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QUARESMA


A Quarta-feira de Cinzas marca, para os católicos, o início da Quaresma, um caminho de quarenta dias até à Páscoa.

Cinzas?

O primeiro dia da Quaresma é um dia especial! É «Quarta-feira de Cinzas» ou «Dia das Cinzas». Chama-se assim porque, na igreja, depois da homilia, cada pessoa avança em direção ao padre para receber uma pequena cruz traçada sobre a fronte com as cinzas.

São dos ramos queimados...

De que são feitas as cinzas? As cinzas são o resultado da queima dos ramos secos que tinham sido benzidos no domingo de Ramos do ano anterior. A chama que queima os ramos é como a chama do amor que pode queimar tudo o que é triste, tudo o que está seco em nós.

... que temos de banir...

As cinzas são cinzentas e sem vida. É como a poeira. Aliás, são designadas pelo mesmo nome em hebraico. Elas recordam-nos que somos frágeis, que temos necessidade de Deus para mudar o coração, para eliminar toda a poeira que existe em nós e assim deixar ver a luz.

... para dar mais lugar a Deus

Por isso, quando o padre faz a pequena cruz nas nossas cabeças, diz: «Recorda-te que és pó e em pó te hás de tornar». Ou então mais frequente nos dias de hoje: «Converte-te e acredita no Evangelho».
Celebrar as Cinzas é sinal que queremos dar mais lugar a Deus nas nossas vidas, tal como os primeiros raios de sol da primavera afastam o frio do inverno.

© Lavie.fr
© Tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2015

Quarta-feira de cinzas, Laboratório da fé, 2015

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.2.15 | Sem comentários
REZAR, CELEBRAR, VIVER

Hoje, começamos a Quaresma

Ou melhor, hoje começamos o grande Tempo de Páscoa da Igreja. Quarenta dias de preparação para a Páscoa; e, depois, cinquenta dias de celebração da Ressurreição do Senhor e da presença salvadora do seu Espírito. É o tempo forte da comunidade cristã. > > >

Quarta-feira de Cinzas

explicada às crianças

O primeiro dia da Quaresma é um dia especial! É «Quarta-feira de Cinzas» ou «Dia das Cinzas». Chama-se assim porque, na igreja, depois da homilia, cada pessoa avança em direção ao padre para receber uma pequena cruz traçada sobre a fronte com as cinzas. > > >

Joel 2, 12-18

Convertei-vos a Mim de todo o coração

A crise é muito grave. O oráculo quer despertar os habitantes adormecidos. Diz o que é preciso fazer: «Convertei-vos a Mim de todo o coração». Deus pede, não uma simples mudança de roupa, mas uma mudança sincera, «de todo o coração» (de toda a vida). > > >

Rasgar o coração

O profeta fala de «rasgar o coração», de conversão. O «coração», na Bíblia, é a sede dos sentimentos, mas também das decisões. Há que mudar o coração, não cumprir umas normas externas; mudar os nossos sentimentos e as nossas decisões. > > >

Convertei-vos a Mim de todo o coração

O profeta chama a uma «conversão possível». A nossa fé não é num Deus justiceiro, mas num Deus «clemente e compassivo, paciente e misericordioso». O crente espera sempre uma nova «vinda de Deus», cheia de bênçãos. > > >

Escutar a melodia do presente

Abrir o ouvido do nosso coração

Somos convidados a reinterpretar e a reorganizar a nossa vida, a assumir uma nova atitude de escuta, a «retornar à audição» (José Tolentino Mendonça) dos desafios atuais. Uma das chaves que propomos passa pela «mística» do sentido da audição: «escutar a melodia do presente» (José Tolentino Mendonça). Aqui, «o desafio é atirar-se para os braços da vida e ouvir aí o bater do coração de Deus. Sem fugas. Sem idealizações». > > >

Primeira classe magistral

O estilo: sobre «a forma de ser» dos discípulos de Jesus Cristo

Rever o nosso estilo de anunciadores de Jesus Cristo é a primeira coisa a fazer, porque também nós, evangelizadores, «entramos pelos olhos». > > >

