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Outubro Missionário 2015


As Obras Missionárias Pontifícias da Comissão Episcopal das Missões publicaram, como já é habitual, um guião para ajudar os cristãos, individualmente e em grupo, a crescer no compromisso missionário.  «Dinamizar o mês de Outubro através de reflexões, momentos de oração e celebrações de modo a torná-lo um mês especialmente dedicado à Missão. E a partir deste mês, esta dinâmica, se possa estender ao longo de todo o ano» — pode ler-se no texto de apresentação.



Oração diária

31. Para que a Igreja seja no mundo sinal da presença salvadora de Deus, pelo testemunho de vida, palavra e ação, levando todos a participar na grande Festa do Reino de Deus.

30. Para que os cristãos tenham um coração grande como o de São Paulo, atento às necessidades dos outros, e as instituições da Igreja não se cansem de ajudar os que mais precisam.

29. Para que a Igreja denuncie o mal no mundo e apresente como solução a misericórdia de Jesus Salvador, colaborando com as pessoas de boa vontade no serviço do bem, da paz e da justiça.

28. Pela Igreja de Deus, edificada sobre o alicerce dos Apóstolos, para que saiba dar testemunho da ressurreição de Jesus, fazendo ressoar por todo o mundo esta feliz Boa Nova.

27. Para que o Senhor faça surgir na Igreja fiéis que acolham o chamamento de Jesus e se entreguem ao serviço do Evangelho, reconhecendo o rosto de Cristo em cada um, como o bem-aventurado Gonçalo de Lagos.

26. Por todos os que sofrem no corpo ou na alma, para que tenham o auxílio daqueles que os rodeiam, sobretudo dos cristãos, vendo neles sinais da presença de Jesus compassivo.

25. Pelos fiéis das nossas comunidades para que saibam compreender os mais fracos na fé conduzindo-os a Jesus Cristo e estejam atentos às necessidades dos mais pobres.

24. Pelos missionários, consagrados e leigos, que trabalham em regiões de missão, para que, por intercessão de Santo António Maria Claret, tenham como finalidade a glória de Deus e a salvação do mundo.

23. Pelos membros da Igreja, para que aprendam a descobrir nos acontecimentos do mundo, sinais da vontade de Deus e a ver nos Sacramentos sinais da presença de Jesus Salvador.

22. Pelos catecúmenos e batizados, para que neles se acenda o fogo da palavra de Deus, aceitando seguir a Cristo, e pelas famílias divididas por causa do Evangelho, para que se mantenham unidas.

21. Para que Jesus Cristo, Filho de Deus e de Maria, inspire aqueles que receberam muitos dons, a pô-los ao serviço dos outros, sobretudo os pobres, doentes e desprezados.

20. Pelos que se preocupam com o futuro, os que creem em Jesus ressuscitado e sabem que, onde abundou o mal, superabundou a graça, e pelos que sofrem muito, para que não percam a esperança.

19. Pelos filhos da Igreja, para que alcancem a santidade no estado de vida que escolheram, e pelos jovens, a quem o Senhor chama a segui-l’O, para que, a exemplo de São Paulo da Cruz, imitem a Cristo pobre.

18. Pelos que anunciam Jesus aos mais novos, pelos Associados da Infância Missionária, e pelos missionários que se entregam à Missão, testemunhando pela palavra e pela vida, que Jesus é o Salvador. 

17. Pelos cristãos do Oriente e do Ocidente, para sejam fiéis a Jesus Cristo até ao fim, como o mártir Santo Inácio de Antioquia que ofereceu a sua vida como «pão limpo de Cristo».

16. Pelas mulheres que servem a igreja na evangelização, para que, a exemplo de Santa Margarida Maria, vivam o amor de Jesus Cristo por toda a humanidade e O saibam anunciar.

15. Pelas comunidades cristãs em todo o mundo, pelos filhos que elas geram no batismo, pelas famílias cristãs, para que percorram, como Santa Teresa de Jesus, o caminho da santidade.

14. Para que os governantes e os políticos não imponham leis insuportáveis aos seus países e as associações de defesa dos cidadãos denunciem as injustiças, defendendo os mais fracos.

13. Para que a Igreja seja sincera e corajosa em dizer a verdade ao mundo de hoje, não se envergonhando do Evangelho e anunciando-o em palavras e atitudes a todos os que ainda não conhecem o dom da fé.

12. Para que os pastores e os fiéis se juntem à volta de Jesus para O ouvir e andem atentos aos sinais da presença de Deus no mundo e lhes correspondam.

11. Para que surjam muitos homens e mulheres que considerem a riqueza como nada e que muitos jovens deixem pais, irmãos, terras e tudo o mais, por causa de Jesus e do Evangelho.

