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Histórias, contos e reflexões... fusão entre Ana Caridade e Julinha


Histórias, contos e reflexões... fusão entre Ana Caridade e Julinha, foto de Ana Cardetas

As crianças são grandes mestres nesta aprendizagem de ser humano, de humanização... observo-as! Ao trabalhar também a criança interior percebo como é tão simples e complexo interagir com elas. O período de gestação, parto e primeiros anos de vida são fundamentais, eu diria, determinantes para o adulto que cada um é. A compreensão da realidade é, por vezes, distorcida o que leva a perceções e conceções irreais que se tornam a sua realidade. A criança não tem os filtros de compreensão de um adulto mas por outro lado a sua pureza e ingenuidade permite-lhe Sentir, estar presente em cada momento em que está, entregue, ao que dói e ao prazer do que lhe traz felicidade. O sorriso é tão natural! As lágrimas, fora as manipulações típicas de criança, são sentidas e libertadoras! Não há máscaras! E se lhes dermos espaço e tempo para as escutar elas libertam e transmutam! Elas falam por metáforas... criam histórias para falarem do que não conseguem dizer numa linguagem adulta. Se estivermos atentos, elas dão-nos sinais do que se passa no seu interior. Eu vejo a arte como uma forma simples de elas poderem comunicar e expressar! A sua criatividade está ao rubro! Coloquem-lhes barro, marcadores, tintas, plasticina, caixas de areia, livros e peçam para elas continuarem as histórias e vejam o universo que descobrem! É só deixar que elas fluam em liberdade e sentirem que está ali alguém que apenas ESTÁ! Elas SENTEM QUANDO SE ESTÁ OU NÃO COM ELAS!

© Ana Teresa Caridade



psicoterapeuta, criativa, narradora oral, professora

Ana Teresa Caridade, natural de Aveiro, vive em Braga, é professora de Educação Moral e Religiosa Católica, psicoterapeuta, criativa, narradora oral e professora de Hatha Yoga. Acredita que pode compilar e cruzar várias áreas: crescimento pessoal e espiritual, arte e comunidade. Explora a dança, o teatro, a música e a narração oral. Sente necessidade de explorar várias técnicas de psicoterapia.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.6.13 | Sem comentários

Histórias, contos e reflexões... fusão entre Ana Caridade e Julinha




Ando-me a questionar o que é isto de espiritualidade!
Desde muito novinha me questionei sobre a existência de Deus, do Sagrado, da Deusa, do que cada um, na sua crença, chamar. E procurei-O em livros e mais livros e mais livros... desde o ocidente ao oriente. Muitas coisas li, histórias bonitas, histórias de dor, histórias das coisas que as pessoas fazem, algumas que magoam e outras que fazem feliz. A dor e a felicidade são necessárias para valorizarmos a vida... é preciso permitir sentir com essa verdade do que é, só assim nos conhecemos e crescemos.
Sabes aonde O encontrei? No meu sentir... bem dentro de mim... num local que eu chamo de coração... e também encontrei em cada olhar que me cruzo, encontrei na respiração, nos alimentos, nos seres vivos.... na terra!
Penso que isto da espiritualidade é viver tudo isto com amor, permitindo todos os sentimentos que estes cruzamentos nos causam com aceitação e transformando aqueles que nos fazem mal e ao outro, exprimir com a clareza do que se sente, ter este contato com respeito com tudo... mergulhar as mãos na terra e massaja-la!
Espiritualidade, penso ser, Julinha, viver a vida no presente, no aqui e agora, dando o melhor que sabemos e sendo a verdade do que podemos ser nesta simplicidade e naturalidade (se seguirmos o ser da Alma e virmos a Alma do outros no Mundo). Nunca esquecendo que não somos perfeitos, ou melhor, somos perfeitos na nossa imperfeição e belos por assim sermos... e todos somos falíveis e estamos cá para aprender.

© Ana Teresa Caridade



psicoterapeuta, criativa, narradora oral, professora

Ana Teresa Caridade, natural de Aveiro, vive em Braga, é professora de Educação Moral e Religiosa Católica, psicoterapeuta, criativa, narradora oral e professora de Hatha Yoga. Acredita que pode compilar e cruzar várias áreas: crescimento pessoal e espiritual, arte e comunidade. Explora a dança, o teatro, a música e a narração oral. Sente necessidade de explorar várias técnicas de psicoterapia.
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Postado por Anónimo | 2.5.13 | Sem comentários

Histórias, contos e reflexões... fusão entre Ana Caridade e Julinha


Hoje conto-te uma história...

