho. Tornar-se um ser humano o mais perfeito possível, o melhor possível, como Deus, que é perfeito, é ser divino o melhor que se pode e o melhor que se é. E como entender esta perfeição do nosso ser? > > >

Rezar na Quaresma

Amai os vossos inimigos

Ensina-me a amar, Deus que és amor sem limites. Ajuda-me a deixar para trás os cálculos, as hesitações. A ser abraço oferecido a todos os que se cruzam comigo. A dar-me como Tu Te dás. > > >


Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito

Fomos educados a achar que isto da fé, da relação com Deus, do amor à maneira de Jesus Cristo… era bom mas não era para levar demasiado a sério. > > >

Quaresma, Ano A, Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.3.14 | Sem comentários

QUARESMA DE FÉ — SÁBADO DA PRIMEIRO SEMANA


Deuteronómio 26, 16-19

Moisés falou ao povo, dizendo: «O Senhor, teu Deus, ordena-te hoje que cumpras estas leis e mandamentos. Tu os guardarás e cumprirás com todo o teu coração e com toda a tua alma. Hoje obtiveste a promessa do Senhor de que Ele seria o teu Deus; e tu deves seguir os seus caminhos, cumprindo os seus mandamentos, leis e preceitos, e escutando a sua voz. E hoje o Senhor obteve de ti a promessa de que serás o seu povo, como Ele tinha declarado, e cumprirás os seus mandamentos. Ele te elevará pela glória, fama e esplendor, acima de todas as nações que formou, e serás um povo consagrado ao Senhor, teu Deus, como Ele prometeu.



Hoje obtiveste a promessa do Senhor de que Ele seria o teu Deus


O Deuteronómio tem um estilo profundo e próximo... Mesmo quando fala de mandamentos, fá-lo de tal maneira que nos faz esquecer o contexto do proibido. Introduz-nos num nível de proposta e resposta.
A proposta é uma aliança. Afeta Deus e o Povo: «Ele será o teu Deus e tu serás o seu Povo». Os compromissos são também recíprocos. Na leitura de hoje, o próprio Deus recorda ao povo os compromissos da aliança. São os mandamentos: compromissos derivados de uma relação consentida pelo Povo. Deus propõe e o povo aceita. O povo propõe, Deus aceita. O compromisso proposto por Deus e aceite pelo povo: «seguir os seus caminhos, cumprindo os seus mandamentos, leis e preceitos, e escutando a sua voz».
A finalidade do cumprimento dos mandamentos é «ser o Povo santo de Deus». Entrar na sua companhia e na comunhão dos irmãos. E desenvolver assim a dimensão interpessoal de uma relação, cuja iniciativa é de Deus; mas, aceite pelo ser humano, abre-lhe horizontes novos e insuspeitos.


Sinais para o caminho de fé


  • É preciso clarificar a relação fé/obras. Quando São Paulo fala da fé como a única que justifica, não está exatamente no problema fé/obras tal como se colocou depois, sobretudo a partir da Reforma.

  • São Paulo não exclui «as obras da fé». Ele próprio diz que «a fé torna-se operativa na caridade». E a «nova criatura» para a qual aponta não é possível sem deixar morrer as «obras da carne».

  • É preciso que, na vida cristã, coloquemos com seriedade a questão do cumprimento dos mandamentos Não pensando apenas nas nossas forças. Não ficando num cumprimento externo. Antes, prestando-lhes o que Paulo chama «obediência da fé».

  • Pensando bem, Paulo já tinha afirmado também a tese de Tiago: «a fé sem obras está morta».
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



  • QUARESMA DE FÉ: Mateus 5, 43-48 > > >



Pedro Jaramillo – Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.3.14 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, Edições Salesianas, 2014

É com Deus que aprendo o que significa amar.
Para lá da emoção, do sentimento...
o que é fazer do amor uma escolha de vida?
É amar à maneira de Jesus.
À sua medida: sem limites.
Dando a vida toda.

Ensina-me a amar,
Deus que és amor sem limites.
Ajuda-me a deixar para trás os cálculos, as hesitações.
A ser abraço oferecido a todos os que se cruzam comigo.
A dar-me como Tu Te dás.
Com entrega, sem pedir nada em troca, com respeito.
Ensina-me a amar como Tu amas.
E assim tantos vão ver no meu amor o teu amor.

