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Pequeninos do Senhor


O Evangelho das Bodas de Caná (João 2, 1-11) traz, nitidamente, o exemplo da relação de amor e respeito entre filho e mãe, e vice e versa, porque a Mãe intercede em favor de seus filhos junto do Seu Filho que lhe é solícito. Maria, ao falar para Jesus sobre a falta de vinho na festa de casamento, mostra, na verdade, a sua atenção voltada para as carências dos humanos. Ela foi a primeira discípula e a mais perfeita, abrindo o Caminho para todos aqueles que desejam seguir Jesus; a primeira Mestra dos discípulos... aquela que intercede pela necessidade dos homens (cf. João Paulo II, Carta Apostólica sobre o Rosário — «Rosarium Virginis Mariae»), ensinando a esperança, a caridade e a confiança em Deus; e, movida pela compaixão, leva Jesus a revelar-se e dar início aos seus milagres (cf. Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium», 58), a fim de que todos conheçam o Messias, o Filho amado de Deus, e glorifiquem o Pai. Ela é o maior exemplo de dedicação e seguimento de Jesus!
Tudo aconteceu porque faltou o vinho naquele dia, naquela festa, assim como está a faltar amor na vida e nos relacionamentos, nos lares, nos berços, nas gestações, entre os casais e irmãos. O vinho nas bodas é o sinal do amor na vida do casal e, esse sentimento que hoje é tão banalizado, é a essência do ser humano que foi gerado por Aquele que é Amor.
Todos precisam de receber amor, porém, as crianças precisam declaradamente deste afeto incondicional, desta dedicação ímpar, deste sentimento que acolhe, para que cresçam e sejam exemplos e sinais de humanidade, de solidariedade e de esperança no mundo.
Faltou o vinho na festa, assim como está a faltar a presença dos pais na vida dos filhos e o respeito dos filhos para com os pais. É preciso reavaliar a paternidade e a maternidade responsáveis, que são compromissos sociais e cristãos dos pais com a sociedade e, principalmente, com Deus!
Faltou o vinho na festa, assim como falta a paciência na educação e a perseverança na prática das virtudes. Os filhos são o reflexo do comportamento dos pais: tornam-se agressivos ou pacíficos, bondosos ou indiferentes, conforme aquilo que vivenciam no dia a dia.
Faltou o vinho na festa, assim como falta a orientação dos pais para que seus filhos caminhem juntamente com eles de mãos dadas com Jesus, dando exemplo de fé e sendo espelho que reflete os passos a serem seguidos. Na família, como numa igreja doméstica, os pais devem, pela palavra e pelo exemplo, ser para os filhos os primeiros arautos da fé e favorecer a vocação própria de cada um, especialmente a vocação consagrada (cf. Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium», 11).
Faltou o vinho na festa, assim como falta a fé em Jesus Cristo no mundo, porém «em Caná, Maria aparece como aquela que acredita em Jesus: a sua fé provoca n'Ele o primeiro 'milagre', contribuindo para suscitar a fé dos discípulos» (João Paulo II, Carta Encíclica sobre a Bem-aventurada Virgem Maria na vida da Igreja que está a caminho — «Redemptoris Mater», 21). Maria é a discípula que nos leva até Jesus e nos ensina a obedecer-lhe, despertando a fé nos corações.
Está a faltar o vinho na sua casa? É preciso ser como Maria, ter Jesus ao seu lado e a confiança que só Ele pode transformar a água (sinal da humanidade) em vinho (sinal de uma vida envolvida na divindade).
Os pais e catequistas precisam de ser exemplos e ensinar as crianças a fazerem também a sua parte, enchendo de água a vasilha da vida, exercitando as virtudes e praticando atitudes cristãs, acreditando que Deus as aceita e as transforma em vinho novo, ou seja, em amor, sentimento que torna o mundo mais humano, mais justo e mais fraterno.

© Rachel Abdalla — www.pequeninosdosenhor.org —
© Adaptado por Laboratório da fé, 2013

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Rachel Abdalla é fundadora e presidente da Associação Católica Pequeninos do Senhor (desde 1997); membro da 'Equipa de Trabalho' do 'Ambiente Virtual de Formação' da Arquidiocese de Campinas, São Paulo (desde 2011); coordenadora da Catequese da Família da paróquia de Nossa Senhora das Dores, em Campinas, São Paulo (desde 2012); colaboradora da Agência ZENIT – O mundo visto de Roma, na coluna quinzenal de orientação catequética Pequeninos do Senhor (desde 2012). 

Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.5.13 | Sem comentários

Pequeninos do Senhor


Sabe-se que, um dos principais objetivos de se contar histórias para as crianças é o da recriação, pois incentiva o instinto lúdico e criativo, enriquece as experiências, e diversas formas de linguagem são desenvolvidas para a melhor compreensão, amadurecimento e desenvolvimento pessoal e cognitivo. A arte de contar histórias propicia a partilha da alegria, o sentimento de euforia e amor que são guardados na lembrança desde muito cedo, como momentos divertidos, amorosos e inesquecíveis. Além do mais, contribui para ampliar o vocabulário, ajuda na formação do caráter, desenvolve a consciência entre o bem e o mal, e proporciona que a criança possa vivenciar aquilo que ela imagina enquanto está a ouvir, e muito mais.
Dentro da proposta de evangelização, as histórias de Jesus formam as crianças para a ética e a moral, valores adequados aos princípios de vida cristã. E os ensinamentos cristãos devem ser passados numa linguagem apropriada e de forma lúdica, através do teatro, da música e dos desenhos. Eles transmitem valores importantes para o crescimento espiritual e despertam o raciocínio e o interesse para agirem de acordo com os princípios cristãos.
As crianças gostam de ouvir histórias e, com as histórias de Jesus Cristo elas aprendem desde cedo a conhecer e a praticar as virtudes cristãs, ensinadas nos evangelhos. E uma característica das crianças é querer ouvir muitas vezes a mesma história, e isso acontece porque ainda não conseguem captar toda a mensagem de uma só vez, portanto, quantas vezes elas pedirem para repetir a mesma história, tantas vezes deve ser lida, contada ou dramatizada.
É importante ressaltar que toda história, quando contada por um adulto, serve como base para a formação e a construção da identidade da criança, a partir dos princípios que se quer passar. Se a história é cristã, ela passa valores cristãos e fraternos; se são contos ou lendas passam valores sociais e solidários, e assim por diante.
«O primeiro contato da criança com um texto é feito oralmente, através da voz da mãe, do pai, ou dos avós, contando contos, trechos da Bíblia, histórias inventadas (tendo a criança ou os pais como personagem), contados a qualquer momento do dia ou num momento de aconchego, à noite, antes de dormir, em que a criança está se preparando para um sono gostoso e reparador, e para um sonho rico, embalado por uma voz amada» (Abramovich, Fanny - Literatura Infantil: gostosuras e bobices. Ed. Scipione: São Paulo, 2009, 14). Ouvir histórias é sonhar acordado, e contar histórias para as crianças é conectar-se com o mundo infantil.
A criança, quando ouve uma história, percebe que a voz do adulto se dirige a ela como uma palavra de amor, pois, compartilhar um ensinamento é compartilhar um sentimento também, por isso, contar histórias é considerado, de facto, um ato de amor que envolve entrega, diálogo e afeto entre o que conta e o que ouve a história. Contar histórias de Jesus Cristo para as crianças estimula o sentimento de amor e é um modo de ensinar como vivê-lo desde pequeninas, formando adultos mais seguros, pacíficos e preparados para enfrentar situações difíceis, com amor!

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Rachel Abdalla é fundadora e presidente da Associação Católica Pequeninos do Senhor (desde 1997); membro da 'Equipa de Trabalho' do 'Ambiente Virtual de Formação' da Arquidiocese de Campinas, São Paulo (desde 2011); coordenadora da Catequese da Família da paróquia de Nossa Senhora das Dores, em Campinas, São Paulo (desde 2012); colaboradora da Agência ZENIT – O mundo visto de Roma, na coluna quinzenal de orientação catequética Pequeninos do Senhor (desde 2012). 