Ao ritmo da liturgia quaresmal

Quaresma... cinzas

Começamos um tempo litúrgico forte: o ciclo Quaresma-Páscoa. Deve ser uma nova oportunidade para renovar a nossa fé comunitária, e pessoal, para continuar com mais fidelidade a nossa vocação de discípulos de Jesus e de comunicadores do seu Evangelho, hoje. O grande objetivo é que cada crente e a comunidade cristã vivamos na atitude pascal de Jesus Cristo, caminhando para a vida em plenitude que ele nos oferece através da doação pessoal, de atitudes de serviço e não de domínio, de perdão e de reconciliação e nunca de ódio ou de exclusão. > > >

José Tolentino Mendonça

Quando (não) comer é uma oração

Na Quarta-feira [de Cinzas], os católicos começam um tempo de exercícios espirituais a que chamam Quaresma. Começam-no de uma forma, no mínimo, curiosa: com um dia de jejum (que voltam a replicar na Sexta-Feira Santa). Ora, um dado muito objetivo é a urgência de as comunidades católicas reencontrarem o sentido desta prática. [...] O que está em causa no jejum é a possibilidade de nos interrogarmos sobre algo mais fundo: aquilo que nos serve de alimento e a voracidade sonâmbula com que vivemos. > > >

Seguir Jesus Cristo

Oração para todos os dias da Quaresma

Senhor Jesus, eu quero seguir-te. Tu ias pelos caminhos e encontravas as crianças; encaminha-me para as crianças que precisam da minha ajuda. [...]  Senhor Jesus, eu quero seguir-te; coloco a minha mão na tua mão, os meus passos nos teus passos, o meu coração no teu coração. Amén. > > >

Mateus 6, 1-6.16-18

Teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa

Na minha família, a mãe nunca revelava ao pai, quando ele regressava do trabalho, as más ações que nós, os filhos, tínhamos feito durante o dia. Ela resolvia sempre os problemas à medida que surgiam. A chegada do meu pai era um momento de alegria. «O que é que se passou de bom, hoje?» — perguntava ele. E cada um contava as suas boas ações. E, a maior parte das vezes, o meu pai descobria que nem tudo tinha sido perfeito. Dizíamos que ele via através de nós. > > >

Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, 

para serdes vistos por eles

Uma advertência geral: «não praticar as boas obras apenas para ser vistos». As boas obras veem-se. Mas a intenção ao praticá-las não pode ser para que sejam vistas pelos outros. A intenção é sempre agradar a Deus. > > >

Rezar na Quaresma

Teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.

Começas hoje este caminho até à Páscoa. Pode ser um caminho feliz. Começa por ler com calma, por meditar, o evangelho de hoje. > > >


Quando deres esmola.... quando rezares... quando jejuares...

Hoje começa este teu caminho de renovação. À tua frente, tens quarenta dias para um diálogo mais profundo com o Deus da vida. > > >


Quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta 

e ora a teu Pai em segredo....

Hoje começa este tempo de qualidade para a fé que se chama Quaresma. E começa com um convite à autenticidade. > > >

Preparar-se para a Ressurreição

Perfumar-se

Fomos convidados na Quarta-feira de Cinzas a manifestar o nosso desejo de conversão sem nos sentirmos obrigados a fazer uma cara de enterro! O perfume ocupa um lugar importante nos evangelhos: Marcos diz que onde quer que a boa nova venha a ser proclamada, se contará o gesto desta mulher, que ousou verter sobre a cabeça de Jesus um perfume de grande valor (Marcos 14, 9). Paulo falará do bom odor de Cristo (2Coríntios 2, 15). Então, como fazer? > > >

Quarta-feira de Cinzas, Laboratório da fé, 2015

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.2.15 | Sem comentários

CELEBRAR A QUARTA-FEIRA DE CINZAS


Eis o tempo da Quaresma! Tempo em que a Igreja é convidada à «conversão»: não é esta a primeira afirmação da primeira leitura deste primeiro dia? «Convertei-vos a Mim de todo o coração» (primeira leitura) — diz o nosso Deus. Um caminho a percorrer, pessoal e comunitariamente, interior e exteriormente, física e espiritualmente, em todas as dimensões do nosso ser. Um caminho para redescobrir a alegria da salvação (salmo). Assim, aprenderemos a praticar as boas obras «em segredo» (evangelho), como agrada a Deus, ao serviço dos irmãos. Não há tempo a perder: «este é o tempo favorável, este é o dia da salvação» (segunda leitura).