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.3.14 | Sem comentários
VIVER A QUARESMA: SEXTA-FEIRA DA PRIMEIRA SEMANA

Quaresma de fé

Se o pecador se arrepender... certamente viverá e não morrerá

O pecador pode e deve ter esperança. A sua situação não é um fatalismo. «Se o pecador se arrepender... viverá e não morrerá». O profeta expressa um desejo consolador da parte de Deus: «Será porventura a morte do pecador que Me agrada? — diz o Senhor Deus — Não é antes que se converta do seu mau proceder e viva?». > > >

Rezar na Quaresma

No Senhor está a misericórdia e abundante redenção

Misericórdia: mais uma palavra importante da Quaresma e que pouco usamos no dia-a-dia. Deus tem os pobres, os miseráveis, no seu coração. O Deus de Israel, o Deus de Jesus, sente como suas as nossas dores! > > >

Quaresma, Ano A, Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.3.14 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, Edições Salesianas, 2014

Misericórdia:
mais uma palavra importante da Quaresma
e que pouco usamos no dia-a-dia.
Deus tem os pobres, os miseráveis, no seu coração.
O nosso Deus não é uma máquina,
nem uma ideia abstrata,
nem um Deus ausente, distraído.
O Deus de Israel, o Deus de Jesus, sente como suas as nossas dores!
É um Deus aberto,
que te responde sempre que te aproximas d'Ele.

Em Ti, meu Deus, 
há um coração grande para me curar.
Há alegria para a minha tristeza.
Há luz nos meus dias de sombra.
Há perdão para o meu pecado.
Há amor que contraria o meu isolamento.
Há verdade forte para rasgar as minhas máscaras.
Em Ti, meu redentor,
há festa quando me aproximo de Ti,
quando me decido a confiar em Ti
e só em Ti.

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.3.14 | Sem comentários

QUARESMA DE FÉ — SEXTA-FEIRA DA PRIMEIRO SEMANA


Ezequiel 18, 21-28

Assim fala o Senhor Deus: «Se o pecador se arrepender de todas as faltas que cometeu, se observar todos os meus mandamentos e praticar o direito e a justiça, certamente viverá e não morrerá. Não lhe serão lembrados os pecados que cometeu e viverá por causa da justiça que praticou. Será porventura a morte do pecador que Me agrada? – diz o Senhor Deus – Não é antes que se converta do seu mau proceder e viva? Mas se o justo se desviar da justiça e praticar o mal, imitando as abominações dos pecadores, porventura viverá? Não mais será recordada a justiça que praticou; por causa da prevaricação em que caiu e do pecado que cometeu, ele morrerá. E vós dizeis: ‘O modo de proceder do Senhor não é justo’. Escutai, casa de Israel: Será o meu modo de proceder que não é justo? Não será antes o vosso modo de proceder que é injusto? Quando o justo se afastar da justiça, praticar o mal e vier a morrer, morrerá por causa do mal cometido. Quando o pecador se afastar do mal que tiver realizado, praticar o direito e a justiça, salvará a sua vida. Se abrir os olhos e renunciar às faltas que tiver cometido, certamente viverá e não morrerá».



Se o pecador se arrepender... certamente viverá e não morrerá


O profeta desenvolve, neste capítulo, um tema importante: a responsabilidade individual. Isto é feito num contexto no qual se pensava que a responsabilidade era coletiva e que o indivíduo era envolvido pelo bem ou mal que outros fizeram.
Neste contexto, Ezequiel apresenta a possibilidade de conversão do pecador, assim como a face oposta: a possibilidade do justo voltar a cometer a maldade. A partir do sentido de responsabilidade pessoal, não se trata de Deus salvar uns e condenar outros. Trata-se de nós procuramos a nossa própria salvação ou a nossa própria condenação.
O pecador pode e deve ter esperança. A sua situação não é um fatalismo. «Se o pecador se arrepender... viverá e não morrerá». O profeta expressa um desejo consolador da parte de Deus: «Será porventura a morte do pecador que Me agrada? — diz o Senhor Deus — Não é antes que se converta do seu mau proceder e viva?». Deus assim quer. A responsabilidade pessoal está em realizar a mudança. E, se a mudança acontece, o passado é perdoado.
O justo deve ser vigilante: «quem está de pé, tenha cuidado, para não cair» (1Coríntios 10, 12). A graça está lá (Deus é sempre fiel), mas entra também a responsabilidade pessoal: «Se o justo se desviar da justiça e praticar o mal... morrerá».


Sinais para o caminho de fé


  • A fé não é uma realidade estática: acreditar numas verdades e basta! A fé desencadeia uma caminho de vida.

  • Foi o caminho iniciado pelo justo que o conduziu à prática do bem. Mas o justo continua a sentir as dificuldades de um caminho que não é fácil. Pela graça de Deus e pelo seu esforço pessoal, pode e deve perseverar até ao fim. Mas o eu esforço pessoal pode acabar e converter-se num grande pecador. Nessa situação, é chamado a re-iniciar o processo, como pecador.

