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ORAÇÃO PARA O FIM DE 2013


Senhor meu Deus e meu Pai,
dono do tempo e da eternidade,
é teu o dia de hoje e de amanhã,
o passado e o futuro.

Ao acabar mais um ano,
quero dizer-te obrigado
por tudo o que nele recebi de ti,
e pelo trabalho que pude realizar.

Obrigado pela vida e pelo amor,
pelas flores, pelo ar puro e pelo sol,
pela alegria e pela dor,
pelo que foi e pelo que não foi possível.

Apresento-te as antigas e novas amizades,
os que estão perto e longe de mim,
aqueles que pude ajudar e me ajudaram
e ainda todos aqueles com quem partilhei a vida,
o trabalho, as alegrias e o sofrimento.

Também quero pedir-te perdão
pelo tempo perdido, pelo dinheiro mal gasto,
pela palavra inútil, o amor desperdiçado
e tudo o que podia ter feito e não fiz.
Perdão pelas obras vazias e pelo trabalho mal feito.
Perdão por viver, às vezes, sem entusiasmo.
E também pela oração que aos poucos fui adiando,
por todos os meus esquecimentos, descuidos e silêncios.
Por tudo te peço perdão.

Amanhã começaremos um novo ano.
Desde já to agradeço, Senhor,
com todas as surpresas que nele me enviares.
Diante do novo calendário ainda não iniciado,
apresento-te a minha vida
para fazeres dela o que melhor te agradar.
Ámen.

© Laboratório da fé, 2013

Preparar a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 31.12.13 | Sem comentários

PREPARAR A SOLENIDADE DE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS

1 DE JANEIRO DE 2014


Início do ano: talvez seja o tema que mais se respira no ambiente destes dias. Oitava do Natal: há uma semana que celebramos com alegria a incarnação do Filho de Deus. Solenidade de Santa Maria: é muito pertinente também recordarmos a Mãe do Filho de Deus incarnado. Jornada pela paz: a primeira leitura e o salmo convidam a pensar neste tema. Talvez seja demasiado para um só dia!

A bênção de Deus para o ano que começa

A fórmula de bênção, que o próprio Deus ditou a Moisés, abre a Liturgia da Palavra do primeiro dia do ano civil. Fórmula que, depois de pedir que Deus «te abençoe e te proteja», contém uma dupla petição: «O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável»; com o aditamento: «volte para ti os seus olhos e te conceda a paz». É o olhar de Deus sobre nós o que nos salva, mais do que o nosso olhar para ele. Com os augúrios da bênção de Deus podemos iniciar o novo ano apesar das nuvens escuras que existem em muitos lugares, com a confiança de que iniciamos o ano em nome de Deus que nos acompanhará, a nós e a todos os povos da terra, com a sua bênção.

© Lluis Prat, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



O ano começa com uma «bênção». Por três vezes repete-se este termo: para indicar que é uma fórmula «ad casum»; no próprio texto e no aditamento final. Uma bênção que procede da vontade de Deus e se destina a todo o povo. Deus confia-a a Aarão (início da função sacerdotal) e a seus filhos, os levitas. A bênção inclui a proteção (supõe-se que de toda a adversidade), a presença de Deus (manifestada no seu «rosto» luminoso) que se fixa em cada ser humano, e a «paz» (entendida em sentido amplo, bíblico). Para o crente, qualquer referência de vida começa e culmina em Deus; um Deus que não quer o fracasso do humano, mas que desenvolva todas as suas qualidades, as suas capacidades, e alcance a sua meta. A bênção é como o «pórtico» por onde Deus entra em cada o ano que começa. A Escritura entende-se como uma «história de salvação»; podemos dizer, «uma história de bênçãos»; e nunca deve ser entendida como uma «história de condenação»; isto é, nunca devemos lê-la como uma «história de maldições». 

