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Domingo da sexta semana de Páscoa


Evangelho segundo João 14, 23-29

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Quem Me não ama não guarda a minha palavra. Ora a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que Me enviou. Disse-vos estas coisas, estando ainda convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse. Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis».

Dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo

A paz era uma forma de saudação própria dos povos semitas: quando se encontravam e quando se despediam. Esta paz — que os judeus dizem «shalom» — é um conceito muito mais rico do que o nosso atual conceito de paz. Por isso, precisamos de compreender melhor o sentido para descobrirmos o verdadeiro alcance das palavras de Jesus Cristo. «Não se trata de uma saudação, nem sequer de simples bons votos: é uma dádiva, aliás, o dom precioso que Cristo oferece aos seus discípulos. [...] A paz verdadeira, a paz profunda, deriva da experiência da misericórdia de Deus» — disse recentemente o Papa Francisco. Esta paz tem a sua origem no interior de cada um. É a harmonia total, não só no interior da pessoa, mas na relação com os outros e com toda a criação. A paz é a consequência do amor de Deus em nós. A paz é fruto do amor. A experiência profunda do amor — desse mandamento novo dado por Jesus Cristo — acontece quando somos capazes de sentir a paz dentro de Deus, quando estamos em paz. Jesus Cristo acrescenta: «Não se perturbe nem se intimide o vosso coração». Um coração perturbado ou intimidado provoca um sofrimento dramático. É um coração sem paz. 

Não vo-la dou como a dá o mundo

O mundo oferece uma paz imposta por exércitos ou por decretos. O mundo oferece uma paz vigiada pelas fronteiras e pela ausência de guerra. A paz verdadeira não se estabelece em pactos entre os países, não se garante com a presença de soldados, não se define através de um papel oficial. A paz verdadeira não é uma conquista da Organização das Nações Unidas nem sequer do Prémio Nobel da Paz. 
A paz que Jesus Cristo oferece aos seus amigos é muito mais do que uma mera ausência de conflito. Na cultura, bíblica, a paz recorda o início da era messiânica: uma paz que é harmonia pessoal e comunitária, bem estar e saúde, felicidade, reconciliação pessoal e universal. 

O momento da paz na eucaristia

Na celebração da eucaristia, ouvimos ressoar as palavras de Jesus Cristo: «Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz». O gesto da saudação da paz é muito mais do que uma expressão de fraternidade. Não estendemos a mão, abraçamos ou beijamos o vizinho porque nos damos bem. Esse gesto exprime a nossa vontade em alcançar a paz de Cristo. Não é um gesto sentimental. É uma oração e um compromisso. Pedimos a paz e dizemo-nos dispostos a viver em paz. 

As palavras de Jesus Cristo ajudam-me a viver com esperança e alegria? Quem está em paz, quem descobre a paz dentro de si, vive com esperança e com alegria. Esta é a paz que Jesus Cristo dá aos seus discípulos. Uma paz que será continuamente atualizada pela presença do Espírito Santo. Por isso, aprendemos na catequese que a paz é um dos (doze) frutos do Espírito Santo. E também por isso, no final da eucaristia, somos enviados para vivermos em paz. Abramos o nosso coração e a nossa vida a este dom da paz! E vivamos com esperança e com alegria!

© Laboratório da fé, 2013

João 20, 20 - www.laboratoriodafe.net
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.5.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Sexta semana
 de Páscoa

Uma vida ressuscitada: visitar o psicólogo


Na vida humana, a saúde integral está relacionada com o corpo. Ora isso também se aplica à dimensão espiritual. Por isso, Jesus Cristo não é apenas o nosso médico (quinta semana de Páscoa), mas é também o nosso conselheiro espiritual e «psicólogo» particular. O que é que nos aconselha como psicólogo?
Em primeiro lugar, paz interior (DOMINGO: «Dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo») e serenidade frente às dificuldades (SEGUNDA: «Hão de expulsar-vos das sinagogas»); mas também a resistência nos momentos de crise (TERÇA: «É do vosso interesse que Eu vá») e, em geral, a aceitação da nossa verdade mais plena (QUARTA: «Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena»).
Tudo isto é garantia de uma saúde mental e de uma alegria vital básicas (QUINTA: «A vossa tristeza converter-se-á em alegria»), que nada nem ninguém nos poderá tirar (SEXTA: «Ninguém vos poderá tirar a vossa alegria»); uma alegria integral que só pode ser sentida por quem vive «com Deus» (SÁBADO: «o próprio Pai vos ama»).
Vamos dedicar esta semana a uma visita a Jesus Cristo nosso psicólogo particular?

Nesta semana, questionamos a nossa «saúde mental» e a maturidade da nossa vida religiosa: onde está ancorada, como interligamos a fé e a vida, até onde vai a nossa paz interior?

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Páscoa - Laboratório da fé
Postado por Anónimo | 5.5.13 | Sem comentários

Palavra para hoje: quinto domingo de Páscoa


A passagem do Senhor pela terra foi de curta duração. Mas o tempo da sua presença na ausência é infinitamente longo. Um tempo anunciado na celebração da Ceia, que nos remete para o compromisso onde Jesus Cristo nos dá o que tem de melhor: o seu Espírito. A primeira leitura evoca o conflito entre Pedro e Paulo: é a vida da Igreja. Não há problema! Hoje, como em Jerusalém, a Igreja tem o poder de dizer estas palavras extraordinárias: «O Espírito Santo e nós decidimos». É assim que os cristãos continuam comprometidos com o tempo presente, enquanto o olhar está voltado para a cidade de Deus. Aí, já não há templo: «o seu templo é o Senhor», o Cordeiro! Tudo se realiza através da íntima ligação entre Deus e o Cordeiro!


Pergunta da semana: 

As palavras de Jesus Cristo ajudam-me a viver com esperança e alegria?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.5.13 | Sem comentários
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