  • O pecador é aquele que não respondeu à graça. Mas a conversão é sempre possível. Converter-se dos pecados, guardar os preceitos do Senhor e praticar o direito e a justiça... Tomar um novo rumo na vida... «Quando o pecador se afastar do mal que tiver realizado... salvará a sua vida».

  • A fé requer, portanto, uma responsabilidade pessoal. A salvação não depende só de Deus, nem só de quem me rodeia... a salvação pede também um decisão pessoal.
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Pedro Jaramillo – Laboratório da fé, 2014


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.3.14 | Sem comentários
VIVER A QUARESMA: QUINTA-FEIRA DA PRIMEIRA SEMANA

Quaresma de fé

Lembrai-Vos de nós, Senhor, e manifestai-Vos no dia da nossa tribulação

A oração de Ester é uma das mais belas orações do Antigo Testamento. É um relato edificante. O contexto histórico é o da dispersão judaica pela Pérsia. Ali, como no caso do patriarca José, «Deus escreveu direito por linhas tortas»... > > >

Pedi e dar-se-vos-á, procurai e encontrareis, batei à porta e abrir-se-vos-á

Da nossa fé procede a oração de petição. De uma fé que se transforma em confiança. Mas da falta de resposta por parte de Deus às nossas petições surgem, às vezes, grandes crises de fé. > > >

Seguir Jesus Cristo

Pedi e dar-se-vos-á, procurai e encontrareis, batei à porta e abrir-se-vos-á

«Pede como deve ser», dirá a mãe ao filho que chora para obter uma guloseima. Pois, uma vez entendido o pedido, ela dá ao seu filho o que é bom para ele. É assim que o filho aprende a ter confiança na sua mãe que responde aos seus desejos com agrado > > >

Rezar na Quaresma

Quando vos invoquei me respondestes

É bom rezar-Te, Senhor. Para falar conTigo não é preciso tirar senha nem fingir ser quem não sou. Tu tens sempre os ouvidos e o coração abertos para me acolheres. Em Ti há sempre resposta para os meus desejos mais verdadeiros e profundos. > > >


Procurai e encontrais

Nos últimos tempos, a esperança parece ter saído da vida de muita gente. Que as coisas andam más, estamos todos de acordo. O que custa ver é como tanta gente desiste de lutar por um futuro melhor. Não será que hoje um bom dia para aceitar a esperança que vem de Deus? > > >

Quaresma, Ano A, Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.3.14 | Sem comentários

QUARESMA DE FÉ — QUINTA-FEIRA DA PRIMEIRO SEMANA


Ester 4, 17 n.p-r.aa-bb.gg-hh

Naqueles dias, a rainha Ester, tomada de angústia mortal, procurou refúgio no Senhor e fez esta súplica ao Senhor, Deus de Israel: «Meu Senhor, nosso único Rei, vinde socorrer-me, porque estou só e não tenho outro auxílio senão Vós e corre perigo a minha vida. Desde criança, ouvi dizer na minha tribo paterna que Vós, Senhor, escolhestes Israel entre todos os povos e os nossos pais entre os seus antepassados, para serem a vossa herança perpétua, e cumpristes tudo o que lhes tínheis prometido. Lembrai-Vos de nós, Senhor, e manifestai-Vos no dia da nossa tribulação. Fortalecei-me, Rei dos deuses e Senhor dos poderosos. Ponde em meus lábios palavras harmoniosas, quando estiver na presença do leão, e mudai o seu coração, para que deteste o nosso inimigo e o arruíne com todos os seus cúmplices. Livrai-nos com a vossa mão; vinde socorrer-me no meu abandono, porque não tenho ninguém senão Vós, Senhor».



Lembrai-Vos de nós, Senhor, e manifestai-Vos no dia da nossa tribulação


A oração de Ester é uma das mais belas orações do Antigo Testamento. É um relato edificante. O contexto histórico é o da dispersão judaica pela Pérsia. Ali, como no caso do patriarca José, «Deus escreveu direito por linhas tortas»... Ester, uma jovem judia, chegou a ser rainha.
A situação torna-se dura para os judeus da diáspora persa e Mardoqueu, tio de Ester, toma a iniciativa em favor dos seus irmãos de raça e de religião.
Dentro da «estratégia» de Mardoqueu entrou a «intercessão necessária» de Ester diante do Rei (é curioso como ela o chama: «o leão»). Ora, os leões assustam. Ester estava assustada perante tal tarefa. Mas, como as mulheres fortes, vence a «fidelidade ao seu povo». Face a uma tarefa, que lhe parece impossível, prepara-se com uma intensa e bela oração: ela, que é rainha, diz ao Senhor: «não tenho outro auxílio senão Vós». Recorda toda a formação religiosa recebida na infância: assimilou bem a teologia da eleição e da promessa. Agora, que está em tribulação, roga: «manifestai-Vos». E, para ela, uma petição muito humana e muito realista: «fortalecei-me»; «ponde em meus lábios palavras harmoniosas».
A sua intercessão é em nome de todos: «livrai-nos com a vossa mão». Mas ela sabe que é um instrumento da ação de Deus; e insiste: «vinde socorrer-me no meu abandono, porque não tenho ninguém senão Vós, Senhor».