10. Para que a Virgem Maria, Mãe de Jesus, modelo de quem ama, escuta e vive a palavra de Deus, nos ensine a todos a ser e a fazer como Ela.

9. Por todos os que combatem contra os poderes do mal, por aqueles que, nesta luta, se juntam a Jesus e O bendizem e por todos os que acreditam que o mal nunca vencerá.

8. Pelos que fazem o bem a quem precisa de ajuda, pelos que dia a dia oferecem a sua vida a Deus, e pelos que são pacientes mesmo com quem os ofende.

7. Pelos mais pobres, os migrantes e perseguidos, para que haja sempre alguém que os ajude e lhes anuncie o Evangelho de Jesus.

6. Pelas donas de casa que recebem alguém, como fez Marta, e pelas que sabem acolher a palavra de Deus, como Maria, para que todas guardem nos seus corações o que Jesus disse.

5. Por todo o povo cristão que escuta o Evangelho de Jesus Cristo, para que todos descubram que o centro da Sua mensagem está em unir o amor a Deus e o amor ao próximo.

4. Pelas famílias cristãs que perseveram na unidade e pelos jovens que se preparam para o matrimónio, para que sejam um sinal do amor de Deus, que os santifica na fidelidade ao amor.

3. Por todos os discípulos enviados em missão, para que experimentem, à luz da fé e da esperança, a alegria de colaborarem com Jesus Cristo na obra do Reino de Deus.

2. Santos Anjos da Guarda — Pelos missionários, catequistas e todos os evangelizadores, para que anunciem com diligência e alegria a Boa Nova de Jesus Cristo, como o fazem os Anjos de Deus.

1. Santa Teresa do Menino Jesus — Pela Igreja de Deus, para que, por intercessão de Santa Teresa do Menino Jesus, seja anúncio e profecia do Reino dos Céus na descoberta do caminho do amor servindo a Deus e aos irmãos.

Outubro Missionário 2015 — Dia Mundial das Missões

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.10.15 | Sem comentários
— Laboratório da fé na missão —

A missão do chiúre, onde estive, ficava em plena savana africana, a 160 Km da cidade de Pemba, no norte de Moçambique. A comunidade mais longínqua ficava a 120 km da sede da missão. Ali tudo era simples e profundo. Era também um mundo pobre, atormentado por muitas carências...
Ficar nas aldeias e sentir o calor humano do povo ajudou-me a entender, que a minha presença no meio deles foi um sinal de esperança. Por isso, no meio de tanta miséria, a minha vida teve sentido. Ali, as razões de viver prendem-se ao essencial e àquilo que é prioritário para se ser feliz.
A vida no mato é amarga e dura... mas os dias são felizes, amassados com lágrimas e suor e regados com alegrias e encantos. São dias de paraíso nas mãos de Deus. Quero-vos contar um pouco como foi o meu primeiro dia de Natal em Moçambique. 

Saí, de manhã bem cedo, para Ocua, comunidade que ficava a 30 Km da missão. Receberam-me com cânticos, palmas e com um sorriso de quem estava muito feliz. Para estes cristãos, é uma graça de Deus, terem Eucaristia e a presença do padre no dia de Natal. Depois, de cumprimentar os responsáveis pela comunidade e grande parte das pessoas ali presentes, começamos a distribuir tarefas para que a festa fosse um momento de alegria para todos. 
Iniciamos com a oração da manhã, seguida de uma celebração penitencial. Reconciliaram-se cerca de umas 70 pessoas. A grande maioria, não sabe falar português, fala o dialecto local, que é makhua. Desde que cheguei a Moçambique aprendi bastantes palavras em makhua, o que me permitiu perceber algumas palavras. Tinha um pequeno bloco de notas, com a listagem dos pecados em makhua e alguns conselhos para os poder ajudar a serem mais humanos e melhores cristãos. Enquanto, algumas pessoas celebravam o sacramento da reconciliação, os animadores do canto ensaiavam os cânticos para todos poderem cantar. 
A Eucaristia, é uma grande festa para este povo. São pobres e miseráveis nos caminhos da vida, mas alegres e felizes na relação com Deus. Estava uma multidão de gente. A capela era demasiado pequena. Celebramos ao ar-livre, debaixo de um cajueiro, por causa do sol. Para que todos se sentissem bem e participassem activamente, fiz todos os diálogos da Eucaristia em makhua. É certo, que antes, pedi-lhes desculpas, por não saber ler, tão bem como eles e para me perdoarem algumas falhas. Todos foram compreensivos e ficaram contentes, pelo meu esforço em pronunciar alguns dos seus sons. A homilia foi feita em português e traduzida para o dialecto local. A grande festa, começou às 9h40 e terminou por volta das 11h30. As danças, os cânticos, os símbolos, os silêncios... foi algo de tão eterno, que mais uma vez, compreendi que ainda sou muito pobre... 

