Mostrar mensagens com a etiqueta Luísa Alvim. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Luísa Alvim. Mostrar todas as mensagens

A catequese no Laboratório da fé


A fé é saber que Deus nos ama. É acreditar que todos são amados, mesmo aqueles de quem não gostamos muito. Deus só nos pode amar e criou-nos para sermos participantes desta felicidade.
Acreditar também que Deus não quer nada em troca, não quer que o sirvamos nem o glorifiquemos. Ele não precisa de nós como servos nem como aduladores da sua infinitude.
Estes são os pressupostos maiores do nanoCredo. É urgente na catequese transmitir isto às crianças!
É urgente recuperar a imagem de Deus que salva todas as pessoas. É preciso outro catecismo, outra teologia, outra forma de se dirigir a Deus, outra forma de rezar.
É preciso dizer às crianças na catequese que na oração não devemos pedir nada, não devemos pedir perdão, não devemos pedir ajuda para os que precisam, não devemos até dizer “seja feita a tua vontade”. A nossa oração está profundamente deformada por uma imagem de um Deus poderoso e incompreensivo da realidade, que parece que ainda não está convencido do que somos e precisa que lhe peçam continuamente piedade e compaixão por nós.
A nanoOração é uma oração autêntica ao colocar a vida nas mãos de Deus que está ao lado e em cada um e que tem um grande respeito pela liberdade individual. É urgente fazer esta nanoOração com as crianças, na total confiança com o Pai. Acreditar que através da oração, Deus apoia-nos e encaminha-nos para o amor, mesmo na fraqueza e na imperfeição. Não podemos rezar com as crianças com outro pressuposto a não ser que a salvação é universal!
Não posso pedir mais para mim ou para aquele, não posso pedir a cura do meu próximo em prejuízo de todos os que precisam dela e por quem ninguém reza. A nanoOração é um agradecer contínuo, é deixar Deus ao nosso lado, falar-lhe sobre o que não entendo na realidade e confiar ilimitadamente.
Se a universalidade do amor de Deus é possível em mim, então ser igreja é aceitar a finitude, encontrar-se e participar na terra, com todos os que são diferentes de mim, na própria vida de Deus mediante a fé, a esperança e o amor.
O nanoCredo que persisto em narrar às crianças:
Creio na Igreja selvagem,
débil,
finita e misteriosa.
Professo o abandono
para amar os imperfeitos.
E espero no enigma do amor
e a vida será salva para todos
Amem.

© Luísa Alvim, catequista de coisas invisíveis na terra visível
© Laboratório da fé, 2013



NanoCredo


Creio
em ti,
pai maternal
amor poderoso,
criador do inútil e do imperfeito,
de todas as coisas nano e mínimas.

Creio no sorriso de Jesus nas crianças
Filho do mistério do amor
Pré-Natal desde sempre:
Deus em mim, Luz da Luz
Deus do imprestável de Deus dos cansaços;
Sem-abrigo, não acabado
Confiante ao Pai.
Por Ele tudo está inacabado.
E por nós, frágeis corpos,
E para o nosso cérebro mais amplo que os céus.
E chegou ao íntimo pelo Espírito Santo,
no misterioso cérebro humano,
E se fez menino.

Também por nós foi desnudado sob o nosso desprezo
destruído
E foi lixo.
Ressuscitou como um jardineiro,
conforme a nanoPalavra;
E desceu aos infernos,
onde está sentado à direita do nada
de novo há-vir tocar-nos,
para amar os impotentes;
E a fome do pai não terá fim.


Creio no frágil,
Senhor que dá a diversidade,
nascido do vacilar e da certeza;
E com o silêncio é interrogado e duvidado:
ele que falou pelo vazio.


Creio na Igreja selvagem,
débil,

finita e misteriosa.
Professo o abandono
para amar os imperfeitos.
E espero no enigma do amor
e a vida será salva para todos.
Amem.




