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Palavra para hoje: domingo vigésimo terceiro


Deus faz do profeta Ezequiel uma sentinela. Entre a sua palavra e nós, coloca intermediários, homens e mulheres atentos à sua Palavra e à palavra dos seus irmãos. Deus age assim, em respeito ao que somos e à Aliança que estabeleceu com a humanidade. São Paulo percebeu bem o sentido deste agir de Deus. E expressa-o: «Não devais a ninguém coisa alguma, a não ser o amor de uns para com os outros». Uma comunidade é cristã, na medida em que cada um se torna responsável pelos irmãos. Na assembleia eucarística, os crentes são chamados a exortarem-se mutuamente e a abrir o coração para acolher Jesus Cristo que lhes promete: «Onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles».

Pergunta da semana: 

Aceito a missão de ser responsável pela vida dos outros?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.9.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO TERCEIRO

7 DE SETEMBRO DE 2014


Ezequiel 33, 7-9

Eis o que diz o Senhor: «Filho do homem, coloquei-te como sentinela na casa de Israel. Quando ouvires a palavra da minha boca, deves avisá-los da minha parte. Sempre que Eu disser ao ímpio: ‘Ímpio, hás de morrer’, e tu não falares ao ímpio para o afastar do seu caminho, o ímpio morrerá por causa da sua iniquidade, mas Eu pedir-te-ei contas da sua morte. Se tu, porém, avisares o ímpio, para que se converta do seu caminho, e ele não se converter, morrerá nos seus pecados, mas tu salvarás a tua vida».



Coloquei-te como sentinela


O texto no seu contexto
. Ezequiel viveu em dois momentos cruciais da história de Israel, que desembocam de forma natural em duas etapas da sua pregação. A primeira etapa, marcada pela iminente destruição de Jerusalém, é um convite à conversão do povo, esperando que a mudança radical de atitude vá acompanhada por uma alteração na história. A segunda etapa, partilhando a vida dos desterrados, é um convite a ter esperança; já não serve «queixar-se» de que todos sofrem pelos pecados dos outros. Cada um é responsável pela sua história e suas consequências. O profeta sente-se chamado por Deus a ser «sentinela», «vigia» desta nova situação. Da mesma forma que uma sentinela, na muralha, tem o encargo de avisar se há um perigo iminente, assim o profeta é a sentinela que adverte o povo sobre um comportamento transviado ou perigoso que o leva à destruição.

O texto na história da salvação. Estamos num momento crucial no desenvolvimento moral da teologia bíblica. Este texto é testemunha duma mudança que supõe a atribuição das desgraças do povo a uma «culpa coletiva», como se de um destino fatal se tratasse, acima da responsabilidade individual. Cada um é responsável pelos seus atos. Isto não invalida o olhar atento do profeta, tornando inútil a sua missão, mas dá-lhe um novo carácter: é o responsável por projetar um olhar lúcido e de ter uma voz potente e clara que avise, sobretudo os incautos e menos perspicazes, sobre o perigo que se avizinha.

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. Em cada grupo humano há pessoas perspicazes, cum uma «inteligência natural», que os faz ver com clareza as situações presentes e futuras. Os profetas são estes homens «clarividentes» que têm que abrir os olhos das pessoas cegas e obstinadas no seu erro. Missão de outrora e de sempre.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo vigésimo terceiro (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.9.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO TERCEIRO


