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Palavra para hoje: domingo décimo quinto


Deus fala e compromete-se com aquilo que diz. Para o exemplificar, Isaías recorre a uma imagem sugestiva: a da chuva e da neve que irrigam a terra. «A palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão». Em segundo plano, revela-se o amor que tem o poder de recriar e de dar a vida, tornar semelhante a Deus. Depois, Jesus Cristo usa palavras familiares para nos dar a conhecer os desígnios de Deus: «Escutai, então, o que significa a parábola do semeador». «Escutai». A nossa responsabilidade compromete-se com esta escuta; uma responsabilidade que não é esmagada, mas que pode fazer brilhar em nós a admiração pela graça dada a cada um.

Pergunta da semana: 

A Palavra de Deus, em mim, produz o seu efeito, realiza a sua missão?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.7.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO DÉCIMO QUINTO


O evangelho do décimo quinto domingo (Ano A) fala-nos, através de uma parábola contada por Jesus, do acolhimento da Palavra de Deus, de como essa palavra frutifica de acordo com a atitude de cada um e a receção dela no mais íntimo de cada pessoa.
As atitudes perante o anúncio da mensagem de Jesus são diversas e não muito diferentes das atuais. Os que escutam a Palavra e não entendem nem querem entender têm outras preocupações, têm o coração noutras coisas: «é interessante a mensagem de Jesus, mas eu, agora, não tenho tempo para me dedicar a essas coisas, não quero complicar a vida». Também há o que a recebe com alegria, mas «não tem raízes», não tem consistência nas suas decisões, falta-lhe critério, desiste diante de qualquer dificuldade, falta-lhe amor. Juntamente com estes dois, uma terceira postura negativa: a daquele que antes do amor a Deus e aos outros põe a sua situação ou os anseios de riquezas, de poder; atitude que asfixia, afoga a boa notícia de Jesus.
Mas outro mundo é possível; a «boa terra» existe. A Palavra de Deus pode frutificar e frutifica, em alguns casos inclusive em cem por um, embora humanamente possa parecer impossível.
Temos de «absorver» a Palavra de Deus, para que dê fruto, para que mude a nossa vida e a situação à nossa volta, segundo o plano amoroso de Deus.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor


Preparar o domingo décimo quinto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 10.7.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO DÉCIMO QUINTO

13 DE JULHO DE 2014


Isaías 55, 10-11

Eis o que diz o Senhor: «Assim como a chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a terem fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer, assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão».



A chuva faz germinar a terra


O texto da primeira leitura do décimo quinto domingo (Ano A), um fragmento da terceira parte do livro de Isaías, contém um oráculo brevíssimo, mas precioso, sobre o poder da Palavra de Deus. O profeta fala aos exilados na Babilónia. Faz cinquenta anos que Jerusalém foi destruída e que os exilados se estabeleceram na cidade estrangeira, alguns até com uma certa comodidade. Então, a voz do profeta anuncia uma realidade nova, que encontramos em poucos versos antes deste fragmento. Diz assim: «Prestai-me atenção e vinde a mim. Escutai-me e vivereis. Farei convosco uma aliança eterna, e a promessa a David será mantida» (Isaías 55, 3).
Deus tem sempre previstas coisas novas para o povo com o qual estabeleceu uma aliança. A verificação da determinação do Senhor é a afirmação de que a palavra da promessa do Senhor produz resultados reais na vida pública. Todas as palavras que o profeta dirigiu aos exilados de Israel estão fundamentadas na determinação absolutamente fiável de que é dirigida à fé do povo.
O poder do Senhor aqui está vinculado à chuva e à neve. Nem um nem a outra são fantasmas, mas muito reais: poderes que produzem coisas tangíveis na terra. O resultado é regular e digno de confiança: a terra é alimentada e a criação sustentada. A Palavra de Deus é como estas realidades: causa um novo futuro para o povo de Israel exilado.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo décimo quinto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 8.7.14 | Sem comentários