  • O nanoCredo publicado no Laboratório da fé [1] [2] [3] [4] [5]

Crianças na igreja, em oração, na catequese



catequista de coisas invisíveis na terra visível


Luísa Alvim, mãe de 3 filhos, sonhadora do impossível, é catequista de coisas invisíveis na terra visível, na paróquia de S. Victor, em Braga. Técnica superior na área de Biblioteca e Documentação na Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, desde 1995. Atualmente trabalha na Casa de Camilo - Museu e Centro e Estudos. Licenciada em Filosofia, pós-graduada em Ciências Documentais, Mestre em Ciência da Informação, e Doutoranda em Ciência da Informação e membro integrado do Centro e Investigação CIDEHUS na Universidade de Évora.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé



Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.7.13 | Sem comentários

A catequese no Laboratório da fé


Muitas das nossas crianças não têm a dimensão do espiritual porque nós não suscitámos na catequese e em casa esta busca. Deixámos que o materialismo do tagarelar das orações e das frases feitas se instalem definitivamente na sua vida cristã.
A nanoLinguagem dos pequeninos, dos poetas e dos místicos é que nos pode conduzir ao espiritual. A linguagem da metáfora que permite a deslocação dos conteúdos doutrinários e crispados da liturgia que os catecismos institucionalizaram.
A criança possui em si a qualidade de se tornar espiritual, está em gérmen e em nano. Cabe aos educadores da fé, aos pais e aos catequistas tornar possível o acesso ao espiritual. E isso é exequível com o proporcionar de um espaço calmo, de silêncio, da palavra certa, da metáfora, de espera e de uma certa contemplação. E o mais importante – a escuta das crianças, a escuta de Deus a passar no seu coração.
Encontro muitos catequistas preocupados com o cumprimento da programação de conteúdos, com o fazer atividades, com as faltas das crianças às sessões de catequese, etc.
Mas tornar acessível o espiritual não é querer atingir objetivos sem fim, treinar as crianças em atividades e dar-lhe distrações que ocupem o tempo e encobrem o espaço interior. É responder-lhes sempre às suas questões de forma verdadeira, conforme o que cada um de nós sabe. É fazer um caminho com a criança e juntos descobrir Deus. É criar momentos de oração, sem orações enlatadas e pré-feitas. É aprender a calarmo-nos e não esgotar a ocasião com cânticos e gestos.
Parar na nanoPalavra, no nanoSilêncio. Deixar Deus entrar nas crianças e em nós. Apurar o nanoEspiritual e confiar.
Um menino que fez a primeira comunhão este ano escrevia esta carta a Jesus:
Querido Jesus,
Queria que entrasses mais fundo do meu coração, fizesses alegria dentro dele e me ajudasses a ser outro Jesus na terra!
Dá-me exemplo de ser como tu, alargar o meu coração para todos os que me rodeiam.
Daqui em diante estarás mais presente no meu coração!
Escrever uma carta a Jesus sem racionalismos e sem perguntar «para quê?». A postura espiritual na vida de todos nós passa pela confiança e pela dependência, pela consciência do relacional, do ligar a nossa vida aos outros e ao divino.
A catequese deveria explorar um nanoCredo que deixasse brotar o inesperado (vazio) e o espiritual:
Creio no frágil,
Senhor que dá a diversidade,
nascido do vacilar e da certeza;
E com o silêncio é interrogado e duvidado:
ele que falou pelo vazio.

© Luísa Alvim, catequista de coisas invisíveis na terra visível
© Laboratório da fé, 2013



NanoCredo


Creio
em ti,
pai maternal
amor poderoso,
criador do inútil e do imperfeito,
de todas as coisas nano e mínimas.

Creio no sorriso de Jesus nas crianças
Filho do mistério do amor
Pré-Natal desde sempre:
Deus em mim, Luz da Luz
Deus do imprestável de Deus dos cansaços;
Sem-abrigo, não acabado
Confiante ao Pai.
Por Ele tudo está inacabado.
E por nós, frágeis corpos,
E para o nosso cérebro mais amplo que os céus.
E chegou ao íntimo pelo Espírito Santo,
no misterioso cérebro humano,
E se fez menino.

Também por nós foi desnudado sob o nosso desprezo
destruído
E foi lixo.
Ressuscitou como um jardineiro,
conforme a nanoPalavra;
E desceu aos infernos,
onde está sentado à direita do nada
de novo há-vir tocar-nos,
para amar os impotentes;
E a fome do pai não terá fim.