Tanto a primeira leitura, do profeta Ezequiel, como o evangelho do vigésimo terceiro domingo (Ano A) assinalam a responsabilidade do crente perante o pecado do irmão ou irmã, face à sua debilidade. A fidelidade à Palavra de Deus, ao Evangelho de Jesus, exige uma preocupação especial pelo próximo. Paulo, na Carta aos Romanos (segunda leitura), afirma que o amor é a única dívida que temos para com os outros, já que é amando que se cumprem todos os mandamentos.
O texto do evangelho pertence ao chamado «discurso eclesial», no qual se sublinha as exigências do perdão e do amor na comunidade cristã. O importante é que o irmão ou a irmã não se perca, embora tenha sido infiel, mesmo que com gravidade. O processo é de uma delicadeza requintada, primeiro exortando-o/a em privado, em segredo; não criticando nem pública nem sequer interiormente. O resto do processo procura ajudá-lo/a,  não condená-lo/a. Contudo, nem sempre é possível: o outro, a outra, são seres livres e temos de respeitar a sua liberdade, mesmo quando está equivocado/a.
Todavia, não posso ficar tranquilo/a se o irmão ou a irmã se perde. Respeitarei sempre a sua liberdade, mas unir-me-ei em oração comunitária pelo irmão ou pela irmã, para que Deus «toque» o seu coração e ele ou ela tenha consciência do seu erro. O amor é a medida das relações comunitárias.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor


Rezar o domingo vigésimo terceiro (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 4.9.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO TERCEIRO

7 DE SETEMBRO DE 2014


Ezequiel 33, 7-9

Eis o que diz o Senhor: «Filho do homem, coloquei-te como sentinela na casa de Israel. Quando ouvires a palavra da minha boca, deves avisá-los da minha parte. Sempre que Eu disser ao ímpio: ‘Ímpio, hás de morrer’, e tu não falares ao ímpio para o afastar do seu caminho, o ímpio morrerá por causa da sua iniquidade, mas Eu pedir-te-ei contas da sua morte. Se tu, porém, avisares o ímpio, para que se converta do seu caminho, e ele não se converter, morrerá nos seus pecados, mas tu salvarás a tua vida».



Quando ouvires a palavra da minha boca


O livro de Ezequiel, como toda a literatura profética bíblica, encontra-se profundamente enraizado na história do povo de Deus. O profeta foi deportado para a Babilónia depois da primeira invasão de Jerusalém pelos exércitos do império neobabilónico. A tarefa do profeta é dramática: trata-se de anunciar o fim das grandes instituições que estruturavam o povo de Deus — o templo, a realeza — e a destruição da cidade santa de Jerusalém.
O fragmento proposto para primeira leitura do vigésimo terceiro domingo (Ano A) apresenta a missão profética em relação com o povo de Deus. O profeta foi posto como «sentinela», como vigilante que faz a guarda para evitar que sejam atacados de surpresa. A sua responsabilidade para com o povo é muito grande: se não está profundamente atento à palavra de Deus, que pede a conversão — o regresso ao único objetivo válido e digno da vida, que é o próprio Deus —, a responsabilidade dos males que podem acontecer cairá sobre o profeta. A tarefa é: «quando ouvires a palavra da minha boca, deves avisá-los»; se for escutada levará à conversão. A outra opção é a morte.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo vigésimo terceiro (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.9.14 | Sem comentários

REZAR O DOMINGO VIGÉSIMO TERCEIRO

7 DE SETEMBRO DE 2014


Evangelho segundo Mateus 18, 15-20

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganho o teu irmão. Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. Mas se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja; e se também não der ouvidos à Igreja, considera-o como um pagão ou um publicano. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu; e tudo o que desligardes na terra será desligado no Céu. Digo-vos ainda: Se dois de vós se unirem na terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus. Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles».



Segunda, 1: UMA QUESTÃO DE OUVIDOS

Jesus continua a ensinar os seus discípulos. Mais do que lhes dar um curso teórico, conta-lhes situações humanas concretas, por exemplo quando surgem conflitos, tensões ou desacordos entre os discípulos. Como em todos os ensinamentos, a primeira condição para o escutar é abrir os meus ouvidos para que a palavra de Jesus possa abrir caminho em mim, tocar o meu coração e converter-me. Jesus, abre os meus ouvidos à escuta da tua palavra.