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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.5.13 | Sem comentários

Pequeninos do Senhor


Quando a criança recebe, desde a sua primeira infância, orientações voltadas para os valores cristãos, isso faz com que ela cresça praticando as virtudes e os ensinamentos de Jesus, de modo natural. E, esta orientação deve ser feita inicialmente pelos pais, no dia a dia, constantemente, sem desânimo e acreditando que não só as palavras, mas principalmente as atitudes são mais perceptíveis aos olhos dela. E, depois, estas orientações e exemplos devem continuar na catequese, lembrando o que pediu o Senhor: Deixai vir a mim os pequeninos, porque deles é o Reino dos céus! (Marcos 10,14).
O Evangelho, que é a Palavra do próprio Deus para os humanos, não é uma teoria distante, mas uma orientação de como viver a prática do amor e, por isso, precisa de ser vivido e praticado. É como uma cartilha que aponta o caminho a seguir para encontrar a felicidade.
A partir do momento em que a criança é inserida, pelo batismo, numa comunidade cristã, precisa de aprender a viver em coerência com os princípios que orientam a comunidade, pois a violência e a falta de caráter, por exemplo, são frutos de uma formação indiferente aos valores cristãos. Segundo São Tomás de Aquino: O pai é princípio da geração, da educação e da disciplina, de tudo o que se refere ao aperfeiçoamento da vida humana.
E segundo a Declaração sobre a Educação Cristã — «Gravissimum Educationis» —, promulgada no II Concílio do Vaticano, «as crianças têm direito de serem estimuladas a estimar retamente os valores morais e a abraçá-los pessoalmente, bem como a conhecer e a amar Deus mais perfeitamente».
Os valores cristãos devem ser conhecidos pelas crianças para que, através da prática, se tornem cristãs de verdade. Contrariando o provérbio que diz que «o hábito não faz o monge», é importante acreditar que os hábitos cristãos tornam as pessoas cristãs sim, pois, as suas atitudes revelam o seu caráter e a sua integridade, a sua crença e a sua fé, ou seja, aquilo que ela é de facto.
No Discurso à Comunidade do Caminho Neocatecumenal, em 20 de janeiro de 2012, o Papa Bento XVI disse: «Amadas famílias, a Igreja agradece-vos; ela tem necessidade de vós para a nova evangelização. A família é uma célula importante para a comunidade eclesial, onde as pessoas se formam para a vida humana e cristã... É com grande alegria que vejo os vossos filhos, tantas crianças que olham para vós, para o vosso exemplo... Convido-vos a não ter medo: quem leva o Evangelho nunca está sozinho». Isto vem reforçar a importância da prática dos ensinamentos e valores cristãos na vida dos pequeninos que olham para os seus pais como um caminho a seguir, a fim de que cresçam fortes na fé e solidários aos apelos do mundo e dos menos favorecidos, seguindo os exemplos de Jesus Cristo.

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© Adaptado por Laboratório da fé, 2013

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Rachel Abdalla é fundadora e presidente da Associação Católica Pequeninos do Senhor (desde 1997); membro da 'Equipa de Trabalho' do 'Ambiente Virtual de Formação' da Arquidiocese de Campinas, São Paulo (desde 2011); coordenadora da Catequese da Família da paróquia de Nossa Senhora das Dores, em Campinas, São Paulo (desde 2012); colaboradora da Agência ZENIT – O mundo visto de Roma, na coluna quinzenal de orientação catequética Pequeninos do Senhor (desde 2012). 

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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 9.5.13 | Sem comentários