Sinais para o caminho de fé


  • Fé e valentia. Quando a fé é verdadeira transforma-se interiormente em força. A mesma força que vão ter os apóstolos, com a fé na ressurreição de Cristo: «pregavam a Boa Nova com grande valentia».

  • Fé e confiança. A fé expressa-se numa oração confiante. Há momentos em que, pela fé, também nós dizemos a Deus: «não tenho outro defensor além de ti». Chegamos à profundidade dos nossos fundamentos.

  • Fé e intercessão. A fé nunca é individualista: «Deus e eu/ eu e Deus». A fé dá forma à «comunhão dos que acreditamos em Deus». Por isso, a oração nunca é egoísta. É uma oração por toda a comunidade e por toda a gente.

  • Fé e transmissão. É comovedora a alusão de Ester à fé da sua infância. Conheceu Deus e a salvação junto dos seus: a família como o lugar primordial do despertar religioso: «contaram-nos os nossos pais».
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



  • QUARESMA DE FÉ: Mateus 7, 7-12 > > >



Pedro Jaramillo – Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.3.14 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, Edições Salesianas, 2014

Na catequese aprendi que rezar é falar com Deus
como falamos com outra pessoa.
Com o tempo fui percebendo que não é bem assim.
Ao falarmos com outras pessoas...
às vezes não atendem o telemóvel.
Com outras, temos de meter cunhas.
Outras permanecem surdas, por muito que gritemos.
Falar com Deus é bastante diferente
de falar com a maior parte das pessoas.
Para melhor!

É bom rezar-Te, Senhor.
Para falar conTigo não é preciso tirar senha
nem fingir ser quem não sou.
Sempre... 
estás disponível para Te encontrares comigo. 
Tu tens sempre os ouvidos e o coração abertos 
para me acolheres.
Em Ti há sempre resposta 
para os meus desejos mais verdadeiros e profundos.

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.3.14 | Sem comentários
VIVER A QUARESMA: QUARTA-FEIRA DA PRIMEIRA SEMANA

Quaresma de fé

Afaste-se cada um do seu mau caminho e das violências que tenha praticado

A nossa fé em Deus «clemente e misericordioso» não significa uma «licença para pecar». Deus perdoa, quando vê as boas obras dos ninivitas e que se tinham convertido dos seus maus caminhos. A conversão é necessária para o perdão. O que não significa que, uma vez convertidos, já estejamos livres de voltar a pecar. > > >

Fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; 

e aqui está quem é maior do que Jonas

É interessante e original apresentar a «pessoa/sinal». Jonas foi um sinal para os ninivitas (com a sua presença e o seu anúncio). Jesus (o Filho do Homem) é-o para os seus contemporâneos, com a sua presença, com a sua palavra e com as suas obras. > > >

Seguir Jesus Cristo

Esta geração é uma geração perversa: pede um sinal

Perdoar é, primeiro, tentar compreender o que está mal e porque é que esse mal foi feito; é, depois, não desejar vingar-se por causa do dano causado; é rezar por que aquele que o cometeu e querer-lhe bem; é iniciar uma reconciliação no diálogo com ele; é deixar claro que não lhe exijo nada e que existe uma amizade, até mesmo um amor para oferecer... Que nível de perdão dado aos outros! > > >

Rezar na Quaresma

Fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas 

e aqui está quem é maior do que Jonas

Ensina-me, Senhor, a perceber os sinais de bondade que puseste na minha vida. Faz-me ver a tua presença terna, mesmo nos momentos mais banais. Ajuda-me a reconhecer o teu amor sem limites. Abre o meu coração à liberdade que me ofereces. > > >


Lavai-me de toda a iniquidade e purificai-me de todas as culpas

Detestamos a sensação de culpa. «A culpa morre sempre solteira». Por vergonha, porque o pecado belisca a nossa auto-imagem… sabe-se lá. Teremos ainda a coragem de sermos honestos e sinceros perante Deus e a nossa consciência? Teremos ainda a esperança de Lhe pedir perdão? > > >

Quaresma, Ano A, Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 12.3.14 | Sem comentários