© En la noche brilla la luz — www.verbodivino.es
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor


Preparar a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 31.12.13 | Sem comentários
— Leonardo Boff —

Há mais de quinze anos atrás publiquei no Jornal do Brasil um artigo sob o título “Rejuvenescer como águias”. Relendo aquelas reflexões me dei conta como de elas são ainda atuais nos tempos maus sob os quais vivemos e sofremos. Retomo-as para alimentar nossa esperança enfraquecida e ameaçada pelas ameaças que pesam sobre a Terra e a Humanidade. Se não nos agarrarmos a alguma esperança, perdemos o horizonte de futuro e corremos o risco de nos entregarmos ao desamparo imobilizador ou à resignação estéril.
Neste contexto lembrei-me de um mito da antiga cultura mediterrânea sobre o rejuvenescimento das águias.
De tempos em tempos, reza o mito, a águia, como a fênix egípcia, se renova totalmente. Ela voa cada vez mais alto até chegar perto do sol. Então as penas se incendeiam e ela toda começa a arder. Quando chega a este ponto, ela se precipita do céu e se lança qual flecha nas águas frias do lago. E o fogo se apaga. Mas através desta experiência de fogo e de água, a velha águia rejuvenesce totalmente: volta a ter penas novas, garras afiadas, olhos penetrantes e o vigor da juventude. Seguramente este mito constitui o substrato cultural do salmo 103 quando diz:”O Senhor faz com que minha juventude se renove como uma águia”.
E aqui precisamos ser um pouco psicólogos da linha de C.G. Jung que tanto se ocupou do sentido dos mitos. Segunda esta interpretação, fogo e água são opostos. Mas quando unidos, se fazem poderosos símbolos de transformação.
O fogo simboliza o céu, a consciência e as dimensões masculinas no homem e na mulher. A água, ao contrário, a terra, o inconsciente e as dimensões femininas no homem e na mulher.
Passar pelo fogo e pela água significa, portanto, integrar em si os opostos e crescer na identidade pessoal. Ninguém ao passar pelo fogo ou pela água permanece intocado. Ou sucumbe ou se transfigura, porque a água lava e o fogo purifica.
A água nos faz pensar também nas grandes enchentes como conhecemos em 2010 nas cidades serranas do Estado do Rio. Com sua força tudo carregam, especialmente o que não tem consistência e solidez. São os infortúnios da vida.
E o fogo nos faz imaginar o cadinho ou as fornalhas que queimam e acrisolam tudo o que não é ganga e não é essencial. São as notórias crises existenciais. Ao fazermos esta travessia pela “noite escura e medonha”, como dizem os mestres espirituais, deixamos aflorar nosso eu profundo sem a ilusões do ego. Então amadurecemos para aquilo que é autenticamente humano e verdadeiro. Quem recebe o batismo de fogo e de água rejuvenesce como a águia do mito antigo.
Mas abstraindo das metáforas, que significa concretamente rejuvenescer como águia? Significa entregar à morte todo o velho que existe em nós para que o novo possa irromper e fazer o seu curso. O velho em nós são os hábitos e as atitudes que não nos engrandecem: a vontade de ter razão e vantagem em tudo, o descuido para com o lixo, o desperdício da água e o desrespeito para com a natureza, bem como a falta de solidariedade para com os necessitados, próximos e distantes. Tudo isso deve ser entregue à morte para podermos inaugurar uma forma de convivência com os outros que se mostre generosa e cuidadosa com a nossa Casa Comum e com o destino das pessoas. Numa palavra, significa morrer e ressuscitar.
Rejuvenescer como águia significa também desprender-se de coisas que um dia foram boas e de ideias que foram luminosas mas que lentamente, com o passar dos anos, se tornaram ultrapassadas e incapazes de inspirar o caminho da vida. Temos que nos renovar na mente e no coração.
Rejunecer como águia significa ter coragem para recomeçar e estar sempre aberto a escutar, a aprender e a revisar. Não é isso que nos propomos a cada novo ano?
Que o ano de 2013 que se inaugura, seja oportunidade de perguntar o quanto de galinha existe em nós que não quer outra coisa senão ciscar o chão e o quanto de águia há ainda em nós, disposta a rejuvenescer ao confrontar-se valentemente com os tropeços e as crises da vida. Só então cresceremos e a vida valerá a pena.
E não podemos esquecer aquela Energia poderosa e amorosa que sempre nos acompanha e que move o inteiro universo. Ela nos habita, nos anima e confere permanente sentido de lutar e de viver.

