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Rezar na Páscoa - Ano A, Edições Salesianas, 2014

Esta experiência feliz de viver com Jesus ressuscitado,
às vezes, provoca reações violentas.
Há quem não entenda, quem não aceite.
Há quem nos tente fazer desistir.
Podem fazer pouco
ou podem tentar atrair para uma vida fácil.
Quando resistimos,
tendem a passar à opressão.
Com Estêvão, o jovem diácono,
com tantos homens e mulheres ao longo destes dois mil anos...
o Evangelho também se escreve com o nosso sangue.

Senhor Jesus, recebe o meu espírito.
Não tenho outras forças que não a tua força.
Nada espero a não ser a tua companhia.
Nada desejo senão sentir-me filho como Tu.
E como Tu amado, sempre, pelo Pai.

«Rezar na Páscoa - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Páscoa - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Anónimo | 6.5.14 | Sem comentários
Sexta-feira da terceira semana de Páscoa

Evangelho segundo João 6, 52-59

Naquele tempo, os judeus discutiam entre si: «Como pode Jesus dar-nos a sua carne a comer?». Então Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia. A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais, que o comeram e morreram: quem comer deste pão viverá eternamente». Assim falou Jesus, ao ensinar numa sinagoga, em Cafarnaum.

Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais

Jesus Cristo oferece uma comida saudável, capaz de alimentar a «fome» mais profunda do ser humano. Mas, para que seja tomada como alimento que regenera a nossa vida ressuscitada é preciso que seja mastigado com calma, em (longos) momentos de tranquilidade. Uma pausa em cada dia para sintonizar com a presença de Deus — nada melhor do que a oração iluminada pela Palavra de Deus proposta pela liturgia de cada dia — ajuda-nos a saborear a qualidade deste alimento oferecido por Jesus Cristo.
«Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais». Alimentar-se deste pão é deixar que a nossa vida se una à vida ressuscitada de Jesus Cristo, para que a nossa seja também uma vida ressuscitada, para que este alimento se torne na «carne da nossa carne». É unir-se totalmente a Ele, de forma que a maneira de viver de Jesus Cristo seja também a maneira de viver daqueles que se alimentam deste «pão que desceu do Céu».

© Laboratório da fé, 2013

A propósito dos textos litúrgicos de hoje, na homilia , na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco salientou que a voz de Jesus Cristo passa pela inteligência e vai ao coração. Ela vai ao coração porque é Palavra de amor, bela, produz amor, faz amar. Os doutores da lei respondem apenas com a cabeça. Não sabem que a Palavra de Deus fala ao coração. Quando entra a ideologia na Igreja, quando entra a ideologia na inteligência do Evangelho, não se entende mais nada. E esses ideólogos — como sabemos da História da Igreja — acabam por se tornar em intelectuais sem talento, moralistas sem bondade. Nem falemos de beleza, porque disso eles não entendem nada. Ao contrário, a estrada do amor, a estrada do Evangelho é simples: é a estrada que os santos entenderam. Os santos são os que levam a Igreja por diante! Peçamos hoje ao Senhor pela Igreja. Que o Senhor a liberte de qualquer interpretação ideológica e abra o coração da Igreja, da nossa Mãe Igreja, ao Evangelho simples, àquele Evangelho puro que nos fala de amor, que produz amor é tão bonito! E que nos torna mais belos, com a beleza da santidade. (fonte: www.news.va)

João 20, 20 - www.laboratoriodafe.net
Postado por Anónimo | 19.4.13 | Sem comentários
Quinta-feira da terceira semana de Páscoa

Evangelho segundo João 6, 44, 51

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, não o trouxer; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. Está escrito no livro dos Profetas: ‘Serão todos instruídos por Deus’. Todo aquele que ouve o Pai e recebe o seu ensino vem a Mim. Não porque alguém tenha visto o Pai; só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram. Mas este pão é o que desce do Céu, para que não morra quem dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei-de dar é a minha carne que Eu darei pela vida do mundo».

