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Palavra para hoje: terceiro domingo da quaresma


No caminho para a Páscoa, a Igreja aproxima-se das nascentes: a que Deus, ao ser posto à prova, faz jorrar do rochedo; a que Jesus Cristo faz jorrar sempre viva nos nossos corações. Deus é fiel, apesar da dura incredulidade do seu povo. «Não endureçais os vossos corações, como [...] no deserto, onde vossos pais Me tentaram e provocaram, apesar de terem visto as minhas obras». É Deus que nos envia Jesus Cristo, cujo rosto se manifesta pouco a pouco: hoje, é o rosto de um viajante cansado, junto ao poço, sem nada para saciar a sua sede. Nada, exceto o pedido: «Dá-Me de beber». Pouco a pouco, o segredo deste homem vai-se revelando: Jesus Cristo é o dom de Deus, a nascente da água viva, o Salvador do mundo.

Pergunta da semana: 

Onde procuro a nascente para saciar a minha sede?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.3.14 | Sem comentários

CELEBRAR O DOMINGO TERCEIRO DA QUARESMA

UMA LITURGIA SIMPLES E BELA

Apresentamos algumas sugestões para concretizar o fruto esperado deste ano pastoral: «uma liturgia simples e bela, sinal da comunhão entre Deus e os seres humanos».



O Senhor está ou não no meio de nós?

O terceiro domingo da Quaresma (Ano A) recorda-nos outro momento central da história da salvação: a saída do Egito e a passagem pelo deserto: «o povo israelita, atormentado pela sede, começou a altercar com Moisés». Também a samaritana vai ao poço de Jacob buscar água (evangelho). O povo de Israel e a samaritana são símbolos de todos nós e de toda a Humanidade, sempre inquietos à procura daquilo que desejamos e não temos: a realização, a vida, a felicidade. Mais ainda: a procura humana conduz-nos com frequência à deceção. O povo de Israel, marcado pelo sofrimento e pela deceção, diz uma frase impressionante: «O Senhor está ou não no meio de nós?». Também esta expressão nos representa a todos. Procuramos a vida, a justiça, a paz, a liberdade, pedimos ajuda a Deus, no meio do sofrimento e da deceção, questionamos porque é que Deus não intervém em nosso favor, pelo menos, em favor dos mais débeis, dos perseguidos injustamente, das vítimas de toda a espécie de opressão e violência. Como é possível que Deus fique calado perante tanto sofrimento?



A água da vida

O terceiro domingo da Quaresma (Ano A) é o domingo da água, o domingo onde a Palavra, verdadeira graça da Quaresma, é derramada «em nossos corações pelo Espírito Santo». Com efeito, para celebrar o primeiro escrutínio dos catecúmenos, a Igreja quer fazer-nos meditar no belo encontro de Jesus Cristo com a samaritana: junto ao poço de Jacob, Jesus Cristo revela-se como «uma nascente que jorra para a vida eterna». Melhor do que a água que brota do rochedo para saciar a sede do povo, Jesus Cristo dá-nos a beber uma água que nos sacia para sempre. A água do batismo que nos salva. A água da vida.



Arte de celebrar

AS ORAÇÕES. Em três momentos — abertura, apresentação dos dons, comunhão —, o presidente dirige-se a Deus, em nome da assembleia, convidando-a a unir-se em oração. O convite «Oremos» é seguido de um tempo de silêncio (infelizmente, muitas vezes esquecido), durante o qual todos se colocam em «atitude de oração». O presidente pode-se voltar para o altar ou para a cruz. Não se trata de dizer um texto, mas de rezar e de ajudar a entrar em oração. O tom de voz, a distância em relação ao microfone, a sua atitude interior e o seu gesto de estender ou elevar as mãos são elementos que podem favorecer a oração comunitária. A conclusão cantada também pode favorecer e suscitar a adesão mais unânime de toda a assembleia.



Fé celebrada com a comunidade

  • Os filhos de Israel, na travessia pelo deserto, não estão contentes. Deus salvou-os da escravidão do Egito, com a colaboração de Moisés. Mas parece não ter sido suficiente. Por isso, Deus vai matar a fome e saciar a sede do povo que caminha no deserto. Apesar da dureza do coração do povo, Deus aceita os seres humanos assim como são, ama-nos a todos. Deus sabe que, com a água viva do seu Espírito, até os corações mais endurecidos podem ser irrigados pelo seu amor. Há momentos em que nos sentamos como os peregrinos cansados ou perdidos no deserto. Temos sede de amor e de verdade. Deus está aí presente para nos guiar e saciar a nossa sede. Onde procuro a nascente para saciar a minha sede?
  • «Na fé de Israel, sobressai também a figura de Moisés, o mediador. O povo não pode ver o rosto de Deus; é Moisés que fala com Jahvé na montanha e comunica a todos a vontade do Senhor. Com esta presença do mediador, Israel aprendeu a caminhar unido» (Francisco, Carta Encíclica sobre a fé — «Lumen Fidei», 14). Ler ou reler os números 12 a 14 da Carta Encíclica sobre a fé.