é muito especial para mim e por isso partilho contigo.


Era uma vez uma menina. Ela era uma princesa e vivia num castelo.
A Mamã Rainha e o Papá Rei não deixavam a menina ir para o sótão pois queriam preserva-la de toda e qualquer dor. A menina estava muito curiosa para saber o que tinha no sótão para os papás não deixarem ir lá.
Certo dia a menina conseguiu escapar, primeiro dos papás, depois das amas, depois dos guardas... e depois de tanto fugir, lá chegou.
Quando entrou no sótão, que ficava bem do outro lado do castelo, ficou tão encantada! Tinha vestidos de todas as cores! Brinquedos de todas as espécies! Baús cheios de surpresas! Plasticina, barro, lápis de cor, telas, tintas! Tinha uma caixa de musica! Fantasias de carnaval!
A princesa brincou... criou... explorou... foi pirata, bailarina, soldadinho de chumbo, Branca de Neve, Mini, Bela e Monstro, Capuchinho Vermelho... até que, no meio dessa brincadeira, encontrou um espelho... um espelho lindo mas partido! Quando o tocou cortou o seu pequeno dedo e ficou a sangrar! Começou a chorar e correu à procura da sua Mamã.

fusão entre Ana Caridade e Julinha

Quando a encontrou, explicou-lhe o que estava a sentir e a Mamã deu dois beijinhos no dedo, mais dois beijinhos, mais dois beijinhos... e dor da menina começou a ficar cada vez mais leve. Até que restou uma pequena marca no seu dedito. Assim, a pequena princesa percebeu o que é sentir dor e percebeu o quanto sempre tinha sido feliz! Não tinha percebido a felicidade sem essa dor. Agradeceu.
A partir desse dia, a menina princesa, fugia para o seu sótão cheio de surpresas e sempre que se magoava chorava e dava dois beijinhos, mais dois beijinhos, mais dois beijinhos, tal como Mamã lhe ensinara e depois, brincava e brincava, dançava e cantava, pintava e vestia vestidos de tantas cores!

© Ana Teresa Caridade



psicoterapeuta, criativa, narradora oral, professora

Ana Teresa Caridade, natural de Aveiro, vive em Braga, é professora de Educação Moral e Religiosa Católica, psicoterapeuta, criativa, narradora oral e professora de Hatha Yoga. Acredita que pode compilar e cruzar várias áreas: crescimento pessoal e espiritual, arte e comunidade. Explora a dança, o teatro, a música e a narração oral. Sente necessidade de explorar várias técnicas de psicoterapia.
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Postado por Anónimo | 1.5.13 | Sem comentários

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fusão entre Ana Caridade e Julinha

Um quadro que me emociona! A beleza da partilha existente entre vocês as duas... desta vez, apenas observo-te no teu dia. A forma como sorris quando estás rodeada de Natureza! A tua ligação com a simplicidade da vida deixa-me preenchida! Como tu te entregas ao amor, é delicioso! Quebras os medos... abres-te com uma enorme humildade! Hoje é tão simples e tão natural! Sento-me aqui, contigo e, deixo-te apenas ser... aprendo!

© Ana Teresa Caridade



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Postado por Anónimo | 30.4.13 | Sem comentários

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fusão entre Ana Caridade e Julinha
Cada dia que trabalho mais comigo, com os meus pacientes e com os meus alunos percebo que maior parte dos traumas e padrões de comportamento começam na gestação, parto e primeiros anos.
As crianças não conseguem, muitas vezes, ter a capacidade de compreensão para fazerem uma análise aos comportamentos e emoções dos adultos.
Penso ser necessário uma reeducação dos casais que desejam um filho para que as crianças possam crescer de forma diferente.
Não é nenhuma novidade o que escrevo apenas relembro para que os pais tirem um pouco do seu tempo, com qualidade, para dedicarem ao «objeto de arte» que é o seu filho!
A arte, para mim, é uma expressão da alma, a expressão do ser. O educar uma criança é uma expressão artística das mais belas! É um ato de amor constante no momento de interação com o Outro.
A afetividade sem dúvida é um grande alimento para que a criança cresça saudável emocionalmente, que tem repercussão em todas as outras dimensões. É de uma enorme importância o toque, o abraço, o beijo, o colo, o olhar nos olhos, a verdade, o diálogo aberto... o ser humano precisa de amor!

