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Palavra para hoje: vigésimo sexto domingo


A Liturgia da Palavra convida-nos a escutar a voz de Amós que denuncia um «bando de voluptuosos». Lembra que Deus vê e conhece as nossas falsas seguranças. Amós não é mais direto do que o Jesus quando denuncia os que esbanjam as riquezas e não se preocupam com os pobres. Mas Deus, que dá a «liberdade aos cativos», quer também libertar os ricos do poder do dinheiro. «Na presença de Deus, que dá a vida a todas as coisas», compete-nos ajudar os marginalizados e atender o pobre que está à nossa porta. Querer o bem dos que nos são próximos, dos nossos irmãos, até o rico da parábola o deseja. O difícil está em colocar os olhos no «outro», no desconhecido, no sem-abrigo; mas esse é o próprio Deus no meio de nós.

Pergunta da semana: 

Como me comporto diante do sofrimento dos outros?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.9.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo sexto domingo


O ciclo litúrgico caminha para o final. De facto, faltam dois meses para terminar. Não é irrelevante. Sobretudo, se tivermos em consideração os textos do vigésimo sexto domingo, somos empurrados a reconhecer o tempo presente como o «kairós», o momento oportuno para viver e testemunhar a própria fé. A vida quotidiana de cada crente transforma-se num umbral da vida em plenitude que a promessa de Deus nos garante. Tanto a nível pessoal como comunitário temos que aprofundar esta Palavra para secundar adequadamente o projeto de Deus. Nem podemos tampouco esquecer o contexto social em que ressoam hoje estes textos da Escritura, porque são particularmente significativos. Não só descrevem a realidade, mas também são um claro apelo a que cada pessoa e cada comunidade contribua com o seu grão de areia em coerência com essa Palavra, que é norma de vida para todo o crente e para toda a Igreja local por mais pequena que seja.

Evangelho desconcertante

O evangelho oferece muitas pistas para a reflexão. Refiro duas delas que, por certo, não deixam de ter uma certa dose de surpresa que podem ajudar à reflexão e à mudança interior.
No texto, dá-se por certo que a riqueza leva à sepultura, à morte, aos tormentos. Por outro lado, também se dá por adquirido que a pobreza leva ao seio de Abraão. Não se fala dos méritos alcançados. Apenas se relaciona a riqueza nesta vida com a desgraça na outra. E, ao contrário, o sofrimento nesta vida com a felicidade na outra. Para além desta constatação, importa colocar em evidência que toda a riqueza tem de ser partilhada. A simplicidade do contraste riqueza/morte e pobreza/vida é um recurso pedagógico para ter opções claras em prol dos desfavorecidos. Outras passagens do evangelho assim o confirmam (o jovem rico e o comentário posterior de Jesus em Mateus 19, 16-26). O plano de Deus é a felicidade de todos, também aqui na terra.
É necessária a conversão contínua. Uma conversão que não dependa de nenhuma manifestação maravilhosa, mas da força na adesão a Jesus e ao seu evangelho. Isso é suficiente. Apenas a confiança na pessoa de Jesus leva ao convencimento de que a fraternidade ativa é o caminho verdadeiro de todo o cristão.

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



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Preparar o vigésimo sexto domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 28.9.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo sexto domingo

29 DE SETEMBRO DE 2013

Evangelho segundo Lucas 16, 19-31

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Havia um homem rico, que se vestia de púrpura e linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, jazia junto do seu portão, coberto de chagas. Bem desejava saciar-se do que caía da mesa do rico, mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas. Ora sucedeu que o pobre morreu e foi colocado pelos Anjos ao lado de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na mansão dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado. Então ergueu a voz e disse: ‘Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas’. Abraão respondeu-lhe: ‘Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado. Além disso, há entre nós e vós um grande abismo, de modo que se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, ou daí para junto de nós, não poderia fazê-lo’. O rico insistiu: ‘Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à minha casa paterna – pois tenho cinco irmãos – para que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento’. Disse-lhe Abraão: ‘Eles têm Moisés e os Profetas: que os oiçam’. Mas ele insistiu: ‘Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão’. Abraão respondeu-lhe: ‘Se não dão ouvidos a Moisés nem aos Profetas, também não se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dos mortos’».



Recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males.
Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado,
enquanto tu és atormentado.