QUARESMA DE FÉ — QUARTA-FEIRA DA PRIMEIRO SEMANA


Jonas 3, 1-10

A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas nos seguintes termos: «Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive e apregoa nela a mensagem que Eu te direi». Jonas levantou-se e foi a Nínive, conforme a palavra do Senhor. Nínive era uma grande cidade aos olhos de Deus; levava três dias a atravessar. Jonas entrou na cidade e caminhou durante um dia, apregoando: «Daqui a quarenta dias, Nínive será destruída». Os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, proclamaram um jejum e revestiram-se de sacos, desde o maior ao mais pequeno. Logo que a notícia chegou ao rei de Nínive, ele ergueu-se do trono e tirou o manto, cobriu-se de saco e sentou-se sobre a cinza. Depois foi proclamado em Nínive um decreto do rei e dos seus ministros, que dizia: «Os homens e os animais, os bois e as ovelhas, não provem alimento, não pastem nem bebam água. Os homens e os animais revistam-se de sacos e clamem a Deus com vigor; afaste-se cada um do seu mau caminho e das violências que tenha praticado. Quem sabe? Talvez Deus reconsidere e desista, acalmando o ardor da sua ira, de modo que não pereçamos». Quando Deus viu as suas obras e como se convertiam do seu mau caminho, desistiu do castigo com que os ameaçara e não o executou.



Afaste-se cada um do seu mau caminho 

e das violências que tenha praticado


O tema é a conversão. Trata-se de uma narração colorida, onde não faltam os antropomorfismos (apresentação de Deus com forma e sentimentos humanos. Neste caso, pede-se para que Deus se arrependa; e afirma-se que Deus se arrepende, que acalma a sua ira... São maneiras de falar que ajudam a transmitir a mensagem, mas que não se podem tomar à letra. Deus não tem esses sentimentos humanos: agora enervo-me, depois acalmo-me; agora ameaço, depois arrependo-me...).
Podemos destacar: a conversão. Primeiro é Jonas, pedindo a conversão de Nínive, uma cidade estrangeira. Os ninivitas acreditam e mostram o seu arrependimento com um jejum.
Informado o rei, ele junta-se ao jejum, com o gesto típico da penitência: o «saco» e as cinzas. E proclama o jejum para todos (o colorido da narração inclui também os animais entre os penitentes). No edito real há pinceladas interessantes: pede-se uma oração fervorosa e que cada um se afaste «do seu mau caminho e das violências que tenha praticado». De facto, o perdão de Deus acontece quando vê que os ninivitas se converteram do «seu mau caminho».
Neste relato, o jejum vai a par da conversão. Jejum e conversão, juntos, alcançam o perdão. Não importa que a cidade não seja israelita. O perdão de Deus é universal.


Sinais para o caminho de fé


  • As práticas piedosas podem e devem preparar ou seguir a conversão. A fé não as desvaloriza. Apenas nos pede que não sejam práticas religiosas ocas.

  • No anúncio da salvação, Deus serve-se de Jonas e do rei. O importante é que haja um mensageiro. Mensageiros do perdão, a partir de uma fé inquebrantável na misericórdia de Deus.

  • A nossa fé em Deus «clemente e misericordioso» não significa uma «licença para pecar». Deus perdoa, quando vê as boas obras dos ninivitas e que se tinham convertido dos seus maus caminhos. A conversão é necessária para o perdão. O que não significa que, uma vez convertidos, já estejamos livres de voltar a pecar.

  • Não podemos dizer que «já estamos salvos» de maneira definitiva. Enquanto somos caminhantes, podemos voltar a errar no caminho. Só quando estivermos na Meta, seremos semelhantes a Ele (Deus), porque o veremos tal como é (cf. 1João 3, 2).
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



  • QUARESMA DE FÉ: Lucas 11, 29-32 > > >



Pedro Jaramillo – Laboratório da fé, 2014


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 12.3.14 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, Edições Salesianas, 2014

Penitência:
mais uma palavra fora de moda
que aparece muitas vezes na Quaresma.
Conversão, mudança.
Deixar para trás hábitos velhos,
estilos de vida egoístas
e abraçar os caminhos novos e generosos
que Deus nos oferece.
Mas custa sempre.
Mas quando reconheces que é Deus que te convida,
que Ele é a meta...
ainda vais perder tempo com desculpas?

Ensina-me, Senhor, 
a perceber os sinais de bondade
que puseste na minha vida.
Faz-me ver a tua presença terna,
mesmo nos momentos mais banais.
Ajuda-me a reconhecer o teu amor sem limites.
Abre o meu coração à liberdade que me ofereces.