Fé celebrada com a catequese

Ele está no meio de nós. É uma aclamação e afirmação que repetimos ao longo da eucaristia. Nela, reconhecemos que Jesus Cristo está presente na assembleia (Igreja) reunida, na Palavra proclamada, no Pão repartido... Ajudar as crianças a compreender esta presença de Deus através de Jesus Cristo, na celebração da eucaristia. E cada um poderá dizer, antes da bênção e do envio: O Senhor está no meio de nós!

© Laboratório da fé, 2014

Celebrar o domingo terceiro da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 22.3.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO TERCEIRO DA QUARESMA

23 DE MARÇO DE 2014


Êxodo 17, 3-7

Naqueles dias, o povo israelita, atormentado pela sede, começou a altercar com Moisés, dizendo: «Porque nos tiraste do Egipto? Para nos deixares morrer à sede, a nós, aos nossos filhos e aos nossos rebanhos?». Então Moisés clamou ao Senhor, dizendo: «Que hei-de fazer a este povo? Pouco falta para me apedrejarem». O Senhor respondeu a Moisés: «Passa para a frente do povo e leva contigo alguns anciãos de Israel. Toma na mão a vara com que fustigaste o Rio e põe-te a caminho. Eu estarei diante de ti, sobre o rochedo, no monte Horeb. Baterás no rochedo e dele sairá água; então o povo poderá beber». Moisés assim fez à vista dos anciãos de Israel. E chamou àquele lugar Massa e Meriba, por causa da altercação dos filhos de Israel e por terem tentado o Senhor, ao dizerem: «O Senhor está ou não no meio de nós?».



O Senhor está ou não no meio de nós?


O texto no seu contexto
. O povo no caminho para a Terra Prometida encontra-se com uma nova dificuldade: a sede no meio da imensidão do deserto. No meio do nada, apenas encontram águas amargas (cf. Êxodo 15, 22-25), cai na tentação (Massa) de duvidar da presença de Deus e entra em conflito com o próprio Deus (Meriba). São duas dúvidas: a presença de Deus e a autoridade de Moisés. «Massa — tentar» e «Meriba — provocar» equivalem a desesperar e pedir a Deus um sinal do seu poder.

O texto na história da salvação. O terceiro texto desta Quaresma apresenta-nos a rebelião do povo. Deus cria o ser humano livre (primeiro domingo); em Abraão, encontramos o ser humano obediente que acredita no plano de Deus (segundo domingo). No texto proposto para o terceiro domingo da Quaresma (Ano A), o povo de Israel não só desconfia, mas também ofende e provoca o próprio Deus: Deus tirou-nos do Egito para nos dar a morte? A promessa da presença de Deus — estarei diante de ti — e a pergunta final — o Senhor está ou não no meio de nós? — são fundamentais para a interpretação do texto. Não tinha sido suficiente a evidência da libertação, pede novas provas; mas Deus não dá provas, mas pessoas e sinais.

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. O caminho do Êxodo é o caminho de qualquer pessoa e de qualquer grupo humano na sua relação religiosa. Quando nos libertam, quando nos favorecem, quando nos corre tudo bem, quando temos Deus do nosso lado, até o deserto é suave. Quando aparece a prova, a primeira coisa a ressentir-se é a nossa fé em Deus. A fé em Deus é «comodista»? Acreditamos num Deus da história ou num Deus de fantasia que tem de estar ao nosso serviço? A dúvida faz parte da consciência e da liberdade humana (O Senhor está ou não no meio de nós?). O Deus que se revela na história ajuda-nos a descobrir a sua presença na vida quotidiana, nos momentos em que experimentamos a alegria da libertação, nas provas que vão surgindo ao longo do caminho.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo terceiro da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.3.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO TERCEIRO DA QUARESMA

23 DE MARÇO DE 2014


Êxodo 17, 3-7

Naqueles dias, o povo israelita, atormentado pela sede, começou a altercar com Moisés, dizendo: «Porque nos tiraste do Egipto? Para nos deixares morrer à sede, a nós, aos nossos filhos e aos nossos rebanhos?». Então Moisés clamou ao Senhor, dizendo: «Que hei-de fazer a este povo? Pouco falta para me apedrejarem». O Senhor respondeu a Moisés: «Passa para a frente do povo e leva contigo alguns anciãos de Israel. Toma na mão a vara com que fustigaste o Rio e põe-te a caminho. Eu estarei diante de ti, sobre o rochedo, no monte Horeb. Baterás no rochedo e dele sairá água; então o povo poderá beber». Moisés assim fez à vista dos anciãos de Israel. E chamou àquele lugar Massa e Meriba, por causa da altercação dos filhos de Israel e por terem tentado o Senhor, ao dizerem: «O Senhor está ou não no meio de nós?».



