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VIVER A QUARESMA

Quaresma de fé

Voltará a ter piedade de nós

A nova situação é possível, porque Deus «perdoa o pecado e absolve a culpa», «prefere a misericórdia». Que bela imagem de Deus! Que esperança de vida nova nos infunde! Deus leva a sério o perdão. > > >

Quando o pai o viu: 

encheu-se de compaixão 

e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos

Interessante o contexto em que Lucas situa a parábola: o acolhimento de Jesus aos publicanos e aos pecadores: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles». Uma prova excelente de acolhimento é a mesa partilhada. Com a parábola do pai misericordioso, Jesus está a dar-lhes a resposta: acolhe os pecadores, porque o Pai também os acolhe. E Ele veio para fazer a vontade do Pai. > > >

Seguir Jesus Cristo

Certo homem tinha dois filhos

Quanto Jesus conta a parábola do filho regresado a casa, mostra como um pai pode ser pródigo de perdão. E, neste pai da parábola, reconhece-se Deus. Nenhuma falta pode afastar o perdão do Pai. Podemos substituir-nos a este filho que delapidou a herança e levou uma vida desordenada. Paciente, generoso com o seu perdão, o pai espera que ele regresse. > > >

Rezar na Quaresma

Estava perdido e foi reencontrado

Pai, sou o teu filho perdido. Deixei para trás a tua alegria, a tua companhia. Enganei-me e pensei que podia ser feliz longe de Ti. Recusei a tua ternura e preferi apostar no meu egoísmo. Pai, estou perdido sem Ti. > > >

Estava perdido e foi reencontrado

Esquecemos o essencial e pusemos o nosso desejo na posse das coisas e no domínio sobre os outros. Reduzimos a ternura à medida do nosso egoísmo. Deixamos de lado a fraternidade e ficámos prisioneiros da mesquinhez. Estamos perdidos, sem rumo, desnorteados. > > >

Quaresma, Ano A, Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 22.3.14 | Sem comentários

QUARESMA DE FÉ — SÁBADO DA SEGUNDA SEMANA


Miqueias 7, 14-15.18-20

Apascentai o vosso povo com a vossa vara, o rebanho da vossa herança, que vive isolado na selva, no meio de uma terra frutífera, para que volte a apascentar-se em Basã e Galaad, como nos dias de outrora; mostrai-nos prodígios, como nos dias em que saístes da terra do Egito. Qual é o deus semelhante a Vós que perdoa o pecado e absolve a culpa deste resto da vossa herança? Não guarda para sempre a sua ira, porque prefere a misericórdia. Ele voltará a ter piedade de nós, pisará aos pés as nossas faltas, lançará para o fundo do mar todos os nossos pecados. Mostrai a Jacob a vossa fidelidade e a Abraão a vossa misericórdia, como jurastes aos nossos pais, desde os tempos antigos.



Voltará a ter piedade de nós, 

pisará aos pés as nossas faltas, 

lançará para o fundo do mar todos os nossos pecados


Estamos na parte final do livro de Miqueias. Uma última aposta na restauração do Povo, cuja condenação parecia decretada. Mas tudo voltará a ser como antes, «volte a apascentar-se em Basã e Galaad, como nos dias de outrora». A recordação do passado fixa-se na ação salvadora por excelência: a saída do Egito, que se torna uma súplica: «mostrai-nos prodígios, como nos dias em que saístes da terra do Egito».
A nova situação é possível, porque Deus «perdoa o pecado e absolve a culpa», «prefere a misericórdia». Que bela imagem de Deus! Que esperança de vida nova nos infunde! Deus leva a sério o perdão. As imagens são eloquentes: «pisará aos pés as nossas faltas, lançará para o fundo do mar todos os nossos pecados». Pecados destruídos deixam de existir. Pecados afogados deixam de ter vida.
E que belo final! A origem desta derrota do pecado é a fidelidade de Deus. Uma fidelidade que é eterna. Uma fidelidade que está sempre presente. Converter-se do pecado é «voltar» a experimentar a fidelidade de Deus que nunca deixou de existir.


Sinais para o caminho de fé


  • Outra leitura bíblica que nos ajuda a ter uma imagem cabal de Deus. Entre nós, muitos têm medo de anunciar o perdão e a misericórdia de Deus, porque temem que o povo relaxe. Dão-se melhor com o Deus do castigo, da ira e da ameaça. É um Deus mais «rentável».

