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PREPARAR O DOMINGO DÉCIMO SÉTIMO


Na «eucaristia dominical» do décimo sétimo domingo (Ano A) continuamos a escutar as parábolas de Jesus, que o evangelista Mateus concentra no capítulo treze do seu evangelho.
Destaco duas das três oferecidas pela liturgia: a do tesouro escondido e a da pérola de grande valor. Tal como as anteriores, começam com a expressão: «O reino dos Céus é semelhante...». É fácil imaginar a atenção dos que escutavam Jesus quando conta que alguém que trabalha no campo do outro — como a maioria deles — encontra de forma fortuita um tesouro; que afortunado! — pensariam todos — quem poderia estar nesse lugar? Seguramente, a generalidade faria algo parecido ao que fez o personagem da narração: «foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo». Venderiam, sem pensar duas vezes, os seus escassos bens, para conseguir o campo onde está o tesouro que acabará com todas as suas «dores de cabeça». De forma similar ocorre com o comerciante de pérolas preciosas — ofício que lhes menos comum, mas conhecido pela maioria — que ao encontrar uma pérola de grande valor, preciosa, também vende tudo para conseguir algo tão perfeito, tão excelente.
Não podemos perder de vista o início destas parábolas: o tesouro escondido e a pérola de grande valor são comparações com o reino dos Céus, o reino de Deus. Este reino proclamado por Jesus é a grande oportunidade para todos: não é algo alienante; é capaz de saciar todas as nossas expectativas.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor


Preparar o domingo décimo sétimo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.7.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO DÉCIMO SÉTIMO

27 DE JULHO DE 2014


Primeiro livro dos Reis 3, 5.7-12

Naqueles dias, o Senhor apareceu em sonhos a Salomão durante a noite e disse-lhe: «Pede o que quiseres». Salomão respondeu: «Senhor, meu Deus, Vós fizestes reinar o vosso servo em lugar do meu pai David e eu sou muito novo e não sei como proceder. Este vosso servo está no meio do povo escolhido, um povo imenso, inumerável, que não se pode contar nem calcular. Dai, portanto, ao vosso servo um coração inteligente, para governar o vosso povo, para saber distinguir o bem do mal; pois, quem poderia governar este vosso povo tão numeroso?». Agradou ao Senhor esta súplica de Salomão e disse-lhe: «Porque foi este o teu pedido, e já que não pediste longa vida, nem riqueza, nem a morte dos teus inimigos, mas sabedoria para praticar a justiça, vou satisfazer o teu desejo. Dou-te um coração sábio e esclarecido, como nunca houve antes de ti nem haverá depois de ti».



Pede o que quiseres


O texto no seu contexto
. Salomão ficou na história bíblica como um «rei douto», «erudito», «hábil», «inteligente». Também se diz que foi um «rei sábio», mas se tivermos em conta o sentido da «sabedoria» para a Bíblia, que inclui o «temor de Deus», é necessário explicitar melhor esta palavra. Salomão nunca alcançou a popularidade do seu pai David nem obteve o beneplácito de Deus, pois no final da sua vida cedeu perante a pressão das suas múltiplas mulheres e caiu na idolatria. O texto do livro dos Reis, contudo, que faz parte da «teologia deuteronomista», apresenta-o como um rei que cumpre a lei de Deus e que fez algo de um valor sem comparação: construiu o Templo do Senhor. Isto é suficiente para entrar na lista dos grandes reis. O texto proposto para primeira leitura do décimo sétimo domingo (Ano A) está na mesma linha de exaltar o rei: não quer riquezas humanas, mas uma «sabedoria» (nós diríamos «sagacidade» ou «mão de ferro»), para governar bem o seu povo. O autor do livro dos Reis fala de um «povo tão numeroso», mas era melhor dizer «um povo de dura cerviz».

O texto na história da salvação. A riqueza em toda a tradição bíblica é o próprio Deus, que se nos revela e se nos dá ao longo da vida. O que o crente deseja é escutar a Lei de Deus; observar os seus mandamentos; viver com retidão ao seu serviço. A verdadeira riqueza e sabedoria, para os Livros Sapienciais, é o «temor de Deus» como expressão de uma obediência religiosa, respeitadora e amorosa para com Deus. Salomão pede o dom do «discernimento», dom que deve acompanhar qualquer comportamento sábio e sensato.

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. O ser humano anda sempre à procura tesouros fabulosos, com os quais sonha. Os tesouros são sinónimo de garantia na vida; de abundância para não precisar de nada. Contudo, na tradição bíblica, e mais concretamente na sapiencial, o verdadeiro tesouro está em viver diante de Deus de forma religiosa e simples.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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Preparar o domingo décimo sétimo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.7.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO DÉCIMO SÉTIMO

27 DE JULHO DE 2014


Primeiro livro dos Reis 3, 5.7-12

Naqueles dias, o Senhor apareceu em sonhos a Salomão durante a noite e disse-lhe: «Pede o que quiseres». Salomão respondeu: «Senhor, meu Deus, Vós fizestes reinar o vosso servo em lugar do meu pai David e eu sou muito novo e não sei como proceder. Este vosso servo está no meio do povo escolhido, um povo imenso, inumerável, que não se pode contar nem calcular. Dai, portanto, ao vosso servo um coração inteligente, para governar o vosso povo, para saber distinguir o bem do mal; pois, quem poderia governar este vosso povo tão numeroso?». Agradou ao Senhor esta súplica de Salomão e disse-lhe: «Porque foi este o teu pedido, e já que não pediste longa vida, nem riqueza, nem a morte dos teus inimigos, mas sabedoria para praticar a justiça, vou satisfazer o teu desejo. Dou-te um coração sábio e esclarecido, como nunca houve antes de ti nem haverá depois de ti».



Dou-te um coração sábio e esclarecido


Salomão, depois de uma série de lutas e intrigas com os outros filhos de David, conseguiu sentar-se no trono de seu pai, em Jerusalém. Em Guibeon, um pouco a norte de Jerusalém, onde tinha ido para oferecer sacrifícios de animais, recebe uma visita do Senhor, em sonhos, que lhe diz: «Pede o que quiseres». O rei sabe que lhe falta experiência e que tem de governar um grande povo. A petição ao Senhor é fundamental na história da fé de Israel. «Dai ao vosso servo um coração inteligente, para governar o vosso povo, para saber distinguir o bem do mal». Pede um coração inteligente, dócil à Palavra de Deus, a qual possa ser assimilada para que faça parte da sua vida. A Palavra há de presidir à vida de fé. Depois, o rei poderá governar o povo e «distinguir o bem do mal», o que terá consequências decisivas de caráter político, porque sem isso «quem poderia governar este povo tão numeroso?».

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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Preparar o domingo décimo sétimo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.7.14 | Sem comentários
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