© Ana Teresa Caridade



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Postado por Anónimo | 29.4.13 | Sem comentários

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Vem... vem... hoje vou-te contar uma história...


fusão entre Ana Caridade e Julinha

«Era uma vez uma mulher que não gostava da vizinha. Estava sempre a criticar os seus atos... ainda por cima, não bastava o facto de fazer tantas coisas más — na sua perspectiva — também era mentirosa! Por todo o lado que passava criticava.
Certo dia, cansada das coisas que fazia e por não gostar dela, inventou uma calúnia que fez com que muitas pessoas deixassem de gostar da vizinha.
Com algum peso de consciência, foi ter com o padre da freguesia. Ajoelhou-se em atitude de confissão... e contou ao padre o sucedido.
O padre perguntou porque fez isso, porque inventou uma calúnia acerca da sua vizinha?
A Mulher respondeu:
— Eu não gosto dela, da forma como ela é e age. E não queria ser a única a não gostar dela. Então, inventei a calúnia para que todos deixassem de gostar dela e não fosse só eu.
O padre deu-lhe a penitência...
— Isso é algo que não se deve fazer a ninguém mas... o que está feito está feito. Vais rasgar uma folha de papel, bem aos pedacinhos, mesmo muito pequeninos. E depois, do muro que separa a igreja da montanha, vais atirar a folha desfeita em papeis. A tua penitência é apanhar todos os papeis e reconstruir a folha.
A mulher aflita disse:
— Impossível. Eu jamais conseguirei apanhar todos os papeis e refazer a folha.
O padre concluiu:
— O mesmo acontece com o que fizeste aquela mulher».

Hoje vamos fazer essa experiência e rasgar uma folha toda aos bocadinhos... vamos atirar ao vento no parque e ver o que acontece.

© Ana Teresa Caridade



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Ana Teresa Caridade, natural de Aveiro, vive em Braga, é professora de Educação Moral e Religiosa Católica, psicoterapeuta, criativa, narradora oral e professora de Hatha Yoga. Acredita que pode compilar e cruzar várias áreas: crescimento pessoal e espiritual, arte e comunidade. Explora a dança, o teatro, a música e a narração oral. Sente necessidade de explorar várias técnicas de psicoterapia.
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Postado por Anónimo | 28.4.13 | Sem comentários

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fusão entre Ana Caridade e Julinha

Há na educação/aprendizagem uma comunicação não verbal que vai ajudando na construção da personalidade. É como uma linha de informações que vai passando de geração a geração... as histórias de família, inclusive os segredos e o não expressado, é assimilado de forma inconsciente. Somos condicionados ou fortalecidos por essas influências... e quando retiras as lentes e véus dos teus olhos, percebes aonde foste buscar esses registos. E como foste influenciado! E como uma história de um familiar marcou quem és! Como um membro da família implica nesta teia sistémica! Quando há a consciência disto, sem dúvida, eu penso o que fazer com a minha vida...
A responsabilidade que todos temos nesta teia em que não estamos sós. E que um movimento implica com a teia de relações... os fios que nos unem são invisíveis e subtis... e, por vezes, nem imaginamos o que fazemos com alguém que nem nos parece próximo... somos motores de alquimia! Quando duas almas se tocam... se olham... se cruzam... provocam uma alquimia interior.

© Ana Teresa Caridade



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Ana Teresa Caridade, natural de Aveiro, vive em Braga, é professora de Educação Moral e Religiosa Católica, psicoterapeuta, criativa, narradora oral e professora de Hatha Yoga. Acredita que pode compilar e cruzar várias áreas: crescimento pessoal e espiritual, arte e comunidade. Explora a dança, o teatro, a música e a narração oral. Sente necessidade de explorar várias técnicas de psicoterapia.
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Postado por Anónimo | 27.4.13 | Sem comentários

Histórias, contos e reflexões... fusão entre Ana Caridade e Julinha


fusão entre Ana Caridade e Julinha

Como filha da Terra e do Céu observo... em dias de perdas contemplo para transmutar a dor... não quero ficar amarrada ao sofrimento! A Vida é para ser vivida com prazer de Existir sem falsas ilusões de um positivismo em forma de fuga dessa mesma dor... eu SINTO-a... eu aceito-a... E quando é preciso deixar partir percebo que nada na Natureza fica jogado ao acaso... o que morre serve de alimento de vida. Quando as árvores deixam cair as suas folhas e flores é porque necessitam dessa queda para haver uma renovação... deixam cair o velho, o que já não serve, para permitir abrir para o novo... mesmo no que permanece, existem estes ciclos. SENTIR sem fuga e sem lamentação... em aceitação. A Vida é um constante movimento... uma constante transformação... e aí reside a Beleza!