  • A fé não se pode desligar do amor. E o perdão é uma das manifestações mais claras do amor. O amor é, assim, inseparável da fé.

  • Deus atrai-nos à fé através do amor. Ele toma a iniciativa e, por isso, o ato de crer é «responder com amor a quem sabemos que nos ama».

  • A conversão dos nossos pecados é voltar ao «amor primeiro». A partir dessa frescura recuperada, voltar a confessar: «o Senhor é misericordioso e compassivo».
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



  • QUARESMA DE FÉ: Lucas 15, 1-3.11-32 > > >



Pedro Jaramillo – Laboratório da fé, 2014


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 22.3.14 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, Edições Salesianas, 2014

Estava perdido e foi reencontrado.

É a nossa história.
Fazemos mal as contas
e julgamos que é preciso procurar longe de Deus
a alegria que nos faz falta.
É a nossa história
quando a maquilhagem desbota,
a alegria alimentada por consumos fica a saber a vinagre
e os amigos se evaporam.
Mas é também a nossa história
ter a coragem de acreditar na possibilidade do regresso.
É a nossa história ter Deus de braços abertos,
a oferecer consolo e perdão.

Pai, sou o teu filho perdido.
Deixei para trás a tua alegria, 
a tua companhia.
Enganei-me 
e pensei que podia ser feliz longe de Ti.
Recusei a tua ternura
e preferi apostar no meu egoísmo.
Pai, estou perdido sem Ti.
Quero encontrar-me conTigo 
no sacramento do perdão.
E Tu me receberás de novo no teu coração.

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 22.3.14 | Sem comentários
VIVER A QUARESMA

Quaresma de fé

Vamos matá-lo e atirá-lo a uma cisterna

O texto fala-nos de José como filho preferido de Jacob; da reação dos irmãos: começaram a odiá-lo; da missão que Jacob confia a José: visitar os seus irmãos; da prontidão de José. Depois, desenvolve a vingança por parte dos irmãos. > > >

A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular

A parábola faz um sumário da sorte que tiveram os enviados na história do Povo de Israel. A vinha é a imagem bíblica frequente para designar o povo. Os cuidados com a vinha são expressão dos cuidados de Deus com Israel. > > >

Seguir Jesus Cristo

Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos

O proprietário da vinha retirou-a aos vinhateiros homicidas. E a advertência de Jesus é clara: se o povo não cuida da vinha do Pai, então haverá outro povo. E este novo povo, a Igreja de Jesus Cristo, é um povo a caminho. > > >

Rezar na Quaresma

Venderam José por vinte moedas de prata

Ao ler esta história trágica de gente que vende o seu irmão como uma mercadoria, podemos ficar comovidos. Mas logo nos tranquilizamos: «Só são coisas de tempos antigos!». José vendido pelos irmãos, Jesus vendido por Judas, milhões de homens e mulheres escravizados ao longo da história... homens e mulheres de hoje tratados como mercadoria pelas indústrias da droga, da prostituição, da pornografia... > > >

A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular

Tu, Jesus, és a minha pedra angular, Aquele que dá ordem e sentido a toda a minha vida. Em Ti e só em Ti eu encontro liberdade e paz, vitória contra a morte e esperança contra o desânimo. > > >

Quaresma, Ano A, Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.3.14 | Sem comentários