Creio no frágil,
Senhor que dá a diversidade,
nascido do vacilar e da certeza;
E com o silêncio é interrogado e duvidado:
ele que falou pelo vazio.



  • O nanoCredo publicado no Laboratório da fé [1] [2] [3] [4] 

Descobrir o espiritual



catequista de coisas invisíveis na terra visível


Luísa Alvim, mãe de 3 filhos, sonhadora do impossível, é catequista de coisas invisíveis na terra visível, na paróquia de S. Victor, em Braga. Técnica superior na área de Biblioteca e Documentação na Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, desde 1995. Atualmente trabalha na Casa de Camilo - Museu e Centro e Estudos. Licenciada em Filosofia, pós-graduada em Ciências Documentais, Mestre em Ciência da Informação, e Doutoranda em Ciência da Informação e membro integrado do Centro e Investigação CIDEHUS na Universidade de Évora.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé



Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 25.6.13 | Sem comentários

A catequese no Laboratório da fé


Que orientações fecundas poderão oferecer os catequistas às crianças para que mais tarde possam representar Deus e as suas realidades espirituais?
Jesus gostava de parábolas, das histórias simples e da nanoPalavra.
Acredito que é preferível utilizar na catequese uma linguagem sensível, por exemplo, a das metáforas das parábolas, para evitar que orientações doutrinais e muito sábias desabem e sejam mais tarde, na idade adulta, esquecidas ou postas em questão. Muitas crianças não têm o sentido espiritual porque não o suscitamos nelas, deixamos que a dimensão teológica e eclesial se sobreponha à grandeza espiritual.
Se há uma idade privilegiada é a da infância, que se abre ao mundo, e aos outros, pelos 5 sentidos, um deles é o espiritual!
Se pedirmos a uma criança uma representação de Deus, imediatamente nos revela um Deus fisicamente muito próximo. A existência humana de Jesus fica marcada nas crianças, a representação do bebé do presépio e do menino ao colo de sua mãe, são imagens muito fortes de como a criança vai perceber Deus. O conhecimento de Deus é o conhecimento de si mesmo. É um aprender a relacionar-se com ele.
Por isso, na catequese aprendo sempre muito com as crianças a conhecer Deus, implicando-me na sua imagem. É imprescindível a abertura à confiança plena em Deus. A nanoConfiança que me permitirá, tal como cada criança, ser capaz de Deus.
Ser capaz de Deus é maravilhar-se pelo nano no «laboratório da fé». O Amor é maior que a nossa capacidade de o verbalizarmos. Fiquemos então, na catequese, com a nanoPalavra.

Para continuar o nanoCredo:
Também por nós foi desnudado sob o nosso desprezo
destruído
E foi lixo.
Ressuscitou como um jardineiro,
conforme a nanoPalavra;
E desceu aos infernos,
onde está sentado à direita do nada
de novo há-vir tocar-nos,
para amar os impotentes;
E a fome do pai não terá fim.

© Luísa Alvim, catequista de coisas invisíveis na terra visível
© Laboratório da fé, 2013



NanoCredo


Creio
em ti,
pai maternal
amor poderoso,
criador do inútil e do imperfeito,
de todas as coisas nano e mínimas.

Creio no sorriso de Jesus nas crianças
Filho do mistério do amor
Pré-Natal desde sempre:
Deus em mim, Luz da Luz
Deus do imprestável de Deus dos cansaços;
Sem-abrigo, não acabado
Confiante ao Pai.
Por Ele tudo está inacabado.
E por nós, frágeis corpos,
E para o nosso cérebro mais amplo que os céus.
E chegou ao íntimo pelo Espírito Santo,
no misterioso cérebro humano,
E se fez menino.

Também por nós foi desnudado sob o nosso desprezo
destruído
E foi lixo.
Ressuscitou como um jardineiro,
conforme a nanoPalavra;
E desceu aos infernos,
onde está sentado à direita do nada
de novo há-vir tocar-nos,
para amar os impotentes;
E a fome do pai não terá fim.