© Ana Teresa Caridade



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Ana Teresa Caridade, natural de Aveiro, vive em Braga, é professora de Educação Moral e Religiosa Católica, psicoterapeuta, criativa, narradora oral e professora de Hatha Yoga. Acredita que pode compilar e cruzar várias áreas: crescimento pessoal e espiritual, arte e comunidade. Explora a dança, o teatro, a música e a narração oral. Sente necessidade de explorar várias técnicas de psicoterapia.
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Postado por Anónimo | 26.4.13 | Sem comentários

Histórias, contos e reflexões... fusão entre Ana Caridade e Julinha


Há um conto que te quero contar...


«Havia um homem que só reclamava da vida.
Estava tão cansado de ser assim que resolveu pedir ajuda ao sábio da aldeia. 
O sábio deu-lhe uma jóia e disse-lhe para ele ir para a feira vender por cinco moedas e ouro, nunca menos que isso. O homem lá foi e tentou vender a todos os comerciantes que lhe deram duas e outros três moedas de ouro. Como era abaixo do valor acordado, regressou frustrado por ninguém lhe dar o valo da jóia. Chegou à casa do mestre e de novo se lamentou por não lhe darem o valor devido. 
O sábio disse-lhe então para ele se dirigir à loja da esquina e que mostrasse a jóia e pedisse cinquenta moedas por ela e se ele quisesse comprar que não aceitasse pois essa jóia, para ele, era mais valiosa... era uma jóia especial. O homem voltou a reclamar. Como era possível ele vender por esse valor se ninguém lhe deu mais do que três moedas! Lá foi... chegou à loja e o vendedor prontamente retirou as moedas da gaveta para lhe dar. O homem saiu da loja a correr estupefacto como o sucedido... e não vendeu a jóia. 
Quando chegou e contou ao sábio ele respondeu: 
— Andaste a tentar vender uma jóia no local errado, a pessoas que não sabiam dar valor à minha jóia mas quando entraste na loja do ourives, ele como reconheceu que a jóia era tão bem mais valiosa que as cinquenta moedas, logo te queria dar porque sabia o bom negócio que faria. 
Depois desse dia o homem não mais se lamentou». 
Quando regressei a casa recebi a notícia que uma gata que tinha salvo há duas semanas atrás, com uma hipotermia que mais umas horas teria morrido, saltou da janela e foi à vida dela. Ela não conseguia conviver com os outros dois gatinhos de casa. Não era aqui o seu lugar. 
Sorri e lembrei-me do conto que te acabei de contar.

fusão entre Ana Caridade e Julinha

Eu quero acrescentar algo a esta belíssima lição: quando queremos ajudar devemos fazê-lo sem qualquer apego... ajudar a recuperar e deixar partir se for a sua vontade. O ser humano é uma jóia muito valiosa e deve ser tratado como tal... os animais também... com amor mas com a total liberdade para que este se sinta valorizado onde quer que seja o seu lugar... o lugar que elege para si... todo o lugar é válido e nenhum é melhor que o outro... é apenas o seu lugar!

© Ana Teresa Caridade



psicoterapeuta, criativa, narradora oral, professora

Ana Teresa Caridade, natural de Aveiro, vive em Braga, é professora de Educação Moral e Religiosa Católica, psicoterapeuta, criativa, narradora oral e professora de Hatha Yoga. Acredita que pode compilar e cruzar várias áreas: crescimento pessoal e espiritual, arte e comunidade. Explora a dança, o teatro, a música e a narração oral. Sente necessidade de explorar várias técnicas de psicoterapia.
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Postado por Anónimo | 25.4.13 | Sem comentários