QUARESMA DE FÉ — SEXTA-FEIRA DA SEGUNDA SEMANA


Génesis 37, 3-4.12-13a.17b-28

Jacob gostava mais de José que dos seus outros filhos, porque ele era o filho da sua velhice; e mandou fazer-lhe uma túnica de mangas compridas. Os irmãos, vendo que o pai o preferia a todos eles, começaram a odiá-lo e não eram capazes de lhe falar com bons modos. Um dia foram para Siquém apascentar os rebanhos do pai. Jacob disse a José: «Os teus irmãos apascentam os rebanhos em Siquém. vem cá, pois quero mandar-te ir ter com eles». José partiu à procura dos irmãos e encontrou-os em Dotain. Eles viram-no de longe e, antes que chegasse perto, combinaram entre si a sua morte. Disseram uns aos outros: «Aí vem o homem dos sonhos. Vamos matá-lo e atirá-lo a uma cisterna e depois diremos que um animal feroz o devorou. Veremos então em que vão dar os seus sonhos». Mas Rúben ouviu isto e, querendo livrá-lo das suas mãos, disse: «Não lhe tiremos a vida». Para o livrar das suas mãos e entregá-lo ao pai, Rúben disse aos irmãos: «Não derrameis sangue. Lançai-o nesta cisterna do deserto, mas não levanteis as mãos contra ele». Quando José chegou junto dos irmãos, eles tiraram-lhe a túnica de mangas compridas que trazia, pegaram nele e lançaram-no dentro da cisterna, uma cisterna vazia, sem água. Depois sentaram-se para comer. Mas, erguendo os olhos, viram uma caravana de ismaelitas que vinha de Galaad. Traziam camelos carregados de goma de tragacanto, resina aromática e láudano, que levavam para o Egipto. Então Judá disse aos irmãos: «Que interesse haveria em matar o nosso irmão e esconder-lhe o sangue? Vamos vendê-lo aos ismaelitas, mas não lhe ponhamos as mãos, porque é nosso irmão, da mesma carne que nós». Os irmãos concordaram. Passando por ali uns negociantes de Madiã, tiraram José da cisterna e venderam-no por vinte moedas de prata aos ismaelitas, que o levaram para o Egipto.



Vamos matá-lo e atirá-lo a uma cisterna 

e depois diremos que um animal feroz o devorou


A leitura deste dia é retirada do ciclo patriarcal, com referência a José. É uma mistura de ternura (por parte de Jacob) e de inveja fratricida (por parte dos irmãos).
Tal como se apresenta neste texto é como uma espécie de vislumbre da situação histórica de Jesus: amado e enviado pelo Pai: «veio aos seus e os seus não o receberam»; e sacrificado na cruz pelos seus irmãos.
O texto fala-nos de José como filho preferido de Jacob; da reação dos irmãos: começaram a odiá-lo; da missão que Jacob confia a José: visitar os seus irmãos; da prontidão de José.
Depois, desenvolve a reação de vingança por parte dos irmãos: «Aí vem o homem dos sonhos. Vamos matá-lo e atirá-lo a uma cisterna»... José acaba por ser vendido e levado para o Egito, onde chega a ocupar um lugar importante. Lido à luz do Novo Testamento, é um esboço do itinerário de Jesus.


Sinais para o caminho de fé


  • Fixamo-nos em Jacob (patriarca/pai) que envia o seu filho predileto, José, para visitar os seus irmãos. Aponta para outro Pai, outro envio, outros irmãos...

  • A nossa fé em Deus é essencialmente cristológica: para por Cristo — «Que te conheçam a Ti e Aquele que Tu enviaste» (João 17, 3).

  • «A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigénito, que Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer» (João 1, 18).

  • «Mostra-nos o Pai e isso nos basta. — Filipe, quem me vê, vê o Pai» (João 14, 9). A imagem de Deus passa necessariamente pelo homem-Jesus.

  • Tirar Jesus da nossa profissão de fé em Deus é eliminar toda a proximidade que nos é oferecida pela Incarnação. Como crentes, precisamos de nos aproximarmos da história de Jesus, para aprender quem e como é o Deus em quem acreditamos.

  • Quando à falta lhe falta a «carne do Enviado» podemos cair em puras fantasias.

  • O conteúdo da nossa fé cristológica é: «foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras».
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



  • QUARESMA DE FÉ: Mateus 21, 33-43.45-46 > > >



Pedro Jaramillo – Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.3.14 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, Edições Salesianas, 2014

Ao ler esta história trágica de gente
que vende o seu irmão como uma mercadoria,
podemos ficar comovidos.
Mas logo nos tranquilizamos:
«Só são coisas de tempos antigos!».
José vendido pelos irmãos,
Jesus vendido por Judas,
milhões de homens e mulheres escravizados ao longo da história...
homens e mulheres de hoje tratados como mercadoria
pelas indústrias da droga, da prostituição, da pornografia...
No caminho desta Quaresma
tens de pensar a sério sobre a dignidade de cada ser humano.