Dar de beber


O Êxodo é o dom da liberdade que Deus concedeu aos escravos hebreus no Egito. A libertação levou o povo ao deserto, que não é um lugar de bem-estar. Não há água. As garantias mínimas de vida — comida e água a troco de servidão — que eram oferecidas pelo sistema imperial e escravista dos egípcios já não existem. Esta crise provoca protestos e insatisfação.
Parece que nos encontramos perante uma crise de liderança por parte de Moisés; mas Moisés é apenas um agente do Senhor, que é o verdadeiro líder.
Moisés sente-se em perigo e pede a Deus que faça qualquer coisa. Moisés e Israel começam a dar conta de que o Deus do Êxodo não é um recurso para satisfazer todos os desejos de Israel.
A resposta de Deus é abrupta e decisiva: uma ordem e uma promessa. Moisés há de agir de uma maneira bastante surpreendente: dar com a vara no rochedo. Há de encontrar água no lugar mais inesperado. Deus não dá qualquer explicação nem argumento.
A promessa faz referência à presença de Deus: «Eu estarei diante de ti».
A história é muito seca, embora a água, perante a ordem do Senhor e a ação de Moisés, jorre e mate a sede ao povo. O Senhor sustenta a vida, apesar do povo o ter posto à prova: o Senhor foi tratado como um meio e não como um fim; o centro de gravidade da existência foi alterado, de Deus para a própria vida; ora, isto é um ato de idolatria.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo terceiro da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.3.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO TERCEIRO DA QUARESMA


A narração do evangelho proposto para o terceiro domingo da Quaresma (Ano A) acontece num cenário não habitual: numa cidade da Samaria. Além de Jesus, a personagem principal na cena não são os discípulos, mas uma mulher. Jesus Cristo, ultrapassando os convencionalismos da época, conversa longamente com ela. É uma mulher, ainda por cima estrangeira (samaritana) e com uma história moral não apreciada, o que faz dela uma interlocutora inadequada para qualquer judeu. Mas a «Boa Nova» de Jesus não percebe nada de convencionalismos nem se detém perante os limites sociais discriminatórios. A partir de uma situação ordinária, quotidiana, fala-lhe do «dom de Deus», um dom que não conhece as fronteiras que os seres humanos inventaram, mas acolhe todas e todos sem distinção de sexo, raça, cultura ou forma de vida.
Jesus Cristo é a «água viva», capaz de saciar, para sempre, a sede do ser humano; não como as outras águas, que só tiram a sede momentaneamente (diversões, prazer, poder, dinheiro, êxito, etc.). Nós que experimentamos esta realidade (?!) somos convidados a partilhar esta «água» com os outros, como fez a mulher samaritana com os seus compatriotas: «Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram em Jesus, por causa da palavra da mulher», porque o dom é imenso, grandioso, não tem limites.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo terceiro da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014