«Convertei-vos a Mim de todo o coração»
Quase nada se sabe sobre o profeta Joel, nem sobre o momento histórico ou as crises em que viveu. É provável que se situe num período posterior ao exílio na Babilónia, entre os séculos quinto e quarto, antes de Cristo. Portanto, no texto proposto para primeira leitura de Quarta-feira de Cinzas, não sabemos quem são os primeiros destinatários a quem se dirige o profeta.
Ouve-se a trombeta em sinal de alarme, na cidade de Jerusalém. A crise é muito grave. O oráculo quer despertar os habitantes adormecidos. Diz o que é preciso fazer: «Convertei-vos a Mim de todo o coração». Deus pede, não uma simples mudança de roupa, mas uma mudança sincera, «de todo o coração» (de toda a vida).
A resposta, que se inicia com o toque da trombeta, é um ato de religiosidade profunda, que há de romper a indiferença em que se tinha vivido. Na reunião do povo, é necessário expressar a conversão. Isto significa rever a situação. Há que se colocar diante de Deus e «rasgar o coração». Parece que o povo de Jerusalém se tinha esquecido de Deus. Quando isto acontece, a vida perde o sentido e a orientação. Quando nos convertemos a Deus, recordarmos de quem se trata: o Deus «clemente e compassivo, paciente e misericordioso». Quando quebramos a fidelidade para com Deus, as relações humanas tornam-se infiéis e a sociedade fica desintegrada. Então, ganham sentido os atos religiosos que são propostos: servem para recordar quem é Deus realmente, quais são as suas promessas e o que pede ao seu povo. 

A Quarta-feira de Cinzas é um convite a rever a nossa situação perante Deus e perante o mundo. Somos convidados a reinterpretar e a reorganizar a nossa vida, a assumir uma nova atitude de escuta, a «retornar à audição» (José Tolentino Mendonça) dos desafios atuais. «Há tanta coisa que nos está a ser dita e que nós simplesmente não escutamos!».
O rito típico deste dia — a imposição das cinzas — tem uma origem judaica e significa arrependimento e dor pelos pecados; mas, para nós, cristãos, vem acompanhado com as palavras de Jesus Cristo: «Converte-te e acredita no Evangelho». É um convite decisivo à mudança (conversão) para acolher a «alegria do Evangelho» que «enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus» (Francisco, Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual — «A Alegria do Evangelho», 1).

© Laboratório da fé, 2015

Celebrar a quarta-feira de cinzas, no Laboratório da fé, 2015

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.2.15 | Sem comentários
VIVER O SÁBADO DE CINZAS

Quaresma de fé

Se tirares do meio de ti toda a opressão... 

brilhará na escuridão a tua luz

Deus fala-nos, mas quer uma resposta que «passe» pelo próximo. Restabelecemos a relação com Deus, quando a relação com os outros, especialmente os mais necessitados, é restabelecida no «partilhar o pão». Leia-se no «pão» toda a amplitude do partilhar humano e fraterno. Entendê-lo-emos plenamente quando o próprio Cristo nos disser: «a mim o fizeste»; «a mim o deixaste de fazer». > > >

Eu não vim chamar os justos, 

vim chamar os pecadores, para que se arrependam

A fé que nos faz justos é um chamamento para todos. Chamou-nos a nós, também sendo pecadores. Tem nos pecadores os melhores «candidatos». Entre os pecadores, a fé não «se mancha»; abre sempre caminhos: o arrependimento é o primeiro. > > >

Seguir Jesus Cristo

Eu não vim chamar os justos, 

vim chamar os pecadores, para que se arrependam

«O pecado não existe». Esta frase é dita por muitos à boca cheia. Que pena! Porque se não há pecados, não há pecadores. Então para que é que Jesus veio viver a nossa vida como ser humano? > > >

Rezar na Quaresma

Vim chamar os pecadores, para que se arrependam

Nem quero acreditar! Tu vens à minha procura. Chamas-me pelo nome. Não perdes tempo a censurar-me pelos erros. O teu olhar suave mostra-me que ainda acreditas em mim. > > >


Jesus disse a Mateus: «Segue-Me». 

Ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu Jesus

Vivemos dominados pelo medo, pelos cálculos. Obcecados com a segurança, tentando ter toda a vida sob controlo. E por isso nos custa a entender que Jesus faça um convite tão exigente a segui-Lo. > > >

Quaresma, Ano A, Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 8.3.14 | Sem comentários

QUARESMA DE FÉ — SÁBADO DE CINZAS


Isaías 58, 9b-14

Eis o que diz o Senhor: «Se tirares do meio de ti toda a opressão, os gestos de ameaça e as palavras ofensivas, se deres do teu pão ao faminto e matares a fome ao indigente, brilhará na escuridão a tua luz e a tua noite será como o meio-dia. O Senhor será sempre o teu guia e saciará a tua alma nos lugares desertos. Dará vigor aos teus ossos e tu serás como o jardim bem regado, como nascente cujas águas nunca faltam. Reconstruirás as ruínas antigas e levantarás os alicerces seculares; e serás chamado ‘reparador de brechas’, ‘restaurador de casas em ruínas’. Se te abstiveres de profanar o sábado e de tratar de negócios no dia santificado, se chamares ao sábado as tuas delícias e o consagrares à glória do Senhor, se o respeitares não fazendo viagens, evitando os teus negócios e empreendimentos, então encontrarás no Senhor as tuas delícias; Eu te levarei em triunfo às alturas da terra e farei que te alimentes da herança de teu pai Jacob». Assim falou a boca do Senhor.



Se tirares do meio de ti toda a opressão...

brilhará na escuridão a tua luz

A parte positiva do «jejum que agrada a Deus». Na realidade, o jejum leva-nos à vida. A vida que Deus não quer; a vida que Deus quer.
Com imagens muito vivas, o profeta apresenta a vida a partir da perspetiva de Deus: luz resplandecente do meio-dia. Passaram as trevas, desapareceu a escuridão. A condição para a mudança é muito clara: acabar com a opressão, as falsas acusações e as palavras envenenadas. A nova situação expressa-se quando «deres do teu pão ao faminto e matares a fome ao indigente». Em vez de um jejum puramente externo e cultual, é preciso uma vida «preocupada» pelo próximo.
Então, surgirá uma nova relação com Deus: Deus será guia, saciedade e fortaleza; no meio da seca, o justo será como um jardim bem regado, como um manancial de águas que nunca faltam. E o seu agir será «re-construir»; levantar o que está caído.
Com esta relação estabelecida, o culto já não será vazio. O profeta detém-se no cumprimento do descanso sabático: poderás chamá-lo de «tuas delícias», por ser o dia consagrado ao Senhor, longe que qualquer interesse ou negócio. Dessa forma, já não será o sábado, mas «encontrarás no Senhor as tuas delícias». Sem afirmar claramente o mais além junto de Deus, trata-se de um apontamento de vida eterna, em imagem: «Eu te levarei em triunfo às alturas da terra».


Sinais para o caminho de fé


  • A fé é a nossa resposta à Palavra de Deus. É a nossa parte na amizade íntima, cuja iniciativa parte de Deus.

  • Para ser uma verdadeira parte do diálogo salvador, a fé não se fica num simples sentimento, revestido de práticas externa de piedade. Esta redução da fé é uma permanente tentação.

  • Contudo, não deixa de ser curioso: Deus fala-nos, mas quer uma resposta que «passe» pelo próximo. Restabelecemos a relação com Deus, quando a relação com os outros, especialmente os mais necessitados, é restabelecida no «partilhar o pão». Leia-se no «pão» toda a amplitude do partilhar humano e fraterno. Entendê-lo-emos plenamente quando o próprio Cristo nos disser: «a mim o fizeste»; «a mim o deixaste de fazer».