Que o Spiritus Creator nunca nos falte!
Feliz Ano novo de 2013.

© Leonardo Boff






Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 10.1.13 | Sem comentários
— «Angelus» no primeiro dia do ano —

Queridos irmãos e irmãs,
Bom ano a todos! Neste primeiro dia de 2013 gostaria de fazer chegar a cada homem e a cada mulher de todo o mundo a bênção de Deus. E faço-o com a antiga fórmula contida na Sagrada Escritrua: «O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz» (Números 6, 24-26).
Como a luz e o calor do sol são uma bênção para a terra, assim a luz de Deus é uma bênção para a humanidade, quando Ele faz brilhar sobre ela a sua face. E isto aconteceu com o nascimento de Jesus Cristo! Deus fez resplandecer para nós a sua face: inicialmente de maneira muito simples, escondido – em Belém apenas Maria e José e alguns pastores foram testemunhas desta revelação — mas aos poucos, como o sol que da aurora chega ao meio dia, a luz de Cristo cresceu e se difundiu por todas as partes.
No breve período da sua vida terrena, Jesus de Nazaré fez resplandecer a face de Deus sobre a Terra Santa; e depois, mediante a Igreja animada pelo seu Espírito, estendeu a todas as pessoas o Evangelho da paz. «Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados» (Lucas 2, 14). Este é o canto dos anjos no Natal, e é o canto dos cristãos; um canto que dos corações e das bocas passa a gestos concretos, nas ações de amor que constroem diálogo, compreensão e reconciliação.
Por isso, oito dias após o Natal, quando a Igreja, como a Virgem Maria Mãe de Deus, mostra ao mundo o recém nascido Jesus, Príncipe da Paz, celebramos o Dia Mundial da Paz. Sim, aquele Menino, que é o Verbo de Deus feito carne, veio trazer aos humanos uma paz que o mundo não pode dar (cf. João 14, 27). A sua missão é derrubar o «muro da inimizade» (cf. Efésios 2, 14). E quando, nas margens do lago da Galiléia, Ele proclama as «Bem-aventranças», entre elas está também: «Bem-aventurados os construtores da paz, porque serão chamados filhos de Deus» (Mateus 5, 9).
Quem são os construtores da paz? São todos aqueles que, dia a dia, procuram vencer o mal com o bem, com a força da verdade, com as armas da oração e do perdão, com o trabalho honesto e bem feito, com a procura científica ao serviço da vida, com as obras de misericórdia corporais e espirituais. Os construtores da paz são muitos, mas não fazem barulho. Como o fermento na massa, fazem crescer a humanidade segundo o desígnio de Deus.
Neste primeiro Angelus do novo ano, peçamos a Maria Santíssima, Mãe de Deus, que nos abençoe, como a mãe abençoa os seus filhos que partem em viagem. Um novo ano é como uma viagem: com a luz da graça de Deus, possa ser um caminho de paz para cada ser humano, para cada família, para cada país e para o mundo inteiro.

A todos os povos e nações de língua portuguesa, aos seus lares e comunidades, aos seus governantes e instituições, desejo a paz do Céu que hoje vemos reclinada nos braços da Virgem Mãe. Feliz Ano Novo!

© Copyright 2013 - Libreria Editrice Vaticana
© tradução de Laboratório da fé



Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 2.1.13 | Sem comentários
Que o teu olhar ganhe em profundidade e pormenor
para poderes ver mais claramente
a tua própria viagem com toda a humanidade
como uma viagem de paz, unidade e esperança.

Que tenhas atenção a todos os lugares
por onde caminhas e vais caminhar neste novo ano,
e conheças, por experiência, quão belos são os pés
do mensageiro que anuncia a paz e a boa nova.

Que não tenhas medo das perguntas
que oprimem o teu coração e a tua mente,
as acolhas com serenidade e aprendas a viver com elas,
até ao dia em que tudo se torne claro e conhecido.

Que dês as boas-vindas com um sorriso
a todos os que te apertem a mão:
as mãos estendidas formam redes de solidariedade
que alegram e enriquecem com a sua presença protetora.