Pequeninos do Senhor


São Paulo escreve na Carta aos Romanos: «Acredita-se com o coração e, com a boca, faz-se a profissão de fé» (Romanos 10, 10). Mas como fazer desabrochar a fé desde a infância?
Na Carta Apostólica «A Porta da Fé» — «Porta Fidei» (PF) —, escrita pelo Papa Bento XVI para o «Ano da Fé» (2012-2013), podemos ler que, a «fé, que atua pelo amor» (Gálatas 5, 6), muda toda a vida do ser humano (PF 6). Ela cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido (PF 7). E o coração indica que o primeiro ato, pelo qual se chega à fé, é dom de Deus e ação da graça que age e transforma a pessoa até ao mais íntimo de si mesma (PF 10).
Frequentemente, ouvimos pessoas que dizem: eu não sei o que é fé; a minha fé é muito pequena... E, então, podemos perguntar: será que a fé lhe foi transmitida?; como é que a fé foi alimentada ao longo da vida?
Se uma pessoa é batizada e celebra a Festa Eucaristia (Primeira Comunhão) aos dez anos, e só volta à Igreja vinte anos depois para se casar, quão grande será a sua fé? Se a primeira e, porventura, a última vez que teve uma orientação cristã foi na catequese da infância, talvez seja esse o tamanho da sua fé: o tamanho da roupa da Primeira Comunhão. Será que na hora de se casar, a roupa ou a fé estará a condizer com o seu tamanho físico e emocional?
A Declaração sobre Educação Cristã — «Gravissimum Educationis» (GE) —, promulgada no II Concílio do Vaticano, afirma que «os pais devem ser para os seus filhos os primeiros mestres da fé» (GE 2). E o Documento 26 — Catequese Renovada – da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (1983) concorda que «a família cristã, pela graça sacramental do matrimónio tornada como que 'igreja doméstica', é lugar, por excelência, de Catequese, especialmente na primeira infância» (121).
[Em Portugal, os bispos portugueses escreveram no documento «Para que acreditem e tenham vida» (2005): «O despertar para a vida e para a fé, num mesmo movimento, começa desde a infância. Os pais são chamados a comunicar o seu gosto de viver, a sua maravilha perante a vida e a transmitir uma arte de viver em referência ao Evangelho. O seu contributo é insubstituível, porque a fé é uma vida que se comunica, uma osmose que se realiza e não uma doutrina a inculcar»; e ainda: «A família que dá origem à vida tem também a responsabilidade de dar sentido e contribuir para o pleno desenvolvimento dessa existência, enriquecendo-a com o património moral e espiritual que vem do cristianismo».]
Portanto, os pais são os primeiros responsáveis pela transmissão da fé aos seus filhos. Compete-lhes dar os primeiros passos na caminhada cristã, em casa; e depois no encaminhamento para a catequese que é uma educação da fé. E, à Igreja, cabe a responsabilidade de os acolher na iniciação cristã desde bem pequeninos, desde a mais tenra idade, até mesmo antes dos sete anos, tempo em que estão a ser formados o caráter, a personalidade, a afetividade e os valores que serão a base das suas condutas durante a vida; e também inseri-los numa catequese lúdica, orientando-os para a fé, o quanto antes, a partir do encontro com a pessoa de Jesus, Aquele que será o melhor amigo durante toda a vida, introduzindo-os na vida da comunidade e formando-os para uma vida cristã prática e atuante.
Segundo o Documento de Aparecida (2007), assumir essa iniciação cristã exige não só uma renovação de modalidade catequética da paróquia, mas também desenvolver uma catequese que seja permanente, que continue o processo de amadurecimento da fé (cf. número 294), além de organizar novas formas que ajude o catequizando a valorizar o sentido da vida juntamente com os sacramentos, a participação na comunidade e o compromisso como cidadão, para que ele tenha a consciência de ser sal e fermento no mundo, com uma identidade cristã forte e segura (cf. número 286).

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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 6.5.13 | Sem comentários