Abre os meus olhos, Senhor.
Tira o meu coração da indiferença.
Faz-me sentir o que Tu sentes pelos teus filhos.
Liberta-me da tentação da impotência,
da mentira que não posso fazer nada.
Ensina-me a ficar indignado 
com a opressão, a violência, a exploração.
Faz-me ficar ao teu lado,
do lado dos que sofrem.

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.3.14 | Sem comentários
VIVER A QUARESMA

Quaresma de fé

Bendito o homem que confia no Senhor

A imagem da natureza é sugestiva: um apoio puramente humano é fazê-lo «como o cardo na estepe». Mas quem «confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança» é como uma árvore frondosa plantada à beira mar; não se preocupa com a seca nem deixa de dar fruto. > > >

Lembra-te que recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males

A parábola de Lázaro e do rico avarento é um novo ensinamento de Jesus sobre os verdadeiros valores do Reino. É uma «dramatização» (narração em forma de parábola) do que não pode ser o estilo dos seguidores de Jesus. > > >

Seguir Jesus Cristo

Um pobre chamado Lázaro

É ao coração da pessoa que Deus fala. É Deus que nos indica o caminho a seguir para cumprir toda a Lei e todas as profecias que se resumem nos grandes mandamentos do amor a Ele e ao próximo. Escutemo-lo. Será Ele próprio a indicar-nos como lhe exprimir o nosso amor. > > >

Rezar na Quaresma

O caminho dos pecadores leva à perdição

A sério? O caminho dos maus leva à perdição?! Olha, que não parece. Parecem tão elegantes, tão sorridentes, tão... felizes. A violência, a mentira, a indiferença parecem muito mais fortes do que o bem. Mais um caso em que as aparências iludem. > > >

Bendito o homem que confia no Senhor e põe n'Ele a sua confiança

Confiando em Ti, Deus de um amor fiel, avanço sereno, resistindo e esperando, vivendo como teu filho amado. Não conheço todos os detalhes do caminho nem tenho certezas sobre o que sucederá em cada dia. Basta-me saber que posso confiar em Ti. Sempre! > > >

Quaresma, Ano A, Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 20.3.14 | Sem comentários

QUARESMA DE FÉ — QUINTA-FEIRA DA SEGUNDA SEMANA


Jeremias 17, 5-10

Assim fala o Senhor: «Maldito o homem que confia no homem e põe na carne a sua esperança, afastando o seu coração do Senhor. Será como o cardo na estepe, que nem percebe quando chega a felicidade; habitará na aridez do deserto, terra salobre e inóspita. Bendito o homem que confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança. É como a árvore plantada à beira da água, que estende as raízes para a corrente: nada tem a temer quando vem o calor e a sua folhagem mantém-se sempre verde; em ano de estiagem não se inquieta e não deixa de produzir os seus frutos. O coração é o que há de mais astucioso e incorrigível. Quem o pode entender? Posso Eu, que sou o Senhor: penetro os corações, sondo os mais íntimos sentimentos, para retribuir a cada um segundo o seu caminho, conforme o fruto das suas obras».



Bendito o homem que confia no Senhor


A bênção/ maldição é um género literário muito próprio da profecia. Ajuda o profeta a estabelecer os contrastes. A maldição é mal-dizer de alguém; a bênção, ao contrário, é bem-dizer.
O tema da leitura proposta para hoje é a confiança, o apoio definitivo que se procura para a vida. Jeremias «diz mal» (amaldiçoa) o ser humano que põe a sua confiança noutro humano. Quem «apoia» a sua vida, procurando o fundamento «na carne» (a carne refere-se ao humano enquanto débil). Não se trata de um anti-humanismo do profeta. Pelo contrário, o que Jeremias procura é que o ser humano não se perca por falta de um apoio seguro.
Daí a bênção: o profeta «fala bem» de quem pôs a confiança, de quem procurou o apoio em Deus. Deus não é de «carne». Não é, portanto, um apoio débil. É fundamento para o ser humano.
A imagem da natureza é sugestiva: um apoio puramente humano é fazê-lo «como o cardo na estepe». Mas quem «confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança» é como uma árvore frondosa plantada à beira mar; não se preocupa com a seca nem deixa de dar fruto.
Neste contraste (e só nele), entende-se bem o «maldito o homem que confia no homem». Não se trata da necessária confiança no próximo; ou da desconfiança no desenvolvimento do ser humanos e das suas capacidades. Estamos num nível distinto: o nível do apoio «último».