Que todas as coisas criadas sejam para ti uma prenda;
que saibas desfrutar delas a todas as horas do dia;
e que assumas, com coragem e entusiasmo,
a responsabilidade de cuidar a terra inteira.

Que o manancial da ternura e da compaixão
jorre sem parar dentro de ti, noite e dia,
até poderes experimentar as alegrias e as lágrimas
dos teus irmãos que caminham contigo.

Que possas acordar cada manhã sereno e com brio,
com a ação de graças nos lábios e no coração,
e que as tuas palavras e os teus actos, pequenos ou grandes,
proclamem que tudo é graça, tudo é dom.

Que o teu espírito esteja aberto e alerta
para descobrir o querer de Deus em cada momento;
e que a tua oração seja encontro de vida, de sabedoria
e de entendimento dos caminhos de Deus para ti.

Que a tu vida, este ano, qual fermento evangélico,
se misture, sem medo, com a massa
e faça levedar a Igreja e o mundo em que vivemos,
para que sejam realmente novos e tenros.

E que a bênção do Deus que vem ao teu encontro,
que é a tua rocha, o teu refúgio, a tua força, o teu consolo
e o teu apoio a cada momento, quer o invoques ou não,
desça sobre ti e te guarde de todo o mal.

© Florentino Ulibarri 
— www.feadulta.com —
© tradução de Lopes Morgado

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.1.13 | Sem comentários
Que este novo ano, Senhor,
traga os alforges leves,
mas cheios de estrelas que façam brilhar,
em todos os cantos, a paz e as flores;
nos encha de vida e de ilusão,
que germinem e frutifiquem;
nos ofereça grátis e sem interrogantes
o que sonhamos muitas vezes
quando acordados e sem preocupações.

Que no novo ano, Senhor,
voltemos as costas aos medos
e encaremos de frente as dificuldades;
abramos o coração à ternura
e libertemos a mente de problemas;
saibamos desprender-nos do desnecessário
para não nos cansarmos no caminho de cada dia;
e que, apesar das nossas diferenças,
mantenhamos o respeito e a flexibilidade,
e a leveza no corpo e no espírito.

Que no novo ano, Senhor,
tenhamos vontade e tempo
para escutar e dialogar com os amigos
e, também, com os que vão por outros caminhos;
que ele receba, antes de mais, efusivamente,
os nossos elogios e beijos apaixonados
para não nos aparecer como um estranho;
que tenha cócegas para o podermos acordar,
goste de embalo para adormecer
e não chore muito quando nos enganarmos.

Que no novo ano, Senhor,
procuremos, com passo firme e muito equilíbrio,
o caminho da felicidade e do teu reino,
e a alegria que existe em caminhar;
que a descubramos e guardemos,
e nada nos faça perder tão precioso tesouro.

Que o aceitemos com respeito e humor,
e nos relaxemos um pouco mais que de costume
embora continuando com a perene crise
que se instalou no nosso mundo e no coração.

Que o novo ano, Senhor,
seja, para todos, surpreendente e feliz,
e a melhor prenda do teu coração de Pai.  

© Florentino Ulibarri 
— www.feadulta.com —
© tradução de Lopes Morgado 
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.1.13 | Sem comentários
 — Santa Maria, Mãe de Deus — 1 de janeiro —

Quando se completaram os oito dias... — Hoje, completam-se oito dias após o nascimento de Jesus. O texto do evangelho, que é a continuação do relato proclamado na noite de Natal, refere esta circunstância temporal. É inevitável recordar este mesmo ritmo de oito dias presente no tempo de Páscoa. Aos oito dias da Ressurreição, voltamos a celebrar a Páscoa e o Senhor Jesus Ressuscitado volta a tornar-se presente no meio da comunidade. É o ritmo dominical, é o ritmo da Eucaristia. É o ritmo de Jesus! Quando se completaram os oito dias, no momento da circuncisão, cumpre-se também o que o mensageiro de Deus disse a Maria e a José: deram-lhe o nome de Jesus, que significa Deus salva. Ora, desde o início nos é dito que toda a vida de Jesus será o cumprimento do desígnio salvador do Pai!

© Joan Torra (Misa dominical)
© tradução e adaptação de Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.1.13 | Sem comentários
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