Quem comer deste pão viverá eternamente

Jesus Cristo continua o tema central — o discurso do «pão da vida» retirado do capítulo sexto do evangelho segundo João — propondo-se como o único alimento capaz de saciar a fome humana. E não se trata apenas da fome biológica, mas da fome existêncial (sentido para a vida).
Uma vida insossa é o contrário de uma vida ressuscitada. Esta está cheia de sentido e de alegria. Podemos andar anos a comer um pão insosso, um alimento sem sabor. O cristão tem de se alimentar do Evangelho, para que a sua vida seja alegre, saborosa, convicta, capaz de contagiar os outros.
Falta-nos o sal, o tempero adequado para temperar a nossa existência. A oração, com a leitura diária do Evangelho, dá um sabor especial à vida. Ajuda-nos a encontrar o sentido da afirmação de Jesus Cristo: «Quem comer deste pão viverá eternamente».

© Laboratório da fé, 2013

A propósito deste texto do evangelho, na homilia de hoje, na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco lembrou que nós acreditamos num Deus pessoal: Pai, Filho e Espírito Santo.
E acrescentou: «Não acreditamos num deus ‘no ar’, um deus-spray que está em todos os lugares, mas não se sabe o que é. Nós acreditamos no Deus que é Pai, que é Filho, que é Espírito Santo, acreditamos em Pessoas. E quando falamos com Deus, falamos com Pessoas: ou falo com o Pai, ou falo com o Filho ou falo com o Espírito Santo. E esta é a nossa fé.
Quem tem fé, tem a vida eterna, tem a vida. Esta é a alegria da fé, a alegria de ter encontrado Jesus, a alegria que dá a paz: não aquela que dá o mundo, mas a que é dada por Jesus.
Peçamos ao Senhor que nos faça crescer nesta fé, nesta fé que nos fortalece, que nos torna alegres, a fé que começa sempre com o encontro com Jesus e prossegue sempre na vida com os pequenos encontros quotidianos com Jesus» (fonte: www.news.va)


João 20, 20 - www.laboratoriodafe.net
Postado por Anónimo | 18.4.13 | Sem comentários
Quarta-feira da terceira semana de Páscoa

Evangelho segundo João 6, 35-40

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão da vida: Quem vem a Mim nunca mais terá fome e quem acredita em Mim nunca mais terá sede. No entanto, como vos disse, ‘embora tivésseis visto, não acreditais’. Todos aqueles que o Pai Me dá virão a Mim e àqueles que vêm a Mim não os rejeitarei, porque desci do Céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade d’Aquele que Me enviou. E a vontade d’Aquele que Me enviou é esta: que Eu não perca nenhum dos que Ele Me deu, mas os ressuscite no último dia. De facto, é esta a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e acredita n’Ele tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia».

Quem vem a Mim nunca mais terá fome

A revolução religiosa proposta por Jesus Cristo é muito profunda. Hoje, afirma-se como «pão da vida» capaz de saciar todo o tipo de fome: «Quem vem a Mim nunca mais terá fome».
O Evangelho, a Boa Nova de Jesus Cristo, é o verdadeiro alimento daquele e daquela que procura uma vida ressuscitada. Tudo o resto são condimentos, que até podem prejudicar o essencial da refeição. O cristão não pode sobreviver sem este alimento diário: o Evangelho lido, meditado, posto em prática! 
Onde é que investimos o nosso tempo e nosso dinheiro? Basta sair à rua e ver o que orienta a vida das pessoas, o seu trabalho diário. Há muito faminto existencial que precisa de encontrar o alimento capaz de saciar em plenitude a sua existência. Jesus Cristo insiste: «Quem vem a Mim nunca mais terá fome». Talvez ainda não tenhamos aprendido a «cozinhar» bem este alimento para o tornar apetitoso.