Histórias, contos e reflexões... fusão entre Ana Caridade e Julinha


fusão entre Ana Caridade e Julinha

Hoje (12 de março) é especial Julinha! Um dia ensinaram-me a sentir a vida através das entranhas, de fazer o exercício de parar contemplar e perceber o sagrado que existe neste respirar... aquele que me ensinou a viver o lado da noite também me mostrou o dia... ensinou-me um conceito que te passo... o da noite dividida! Irei segredar-te com mais profundidade um dia destes. A nossa sociedade ensina-nos pouco a viver em equilíbrio nesta dualidade, uns fogem do dia por querem permanecer na noite outros não querem que anoiteça e iludem-se... neste caminho descobri estes dois lados e percebi que o Amor só se consegue viver assim... nesta morte e vida... neste abandono do controle e na humildade de se desnudar com verdade... na verdade de cada dia deixar cair os véus e filtros. Dói e provoca muita alegria... olhar e ver as fragilidades arranha o ego... assumir as forças, assusta! E quando percebes que a responsabilidade de como está a tua realidade é tua dá-te o poder de agarres e meteres a mão na massa... como tu pintas... é parecido com os quadros que pintas! E podemos criar como queremos! Vou-te mostrar com o barro. Experimentando... permitindo o erro e aprendendo com ele. Foi assim que mais cresci, errando... quando deixei de ser a menina perfeita e passei a ser simplesmente a Ana... quando descalcei os meus sapatos e caminhei com o pés no chão a sentir... ver com os pés, como aprendi com os indígenas. As pessoas despem muito facilmente a roupa que cobre o corpo mas a alma fica tapada... esquecem-se que o melhor está ai. E quando se escuta a voz da alma ficamos mais perto da essência divina em nós. E quando olhas nos olhos de outra alma consegues fazer alquimia. É muito bom quando assim é! Há vezes que tu vais conseguir isso e o Outro não... e vice-versa... o importante é que haja respeito! Sim, respeito é fundamental! Agora brinca... saboreia a chuva de folhas... é tão bela essa simplicidade!

© Ana Teresa Caridade



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Ana Teresa Caridade, natural de Aveiro, vive em Braga, é professora de Educação Moral e Religiosa Católica, psicoterapeuta, criativa, narradora oral e professora de Hatha Yoga. Acredita que pode compilar e cruzar várias áreas: crescimento pessoal e espiritual, arte e comunidade. Explora a dança, o teatro, a música e a narração oral. Sente necessidade de explorar várias técnicas de psicoterapia.
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Postado por Anónimo | 24.4.13 | Sem comentários

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fusão entre Ana Caridade e Julinha

É tão importante quando me olhas nos olhos e consegues ver a minha alma que comunica com a tua sem uma palavra ser ouvida! Este silêncio que está entre nós é como um cordão que sai de ti e se junta ao que sai de mim e se tocam, abraçam, rodopiam juntos... vejo-os a dançar! Sim, é verdade! Vejo os dançar. Isso faz-me sentir calor no meu coração. Sinto-me segura! Sei que estás comigo e em mim, como também sei que estou em ti! Aceito-te como és e agradeço o que estás a fazer por ti, por mim e comigo. É muito belo ver-te a rasgar com padrões de educação que me levariam ao medo e à repressão. Vejo-te a assumir comigo um compromisso de amor e liberdade em que me deixas experimentar e expressar o que sinto. Gosto tanto de falar contigo! Gosto tanto que me trates como um ser humano que sente! Gosto tanto que me qualifiques e que me ensines a fazer o que não sei! Gosto tanto quando eu erro e tu não me recriminas com berros mas me acolhes com amor e me mostras que o erro é a aprendizagem! Gosto tanto que te transformes e me permites também transformar!

© Ana Teresa Caridade



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Ana Teresa Caridade, natural de Aveiro, vive em Braga, é professora de Educação Moral e Religiosa Católica, psicoterapeuta, criativa, narradora oral e professora de Hatha Yoga. Acredita que pode compilar e cruzar várias áreas: crescimento pessoal e espiritual, arte e comunidade. Explora a dança, o teatro, a música e a narração oral. Sente necessidade de explorar várias técnicas de psicoterapia.
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Postado por Anónimo | 23.4.13 | Sem comentários

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Interação com a árvore - com Julinha


Toco-te porque te sinto... a vida circula de ti para mim e de mim para ti... há em nós algo igual e não se vê... fico aqui e converso contigo. Abraço-te. As minhas mãos sentem a tua textura tão rugosa e diferente... e percorro-te. O cheiro deste local é tão suave que me aquieta e impulsiona a vontade de explorar... exploro-te e exploro a terra, as plantas e o meu casaco vermelho... observo as cores que formam a paisagem... não penso... não crio explicações... apenas sinto... e, saboreio!

fusão entre Julinha e Ana Teresa Caridade

«Sino la pregunta más importante
para ver dentro y detrás,
para sopesar el valor de todo lo que vive,
¿ dóooonde
estáaaa el
almaaaa?
¿Dónde está el alma?