  • De novo, uma recordação da relação fé/caridade. A fé precede a caridade; mas a fé só se revela genuína quando culmina na caridade (cf. Bento XVI, Mensagem para a Quaresma de 2013).
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



  • QUARESMA DE FÉ: Lucas 5, 27-32 > > >



Pedro Jaramillo – Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 8.3.14 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, Edições Salesianas, 2014

Quaresma é tempo para fazer inversão de marcha.
Para deixar de andar atrás de mentiras
e decidir-me pela estrada que Deus me propõe.
Este é o tempo da mudança, do arrependimento.

Nem quero acreditar!
Tu vens à minha procura.
Chamas-me pelo nome.
Não perdes tempo a censurar-me pelos erros.
O teu olhar suave mostra-me que ainda acreditas em mim.
Tu queres que eu volte para Ti,
para o teu amor.
Obrigado.

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 8.3.14 | Sem comentários
VIVER A SEXTA-FEIRA DE CINZAS

Quaresma de fé

Jejuais, sim, mas no meio de contendas e discussões 

e dando punhadas sem piedade

A fé tem uma dimensão profética: anuncia e denuncia. A fé é uma ferramenta para o discernimento crente da realidade. Não se desenvolve apenas nas dimensões da intimidade ou privacidade. Confronta também as situações humanas de pobreza e marginalização. > > >

Podem os companheiros do esposo ficar de luto, 

enquanto o esposo estiver com eles?

A fé tem uma dimensão «festiva». A fé não se sofre, rejubila-se. Contra todas as tendências de uma fé «masoquista», proclama-se com força «a alegria da salvação». > > >

Seguir Jesus Cristo

Podem os companheiros do esposo ficar de luto, 

enquanto o esposo estiver com eles?

A Quaresma, mesmo sendo um tempo de penitência, é também um tempo de alegria. A resposta de Jesus aos discípulos de João e aos fariseus diz-nos claramente que Jesus quer que vivamos em alegria, porque ele está connosco. > > >

Rezar na Quaresma

Será este o jejum que me agrada?

É tão estranha esta ideia do jejum. Tão... fora de moda. Fui educado pelos 'media' a consumir como se não houvesse amanhã. E agora, na Quaresma, falam-me de jejum. > > >

O jejum que me agrada não será antes este: 

quebrar as cadeias injustas... repartir o teu pão com o pobre...?

Na tua companhia, Senhor, farei jejum. Ao teu lado, dominarei os meus sentidos. E o teu amor vai abrir o meu coração às necessidades dos outros. E os meus bens, a minha riqueza, será partilhada com quem precisa. > > >

Quaresma, Ano A, Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.3.14 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, Edições Salesianas, 2014

É tão estranha esta ideia do jejum.
Tão... fora de moda.
Fui educado pelos 'media' a consumir como se não houvesse amanhã.
E agora, na Quaresma, falam-me de jejum.
Para que serve?
Para poupar nas despesas?
Para ficar mais elegante?
Por masoquismo?
Ou para ser mais?

Quando jejuo, 
torno-me dono de mim mesmo
e fico com o coração mais disponível.
Quando renuncio, abro-me à justiça,
à partilha, ao serviço.
Abro-me à tua Palavra e à tua presença.
E do jejum nasce a abundância.

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.3.14 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, Edições Salesianas, 2014
Viver de fé é uma experiência radical.
Não dá para estar com um pé dentro e com um pé fora.
Claro que Deus é paciente,
que está connosco enquanto vamos moldando a nossa vida à sua imagem.
Mas a Quaresma é sempre um abanão.
É tempo de decidir se ficamos com Deus
ou se Lhe viramos as costas.
Se aceitamos a vida abundante que Ele nos oferece
ou se nos afundamos na nossa mesquinhez.

Tu conheces-me bem, Deus da luz.
Gosto mesmo é de hesitar.
De ter todas as opções em aberto.
Nesta Quaresma, conseguirei decidir-me?
Conseguirei vencer o medo
e deixar-me abraçar pela tua ternura?
Não desistas de mim, Senhor!