Continuamos o tema do domingo anterior: o uso cristão das riquezas. As ideias de Jesus não agradaram a alguns «amigos do dinheiro»; por isso, troçavam dele (Lucas 16, 14). Em resposta, Jesus contou-lhes a parábola do rico epulão e do pobre Lázaro (16, 19-31). A parábola consta de duas partes: uma narração de factos sem palavras (versículos 19-32) e um diálogo que interpreta a narração (versículos 24-31). A narração articula-se em três cenas que destacam o contraste entre o rico e o pobre: a primeira situa-se nesta vida; a segunda, no momento da morte; a terceira, no mais além. O diálogo, por sua vez, articula-se em três súplicas do rico e três respostas/lições de Abraão.
Duas figuras contrastantes que personificam duas situações. A nível pessoal, a vida do rico não tem sentido, pois o ser humano não nasceu para se fartar. A nível social, é condenado pelo seu egoísmo, pois isolado no seu eterno festim, nem se apercebe de que à sua porta há um mendigo faminto, doente e despido. Morrem os dois e o Senhor faz justiça: Lázaro é acolhido no «seio de Abraão», isto é, o lugar de preferência (como o de João, o discípulo amado, na última ceia: João 13, 23), enquanto o rico é condenado às penas do inferno (cf. Tiago 5, 1-6). Desse lugar, desesperado, eleva as suas súplicas.
Seguem-se as três lições de Abraão. A primeira (versículo 25): o rico não se tinha condenado se, em vida, tivesse confiado em Deus e partilhado os seus bens com o necessitado. A segunda (versículo 26): a partir do momento da morte a situação do ser humano é irreversível, isto é, a separação entre eleitos e condenados é definitiva. Por isso, urge converter-se agora. A terceira (versículos 27-31) é a lição principal que resume a intenção da parábola: quem recusa a conversão através da Palavra de Deus (Moisés e os Profetas para os judeus), tampouco se converterá mesmo que um morto ressuscite (seja Lázaro ou o próprio Jesus).

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o vigésimo sexto domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 27.9.13 | Sem comentários
La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández

O evangelho do vigésimo sexto domingo (Ano C) afirma que o gozo fundado na injustiça é efémero, não é verdadeiro, não tem futuro. Na parábola, a descrição do «rico» é sumária, mas precisa: «Havia um homem rico, que se vestia de púrpura e linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias». Estava imerso numa contínua «alegria festiva»; nem sequer toma consciência do pobre — o seu nome é Lázaro: não é um ser anónimo, é alguém que tem nome, dignidade — que está à porta de sua casa «coberto de chagas», com o desejo de «saciar-se do que caía da mesa do rico, mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas». Os cães são mais misericordiosos que alguns seres humanos!
Nesta parábola, volta a constatar-se que o Deus de Jesus tem predileção pelos pobres, pelos marginalizados. Os ricos, os satisfeitos, os indiferentes perante as necessidades alheias, estão condenados ao isolamento, à angústia, à decadência, à escravidão do dinheiro.
Não há, propriamente, uma condenação da riqueza, mas da insensibilidade perante o sofrimento do outro. Não se pode ser autenticamente feliz sem se preocupar pela situação concreta dos homens e mulheres que nos rodeiam, sem se perguntar constantemente: como está o meu irmão, a minha irmã?

© Javier Velasco-Arias

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o vigésimo sexto domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Anónimo | 26.9.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo sexto domingo


A parábola do vigésimo sexto domingo (Ano C) faz-nos tremer tanto que parece ir contra a ternura e a misericórdia de Deus. Pensemos: após a morte, um abismo, uma grande abismo, separa o pobre Lázaro do rico de quem ninguém sabe o nome. Então, onde está a bondade de Deus, supostamente, prometida para todos?
É bom reparar nas citações ou atitudes evangélicas que nos chocam e nos parecem em total contradição com a nossa fé. É conveniente não passar rapidamente à frente. A Palavra é uma espada de dois gumes. Não fiquemos sempre com a parte que nos interessa!
Coloquemos a hipótese da existência de um abismo, após a morte, para visualizar de forma clara o que o rico — e nós? — nunca tinha visto ou nunca quis ver durante a vida.
Por outras palavras: se este abismo nos assusta, tanto melhor! Porque deveria acontecer o mesmo em relação aos abismos que, hoje, separam o nosso mundo...
O amor de Cristo impele-nos à conversão. Acreditamos que existe um abismo também intransponível para nós?

© Thierry Lamboley — www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o vigésimo sexto domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.9.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo sexto domingo


ESPÍRITO SANTO: no início do Génesis, pairava o vento de Deus sobre o caos de uma terra informe e vazia; no início da Igreja, desce em forma de línguas de fogo sobre os discípulos; no início de cada dia, é derramado sobre a terra para fazer novas todas as coisas. Implora a vinda do Espírito. Depois, mantém as mãos abertas como um mendigo.