© Laboratório da fé, 2013

João 20, 20 - www.laboratoriodafe.net
Postado por Anónimo | 17.4.13 | Sem comentários
Segunda-feira da terceira semana de Páscoa

Evangelho segundo João 6, 22-29

Depois de Jesus ter saciado os cinco mil homens, os seus discípulos viram-n’O a caminhar sobre as águas. No dia seguinte, a multidão que permanecera no outro lado do mar notou que ali só estivera um barco e que Jesus não tinha embarcado com os discípulos; estes tinham partido sozinhos. Entretanto, chegaram outros barcos de Tiberíades, perto do lugar onde eles tinham comido o pão, depois de o Senhor ter dado graças. Quando a multidão viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, subiram todos para os barcos e foram para Cafarnaum, à procura de Jesus. Ao encontrá-l’O no outro lado do mar, disseram-Lhe: «Mestre, quando chegaste aqui?» Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-Me, não porque vistes milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes saciados. Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna e que o Filho do homem vos dará. A Ele é que o Pai, o próprio Deus, marcou com o seu selo». Disseram-Lhe então: «Que devemos nós fazer para praticar as obras de Deus?» Respondeu-lhes Jesus: «A obra de Deus consiste em acreditar n’Aquele que Ele enviou».

Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, 

mas pelo alimento que dura até à vida eterna

A maior preocupação do ser humano, sobretudo daqueles que vivem com mais dificuldades, é ter o pão de cada dia. Trata-se de satisfazer as necessidades mais básicas. Essa é também uma das preocupações fundamentais de Jesus Cristo. Percorrendo os evangelhos facilmente percebemos que Jesus está sempre atento à alimentação e ao bem-estar das pessoas, em todas as dimensões. 
No entanto, neste texto, Jesus Cristo diz que há algo ainda mais importante do que ter pão para cada dia, para um determinado tempo... Acreditar nele é, para Jesus Cristo, o alimento mais importante: «Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna». 
A fé é o alimento pelo qual todos precisamos de trabalhar — diz Jesus Cristo. O problema é que nós temos uma ideia da «fé» muito diferente. Na nossa tradição cristã, recebemos demasiados alimentos perecíveis: devoções, práticas rituais, obrigações, doutrinas... É verdade que desde muito novos fomos habituados a ter maus hábitos alimentares; e, por isso, a nossa vida cristã não cresce de uma forma saudável, não possuímos uma vida ressuscitada.
A fé em Jesus Cristo não pode ser um apêndice da vida. A fé dá vida, dá força para superar todas as dificuldades. A fé une-nos aos outros, para crescermos juntos no amor — a principal matéria prima da alimentação para quem procura uma vida ressuscitada. A fé em Jesus Cristo é o principal alimento pelo qual vale a pena trabalhar, pelo qual vale a pena investir toda a nossa vida. Depois, será mais fácil perceber o que está em causa no tema da alimentação.

© Laboratório da fé, 2013

Postado por Anónimo | 15.4.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Terceira semana
 de Páscoa

Uma vida ressuscitada: ter uma boa alimentação


Nesta semana, iniciamos uma série de reflexões sobre como cultivar a nossa vida ressuscitada de cristãos.
Começamos pelo mais básico: a alimentação.
De que se alimenta a nossa vida ressuscitada? A matéria prima tem de ser sempre o amor (DOMINGO: «Amas-Me?»). Temos maus hábitos alimentares (SEGUNDA: «Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna»); por isso, é preciso começar a recusar as comidas insossas, escolher outro alimento (TERÇA: «O pão de Deus é o que desce do Céu para dar a vida ao mundo»), preferir uma boa matéria prima — o Evangelho lido, meditado, posto em prática (QUARTA: «Quem vem a Mim nunca mais terá fome») —, prepará-la e cozinhá-la em «lume brando» — a oração, a união com Deus (QUINTA: «Quem comer deste pão viverá eternamente») —, até dispor de uma requintada e saudável comida (SEXTA: «Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais»), um alimento que mais ninguém pode oferecer (SÁBADO: «Para quem iremos, Senhor?»).
Queremos participar num curso de cozinha saudável ministrado por Jesus, o nosso grande chefe?

Nesta semana, questionamo-nos sobre o tipo de comida com que estamos a alimentar a nossa vida de ressuscitados.

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Páscoa - Laboratório da fé
Postado por Anónimo | 15.4.13 | Sem comentários
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