REZAR O DOMINGO DÉCIMO QUINTO

13 DE JULHO DE 2014


Evangelho segundo Mateus 13, 1-23

Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-Se à beira-mar. Reuniu-se à sua volta tão grande multidão que teve de subir para um barco e sentar-Se, enquanto a multidão ficava na margem. Disse muitas coisas em parábolas, nestes termos: «Saiu o semeador a semear. Quando semeava, caíram algumas sementes ao longo do caminho: vieram as aves e comeram-nas. Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra, e logo nasceram, porque a terra era pouco profunda; mas depois de nascer o sol, queimaram-se e secaram, por não terem raiz. Outras caíram entre espinhos e os espinhos cresceram e afogaram-nas. Outras caíram em boa terra e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um. Quem tem ouvidos, oiça». Os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Porque lhes falas em parábolas?». Jesus respondeu: «Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus, mas a eles não. Pois àquele que tem dar-se-á e terá em abundância; mas àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. É por isso que lhes falo em parábolas, porque vêem sem ver e ouvem sem ouvir nem entender. Neles se cumpre a profecia de Isaías que diz: ‘Ouvindo ouvireis, mas sem compreender; olhando olhareis, mas sem ver. Porque o coração deste povo tornou-se duro: endureceram os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para não acontecer que, vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos e compreendendo com o coração, se convertam e Eu os cure’. Quanto a vós, felizes os vossos olhos porque vêem e os vossos ouvidos porque ouvem! Em verdade vos digo: muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes e não viram e ouvir o que vós ouvis e não ouviram. Escutai, então, o que significa a parábola do semeador: Quando um homem ouve a palavra do reino e não a compreende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho. Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe de momento com alegria, mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbe logo. Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra, que assim não dá fruto. E aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um».



Segunda, 7: JESUS E A MULTIDÃO

Entro na meditação desta parábola com a minha imaginação. Vejo Jesus que sai de casa e vai sentar-se, tranquilamente, à beira-mar... para descansar, para rezar? Eis que a multidão se reúne à sua volta. Entro nos sentimentos de Jesus: parece que espera todas essas pessoas e não se esconde, mas, para que cada um o posso escutar, afasta-se um pouco e sobe para um barco. Imagino a cena (os lugares, as pessoas) e coloco-me no lugar que me parece mais adequado. Fala, Senhor, que o teu servo escuta.



Terça, 8: FALAR EM PARÁBOLAS

Jesus questiona-se... Quer pronunciar a mensagem que lhe queima os lábios e o coração. Quer interpelar cada um para o convidar à conversão. Deseja fazer-se compreender e levantar um pouco do véu para que cada um descubra quem ele é e de onde vem. Mas como começar e que imagem utilizar? Olha ao longe, nas margens do lago, os campos onde cresce o trigo... Esta parábola é para mim, hoje. Escuto Jesus a dirigir a mim pessoalmente, naquele lugar onde me instalei nesta cena. Fala, Senhor, que o teu servo escuta.



Quarta, 9: SAIU O SEMEADOR

O verbo «sair» ressoa duas vezes no início do relato, como se o evangelista quisesse atrair a nossa atenção para o facto de Jesus sair de casa e o semeador sair a semear serem a mesma e única pessoa. Sim, Jesus é aquele que «saiu» do seio do Pai para nos dar a conhecer o amor deste último. Deixo ecoar este verbo nos meus ouvidos. Deixo que atue em mim. O que é que Jesus me quer ensinar? Fala, Senhor, que o teu servo escuta.



Quinta, 10: AS SEMENTES

Quantas vezes ouvimos falar, no evangelho, da semente, do grão de trigo! A semente que é lançada de forma aleatória sem ter em conta o terreno onde cai, como o grão de trigo que tem de morrer para dar fruto (João 12, 24). Grão semente... Grão Palavra... O próprio Jesus saiu do Pai para ser dado, entregue, pisado! Hoje, somos convidados a acolher a Palavra, como um grão que cai no nosso coração, para que possa dar fruto em abundância na nossa vida. Fala, Senhor, que o teu servo escuta.



Sexta, 11: OS SÓIS ESTÉREIS

Atrás do seu aspeto interessante e imagético, as parábolas também têm um lado mais rugoso, para nos fazer «sair» do sono que nos envolve, da nossa cegueira ou da nossa ligeireza. Podemos recolher que há em nós algumas partes de terreno duro e estéril, onde a semente é comida pelas aves, queimada pelo sol do nosso orgulho ou sufocada pelos espinhos das nossas distrações. Peço a Jesus que me abra olhos para reconhecer essas situações; e rezo-lhe com São Bento, padroeiro da Europa, que hoje celebramos. Bento retirou-se para uma gruta, onde viveu sob o olhar de Deus e à escuta da sua palavra. Fala, Senhor, que o teu servo escuta.




Sábado, 12: SER BOA TERRA

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Domingo, 13: TER OUVIDOS PARA ESCUTAR

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© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014

Rezar o domingo décimo quinto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.7.14 | Sem comentários
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