Sal al bosque, sal enseguida. Si no sales al bosque,
jamás ocurrirá nada y tu vida no empezará jamás.
Sal al bosque,
sal enseguida».

© Ana Teresa Caridade



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Ana Teresa Caridade, natural de Aveiro, vive em Braga, é professora de Educação Moral e Religiosa Católica, psicoterapeuta, criativa, narradora oral e professora de Hatha Yoga. Acredita que pode compilar e cruzar várias áreas: crescimento pessoal e espiritual, arte e comunidade. Explora a dança, o teatro, a música e a narração oral. Sente necessidade de explorar várias técnicas de psicoterapia.
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Postado por Anónimo | 22.4.13 | Sem comentários
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O movimento simples do brincar... o prazer de cada salto, de cada viragem, do afeto do pisar o número do jogo... do 1 chegar ao 10... a emoção de cada etapa ultrapassada. A vitória depois da tentativa... o aprender com o erro transmutando a frustração... o erro transformado numa caminhada mais segura... a aprendizagem da aceitação do momento.
A guardalhada solta pelo prazer simples e natural deste jogar... a liberdade dentro de regras... criar do aparente fecho/formatação, a liberdade!

© Ana Teresa Caridade

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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 28.3.13 | Sem comentários
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Um dia preenchido de magia e beleza com crianças... visitei uma escola com o intuito de fazer sessões de conto... eu que vivo diariamente em escola ainda me surpreendo com professores que amam realmente a sua profissão e trabalham em prol dos alunos com paixão. Emocionei-me com partilhas de trabalhos e projetos que implementam. Um diretor com uma perspectiva do ensino abrangente em que as artes, a criatividade e a afetividade estão muito patentes na educação. Encontrei "irmãos" de crença.
Acredito que a educação pode sofrer alterações e se torne mais atrativa e eficiente para o crescimento integral dos alunos. É um grande alento partilhar experiências, vivências e trocar conhecimentos. Hoje senti orgulho de ser professora mesmo estando no papel de Contadora de Histórias. 
Os passos são lentos... mas são efetivamente dados...

© Ana Teresa Caridade

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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.3.13 | Sem comentários
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O prazer de viver é natural… permitir a vida passar pelas mãos e criar! Rir com vontade…
A sociedade perdeu esta espontaneidade de viver com prazer e naturalidade… tantas capas se colocaram pelos medos, pelas perdas, pelas inseguranças, pelas castrações, pela busca do poder, pelo querer mais e mais… e esta simplicidade e verdade perderam-se…
A pressão social é demasiada… se sorris enquanto trabalhas, não deves ser lá muito competente… se sorris de felicidade a ver uma mensagem ou um pássaro a voar ou o olhar do transeunte, já és um louco… se vives feliz não o podes ser porque não vives com os pés no chão e estás fora da realidade… todos têm uma opinião e julgamento… o que incomodará afinal?

© Ana Teresa Caridade

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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 20.3.13 | Sem comentários
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Hoje decidi desenhar-te... e logo escolhi o lápis vermelho porque sei que dentro de ti há tanta vida mais do que o sangue que circula pelo teu corpo. Escolhi o vermelho porque vejo em ti o teu coração pulsar e vibrar de amor... mesmo quando está tolhido de medo e de mágoa. E quando ficas assim... entras em negação ou na reação tenho vontade de te abraçar e dizer-te que é sempre melhor abrir e amar. E enquanto te desenho carrego no lápis de forma subtis para poder dar-te afeto... sim... tocar no teu rosto com a mão e dizer-te que és tão lindo/a! Olho para o teu coração e vejo os muros que colocaste à volta dele e com a minha mão tão pequenina toco-o lentamente. E no final de te desenhar coloco-te bem à minha frente e digo-te "gosto muito de ti e desejo que sejas feliz". E sabes, gosto muito de desenhar porque quando o faço vejo a beleza de tudo!