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 12.3.14 | Sem comentários
VIVER A QUARESMA: TERÇA-FEIRA DA PRIMEIRA SEMANA

Quaresma de fé

A palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, 

sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão

O centro é ocupado pela Palavra. A Palavra que sai da boca de Deus. A palavra do profeta é reconhecida pela expressão bíblica da «boca de Deus». Não se fala de conteúdos; apenas se apresenta a «Palavra». Mas, a Palavra, sabemo-lo, é sinónimo de «vontade de Deus»...: os seus preceitos são também as «suas palavras». > > >

Seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu

A fé e a oração. Orar com fé é orar com confiança. E orar com confiança supõe saber entregar a nossa vida nas mãos de Deus: «como uma criança nos braços da sua mãe» (Salmo 131, 2). A fé na oração não se mostra nos «charlatães», os que se contentam em fazer barulho. Mostram-na os que deixam que Deus lhes fale no silêncio interior. E, nesse mesmo silêncio, aprendem a responder. > > >

Seguir Jesus Cristo

Se perdoardes aos homens as suas faltas, 

também o vosso Pai celeste vos perdoará

Perdoar é, primeiro, tentar compreender o que está mal e porque é que esse mal foi feito; é, depois, não desejar vingar-se por causa do dano causado; é rezar por que aquele que o cometeu e querer-lhe bem; é iniciar uma reconciliação no diálogo com ele; é deixar claro que não lhe exijo nada e que existe uma amizade, até mesmo um amor para oferecer... Que nível de perdão dado aos outros! > > >

Rezar na Quaresma

Rezai assim: Pai nosso...

Bem sei que a oração é uma das estradas obrigatórias para uma Quaresma de qualidade. Mas não é fácil rezar. Talvez o melhor seja mesmo aprender a rezar com Jesus. Como Jesus. > > >


Quando rezares, não digas muitas palavras, como os pagãos...

Senhor, ensina-me a rezar. Ensina-me a só dizer palavras sinceras. Ensina-me a ficar calado para Te poder escutar. > > >

Quaresma, Ano A, Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.3.14 | Sem comentários

QUARESMA DE FÉ — TERÇA-FEIRA DA PRIMEIRO SEMANA


Isaías 55, 10-11

Assim fala o Senhor. «A chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a haverem fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer. Assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão».



A palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, 

sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão


Um pedaço de Isaías, célebre pela sua brevidade e pelo seu caráter incisivo. Pode-se aplicar ao texto este refrão: «o bom, se breve, é duas vezes bom».
O centro é ocupado pela Palavra. A Palavra que sai da boca de Deus. A palavra do profeta é reconhecida pela expressão bíblica da «boca de Deus». Não se fala de conteúdos; apenas se apresenta a «Palavra». Mas, a Palavra, sabemo-lo, é sinónimo de «vontade de Deus»...: os seus preceitos são também as «suas palavras».
A vontade de Deus não é oca nem sem garra. Não são preceitos que o vento leva. O versículo dez oferece-nos uma bela imagem de enraizamento e de frutos: a chuva que empapa a terra, que a fecunda, que a faz germinar... Que bem compreendemos esta imagem rural! Uma chuva que provoca todo o processo de frutificação: da semente até ao pão. Uma Palavra que produz frutos. A Palavra de Deus não é uma palavra estéril.


Sinais para o caminho de fé


  • Fé na eficácia da Palavra de Deus. A Palavra não regressa vazia a Deus; a Palavra cumpre a sua vontade. Às vezes, de forma desconcertante; mas, sempre, de forma amorosa.

  • Com fé, também nós pedimos muitas vezes a Deus: «seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu». Estamos certos de que é sempre a vontade do Pai. Não nos assusta pedir ao Pai que se cumpra a sua vontade. Não estamos na fé com base no medo, mas na fé com base no amor.

  • A partir da nossa fé, somos testemunhas da própria experiência de Jesus: «o meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou» (João 4, 34). Fazer a vontade do Pai é cumprir realmente a sua Palavra. No nosso «acolher e cumprir», contribuímos para que não regresse vazia a Deus. Esse é o nosso compromisso de fé.
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



  • QUARESMA DE FÉ: Mateus 6, 7-15 > > >



Pedro Jaramillo – Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.3.14 | comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, Edições Salesianas, 2014

Bem sei que a oração é uma das estradas obrigatórias
para uma Quaresma de qualidade.
Mas não é fácil rezar.
Umas vezes, rezar parece-me coisa infantil.
Outras vezes, cheira-me a superstição,
palavras repetidas sem sentimento nem sentido.
Outras vezes ainda, a minha oração é apenas falar comigo mesmo,
sem lugar nem tempo para Deus...
Talvez o melhor seja mesmo aprender a rezar com Jesus.
Como Jesus.