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 6.3.14 | Sem comentários
VIVER A QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Hoje, começamos a Quaresma

Ou melhor, hoje começamos o grande Tempo de Páscoa da Igreja. Quarenta dias de preparação para a Páscoa; e, depois, cinquenta dias de celebração da Ressurreição do Senhor e da presença salvadora do seu Espírito. É o tempo forte da comunidade cristã. > > >

Primeira classe magistral

O estilo: sobre «a forma de ser» dos discípulos de Jesus Cristo

Rever o nosso estilo de anunciadores de Jesus Cristo é a primeira coisa a fazer, porque também nós, evangelizadores, «entramos pelos olhos». > > >

Ao ritmo da liturgia quaresmal

Quaresma... cinzas

Começamos um tempo litúrgico forte: o ciclo Quaresma-Páscoa. Deve ser uma nova oportunidade para renovar a nossa fé comunitária, e pessoal, para continuar com mais fidelidade a nossa vocação de discípulos de Jesus e de comunicadores do seu Evangelho, hoje. O grande objetivo é que cada crente e a comunidade cristã vivamos na atitude pascal de Jesus Cristo, caminhando para a vida em plenitude que ele nos oferece através da doação pessoal, de atitudes de serviço e não de domínio, de perdão e de reconciliação e nunca de ódio ou de exclusão. > > >

José Tolentino Mendonça

Quando (não) comer é uma oração

Na Quarta-feira [de Cinzas], os católicos começam um tempo de exercícios espirituais a que chamam Quaresma. Começam-no de uma forma, no mínimo, curiosa: com um dia de jejum (que voltam a replicar na Sexta-Feira Santa). Ora, um dado muito objetivo é a urgência de as comunidades católicas reencontrarem o sentido desta prática. [...] O que está em causa no jejum é a possibilidade de nos interrogarmos sobre algo mais fundo: aquilo que nos serve de alimento e a voracidade sonâmbula com que vivemos. > > >

Seguir Jesus Cristo

Oração para todos os dias da Quaresma

Senhor Jesus, eu quero seguir-te. Tu ias pelos caminhos e encontravas as crianças; encaminha-me para as crianças que precisam da minha ajuda. [...]  Senhor Jesus, eu quero seguir-te; coloco a minha mão na tua mão, os meus passos nos teus passos, o meu coração no teu coração. Amén. > > >

Mateus 6, 1-6.16-18

Teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa

Na minha família, a mãe nunca revelava ao pai, quando ele regressava do trabalho, as más ações que nós, os filhos, tínhamos feito durante o dia. Ela resolvia sempre os problemas à medida que surgiam. A chegada do meu pai era um momento de alegria. «O que é que se passou de bom, hoje?» — perguntava ele. E cada um contava as suas boas ações. E, a maior parte das vezes, o meu pai descobria que nem tudo tinha sido perfeito. Dizíamos que ele via através de nós. > > >

Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, 

para serdes vistos por eles

Uma advertência geral: «não praticar as boas obras apenas para ser vistos». As boas obras veem-se. Mas a intenção ao praticá-las não pode ser para que sejam vistas pelos outros. A intenção é sempre agradar a Deus. > > >

Rezar na Quaresma

Quando deres esmola.... quando rezares... quando jejuares...

Hoje começa este teu caminho de renovação. À tua frente, tens quarenta dias para um diálogo mais profundo com o Deus da vida. > > >


Quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta 

e ora a teu Pai em segredo....

Hoje começa este tempo de qualidade para a fé que se chama Quaresma. E começa com um convite à autenticidade. > > >

Preparar-se para a Ressurreição

Perfumar-se

Fomos convidados na Quarta-feira de Cinzas a manifestar o nosso desejo de conversão sem nos sentirmos obrigados a fazer uma cara de enterro! O perfume ocupa um lugar importante nos evangelhos: Marcos diz que onde quer que a boa nova venha a ser proclamada, se contará o gesto desta mulher, que ousou verter sobre a cabeça de Jesus um perfume de grande valor (Marcos 14, 9). Paulo falará do bom odor de Cristo (2Coríntios 2, 15). Então, como fazer? > > >

Quaresma, Ano A, Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.3.14 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano A, 2014, Edições Salesianas

Hoje começa este teu caminho de renovação.
À tua frente, tens quarenta dias para um diálogo mais profundo com o Deus da vida.
Para te encontrares com Ele... para recuperares o teu equilíbrio interior.
Três pistas te aponta a Palavra de Deus:
uma partilha mais solidária,
uma oração mais autêntica,
um uso dos consumos mais libertador.