Pequeninos do Senhor


Uma das exigências da formação cristã é a prática das virtudes (Exortação Apostólica sobre a Catequese –«Catechesi Tradendae», do Papa João Paulo II, publicada em 1979); e uma delas é a oração. Podemos ler isso na Carta de São Paulo aos Romanos (12, 12), na qual convida para que sejamos alegres na esperança e perseverantes na oração. Assim também devem ser as crianças, desde bem pequeninas!
As crianças precisam de crescer num ambiente onde a oração faz parte dos hábitos da família; e aprender a ter um compromisso com Deus, todos os domingos, na Eucaristia.
Segundo o Catecismo da Igreja Católica (CIC), a educação da consciência é uma tarefa para toda a vida; e as crianças, desde os primeiros anos, precisam de ser alertadas para uma educação prudente que ensina as virtudes... (cf. CIC 1784).
Quando os pais participam com os seus filhos na Eucaristia dominical, estão a cumprir a sua responsabilidade de cristãos; e as crianças vão formando, no inconsciente, os conceitos de perseverança na oração, de louvor a Deus, e de respeito aos Mandamentos, em especial ao terceiro: guardar os domingos e os dias de festas para dar graças a Deus.
A Igreja é o lugar onde se realiza a educação da fé das crianças pela catequese. Portanto, precisa de estar preparada para as receber e acolher, também nas Eucaristias, desde muito pequeninas, para que sejam inseridas na vida cristã a partir dos hábitos cristãos, inicialmente acompanhando os pais, onde aprendem a rezar, em comunidade, e a ouvir os ensinamentos de Jesus.
Conforme a Exortação Apostólica do Papa Paulo VI sobre a Evangelização – «Evangelii Nuntiandi» (número 44), a catequese deve ser adaptada à idade, à cultura e à capacidade do catequizando, procurando fazer sempre com que o próprio grave na memória, na inteligência e no coração, as verdades essenciais que vão permanecer durante toda a sua vida. E os catequistas devem estar bem preparados e demonstrar-se cuidadosos, procurando conhecer cada vez mais esta arte superior, indispensável e exigente da catequese.
Esta proposta de uma catequese litúrgica para os mais pequenos, que se acontece no momento da Eucaristia, requer também uma linguagem e um espaço adequados para que possam acontecer: a vivência de uma comum união com os amiguinhos, «onde a Palavra de Deus seja meditada na oração pessoal, atualizada na oração litúrgica e interiorizada em todo o tempo» (cf. CIC 2688); a partilha do que aprendem e do que descobrem durante a semana; o crescimento na fé ouvindo as histórias da vida de Jesus; e o conhecimento do Amor sentindo-se filhos e filhas de Deus que também é Pai. E tudo isto de modo lúdico, apropriado e com a sua linguagem, ou seja, brincando, caminhando passo a passo com Jesus, pelos evangelhos dominicais, enquanto são acolhidas nas eucaristias.
A formação cristã das crianças está, primeiramente, nas mãos dos pais que devem perseverar com elas na oração, nos hábitos e nas virtudes cristãs; mas também sob os cuidados da Igreja que precisa de apontar o Caminho que elas podem seguir, acolhendo-as como Jesus acolheu os mais pequeninos, que eram os seus preferidos.

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Postado por Anónimo | 1.5.13 | Sem comentários

Pequeninos do Senhor


É muito importante caminhar lado a lado com Jesus para o crescimento da fé, desde pequenino. É no dia a dia que as crianças aprendem os valores cristãos e desenvolvem a sua fé na pessoa de Jesus Cristo, através dos exemplos que observam dos seus pais e orientadores. 
Os sete primeiros anos de vida tratam de uma fase fundamental da existência humana e é considerado o momento mais importante da formação do caráter, da personalidade , da afetividade e dos valores; momento em que a formação psicológica da criança é desenvolvida e todas as suas experiências vividas até então serão assimiladas e servirão de base para suas condutas durante o resto da vida. 
Mas, como fazer essa caminhada cristã enquanto a criança está no ventre materno? 
Tudo começa desde a conceção! O bebé está a ser gerado nas entranhas da mãe, ou seja, no mais íntimo do seu ser, onde reside o Sopro Divino do amor, que está a gerar esta nova vida. Neste tempo de gestação, a mãe é responsável pelo desenvolvimento não só físico do seu bebé, alimentando-se adequadamente para que ele seja nutrido; mas, é responsável, também, pela nutrição emocional e espiritual que se inicia neste tempo. A fé é algo que transcende o entendimento, mas que pode ser sentida e vivenciada desde a conceção do ser humano, pois a criatura é fruto do Criador e, portanto, fala e compreende a mesma linguagem. Por isso, rezar todos os dias para que o bebé ouça a voz da sua mãe e o seu louvor a Deus, faz com que ele também louve o Senhor por seu intermédio. 
A mamá deve conversar com o seu bebé, contar-lhe tudo o que vê, com os olhos e com o coração, sobre as maravilhas feitas pelo Criador! Tentar explicar as cores do céu, como é a natureza, o arco-íris; falar sobre os passarinhos que voam, a variedade de peixinhos nos mares e a beleza dos animais. Falar também, da sensação de frio e de calor; da chuva que cai do céu e das nuvens que lá se formam... e principalmente, falar do amor que sente pelo seu bebé e o quanto ele é esperado. O bebé vai conhecer o mundo, em primeiro lugar, por tudo o que a mãe conta, principalmente através da emoção que ela passa ao descrevê-lo. Esta perceção vai existir sempre e isso fará com que ele, durante a sua vida, acredite naquilo que não pode ver, mas que de facto existe, porque aprendeu a ter fé, a esperar para ver o que ainda não é visível aos olhos, mas que já pode ser sentido no coração. Esse exercício deve acontecer também após o nascimento. Desta forma o vínculo entre mãe, filho e Deus com certeza que será fortalecido.