Pai, ensina-me a rezar como Tu queres.
Com confiança e sinceridade.
Com poucas palavras e coração aberto.
Colocando-me nas tuas mãos sem medo.
Acolhendo-Te como Pai
e aceitando que Tu me transformes em irmão 
de todos os homens e mulheres desta terra.

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.3.14 | Sem comentários
VIVER A QUARESMA: SEGUNDA-FEIRA DA PRIMEIRA SEMANA

Quaresma de fé

Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo

No texto do Levítico, é importante a «motivação moral», para exortar a um comportamento digno: «sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo». Trata-se, pois, de recuperar «a imagem e semelhança de Deus». «Ser como Deus». Não no sentido da primeira tentação, mas no sentido da graça que o próprio Deus oferece a cada ser humano. > > >

Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes

As advertências são sérias, como séria é a apresentação de Mateus. Trata-se do discernimento final. Ninguém pode dizer, depois de escutar o texto, que este discernimento ou juízo será uma incógnita. Sabemos perfeitamente a matéria desse «exame final»: resumia-o muito bem São João da Cruz: «ao entardecer da vida, sermos examinados pelo amor». > > >

Seguir Jesus Cristo

Em verdade vos digo: 

Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes

«A senhora idosa com quem perdeste o tempo, era eu; o prisioneiro que foste visitar, era eu; o jovem sem abrigo que ajudaste, era eu; a vizinha abandonada que convidaste para usar a tua piscina, era eu; a pessoa que levaste ao hospital, era eu; aqueles e aquelas que beneficiaram da tua presença, dos teus dons, da tua ajuda, era eu... O que tu lhes fizeste, foi a mim que o fizeste» > > >

Rezar na Quaresma

Foi a mim que o fizeste

Podes encontrar Deus na beleza do universo. Podes descobri-Lo na Bíblia ou nos sacramentos. Mas se queres certezas, não hesites: procura-O no pobre, no doente incurável, no emigrante clandestino, nas mulheres vítimas de violência doméstica... > > >


Quando é que te vimos com fome e te demos de comer?

Quero ver o teu rosto, Jesus. Para lá da imagem que faço de Ti, quero saber quem és realmente. Ajuda-me a aceitar que és um Deus próximo, encontrável no concreto do dia-a-dia. > > >

Quaresma, Ano A, Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 10.3.14 | Sem comentários

QUARESMA DE FÉ — SEGUNDA-FEIRA DA PRIMEIRO SEMANA


Levítico 19, 1-2.11-18

O Senhor dirigiu-Se a Moisés, dizendo: «Fala a toda a comunidade dos filhos de Israel e diz-lhes: ‘Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo. Não furtareis, não direis mentiras, nem cometereis fraudes uns com os outros. Não prestarás juramento falso, invocando o meu nome, pois profanarias o nome do teu Deus. Eu sou o Senhor. Não oprimirás nem expropriarás o teu próximo. Não ficará contigo até ao dia seguinte o salário do jornaleiro. Não insultarás um surdo nem colocarás tropeços diante de um cego, mas temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor. Não cometerás injustiças nos teus julgamentos: não favorecerás indevidamente um pobre, nem darás preferência ao poderoso; julgarás o teu próximo segundo a justiça. Não caluniarás os teus parentes, nem conspirarás contra a vida do teu próximo. Eu sou o Senhor. Não odiarás do íntimo do coração os teus irmãos, mas corrigirás o teu próximo, para não incorreres em falta por causa dele. Não te vingarás, nem guardarás rancor contra os filhos do teu povo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor’».



Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo


No texto do Levítico, é importante a «motivação moral», para exortar a um comportamento digno: «sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo». Trata-se, pois, de recuperar «a imagem e semelhança de Deus». «Ser como Deus». Não no sentido da primeira tentação, mas no sentido da graça que o próprio Deus oferece a cada ser humano.
De novo, um «parecido com Deus» que «passa» pela relação com os irmãos. Dos preceitos que hoje o Levítico nos recorda, apenas um está relacionado diretamente com Deus: «Não prestarás juramento falso, invocando o meu nome». Mas, até neste caso, trata-se de utilizar o juramento em nome de Deus contra os outros.
O resto dos preceitos tem como objetivo o próximo. E concretiza-se num resumo final: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo». O «sede santos, porque Eu, sou santo» volta a ecoar, de alguma maneira, no «Eu sou o Senhor», que se segue ao enunciado de cada um dos preceitos que têm como objetivo o próximo.
Um «Eu sou o Senhor» que significa, não só o que tem poder para dar o mandamento, mas também o que é ofendido com o seu incumprimento. Na tradição profética esclarece-se esta intuição... Depois dos pecados sociais, o profeta diz o mesmo que o Levítico, após a proibição do juramento: «profanando assim o meu santo nome». Deus é ofendido na ofensa que fazemos ao próximo.