  • O nanoCredo publicado no Laboratório da fé [1] [2] [3] 

A Palavra de Deus é como uma semente




catequista de coisas invisíveis na terra visível


Luísa Alvim, mãe de 3 filhos, sonhadora do impossível, é catequista de coisas invisíveis na terra visível, na paróquia de S. Victor, em Braga. Técnica superior na área de Biblioteca e Documentação na Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, desde 1995. Atualmente trabalha na Casa de Camilo - Museu e Centro e Estudos. Licenciada em Filosofia, pós-graduada em Ciências Documentais, Mestre em Ciência da Informação, e Doutoranda em Ciência da Informação e membro integrado do Centro e Investigação CIDEHUS na Universidade de Évora.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé




Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.5.13 | Sem comentários

A catequese no Laboratório da fé


Luz da Luz
[Luz da Luz. Monte Fuji, Japão]

Ter uma espiritualidade de criança! É uma expressão para falar da simplicidade da fé. Mas crianças possuem a verdade não revelada aos sábios e aos inteligentes! Será que nós catequistas acreditamos que as crianças podem ter alguma coisa a dizer que nós não sabíamos já? Será que a sua espiritualidade nos pode enriquecer? 
Que luz da luz e que Deus de Deus elas nos passam? 
O segredo revelado aos pequenos é o conhecimento intuitivo do lugar de onde viemos. De um tempo pré-natal, do Deus verdadeiro do Deus verdadeiro. O segredo está patenteado em Mt 18, 10: retornar, à nanoescala, ao laço que une o ser humano a Deus! 
A Margarida é a menina mais pequena da nossa sala da catequese. Pequena em tamanho, excessivamente baixa. Pequena na espiritualidade, excessivamente confiante. Perguntei-lhe o que é acreditar em Jesus? 
Contou-me uma história, para eu perceber melhor. “A amiga perdeu o gatinho. Ela consolou-a dizendo-lhe que o gatinho irá aparecer porque ela o vai procurar.” Revisitar a confiança na palavra e no gesto de Jesus que nos procura e na fé do amigo. 
A maioria dos teólogos esqueceu as palavras de Jesus sobre as crianças. Pensam que a espiritualidade autêntica exige a capacidade de consciência e a compreensão de um sistema perfeito de crença entre todos os Credos dos concílios. 
A experiência de interioridade da relação é visível nestes pequenos seres quando chega o momento de oração. Eles suscitam em nós a relação de confiança. Eles levam-se a crer que Deus os habita. Como o Rodrigo que rezava pela transformação dos corações dos dois ladrões que cercavam a cruz de Cristo. 
As crianças são profetas, geradas e não criadas, como o Pai. 
Desejava que os catequistas, os educadores da fé fossem abertos à vida divina como um presente imprevisível. Deixar as respostas individualistas e autossuficientes da sua fé. O reino implica “ir procurar o gato do amigo” e acreditar que é possível milagrar a relação com os outros aprendendo a nanoesperar o Amor. 

… 

Creio no sorriso de Jesus nas crianças 
Filho do mistério do amor 
Pré-Natal desde sempre: 
Deus em mim, Luz da Luz 
Deus do imprestável de Deus dos cansaços; 
Sem-abrigo, não acabado 
Confiante ao Pai. 
Por Ele tudo está inacabado. 

© Luísa Alvim, catequista de coisas invisíveis na terra visível
© Laboratório da fé, 2013



NanoCredo


Creio
em ti,
pai maternalamor poderoso,
criador do inútil e do imperfeito,
de todas as coisas nano e mínimas.

Creio no sorriso de Jesus nas crianças
Filho do mistério do amor
Pré-Natal desde sempre:
Deus em mim, Luz da Luz
Deus do imprestável de Deus dos cansaços;
Sem-abrigo, não acabado
Confiante ao Pai.
Por Ele tudo está inacabado.
E por nós, frágeis corpos,
E para o nosso cérebro mais amplo que os céus.
E chegou ao íntimo pelo Espírito Santo,
no misterioso cérebro humano,
E se fez menino.