Vem comigo nesta viagem, Senhor!
Fica do meu lado.
Ampara-me se desanimar nesta procura de uma fé mais alegre,
de uma esperança mais resistente,
de um amor mais criativo.

«Rezar na Quaresma - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.3.14 | Sem comentários

VIVER A QUARTA-FEIRA DE CINZAS


Hoje, começamos a Quaresma

Ou melhor, hoje começamos o grande Tempo de Páscoa da Igreja. Quarenta dias de preparação para a Páscoa; e, depois, cinquenta dias de celebração da Ressurreição do Senhor e da presença salvadora do seu Espírito. É o tempo forte da comunidade cristã.
Há alguns elementos que marcam muito a maneira de viver a Quaresma. Talvez o primeiro seja o facto de a celebrarmos todos os anos. Para muitos, significa que a repetem há já vinte, trinta ou mais vezes. É muito difícil evitar a sensação de rotina, de ver aproximar-se uma coisa já conhecida. Outro aspeto é a carência progressiva, já quase total, de eco social, quando não é o eco por contraste do carnaval; precisamente o tempo que nos convida a superar a superficialidade é anunciado por um estalido de frivolidade.
A Quaresma convida-nos a tomar consciência do que é a fé cristã, em concreto no mundo de hoje. O centro é Jesus Cristo, a sua pessoa e a sua mensagem, o mistério da sua Morte e Ressurreição. O nosso momento histórico de crise, em muitos sentidos, está cheio de perguntas, de sofrimento, de perplexidades. Pois bem, nós acreditamos que também este nosso mundo encontra a luz verdadeira da vida na mensagem de Jesus, no mistério da sua Páscoa. O Evangelho, situando-nos diante da morte e ressurreição de Jesus Cristo, põe-nos a cada um e a cada comunidade diante da própria fidelidade. Não há outro caminho. Tudo o que seja procurar culpas fora de nós são desculpas. O Evangelho de Jesus e o seu processo pessoal até à entrega à morte e à plenitude da ressurreição interpelam-nos a todos e propõe como caminho verdadeiro a conversão pessoal e comunitária segundo o seu Espírito, a nós cristãos, e a todos.
Este é o sentido do «combate» cristão (oração coleta). A Igreja oferece-nos um tempo favorável (segunda leitura), para voltar a colocar cada cristão e cada comunidade — se fosse possível, cada pessoa e cada grupo humano — diante do mistério de Jesus Cristo como caminho verdadeiro, diante da própria vida como a única coisa que temos em mãos. Trata-se não só de fazer um exercício de devoção, mas de progredir na tarefa de aprender a viver.
[...]
A cinza recorda o nosso erro, correndo atrás de tantas coisas que nos enchem o coração e não nos podem dar a vida, mas fazem este mundo agressivo e injusto. Contudo, esta tónica é parcial e precisa de ser completada. Há que colocar em destaque o que tem de ser o objeto da nossa atenção, centro de toda a Quaresma: o Senhor Jesus, a sua vida, a sua morte e ressurreição. [...]
A Quarta-feira de Cinzas é um convite à conversão. Isto é, a reconhecer com espírito arrependido a falta de humanidade em que vivemos, o pecado, para mudar de mentalidade, de perspetiva, de interesses. A cinza há de significar também esta mudança. É evidentemente um desafio a cada pessoa; mas não é um refúgio espiritualista e individual, mas a recordação da grande mensagem cristã: só pela conversão pessoal e pela fé, os seres humanos acolhemos o dom da Vida e entramos no Reino. [...]
Tudo conduz para dar importância ao que a tem: a verdadeira vida no Espírito.