Sinais para o caminho de fé


  • Novamente, o tema da união indissolúvel entre a fé e o amor: «a existência cristã consiste num contínuo subir ao monte do encontro com Deus e depois voltar a descer, trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus» (Bento XVI, Mensagem para a Quaresma de 2013).

  • A fé é o caminho da santidade. Sem a fé, não podemos ser santos como Deus é santo. Chegar a sê-lo não é uma conquista nossa. A fé é sempre uma graça, um dom, um presente.

  • «A fé constitui aquela adesão pessoal à revelação do amor gratuito e 'apaixonado' que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus Cristo» (Bento XVI). Mas, Deus amou-nos primeiro. Na fé, tornamos verdade a máxima: «amor com amor se paga».

  • Os preceitos do Levítico destacam a justiça que se faz plena na caridade. Não uma caridade que tenta «encobrir» as injustiças. Uma caridade assim não é caridade verdadeira. Essa não é a caridade onde se manifesta uma fé ativa.
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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  • QUARESMA DE FÉ: Mateus 21, 31-46 > > >



Pedro Jaramillo – Laboratório da fé, 2014


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 10.3.14 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, Edições Salesianas, 2014

Podes encontrar Deus na beleza do universo.
Podes descobri-Lo na Bíblia ou nos sacramentos.
Mas se queres certezas, não hesites:
procura-O no pobre,
no doente incurável,
no emigrante clandestino,
 nas mulheres vítimas de violência doméstica,
nas crianças com fome,
nos jovens sem rumo para a vida.
É neles, nos últimos, nos que sofrem,
que Deus quer ser encontrado.

Rezar-Te é incómodo.
Tu não deixas que me feche em mim mesmo
e obrigas-me a ter os pés bem assentes na terra.
Quando Te dou espaço no meu coração,
Tu obrigas-me a olhar para fora,
para longe,
com outros olhos.
Quando falas, 
dizes-me que em todo o pobre que bate à porta do meu coração
és Tu que pedes a minha ajuda.
Tu me ensinas que a esmola
não é dar do que me sobra;
é servir o pobre com reverência.

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 10.3.14 | Sem comentários

VIVER A PRIMEIRA SEMANA DA QUARESMA


9 A 15 DE MARÇO — AO RITMO DA LITURGIA


Segunda classe magistral

Na intimidade da Quaresma, Jesus Cristo continua a dar o seu peculiar «curso de catequese» («Mestrado em Jesus Cristo») àqueles que, hoje em dia, queremos ser seus discípulos — lição sobre o núcleo da mensagem (9 a 15 de março): «core business», o miolo da mensagem que tem de ser transmitida pelo discípulo de Jesus Cristo.
Nesta «lição magistral», Jesus Cristo previne-nos para a ratoeira das tentações do «só pão/só glória/só religião» (DOMINGO: «O tentador aproximou-se...»), para nos centrarmos no essencial, nos sinais que temos de mostrar a esta geração que, como todas as gerações, pede um sinal (QUARTA: «Esta geração [...] pede um sinal»): o irmão mais humilde (SEGUNDA: «A Mim o fizestes»); perdoar (TERÇA: «Se não perdoardes [...], também o vosso Pai celeste não vos perdoará»); fazer o bem (QUINTA: «Esta é a Lei e os Profetas»); promover a reconciliação (SEXTA: «Reconcilia-te com o teu adversário»); ser bons em tudo (SÁBADO: «Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito»).

Esta semana, Jesus Cristo encoraja-nos a sintetizar, a entender o núcleo do que vamos transmitir aos nossos contemporâneos. É importantíssimo saber o que é essencial e o que é secundário.

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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Brilhará na escuridão a tua luz
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 9.3.14 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, Edições Salesianas, 2014

Depois de 40 dias de dilúvio,
Deus fez uma nova aliança com todos os seres vivos.
Depois de 40 dias de desânimo, vagueando pelo deserto,
o profeta Elias encontra Deus.
Jonas, em nome de Deus, concede aos pecadores
40 dias para se converterem e mudar de vida.
Jesus está 40 dias no deserto
e o jejum ajuda-O a sintonizar-Se plenamente com o projeto de Deus.

Obrigado por estes 40 dias que me concedes, Senhor.
Fica comigo
e ajuda-me a fazer escolhas sérias.
Se Tu estiveres comigo,
vou conseguir encontrar um estilo novo para a minha vida.
Obrigado por estes 40 dias que quero passar com Jesus.

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano A» das Edições Salesianas;
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 9.3.14 | Sem comentários
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