  • O nanoCredo publicado no Laboratório da fé [1] [2] [3] [4] 





catequista de coisas invisíveis na terra visível


Luísa Alvim, mãe de 3 filhos, sonhadora do impossível, é catequista de coisas invisíveis na terra visível, na paróquia de S. Victor, em Braga. Técnica superior na área de Biblioteca e Documentação na Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, desde 1995. Atualmente trabalha na Casa de Camilo - Museu e Centro e Estudos. Licenciada em Filosofia, pós-graduada em Ciências Documentais, Mestre em Ciência da Informação, e Doutoranda em Ciência da Informação e membro integrado do Centro e Investigação CIDEHUS na Universidade de Évora.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé



Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 20.3.13 | Sem comentários

A catequese no Laboratório da fé


Na catequese, no tempo antes do Natal, o discurso e a ação evangélica tratam do Advento. Este ano os feriados ao sábado tiraram espaço para exortar o discurso habitual!
Esta situação levou a que com alguma imaginação se programasse numa única sessão de catequese uma concentração de vários objetivos: conhecer o tempo litúrgico do Advento, descobrir o verdadeiro Natal, e para cumprir calendário dos conteúdos catequéticos, conhecer a sequência e as etapas da liturgia da Palavra. Tudo numa sessão de catequese de uma hora!
Ainda bem que Deus menino não ficou indiferente a esta condensação de descomedidos propósitos. De modo que nos preparou uma surpresa, em forma de dúvida de fé, colocada sabiamente por uma das nossas crianças quando os catequistas começaram a desfiar o usual sermão desta quadra e nos ocupou o tempo todo!
Deus está à espreita, está mesmo à espera para nos revelar o seu grande amor por nós, homens e mulheres, e que perante as perguntas inesperadas saibamos comunicar, na nanolinguagem dos pequenos, a verdadeira mensagem e fazer das nossas crenças vacilantes as nanodúvidas, para deixar o menino Jesus habitar a história da salvação das nossas vidas.
Evangelizar é antes de mais educar. Não se trata de dar informação ou doutrinar, mas educar é a arte de fazer crescer pessoas, fazer adquirir a importância das boas relações uns com os outros e aprender a viver em forma de natal permanente: deixar Jesus encarnar no principal órgão e centro do nosso sistema nervoso que é o cérebro, no cerne da carne humana, no córtex cerebral. É aí que Jesus se torna íntimo e nos ensina o que é o infinito amor. Ensinar às crianças uma nova forma de existência sagrada em dependência corporal e sensorial com Jesus menino, num discurso eco-lógico que trate da totalidade e qua crie interação amável e cordial com o nosso próximo. Este é um desafio que gosto de colocar aos neurônios!
Mas o mais importante é educar as nossas crianças para o reconhecimento da nossa frágil humanidade, para que a incompetência, a distração, a auto-suficiência, o desânimo, a tristeza, a desatenção do essencial, o apego à materialidade ou a falta de disciplina sejam etapas declaradas, reconhecidas e agradecidas da nossa vida, pois elas são também a autobiografia de Deus: Jesus menino de coração e cérebro humano a desafiar a nossa humanidade através do nascimento no seio de uma mulher e a viver com riscos e a aprender a conquistar a liberdade da dependência de um Amor.

O presépio é uma narração de consolo para ultrapassar com bondade a nossa finitude. A pergunta que foi o motivo condutor da catequese é uma dúvida de fé que o Lucas tomou para si e que nós podemos colocar no nosso presépio ao Deus menino:
— Luísa, tens a certeza que Jesus nasce para os bandidos e para os bêbados?
— Sim Lucas, tenho a certeza…

O nanoCredo para o Natal:
 …
E por nós, frágeis corpos,
E para o nosso cérebro mais amplo que os céus.
E chegou ao íntimo pelo Espírito Santo,
no misterioso cérebro humano,
E se fez menino.

© Luísa Alvim, catequista de coisas invisíveis na terra visível
© Laboratório da fé, 2012



NanoCredo


Creio
em ti,
pai maternalamor poderoso,
criador do inútil e do imperfeito,
de todas as coisas nano e mínimas.