© Ana Teresa Caridade

Ana Teresa Caridade, natural de Aveiro, vive em Braga, é professora de Educação Moral e Religiosa Católica, psicoterapeuta, criativa, narradora oral e professora de Hatha Yoga. Acredita que pode compilar e cruzar várias áreas: crescimento pessoal e espiritual, arte e comunidade. Explora a dança, o teatro, a música e a narração oral. Sente necessidade de explorar várias técnicas de psicoterapia.

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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.3.13 | Sem comentários
Histórias, contos e reflexões... fusão entre Ana Caridade e Julinha



Há uma ligação tão subtil que trespassa as gerações… vai passando de forma invisível. As repressões vividas, as histórias de dor, as agressões e desqualificações, a educação, tradições e costumes, a forma como se vive o afeto e os valores… uma herança que se ganha que é milenar. Recolho tradições para me entender e à humanidade e para transmitir vivências de outrora. Recolho histórias de vida, contos tradicionais, tradições e costumes… para manter viva as experiências positivas e libertadoras em tempos de profunda repressão e outras tantas de liberdade. Resguardo o original… e transformo o que considero, para mim, que já não faz sentido. Uma reinterpretação… e cada um tem a sua. 
Em educação afetiva, está muito presente esta herança familiar. De forma invisível vai trespassando a educação de pais para filhos, avós netos, tias e tios… há valores que se foram perdendo em nome da modernidade, há modos que ficam, de forma inconsciente, que esses sim, poderiam ter sido banidos. Penso que estamos numa fase de transformações profundas a nível de educação, quebra de padrões que já não servem e estimular o resgate dos valores que servem de pilares para a humanização… o que forma a Comunidade! 
Fascina-me ver a minha linhagem feminina, de lado materno e paterno, e perceber que influências passaram… o que mantenho como padrão, o que ficou nestas passagens invisíveis, o que herdei… e quebro com o que não faz sentido para mim, como um rasgar de pele. Mantenho vivo, como diamante precioso, o que me transmitiram como sabedoria e estimulação do amor.

© Ana Teresa Caridade

Ana Teresa Caridade, natural de Aveiro, vive em Braga, é professora de Educação Moral e Religiosa Católica, psicoterapeuta, criativa, narradora oral e professora de Hatha Yoga. Acredita que pode compilar e cruzar várias áreas: crescimento pessoal e espiritual, arte e comunidade. Explora a dança, o teatro, a música e a narração oral. Sente necessidade de explorar várias técnicas de psicoterapia.

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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.3.13 | Sem comentários
Histórias, contos e reflexões... fusão entre Ana Caridade e Julinha

Um diário de viagem, em forma de partilha, que funde duas mulheres em idades diferentes... uma ideia, inicial, de apenas deixar um registo para a Julinha para que ela não esquecesse a Beleza que flui dentro dela. As crianças, com o crescimento, a exigência e pressão social, têm tendência para perder esta pureza de coração... ampliar afetos é uma tentativa de manter vivo e estimular o amor... ao observar, fundir, reflectir e escrever aprendo e cada dia abro-me mais para dar e receber.



Hoje a história começa com era uma vez! Era uma vez... e aí parece uma história tão comum e igual às outras... Histórias são histórias e têm sempre uma dose de magia e para mim únicas!
Ao viver a beleza que usufruí relembrei como era mais fácil se cada mãe retirasse um pouco do seu tempo para cuidar da educação afetiva dos seus filhos. Filho é um fruto de amor... é o resultado de uma união de dois seres que, através do ato de fazer amor, geram este milagre que é uma vida! Não é uma visão poética... é o milagre da existência em que tudo é manifestação do Sagrado. O Sabor é realmente diferente. Se desde pequeninas as crianças fossem habituadas, como algo normal e natural, de viverem o afeto com abertura e respeito, não chegariam a adultos com carências afetivas tão significativas e com o coração fechado de tanto se protegerem.
Como vos disse, era uma vez um grupo de homens e mulheres que em roda se cruzam e se olham como se fosse pela primeira vez... os seus corações abrem-se para permitirem que a luz do diamante interior toque e se deixe tocar por outros diamantes. O túnel abre-se... é atravessado lentamente como a respiração... qualificação em forma de segredo e sussurro são as melodias... e as lágrimas de emoção escorregam pela face... o afeto é exaltado, o acolhimento incrivelmente desenhado por cada abraço e toque... e no final, sim... assim vale a pena!