Terça, 2: DIÁLOGO

A situação é simples, para não dizer banal. Um irmão cometeu um pecado. Um irmão, isto é, uma pessoa que, como eu, é discípulo de Jesus, membro da sua Igreja. Cometer um pecado, ou seja, ter agido em oposição ao Reino de Deus como, por exemplo, mentir, fazer sentir o poder através da violência, roubar dinheiro, insultar... A situação «simples», remédio «simples»: o diálogo, tu a tu. Ousar ir ter com o meu irmão para lhe falar com confiança, mostrar-lhe o que não está bem e, se ele escutar, esperar «ganhá-lo», isto é, retirá-lo do caminho em que estava, fazê-lo tomar a via da reconciliação. Rezo, tomando um exemplo concreto, uma situação semelhante em que me encontro ou com a qual fui confrontado. Em seguida, medito sobre o meu comportamento, sobre a forma que utilizei para ganhar o meu irmão. Jesus, abre os meus ouvidos ao diálogo com o meu irmão que cometeu um pecado.



Quarta, 3: DEBATE

A situação pode complicar-se: que fazer se o meu irmão não me escutar (e isto por diversas razões, que Jesus não chega a explicitar)? Jesus convida a recorrer a duas ou três testemunhas. É a lógica do pequeno grupo, para que o assunto seja tratado confidencialmente, mas com os meios necessários para a liberdade de expressão recorrendo a outros além de mim. Continuo a minha meditação a partir dum exemplo concreto que vivi ou em que fui testemunha. Jesus, abre os meus ouvidos para entrar em debate.



Quinta, 4: SÍNODO

A situação pode complicar-se ainda mais, sobretudo se o meu irmão se recusa escutar. Então, como fazer? Jesus não baixa os braços. Preconiza uma nova solução se as duas primeiras não produzirem os frutos esperados. Qual? Alertar a comunidade da Igreja, dito de outra maneira, uma coletividade, um grupo, o que melhor permita o reconhecimento dos outros como irmãos. Numa palavra, convocar um sínodo, uma assembleia. Aí, trata-se duma escuta que é novamente oferecida e tornada possível. Mas aí, se a recusa persistir, Jesus convida a considerar o meu irmão como «um pagão ou um publicano», isto é, uma pessoa que é convidada a converter-se de novo, como no início da sua vida com Jesus. São casos raros, felizmente, mas existem, como por exemplo os irmãos que recusam reconhecer a liberdade religiosa afirmada pelo II Concílio do Vaticano. Medito sobre uma situação análoga. Jesus, abre os meus ouvidos para viver em Igreja.



Sexta, 5: A LIGAÇÃO DA PALAVRA

Depois dos exemplos, Jesus retira um ensinamento sobre o que a nossa palavra em Igreja é capaz de ligar ou desligar. Medito escutando esta frase de Jesus: «Tudo o que ligardes...». Jesus, abre os meus ouvidos para me ligar a ti.



Sábado, 6: COLOCAR-SE DE ACORDO

«Digo-vos ainda...». Jesus insiste, como se este ensinamento fosse ainda mais importante. Jesus, abre os meus ouvidos para promover a união entre nós.



Domingo, 7: DOIS OU TRÊS À ESCUTA? JESUS PRESENTE!

A última frase do ensinamento de Jesus é crucial. Quando dois ou três se reúnem em nome de Jesus, isto é, em nome de «Deus salva», por outras palavras, quando dois ou três fazem tudo, absolutamente tudo, para salvar o irmão, para o tirar do mal em que se meteu, para encontrar a palavra, o diálogo, o debate, para unir a escuta e a capacidade de conversão, então sim, esses dois ou três agem com Jesus presente no meio deles. Jesus empregou todas as suas energias para salvar o que estava perdido, para curar o que estava doente. Quando dois ou três nos reunimos para fazer o mesmo, dispostos a escutar a sua palavra, então sim, Jesus está aí, no meio de nós. De que é que estamos à espera para agir assim?



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014

Rezar o domingo vigésimo terceiro (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 31.8.14 | Sem comentários
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