Terminada a grande festa com Deus e depois de termos saudado o menino Jesus, deu-se início a uma reunião para toda a comunidade. Estas reuniões, eram momentos muito importantes para toda a comunidade. Nelas apresentavam os problemas que os atormentavam. Os discursos foram lidos pelo animador da comunidade e pelo responsável dos jovens. O resto da comunidade permaneceu em silêncio profundo. Olhavam para mim, para o animador paroquial e para o animador zonal, observando a nossa postura, perante as palavras dos seus representantes. Eu escutei com muita atenção, para mais tarde comunicar ao conselho da missão tudo quanto ali foi dito. Aqui, a pastoral comunitária é uma realidade viva. A comunidade interfere seriamente nos diversos problemas que afectam todos. Não existem manifestações nem actos de terrorismo paroquial.

Os tambores, as danças, as peças teatrais e os cânticos abrilhantaram o resto da manhã, até às 13h15. Estava eu a tirar algumas fotografias, quando me avisaram que o almoço estava pronto, chimá (farinha cozida) com galinha. Não foi nenhum almoço farto, mas o amor que aquela gente colocou naquela refeição alegraram-me tanto que foi como se tivesse comido caviar ou cabrito. Muitos esperaram que eu terminasse a refeição, para se despedirem. Para me apertarem a mão e darem-me um sorriso sincero e profundo. Era esse único presente que me podiam dar e podem ter a certeza que nunca recebi presentes tão grandes. Senti, mais uma vez, o carinho de um povo pobre, mas com um coração muito rico. 

No meio da savana africana, não há lojas com luzes, não há música nas ruas, não há frio nem hipermercados para se comprar presentes. Não há mesas cheias de bolos, de rabanadas e de champanhe. Não há bacalhau nem bom azeite e vinho. Alguns poderiam dizer que aqui não há Natal. Mas, mesmo longe de casa, dos meus familiares e amigos, nunca vivi o Natal de forma tão profunda. Porque me despedi do supérfluo, daquilo que poderia ajudar a viver melhor o Natal, mas que não é Natal. 
Aqui as luzes de Natal dão lugar aos milhares de pirilampos que invadem todas as noites a missão; a música das ruas dá lugar ao batuque, que soa durante todas as noites para avisar que o grande Deus vai nascer. A comida farta das mesas dá lugar à farinha cozida (chimá) amassada com amor e lágrimas de alegria, por se festejar o nascimento do grande Deus. As minhas palavras são demasiado pobres para vos dizer todo o encanto de um Natal passado em África, com quem nada tem e tem tudo.

Padre João Miguel Torres Campos

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 19.12.12 | Sem comentários
— A missão no laboratório da fé —

Numa das minha visitas às comunidades da missão de Ocua, no Norte de Moçambique tive a oportunidade de conversar com o chefe da mesquita local. Era um velho muito simpático que com muita gentileza veio-me saudar. Pedi-lhe que se sentasse e conversasse um pouco comigo. Contou-me as novidades de casa e da sua comunidade muçulmana e eu contei-lhe como estavam as comunidades cristãs na missão de Ocua. Chegamos à conclusão que onde há pessoas há problemas e alegrias.