Sinais para o caminho de fé


  • A fé tem uma dimensão essencial de confiança. Mais ainda: naquilo a que se chama o «ato de fé», a confiança é predominante. É claro que se trata, não da confiança «ligth», mas de uma confiança fundante. Da confiança que determina em quem apoio a totalidade do meu ser e do meu viver.

  • No ato de fé, esse tipo de confiança está primeiro e é fundamental. Só depois surgem os «conteúdos da fé». Uma fé reduzida aos conteúdos perde a água que a alimenta; e seca.

  • A fé pela qual o ser humano põe o seu apoio total e último em Deus é uma aposta no humanismo de primeira. As imagens de Jeremias são expressivas: o contraste é entre um ser humano seco e sem frutos e um ser humano «plantado à beira da água, que estende as raízes para a corrente: nada tem a temer quando vem o calor e a sua folhagem mantém-se sempre verde; em ano de estiagem não se inquieta e não deixa de produzir os seus frutos».
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



  • QUARESMA DE FÉ: Lucas 16, 19-31 > > >



Pedro Jaramillo – Laboratório da fé, 2014


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 20.3.14 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, Edições Salesianas, 2014

A sério?
O caminho dos maus leva à perdição?!
Olha, que não parece.
Parecem tão elegantes, tão sorridentes, tão... felizes.
A violência, a mentira, a indiferença
parecem muito mais fortes do que o bem.
Mais um caso em que as aparências iludem.
Respira fundo.
Vê as coisas com calma.
E vais perceber que Deus tem razão.
Mais cedo ou mais tarde,
o pecado só colhe o seu próprio vazio e sem sentido.

Ajuda-me a ir, Senhor, 
contra a corrente.
Faz-me ver para lá das aparências.
Ensina-me a distinguir o certo do errado, 
o que faz crescer do que esvazia.
Agora sei que conTigo 
é possível escolher o caminho que leva à vida.
Em Ti, essa estrada pode ser andada.

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 20.3.14 | Sem comentários
VIVER A QUARESMA

Quaresma de fé

Respeitai o direito, protegei o oprimido, 

fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva

A fé bíblica, sobretudo nos profetas, tem uma forte componente de compromisso social. A ofensa à dignidade dos homens e mulheres, sobretudo pobres, é considerada como uma ofensa feita diretamente a Deus. > > >

O maior entre vós será o vosso servo

Jesus fala de «escribas e fariseus», mas refere-se a um tipo de religiosidade que pode acontecer em qualquer âmbito religioso, também nas comunidades cristãs. As acusações são fortes e denunciam com dureza a hipocrisia. A hipocrisia acontece quando a manifestação exterior não coincide com o que se passa no coração. > > >

Seguir Jesus Cristo

Vós sois todos irmãos

Os cristãos não têm outro Pai, senão o Deus do céu; não têm outro chefe, senão a cabeça, Cristo, de quem são o Corpo. Toda a Igreja tem de se lembrar: é Corpo unida a esta cabeça. Os membros deste corpo são todos importantes e informados, guiados por aquele que é o chefe, o mestre. É afirmar a igualdade entre os humanos, quaisquer que sejam as suas funções. É reconhecer que não se é cristão sozinho, mas em conjunto. > > >

Rezar na Quaresma

O maior entre vós seja o vosso servo

Estamos aqui para amar e servir. Sem dar nas vistas. Sem precisar de aprovação. Sem esperar recompensa. Estamos aqui para mudar as coisas. Para que a vida, as relações entre as pessoas, sem mais de acordo com o sonho de Deus. > > >

Ainda que os vossos pecados sejam como o escarlate, ficarão brancos como a neve

Dizemos a nós mesmos que não temos pecados. Preferimos falar de falhas, de erros, de disfuncionalidades, de imperfeições… Custa-nos muito falar de pecado. Porque falar de pecado é aceitar que a nossa vida deve ser vivida como uma história de amor para com os outros e com Deus e que muitas (demasiadas?) vezes optamos pelo egoísmo. > > >