Em casa
Descubramos como Jesus nos tenta ensinar através da parábola do evangelho do vigésimo sexto domingo (Ano C). Por exemplo, existem locais, na nossa cidade (freguesia), onde nunca vamos passear ou que não queremos ver (compreende-se que é por boas razões)? Ou ainda, há vizinhos de quem não conheço o nome nem o rosto? E, na minha família, há pessoas que desejo ver ou que não vejo há muito tempo? As distâncias ou abismos nas nossas relações humanas são, em geral, fáceis de encontrar. Ao contrário, os gestos são mais difíceis de realizar. Que o Espírito nos inspire!
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013



imagem de satélite do planeta terra, globo terrestre
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 25.9.13 | Sem comentários
Encuentros con la Palabra — blogue de Hermann Rodríguez Osorio

Há algum atrás, o jornal «El Tiempo» trazia uma notícia que criou um mal-estar entre os ricos da Colômbia: «Nos Estados Unidos pedem aos colombianos para pagarem mais para a guerra». Um pouco mais abaixo dizia: «Estão preocupados [os congressistas norte-americanos que debatem a ajuda para a Colômbia] perante a possibilidade de estar a 'subsidiar' a elite colombiana que, segundo os dados, paga poucos impostos em comparação com o resto do mundo». É triste que só se lembrem da necessidade de pagar mais impostos para financiar a guerra e não se lembrem de pagar mais impostos para financiar o desenvolvimento humano sustentável de toda a população, de modo a afastar a guerra em está mergulhada a Colômbia. É triste, é verdade, mas fazem-nos cair na conta de uma realidade que pode estar na base do problema social em que vivemos.  
Segundo o artigo, «a Colômbia é o terceiro país menos equilibrado da América Latina, que é a região mais desproporcionada do mundo. Dez por cento dos colombianos mais ricos ganha 80, 27 vezes mais do que a mesma percentagem (dez por cento) dos mais pobre. Nos Estados Unidos, essa percentagem (10%) ganha apenas 15, 9 vezes mais do que os dez por cento dos pobres. Se olharmos a situação na perspetiva da tendência global, a desigualdade é ainda maior: 0,4 por cento dos colombianos, de acordo com um estudo do Governo, é dono de 61, 2 por cento da terra para fins agrícolas». [...]
Alguns dias depois, um bom amigo viu como a polícia, a pedido dos vizinhos do lugar onde vive atualmente, levava uma vendedora ambulante, que só trabalha para viver e sustentar a sua família. Perante o atropelo que estavam a cometer, o meu amigo aproximou-se e disse a um dos polícias: «Tratem-na como uma pessoa humana». Um dos vizinhos, de entre os que tinham denunciado a vendedora, respondeu: «Não nos venha agora com discursos sociais». Mas o meu amigo, encarando o homem, disse: «Não estou a falar de discursos sociais, mas do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo!».
Isto mesmo temos de repetir hoje depois de ler os dados da repartição das riquezas na Colômbia e da necessidade de criar condições para uma maior igualdade entre os colombianos: Estamos a falar do Evangelho! A parábola que nos conta o evangelho do vigésimo sexto domingo (Ano C) parece tirada da nossa própria realidade: «Havia um homem rico, que se vestia de púrpura e linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, jazia junto do seu portão, coberto de chagas. Bem desejava saciar-se do que caía da mesa do rico, mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas». A história apresenta o destino definitivo do pobre após a morte: é levado para o seio de Abraão; sobre o rico apenas se diz que «foi sepultado» e levado para um lugar de tormento.
O diálogo entre o rico e Abraão é muito interessante. O rico quer que Abraão avise os seus irmãos, através do medo, para que ao morrer não sejam levados para o mesmo lugar onde ele se encontra. Mas Abraão recorda-lhe que para isso têm Moisés e todos os profetas. Só precisam de lhes dar ouvidos. Por fim, o rico termina dizendo: «Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão». Mas Abraão respondeu-lhe: «Se não dão ouvidos a Moisés nem aos Profetas, também não se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dos mortos». O Senhor Jesus ressuscitou e ainda não lhe dêmos ouvidos. Além disso, quem prega estas coisas é muitas vezes acusado de estar a fazer «discursos sociais», quando o que está em jogo é o anúncio do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Os congressistas norte-americanos encontraram a origem das nossas desgraças, mas estão equivocados na solução, quando pensam na guerra e não numa vida digna para todos.