© Rachel Abdalla www.pequeninosdosenhor.org
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Postado por Anónimo | 29.4.13 | Sem comentários
— Rachel Lemos Abdalla —

Uma boa leitura, assim como todos os hábitos, precisa de ser cultivada, pois só traz riquezas para a vida! 
Por isso, as crianças precisam de ter este costume, tanto para a distração e a cultura, como para a formação e a aprendizagem. 
A literatura é parte integrante da formação completa do ser humano. Nela, busca-se o equilíbrio entre o desenvolvimento da inteligência e a afetividade, entre a ação e a emoção, entre o útil e o agradável e, além do mais, os livros infantis remetem os pequeninos para a instrução, o sonho, as fantasias e também para as crenças. 
A Bíblia é um Livro que conta histórias de pessoas de fé, que confiam em Deus, têm esperança, amor e coragem, que fazem conquistas e lutam pelos seus ideais. Nela está a Palavra de Deus, Jesus Cristo! E ela pode chegar às mãos das crianças nas versões infantis, que contêm uma linguagem apropriada e com ilustrações, permitindo uma maior interação e inserção na história. Lemos na Constituição Dogmática sobre a Palavra de Deus («Dei Verbum»), do II Concílio do Vaticano, que «Deus invisível, na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos e convive com eles» (número 2), e é na Bíblia que encontramos as Suas Palavras e conhecemos a Sua ação e participação, através de Jesus, junto dos homens. 
As crianças, ao serem introduzidas no hábito da leitura bíblica, tornam-se mais íntimas da Palavra de Deus e dos Seus ensinamentos. As barreiras que existem, ainda hoje, em relação à leitura da Bíblia, por muitas pessoas, são pertinentes devido ao fato de elas não terem sido apresentadas a este tesouro desde pequeninas, facilitando o entendimento da História da Salvação e conhecendo a presença de Deus no mundo na pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo. 
Quando contamos histórias da Bíblia às crianças, elas conectam-se com o transcendente de modo lúdico e entram no contexto da evangelização de modo imaginário. Assim podemos estar a plantar a semente da fé! Assim, a fé pode nascer e crescer a partir da experiência vivida na infância, através da sensibilidade da voz e da pessoa que conta a história, transmitindo confiança e seriedade na expressão, na emoção e na entoação da fala e dos gestos. 
Na Bíblia está escrito, no Evangelho segundo Marcos (10, 14), que Jesus diz aos seus discípulos: «Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais»; por isso, precisamos de ler a Bíblia para as crianças, pois assim estamos a levá-las até Jesus, o Verbo de Deus que se fez Homem para estar entre nós e acolher os pequeninos em todas as suas condições. 
A «Lectio Divina» (cf. «Dei Verbum», 25) ou «leitura orante da Bíblia» traz os ensinamentos de Jesus para a vida, provoca um despertar para o 'Bem Maior', incita ao amor entre as pessoas, compromete o cristão na sua missão de discípulo, e pode ser feita em todas as idades. 
O Papa Bento XVI fez a seguinte observação num discurso de 2005: «Gostaria sobretudo de evocar e recomendar a antiga tradição da Lectio divina: a leitura assídua da Sagrada Escritura acompanhada pela oração realiza aquele diálogo íntimo no qual, lendo, escutamos Deus que fala e, rezando, respondemos-lhe com confiante abertura do coração». 
A Bíblia é um livro especial, também para os pequeninos! Nela, encontrarão o Amigo Jesus que estará presente durante toda a vida, amando-os e conduzindo os seus passos pelo único e melhor Caminho. 
Pais e catequistas, não deixeis o tempo passar sem vos dedicardes à leitura da Bíblia às vossas crianças. Essas histórias ficarão gravadas para o resto da vida nos seus coração! 

© Rachel Lemos Abdalla 
Fundadora e Presidente da Associação Católica Pequeninos do Senhor 

© adaptação de Laboratório da fé, 2013



Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 8.2.13 | Sem comentários
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