Quaresma, Ano A, Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.3.14 | Sem comentários

QUARESMA DE FÉ — TERÇA-FEIRA DA SEGUNDA SEMANA


Isaías 1, 10.16-20

Escutai a palavra do Senhor, chefes de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, povo de Gomorra: «Lavai-vos, purificai-vos, afastai dos meus olhos a malícia das vossas acções, deixai de praticar o mal e aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Vinde então para discutirmos as nossas razões, – diz o Senhor. Ainda que os vossos pecados sejam como o escarlate, ficarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã. Se fordes dóceis e obedientes, comereis os bens da terra. Mas se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados pela espada». Assim falou a boca do Senhor.



Respeitai o direito, protegei o oprimido, 

fazer justiça ao órfão, defendei a causa da viúva


Um texto clássico da denúncia social de Isaías. Começa por chamar Sodoma e Gomorra aos habitantes e dirigentes de Jerusalém. É uma acusação muito dura. Sodoma e Gomorra pereceram por causa das suas abominações. Comparar Jerusalém com elas era claramente «blasfemo».
Mas, o profeta, para fazer a sua denúncia, não se fixa no externo: no culto, nos sacrifícios e holocaustos. Os versículos 9 a 15 (que não fazem parte da leitura bíblica proposta para terça-feira da segunda semana da Quaresma) são um profético «basta!» a um culto exuberante, mas vazio de justiça e de direito.
Em vez desse culto vazio, o profeta pede conversão/ purificação interior e uma mudança radical de comportamento. De novo, nesse comportamento renovado, o tratamento que se dá ao outro é fundamental: «protegei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva». Em Israel, órfãos e viúvas eram expressão de todo o tipo de pobreza.
Quando esta conversão acontecer, poderá haver um perdão radical. O profeta expressa-o com imagens retiradas das cores: o escarlate converte-se no branco da neve; a púrpura no branco da lã. O perdão de Deus, vemo-lo de novo, re-faz, re-cria. Não se limita a tapar a sujidade; limpa-a.


Sinais para o caminho de fé


  • A fé não consiste simplesmente em atos e manifestações externas de culto. Há que tê-lo muito claro, porque muitas vezes confundimo-nos e confundimos as pessoas.

  • A fé bíblica, sobretudo nos profetas, tem uma forte componente de compromisso social. A ofensa à dignidade dos homens e mulheres, sobretudo pobres, é considerada como uma ofensa feita diretamente a Deus.

  • Só se houver conversão, pode haver perdão. E, quando há conversão, o perdão de Deus é tão fundo que toca a própria raiz dos males. Mais ainda: produz uma verdadeira mudança de raízes. É claro, sempre que o pecador «não fique pela rama».
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



  • QUARESMA DE FÉ: Mateus 23, 1-12 > > >



Pedro Jaramillo – Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.3.14 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, Edições Salesianas, 2014

Estamos aqui para amar e servir.
Sem dar nas vistas.
Sem precisar de aprovação.
Sem esperar recompensa.
Estamos aqui para mudar as coisas.
Para que a vida,
as relações entre as pessoas,
sem mais de acordo com o sonho de Deus.

Obrigado, Senhor, 
pelos homens e mulheres que puseste na minha vida
e que fazem da tua Palavra a bússola da sua vida.
Obrigado pela sua coragem e generosidade,
pela criatividade que têm
em inventar caminhos novos para o amor.
Obrigado, Senhor, 
por Te tornares presente na minha vida
com o testemunho luminoso do seu serviço.

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.3.14 | Sem comentários
VIVER A QUARESMA

Quaresma de fé

No Senhor, nosso Deus, está a misericórdia e o perdão

O perdão do «Deus misericordioso e compassivo» esclarece-nos a imagem de Deus. não há panorama pessoal ou comunitária tão sombrio que não possa ser re-feito pelo perdão de Deus. A fé em Deus não é masoquista. É chamada a libertar-nos também do peso das nossas culpas. > > >

Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso

A misericórdia é outra característica do Deus de Jesus Cristo. A misericórdia de Jesus tem a sua razão de ser em Deus, seu Pai, que é assim. Não o esqueçamos ao avaliar a imagem que temos de Deus. Há entre nós imagens de Deus que não são as que Jesus nos deu a conhecer. > > >