© Hermann Rodríguez Osorio, SJ

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o vigésimo sexto domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.9.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo sexto domingo

29 DE SETEMBRO DE 2013

Evangelho segundo Lucas 16, 19-31

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Havia um homem rico, que se vestia de púrpura e linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, jazia junto do seu portão, coberto de chagas. Bem desejava saciar-se do que caía da mesa do rico, mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas. Ora sucedeu que o pobre morreu e foi colocado pelos Anjos ao lado de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na mansão dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado. Então ergueu a voz e disse: ‘Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas’. Abraão respondeu-lhe: ‘Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado. Além disso, há entre nós e vós um grande abismo, de modo que se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, ou daí para junto de nós, não poderia fazê-lo’. O rico insistiu: ‘Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à minha casa paterna – pois tenho cinco irmãos – para que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento’. Disse-lhe Abraão: ‘Eles têm Moisés e os Profetas: que os oiçam’. Mas ele insistiu: ‘Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão’. Abraão respondeu-lhe: ‘Se não dão ouvidos a Moisés nem aos Profetas, também não se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dos mortos’».



Segunda, 23: UM RICO

Jesus conta uma história. Descreve o luxo de um homem rico: vestes sumptuosas, comidas saborosas... Grande na aparência e no conforto. Isto supõe dinheiro em bom lugar. É uma opulência que se fecha sobre si mesma e passa ao lado daqueles que são próximos. Interrogo-me sobre a minha relação com os bens. Que finalidade lhes dou?



Terça, 24: UM POBRE

O homem pobre tem um nome: Lázaro ou «Deus ajuda»; contrariamente ao rico que permanece anónimo. O seu corpo está cansado, nu e doente. Na sua pobreza, torna-se amigo dos cães, da criação. Não possuindo nada, está numa posição de mendigo, pronto a receber o que lhe será dado. Como é que me situo na dependência em relação aos outros?



Quarta, 25: A MORTE PARA TODOS

Ricos e pobres têm a mesma sorte: ninguém escapa à morte. Nesse lugar de passagem, reencontra-se a igualdade! A morte tira-nos tudo e despoja-nos. As riquezas acumuladas não vão connosco para o túmulo. A morte faz parte da minha vida? Será que tenho coragem de a enfrentar todos os dias? Hoje, falo com o Senhor.



Quinta, 26: UM GRANDE ABISMO

Do outro lado da vida, a situação inverte-se. Lázaro é levado pelos anjos para o céu, junto de Abraão. O rico é colocado na terra, porque é terreno. Sofre. Quando era vivo, optou por uma vida sem outro horizonte além dele. Já recebeu a recompensa. Encontra-se nu, perdido, sedente. Não nos precipitemos em acusar Deus de não ter piedade! Reconheço-me responsável pela minha vida e pelos resultados das minhas escolhas.



Sexta, 27: QUEM ESCUTAR?

O rico preocupa-se com os seus irmãos. Não quer que tenham a mesma sorte que ele. Gostaria que Abraão enviasse Lázaro para os advertir. Escuto a resposta de Abraão: «Eles têm Moisés e os Profetas: que os oiçam». Que bela resposta! Deus dá-se a conhecer na história. É aí que o podemos encontrar.



Sábado, 28: CONVERTER-SE

A vida cristã é um convite permanente à conversão, a voltar-nos para Deus e para os outros, descentrando-nos de nós mesmos. Que o nosso centro não esteja mais em nós, mas no que está à nossa volta! Será que estou à espera de sinais extraordinários para me converter? Ou será que, na simplicidade do quotidiano, escuto o Espírito?



Domingo, 29: UMA PARÁBOLA PARA ABRIR OS OLHOS

Será uma lição de moral que Jesus nos dá ao contar-nos esta parábola? Onde nos quer levar? Simplesmente, para abrir os olhos aos sofrimentos daqueles e daquelas que estão à nossa volta, a assumir as nossas responsabilidades, sem remeter para mais tarde o que podemos fazer hoje. E, sobretudo, prepara-nos para acolher o Ressuscitado de entre os mortos, como Moisés e os profetas tinham anunciado. Não é esse o mistério que celebramos em cada eucaristia com um convite urgente a colocar-nos ao serviço uns dos outros para testemunhar que Deus é amor, para manifestar a sua presença no meio de nós? Como é grande o mistério da fé!



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013

Preparar o vigésimo sexto domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.9.13 | Sem comentários
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