Creio no sorriso de Jesus nas crianças
Filho do mistério do amor
Pré-Natal desde sempre:
Deus em mim, Luz da Luz
Deus do imprestável de Deus dos cansaços;
Sem-abrigo, não acabado
Confiante ao Pai.
Por Ele tudo está inacabado.
E por nós, frágeis corpos,
E para o nosso cérebro mais amplo que os céus.
E chegou ao íntimo pelo Espírito Santo,
no misterioso cérebro humano,
E se fez menino.




  • O nanoCredo publicado no Laboratório da fé [1] [2] [3] [4] 


Jesus e Maria na catequese




catequista de coisas invisíveis na terra visível


Luísa Alvim, mãe de 3 filhos, sonhadora do impossível, é catequista de coisas invisíveis na terra visível, na paróquia de S. Victor, em Braga. Técnica superior na área de Biblioteca e Documentação na Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, desde 1995. Atualmente trabalha na Casa de Camilo - Museu e Centro e Estudos. Licenciada em Filosofia, pós-graduada em Ciências Documentais, Mestre em Ciência da Informação, e Doutoranda em Ciência da Informação e membro integrado do Centro e Investigação CIDEHUS na Universidade de Évora.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé




Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 28.12.12 | Sem comentários

A catequese no Laboratório da fé


A prática da catequese tem sido evidenciada como um dos campos do Laboratório da Fé mais promissores, pois terá que estar sempre em contínua expansão. Existem expetativas muito elevadas no que concerne à aplicação da catequese como meio de evangelizar a vida das crianças, dos jovens e de todos aqueles que se dispõem a crescer no cruzamento da sua vida com a fé em Deus.
A nanoFé, como lhe chamo, não é uma fé pequena que é necessária aumentar. A nanoFé é, por exemplo à semelhança da nanotecnologia, o talento de perceber a grandeza do que é pequeno em mim. A capacidade física de perceber que no nosso corpo celeste existem mil e uma possibilidades espirituais de dizer que creio em Deus de Todos, que de tão grande revela a minha exiguidade.
Esta é a fé que gosto de contar na catequese: narrar a confiança em alguém único, com a consciência do meu corpo que ainda luciluz pouco no caminho da vida.
Assim, o nanoCredo é o credo dos pequenos, um credo em gestação, um credo que não incorpora o definitivo e que se constrói no amadurecimento da relação com Deus e com o viver do evangelho. Um credo cuja grandeza do seu dizer está na evidência da minha pequenez, que tal como as crianças se colocam na condição de aprendiz, eu me estabeleço em igualdade de principiante de Deus.

Este ano, no final de uma sessão da catequese o Jorge Gabriel perguntou-me:
— Como sabes que Deus existe?
Disse-lhe, então, que sabia que existe porque Ele é tão poderoso no seu amor que não me deixa sem O acreditar.
A pergunta do Jorge Gabriel é a pergunta constante do crente no laboratório da nanoFé.
O nanoCredo, que replica a esta pergunta, é proclamado no silêncio da minha oração diária, e assim explicitado às crianças:

Creio
em ti,
pai maternal
amor poderoso,
criador do inútil e do imperfeito,
de todas as coisas nano e mínimas.

© Luísa Alvim, catequista de coisas invisíveis na terra visível
© Laboratório da fé, 2012


  • O nanoCredo publicado no Laboratório da fé [1] [2] [3] [4] 


Sala de catequese: catequista e crianças




catequista de coisas invisíveis na terra visível


Luísa Alvim, mãe de 3 filhos, sonhadora do impossível, é catequista de coisas invisíveis na terra visível, na paróquia de S. Victor, em Braga. Técnica superior na área de Biblioteca e Documentação na Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, desde 1995. Atualmente trabalha na Casa de Camilo - Museu e Centro e Estudos. Licenciada em Filosofia, pós-graduada em Ciências Documentais, Mestre em Ciência da Informação, e Doutoranda em Ciência da Informação e membro integrado do Centro e Investigação CIDEHUS na Universidade de Évora.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé




Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.11.12 | Sem comentários
  • Recentes
  • Arquivo