Seguir Jesus Cristo

Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso

Aqui está a lista das maneiras de ser bom, nesta página do evangelho de Lucas: não julgar, não condenar, perdoar, dar. Se analisarmos cada um destes verbos, descobriremos que são cheios de conteúdo. Então, evocaremos os valores da justiça, da indulgência, da paciência, da generosidade, da humildade, da simplicidade e ainda muitos outros. > > >

Rezar na Quaresma

Perdoai e sereis perdoados

Todo este caminho da Quaresma serve para abrir a vida ao amor transbordante de Deus. Um Deus com tanto, tanto amor, que apaga e perdoa os nossos pecados. Com tanto amor para dar... que até nós ficamos capazes de perdoar. > > >

Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso

Ensina-me, ó Pai de ternura, a amar como Tu. A ver os outros como parte de mim mesmo. A sentir as suas dores e alegrias como minhas. A sair da minha redoma e a ser para os outros um sinal do teu amor. > > >

Quaresma, Ano A, Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 17.3.14 | Sem comentários

QUARESMA DE FÉ — SEGUNDA-FEIRA DA SEGUNDA SEMANA


Daniel 9, 4b-10

Senhor, Deus grande e terrível, que sois fiel à aliança e à misericórdia para com os que Vos amam e observam os vossos mandamentos! Nós pecámos, cometemos injustiças e iniquidades, fomos rebeldes, afastando-nos dos vossos mandamentos e preceitos. Não escutámos os profetas, vossos servos, que em vosso nome falavam aos nossos reis, aos nossos chefes e antepassados e a todo o povo da nação. Em Vós, Senhor, está a justiça; em nós recai a vergonha que sentimos no rosto, como sucede neste dia aos homens de Judá, aos habitantes de Jerusalém e a todo o Israel, aos que estão perto e aos que estão longe, em todos os países para onde os dispersastes por causa das infidelidades que contra Vós cometeram. Sobre nós, Senhor, recai a vergonha que sentimos no rosto, sobre os nossos reis, chefes e antepassados, porque pecámos contra Vós. No Senhor, nosso Deus, está a misericórdia e o perdão, porque nos revoltámos contra Ele e não escutámos a voz do Senhor, nosso Deus, seguindo as leis que nos dava por meio dos profetas, seu servos.



No Senhor, nosso Deus, está a misericórdia e o perdão


Uma confissão de Daniel. Em pano de fundo, a infidelidade do Povo de Deus através de toda a sua história de fé. Daniel está consciente de que a aliança de Deus não é incondicional. Deus mantém-na com os que o amam e observam os seus mandamentos. Assim se diz na invocação inicial: «sois fiel à aliança e à misericórdia para com os que Vos amam e observam os vossos mandamentos».
A confissão é explícita: «Nós pecámos». Sem paliativos nem desculpas. Ora, pelo pecado, deu-se uma autêntica «rebelião», um abandono dos mandamentos e preceitos de Deus.
É interessante a alusão aos profetas... Como «boca de Deus» anunciaram e denunciaram, chamando à conversão, mas, «não escutámos a voz do Senhor».
Perante a justiça de Deus (a santidade de Deus), a vergonha da própria infidelidade: uma vergonha comunitária pela infidelidade comunitária: «a vergonha que sentimos no rosto».
A solução vem de Deus, de uma segurança na fé: «No Senhor, nosso Deus está a misericórdia e o perdão». Assim se abre a esperança da renovação.


Sinais para o caminho de fé


  • O perdão do «Deus misericordioso e compassivo» esclarece-nos a imagem de Deus. não há panorama pessoal ou comunitária tão sombrio que não possa ser re-feito pelo perdão de Deus. A fé em Deus não é masoquista. É chamada a libertar-nos também do peso das nossas culpas.

  • A fé é também luz para reconhecer o nosso próprio pecado. Afina a nossa consciência. Assinala-nos novos âmbitos de graça e de pecado.

  • A partir da fé olhamos para nós e para a nossa sociedade com os olhos de Deus. Não nos movemos apenas na ética humana. Aprofundamentos e ampliamos mais o horizonte: «até ao extremo».