Nunca pensei que um sacerdote muçulmano e um sacerdote católico conversassem como velhos amigos sobre assuntos que noutros tempos eram blasfémias para ambas as partes. Como é belo entrever no outro crente um irmão a conhecer, respeitar e a amar, para darem – em primeiro lugar naquela terra – um bom testemunho de serena convivência entre filhos de Abraão. Tanto eu como o Alid Abdul (sacerdote da Mesquita de Ocua) professamos seguir a fé de Abraão e adoramos o Deus único e misericordioso. Em vez de instrumentalizarmos em conflitos sem fim, injustificáveis para um verdadeiro crente – abrimos a porta da nossa vida com um coração puro, deixando que a paz nos alcance e o respeito e tolerância nos abrace.
A conversa ia percorrendo o seu caminho habitual quando de repente dei-me conta de que estávamos a conversar sobre o Deus verdadeiro e o sentido da vida. Nem ele nem eu dissemos o nome desse Deus.
Na sua simplicidade o chefe da mesquita disse-me com os olhos a brilharem e com um sorriso profundo: «sabe padre, o Deus verdadeiro encontra-se no meio dos pobres, nas maravilhas da natureza, no meio da simplicidade das vidas que tocamos... e ai encontramos o sentido da vida, porque encontramos Deus». Nunca imaginei ouvir aquelas palavras tão sábias, sobre as quais tenho meditado muito... É no meio da humildade, nos gestos pequenos e no silêncio que os pobres nos oferecem que lá podemos descobrir Deus. Dizia ainda aquele velho muçulmano: «muitos homens são infelizes, porque trocaram Deus por uma mentira que eles próprios inventaram».
Todo o ser humano procura um sentido para a sua vida, um caminho que o ajude a ser feliz. Todos andamos à procura de um sentido verdadeiramente real que nos possa encher o coração, que nos dê vontade para abrir os olhos cada manhã e olhar com confiança o dia que Deus nos dá. Dentro de cada um de nós há sempre um desejo de ser melhor, de amar mais os outros, de realizar qualquer coisa de diferente. Contudo, o corre-corre da vida dá-nos uma rotina tão complexa, que não nos dá tempo para pensarmos no que andamos a fazer, para descobrirmos o Deus verdadeiro, que nos habita...
Há bastante tempo que todos os dias de manhã e de tarde sigo um conselho daquele sacerdote muçulmano, que me disse como uma confidência, como sendo um dos seus maiores segredos para começar e terminar o dia a pensar no Deus verdadeiro e no sentido da sua vida. Dizia ele: «padre todas as manhãs contemplo o nascer do dia, encho-me daquela beleza e faço uma promessa a Deus para cumprir naquele dia. Quando chega o pôr-do-sol volto a contemplar aquela maravilhosa despedida do sol e agradeço a Deus a realização da promessa ou peço-lhe perdão por não a ter realizado». A contemplação destas maravilhas de Deus ajuda-me a encontrar e a descobrir o Deus verdadeiro na natureza e no meio dos pobres, porque a minha promessa a Deus é sempre a mesma: «Deus, hoje vou ser mais acolhedor, vou dialogar mais para me encontrar e encontrar-Te no meio dos meus irmãos».
Muitos seres humanos têm dificuldades de encontrar o Deus verdadeiro, porque não sentem a experiência d’Ele nas suas vidas, porque nunca pararam para contemplar as maravilhas de Deus, porque nunca falam com Ele da sua vida. Deus é tanto ou mais para eles na medida em que os próprios são para Deus.
Para alguns Deus não passa de uma utopia humana, para vivermos felizes com essa ideia. Não querem que a ideia de Deus os inquiete e por isso ignoram-no ou dizem que Ele é um mito ou uma utopia da fraqueza humana. Para estes Deus é uma espécie de juiz que eles não querem enfrentar, por isso o mais fácil é negar a Sua existência. Negando Deus negam-se a si próprios.
Quando não procuramos Deus, a vida é um lugar frio, rotineiro, azedo, viciado e cáustico. Em que a pessoa sente, a escuridão de si mesmo, a opressão e o horror da falta de sentido, vê a sua vida como um nada a ser lavada no mundo do absurdo e do desencanto. Perde o horizonte e a referência que lhe dava segurança. Perde por momentos calor humano da vida. Então sente o frio do abandono e da tristeza. Tudo parece perdido. É como uma gaivota que voa sem rumo...
Não existe nenhum remédio para descobrir o Deus verdadeiro. Existe sim uma vontade muito forte dentro de cada um de nós de se encontrar e de O encontrar. O segredo é não deixar apagar esse lume que arde dentro de cada um de nós e fazer qualquer coisa para ele se mantenha vivo. O Deus verdadeiro está aí, não lhe armemos mentiras para vivermos sossegados. Como se Ele nunca se tivesse revelado, como se nunca tivéssemos tido um momento de verdadeira felicidade por O termos encontrado. Ninguém o descobre de uma vez só. Eu continuo na descoberta...

Padre João Miguel Torres Campos

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 9.11.12 | Sem comentários
— Leitura partilhada —

Na Mensagem para o Dia Mundial das Missões (21 de outubro de 2012),
o papa Bento XVI escreve sobre a fé e o anúncio:
O anseio de anunciar Cristo impele-nos também a ler a história para nela vislumbrarmos os problemas, aspirações e esperanças da humanidade que Cristo deve sanar, purificar e colmatar com a sua presença. De facto, a sua Mensagem é sempre atual, penetra no próprio coração da história e é capaz de dar resposta às inquietações mais profundas de cada homem.  Por isso a Igreja, em todos os seus componentes, deve estar ciente de que «os horizontes imensos da missão eclesial e a complexidade da situação presente requerem hoje modalidades renovadas para se poder comunicar eficazmente a Palavra de Deus» (Bento XVI, Exortação Apostólica «A Palavra do Senhor», 97). Isto exige, antes de mais, uma renovada adesão de fé pessoal e comunitária ao Evangelho de Jesus Cristo, «num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver» («A Porta da Fé», 8).

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.10.12 | Sem comentários
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