© Gaspar Mora, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Brilhará na escuridão a tua luz
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.3.14 | Sem comentários

VIVER A SEMANA DAS CINZAS DA QUARESMA


5 A 8 DE MARÇO — AO RITMO DA LITURGIA


Primeira classe magistral

A primeira coisa que Jesus Cristo nos diz é que ter uma vida profundamente cristã não significa ser amargurados (QUARTA: «Quando jejuares, perfuma a cabeça»), nem é incompatível com levar uma vida normal (QUINTA: «A sua cruz todos os dias»); diz-nos que as penitências ou os gestos dramáticos e extraordinários não são necessários. Pelo contrário, é preciso saber conservar uma alegria íntima (SEXTA: «Podem os companheiros do esposo ficar de luto, enquanto o esposo estiver com eles?») que nos ajude a «saber estar» em todos os momentos (SÁBADO: «Comeis e bebeis com os publicanos e os pecadores»).

Rever o nosso estilo de anunciadores de Jesus Cristo é a primeira coisa a fazer, porque também nós, evangelizadores, «entramos pelos olhos».

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Brilhará na escuridão a tua luz

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.3.14 | Sem comentários
— Quarta-feira de Cinzas —  13 de fevereiro —

Quaresma... — Começamos um tempo litúrgico forte: o ciclo Quaresma-Páscoa. Deve ser uma nova oportunidade para renovar a nossa fé comunitária, e pessoal, para continuar com mais fidelidade a nossa vocação de discípulos de Jesus e de comunicadores do seu Evangelho, hoje. O grande objetivo é que cada crente e a comunidade cristã vivamos na atitude pascal de Jesus Cristo, caminhando para a vida em plenitude que ele nos oferece através da doação pessoal, de atitudes de serviço e não de domínio, de perdão e de reconciliação e nunca de ódio ou de exclusão.

A Quaresma deste ano 

A nível eclesial há referências importantes que nos ajudam a dar um colorido próprio a esta Quaresma. O Ano da Fé recorda-nos que o caminho que fazemos toda a vida é o de deixar-nos iluminar por Jesus Cristo. O cinquentenário do II Concílio do Vaticano ajuda-nos a assinalar a primazia que a Palavra de Deus tem na comunidade e que teve na vida e decisões do próprio Jesus, como veremos no próximo domingo [primeiro domingo da Quaresma]. O sínodo sobre a evangelização, realizado há pouco mais de três meses, recorda-nos que existimos como Igreja para ser portadores de boas notícias para o mundo de hoje.
Tudo isto nos ajuda a situar a Quaresma também dentro do nosso momento social e histórico, que é onde temos de viver a fé de uma forma verdadeiramente incarnada. O nosso mundo está em crise, aumentam de forma galopante as situações pessoais e familiares de pobreza. Aos que têm o poder económico nas mãos parece que lhes importa pouco a fratura social ou o sofrimento dos mais débeis. No meio de tudo isto descobrimos luzes de comunidades e grupos que procuram e experimentam caminhos de solidariedade, de vida mais humana, de propostas que libertem da escravidão do consumismo e do ídolo do lucro à custa da miséria de uma grande parte da humanidade.

Cinzas

A celebração de hoje tem um elemento único, que é o sinal da cinza. Com ele destaca-se o momento penitencial, que hoje se realiza depois da Liturgia da Palavra. Há que aproveitá-lo em toda a potencialidade evangelizadora que contém. A Igreja inteira coloca-se em atitude de conversão porque estamos convencidos de que ainda não vivemos o Evangelho como seria necessário. As palavras que acompanham o gesto recordam a renovação do batismo na Vigília Pascal e são um programa de vida. «Converter-se» é dispor-se a renunciar a tudo o que nos impede de viver «acreditando no Evangelho». E temos de saber dar nome tanto às renúncias como à vida segunda os critérios evangélicos.
Não estamos «feitos» como cristãos, mas «vamos-nos fazendo» à medida que deixamos que o Espírito trabalhe em nós. Trata-se de um caminho tanto pessoal como comunitário, que nos ajude a renunciar a atitudes de poder para ser mais servidores, que nos liberte de pensar só em nós para aprender a ver e a tratar todos como irmãos. Durante a Quaresma poderemos continuar a concretizar esta atitude de conversão.

© Josep Roca (Misa dominical) — www.cpl.es —
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
— a utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor —





Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.2.13 | Sem comentários
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