  • A fé dá-nos outra perspetiva para medir o nosso comportamento. E novos motivos para o orientar.
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



  • QUARESMA DE FÉ: Lucas 6, 36-38 > > >



Pedro Jaramillo – Laboratório da fé, 2014


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 17.3.14 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, Edições Salesianas, 2014

Todo este caminho da Quaresma
serve para abrir a vida ao amor transbordante de Deus.
Um Deus com tanto, tanto amor,
que apaga e perdoa os nossos pecados.
Com tanto amor para dar...
que até nós ficamos capazes de perdoar.

Deus de bondade,
Tu conheces o meu coração tão cheio de rancor.
Tu sabes como a minha ideia de justiça tem muito de vingança.
Tu já viste como o meu ressentimento impede que as feridas se curem...
Toma a iniciativa.
Perdoa-me.
Enche com o teu amor o vazio do meu coração.

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 17.3.14 | Sem comentários

VIVER A SEGUNDA SEMANA DA QUARESMA


16 A 22 DE MARÇO — AO RITMO DA LITURGIA


Terceira classe magistral

Nesta terceira lição do seu «Mestrado», Jesus Cristo ensina-nos que os seus discípulos, precisamente porque viram a glória da transfiguração (DOMINGO: «Transfigurou-Se diante deles»), entenderam que só serão semelhantes a Deus se forem compassivos (SEGUNDA: «Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso»), servos de todos (TERÇA: «O maior entre vós será o vosso servo»), com uma fé obediente (QUARTA: «Fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor»), situados ao lado dos pobres (QUINTA: «Um pobre chamado Lázaro»), pedras rejeitadas (SEXTA: «A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular»), filhos pródigos (SÁBADO: «Certo homem tinha dois filhos»); só estes — aos nossos olhos parecem perdidos e equivocados — alcançarão a glória de Abraão, a ternura de Deus Pai.
Esta re-valorização, esta forma distinta de valorizar as coisas (muito diferente da do «mundo»), a si próprio e as pessoas, é essencial para um anunciador do Evangelho.

Uma semana em que submeteremos à crítica a nossa maneira de qualificar as coisas, as pessoas, os objetivos, os meios e os resultados (êxitos e fracassos).

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Brilhará na escuridão a tua luz
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.3.14 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, Edições Salesianas, 2014

Chega de caricaturas e de verdade a meias.
Quem é mesmo Jesus?
Para lá das imagens «fofinhas» do menino Jesus do presépio...
para lá da tentativa de reduzir Jesus a um profeta contestatário...
para lá do Jesus homem bondoso...
queres saber quem é realmente Jesus?
Escuta a opinião do Pai.

Tu és filho.
Tu és amado.
Daqui nasce a tua força,
a tua coragem, a tua alegria.
Quero estar mais conTigo.
E, como Tu, sentir-me filho amado
pelo Deus da beleza e da ternura.

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano A» das Edições Salesianas;
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.3.14 | Sem comentários
— Segunda Semana da Quaresma [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)] —


A pequenez como verdadeira grandeza


«Quem entre vós quiser tornar-se grande 

seja vosso servo»


Nesta terceira lição do seu «Mestrado», Jesus ensina que os seus discípulos, precisamente porque viram a sua glória (DOMINGO: «Despertando, viram a glória de Jesus»), entenderam que só serão semelhantes a Deus se forem compassivos (SEGUNDA: «Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso»), irmãos de todos (TERÇA: «Vós sois todos irmãos»), servos dos outros (QUARTA: «Quem entre vós quiser tornar-se grande seja vosso servo»), situados ao lado dos pobres (QUINTA: «Um pobre chamado Lázaro»), pedras rejeitadas (SEXTA: «A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular»), filhos pródigos (SÁBADO: «Certo homem tinha dois filhos»); só estes — aos nossos olhos parecem perdidos e equivocados — alcançarão a glória de Abraão, a ternura de Deus Pai.
Esta re-valorização, esta forma distinta de valorizar as coisas (muito diferente da do «mundo»), a si mesmos e as pessoas, é essencial para um anunciador do Evangelho.

Uma semana em que submeteremos à crítica a nossa maneira de qualificar as coisas, as pessoas, os objetivos, os meios e os resultados (êxitos e fracassos).

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial 
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
— a utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor —


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 25.2.13 | Sem comentários
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