© Ana Teresa Caridade

Ana Teresa Caridade, natural de Aveiro, vive em Braga, é professora de Educação Moral e Religiosa Católica, psicoterapeuta, criativa, narradora oral e professora de Hatha Yoga. Acredita que pode compilar e cruzar várias áreas: crescimento pessoal e espiritual, arte e comunidade. Explora a dança, o teatro, a música e a narração oral. Sente necessidade de explorar várias técnicas de psicoterapia.

Outros artigos publicados no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.3.13 | Sem comentários
— No Dia Internacional da Mulher, Ana Teresa Caridade inicia as suas partilhas no Laboratório da fé —

Iniciei a minha procura desde tenra idade… certamente porque aos 2 anos e meio tive uma grande perda. Das minhas primeiras memórias foi um cemitério cheio de gente e eu perdida a questionar sobre a existência de Deus. Deus existe? Se existe porque levou alguém tão especial tão cedo? Não sei se foi assim que eu pensei na altura mas esse foi o mote para a minha peregrinação.
Todo o meu percurso de fé foi com questionamentos incessantes sobre a razão da existência, a vida e a morte e o entendimento do que é ser humano. Fui procurando explicações em livros, formações… mas a verdade é que a vida foi a minha melhor professora, proporcionando-me experiências que me foram enriquecendo como ser humano e explicando algumas das minhas inquietações.
Desde muito cedo, comecei a ter contacto com as desigualdades sociais, com grupos de risco, com a etnia cigana, com aditos e alcoólicos. Estas realidades, das minorias, faziam ainda mais questionar os possíveis rumos que o ser humano escolhe para si… e porque o faz? Quais são as dores por trás desses comportamentos que os distanciam da dita normalidade e que os excluem da comunidade?
A comunidade sempre foi o meu lema, cresci a sentir o quanto faz sentido esta partilha e interajuda. Vivenciei desde sempre, talvez o aprender a viver sem pai numa família e a união ser o lema para superar obstáculos… o amor dos meus avós fizeram-me acreditar nas relações de amor e na construção de vidas em partilha. Tive marcos que me tatuaram de tal forma que fizeram com que a minha fé estivesse presente mesmo em dias de noite escura da alma.
Quando cheguei à juventude comecei uma demanda em busca do Sagrado. A minha eterna curiosidade sobre o ser humano em relação (consigo, com o Outro, com o mundo e com o Sagrado). Estudei culturas diferentes, fui ouvindo as histórias dos ancestrais. Deliciava-me com a magia da transmissão de conhecimentos sobre vida através deste “boca a orelha” e como esta sabedoria passava de geração em geração! Sonhei ser antropóloga - assim qualquer coisa do género – queria conhecer as culturas diferentes e aprender a viver. Ou seria fotógrafa? Sonhava fotografar as pessoas, rostos, sorrisos, lágrimas… o ser humano em expressão. Como é que ele se liga com o Sagrado? Será que vivem em comunidade? E como acolhem o que está mais perdido?
Encontrei de forma mais íntima Jesus Cristo… e encheu-me a Alma. Tornei-me sua seguidora… a minha admiração e devoção por Ele foi crescendo conforme O fui conhecendo. Encontrei o meu Mestre. E decidi que uma parte da minha vida diária seria dedicado a Ele, a transmitir o que aprendi sobre a sua vida. Tornei-me professora de Educação Moral e Religiosa Católica.
Não fico por aqui… outros amores clamam por mim: a arte e o trabalho social, especialmente com minorias. Acreditei que poderia compilar e cruzar estas áreas que sempre foram amores para mim: crescimento pessoal e espiritual, arte e comunidade. Fui explorando a dança, o teatro, a música e a narração oral. Senti necessidade de explorar várias técnicas de psicoterapia para chegar mais perto do que é ser humano em dor. 
E assim, de forma resumida, cheguei ao que sou hoje… um ser humano em eterna construção, como um poema inacabado. Nas minhas frases têm horas de dedicação a alunos de escolas, a investigação em comunidades e trabalho social.

© Ana Teresa Caridade
© Laboratório da fé, 2013



Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 8.3.13 | Sem comentários
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