La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.3.14 | Sem comentários

REZAR O DOMINGO TERCEIRO DA QUARESMA

23 DE MARÇO DE 2014


Evangelho segundo João 4, 5-42

Naquele tempo, chegou Jesus a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, junto da propriedade que Jacob tinha dado a seu filho José, onde estava o poço de Jacob. Jesus, cansado da caminhada, sentou-Se à beira do poço. Era por volta do meio-dia. Veio uma mulher da Samaria para tirar água. Disse-lhe Jesus: «Dá-Me de beber». Os discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos. Respondeu-Lhe a samaritana: «Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber, sendo eu samaritana?». De facto, os judeus não se dão com os samaritanos. Disse-lhe Jesus: «Se conhecesses o dom de Deus e quem é Aquele que te diz: ‘Dá-Me de beber’, tu é que Lhe pedirias e Ele te daria água viva». Respondeu-Lhe a mulher: «Senhor, Tu nem sequer tens um balde, e o poço é fundo: donde Te vem a água viva? Serás Tu maior do que o nosso pai Jacob, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu, com os seus filhos e os seus rebanhos?». Disse-Lhe Jesus: «Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede. Mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma nascente que jorra para a vida eterna». «Senhor, – suplicou a mulher – dá-me dessa água, para que eu não sinta mais sede e não tenha de vir aqui buscá-la». Disse-lhe Jesus: «Vai chamar o teu marido e volta aqui». Respondeu-lhe a mulher: «Não tenho marido». Jesus replicou: «Disseste bem que não tens marido, pois tiveste cinco e aquele que tens agora não é teu marido. Neste ponto falaste verdade». Disse-lhe a mulher: «Senhor, vejo que és profeta. Os nossos antepassados adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar». Disse-lhe Jesus: «Mulher, acredita em Mim: Vai chegar a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vai chegar a hora – e já chegou – em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são esses os adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito e os seus adoradores devem adorá-l’O em espírito e verdade». Disse-Lhe a mulher: «Eu sei que há-de vir o Messias, isto é, Aquele que chamam Cristo. Quando vier, há-de anunciar-nos todas as coisas». Respondeu-lhe Jesus: «Sou Eu, que estou a falar contigo». Nisto, chegaram os discípulos e ficaram admirados por Ele estar a falar com aquela mulher, mas nenhum deles Lhe perguntou: «Que pretendes?», ou então: «Porque falas com ela?». A mulher deixou a bilha, correu à cidade e falou a todos: «Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Não será Ele o Messias?». Eles saíram da cidade e vieram ter com Jesus. Entretanto, os discípulos insistiam com Ele, dizendo: «Mestre, come». Mas Ele respondeu-lhes: «Eu tenho um alimento para comer que vós não conheceis». Os discípulos perguntavam uns aos outros: «Porventura alguém Lhe trouxe de comer?». Disse-lhes Jesus: «O meu alimento é fazer a vontade d’Aquele que Me enviou e realizar a sua obra. Não dizeis vós que dentro de quatro meses chegará o tempo da colheita? Pois bem, Eu digo-vos: Erguei os olhos e vede os campos, que já estão loiros para a ceifa. Já o ceifeiro recebe o salário e recolhe o fruto para a vida eterna e, deste modo, se alegra o semeador juntamente com o ceifeiro. Nisto se verifica o ditado: ‘Um é o que semeia e outro o que ceifa’. Eu mandei-vos ceifar o que não trabalhastes. Outros trabalharam e vós aproveitais-vos do seu trabalho». Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram em Jesus, por causa da palavra da mulher, que testemunhava: «Ele disse-me tudo o que eu fiz». Por isso os samaritanos, quando vieram ao encontro de Jesus, pediram-Lhe que ficasse com eles. E ficou lá dois dias. Ao ouvi-l’O, muitos acreditaram e diziam à mulher: «Já não é por causa das tuas palavras que acreditamos. Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo».



Segunda, 17: O DOM

Neste diálogo entre Jesus e uma mulher revela-se o rosto de um Deus que pede («dá-me») e que, sobretudo, dá, a ponto de tornar a dádiva uma dimensão essencial da sua identidade. Releio o diálogo pedindo ao Senhor que me revele o que tem para me dar.



Terça, 18: A ÁGUA, A VIDA

À volta de um poço, em pleno calor, a água torna-se rapidamente o centro da conversa. Com Jesus, bem no meio da Quaresma, a vida torna-se rapidamente o centro das nossas orações. Então, falo ao Senhor da sede que tenho da verdadeira vida e aceito beber as suas palavras.



Quarta, 19: S. JOSÉ

A Samaritana teve vários maridos. São José, que hoje festejamos, teve uma só esposa. Pela sua intercessão, peço ao Senhor que unifique o meu coração.



Quinta, 20: EM ESPÍRITO

As querelas religiosas sempre existiram. Cada um agarra-se a lugares, a práticas... que, com o tempo, podem afastar de Deus. Penso, agora, na minha maneira de rezar; e peço ao Pai que me ajude a adorar «em espírito».



Sexta, 21: EM VERDADE

Pouco a pouco, o diálogo conduz a Samaritana à verdade da sua vida. Jesus diz-lhe tudo que ela fez, mas sempre sem a culpabilizar nem julgar. Deixo que o Senhor faça o mesmo comigo.



Sábado, 22: ESCUTAR

O diálogo entre Jesus e a Samaritana tem efeito sobre os habitantes da cidade. O que escutaram da mulher, depois de Jesus, fazem-nos nascer para a fé. Levo na minha oração todas as pessoas da minha cidade que, como eu, se podem converter ao ouvir falar (de) Jesus.



Domingo, 23: BEBER DA ÁGUA QUE NÃO DÁ MAIS SEDE

O tempo passado com Jesus e a Samaritana à volta do poço faz-nos pressentir a urgência duma conversão a Deus. É Deus que dá primeiro — embora possamos pensar que somos nós que temos algo para dar a Deus —, que dá o essencial — pode-se viver sem água? — e que dará de maneira surpreendente, gratuitamente, na cruz — a água saída do coração de Cristo crucificado. Essa água que é Jesus Cristo tornar-se-á, em nós, «uma nascente que jorra para a vida eterna». Tornar-se uma nascente: eis o que pode significar «adorar o Pai em espírito e verdade». Não é essa a nova identidade que recebemos no dia do nosso batismo? A Quaresma é verdadeiramente um tempo abençoado para voltar às fontes, à nascente da água.



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014

Rezar o domingo terceiro da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 17.3.14 | Sem comentários
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