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VIVER A TERCEIRA SEMANA DA QUARESMA


23 A 29 DE MARÇO — AO RITMO DA LITURGIA


Quarta classe magistral

Embora saibamos que é o essencial da mensagem cristã e embora tenhamos critérios diferentes para avaliar a realidade, não mudaremos o mundo se não soubermos em que mundo vivemos. Nesta semana, Jesus Cristo dá-nos a quarta lição do «Mestrado»: o conhecimento da realidade, a necessidade de perceber os sinais dos tempos para que a nossa ação seja eficaz.
Jesus Cristo (TERÇA: «Será chamado Filho de Deus»), como sempre, também nos serve aqui de exemplo ao demonstrar que conhece bem todos os aspetos da sociedade onde vive e se movimenta: desde os temas mais privados (DOMINGO: «Ele disse-me tudo o que eu fiz») até à meteorologia (SEGUNDA: «O céu se fechou durante três anos e seis meses»), incluindo naturalmente os assuntos sociorreligiosos (QUARTA: «Se alguém transgredir um só destes mandamentos»), a política (QUINTA: «Todo o reino dividido contra si mesmo»), a ação social (SEXTA: «Amar o próximo») ou a estratificação de classes (SÁBADO: «Um era fariseu e o outro publicano»).

Dediquemos esta semana a refletir sobre como é o nosso conhecimento do mundo, até que ponto conhecemos a realidade onde vivemos. Se é só teórico, unicamente teremos teorias, irreversíveis para a vida.

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Brilhará na escuridão a tua luz
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.3.14 | Sem comentários

VIVER A SEGUNDA SEMANA DA QUARESMA


16 A 22 DE MARÇO — AO RITMO DA LITURGIA


Terceira classe magistral

Nesta terceira lição do seu «Mestrado», Jesus Cristo ensina-nos que os seus discípulos, precisamente porque viram a glória da transfiguração (DOMINGO: «Transfigurou-Se diante deles»), entenderam que só serão semelhantes a Deus se forem compassivos (SEGUNDA: «Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso»), servos de todos (TERÇA: «O maior entre vós será o vosso servo»), com uma fé obediente (QUARTA: «Fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor»), situados ao lado dos pobres (QUINTA: «Um pobre chamado Lázaro»), pedras rejeitadas (SEXTA: «A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular»), filhos pródigos (SÁBADO: «Certo homem tinha dois filhos»); só estes — aos nossos olhos parecem perdidos e equivocados — alcançarão a glória de Abraão, a ternura de Deus Pai.
Esta re-valorização, esta forma distinta de valorizar as coisas (muito diferente da do «mundo»), a si próprio e as pessoas, é essencial para um anunciador do Evangelho.

Uma semana em que submeteremos à crítica a nossa maneira de qualificar as coisas, as pessoas, os objetivos, os meios e os resultados (êxitos e fracassos).

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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Brilhará na escuridão a tua luz
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.3.14 | Sem comentários

VIVER A PRIMEIRA SEMANA DA QUARESMA


9 A 15 DE MARÇO — AO RITMO DA LITURGIA


Segunda classe magistral

Na intimidade da Quaresma, Jesus Cristo continua a dar o seu peculiar «curso de catequese» («Mestrado em Jesus Cristo») àqueles que, hoje em dia, queremos ser seus discípulos — lição sobre o núcleo da mensagem (9 a 15 de março): «core business», o miolo da mensagem que tem de ser transmitida pelo discípulo de Jesus Cristo.
Nesta «lição magistral», Jesus Cristo previne-nos para a ratoeira das tentações do «só pão/só glória/só religião» (DOMINGO: «O tentador aproximou-se...»), para nos centrarmos no essencial, nos sinais que temos de mostrar a esta geração que, como todas as gerações, pede um sinal (QUARTA: «Esta geração [...] pede um sinal»): o irmão mais humilde (SEGUNDA: «A Mim o fizestes»); perdoar (TERÇA: «Se não perdoardes [...], também o vosso Pai celeste não vos perdoará»); fazer o bem (QUINTA: «Esta é a Lei e os Profetas»); promover a reconciliação (SEXTA: «Reconcilia-te com o teu adversário»); ser bons em tudo (SÁBADO: «Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito»).

Esta semana, Jesus Cristo encoraja-nos a sintetizar, a entender o núcleo do que vamos transmitir aos nossos contemporâneos. É importantíssimo saber o que é essencial e o que é secundário.

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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Brilhará na escuridão a tua luz
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 9.3.14 | Sem comentários

VIVER A SEMANA DAS CINZAS DA QUARESMA


5 A 8 DE MARÇO — AO RITMO DA LITURGIA


Primeira classe magistral

A primeira coisa que Jesus Cristo nos diz é que ter uma vida profundamente cristã não significa ser amargurados (QUARTA: «Quando jejuares, perfuma a cabeça»), nem é incompatível com levar uma vida normal (QUINTA: «A sua cruz todos os dias»); diz-nos que as penitências ou os gestos dramáticos e extraordinários não são necessários. Pelo contrário, é preciso saber conservar uma alegria íntima (SEXTA: «Podem os companheiros do esposo ficar de luto, enquanto o esposo estiver com eles?») que nos ajude a «saber estar» em todos os momentos (SÁBADO: «Comeis e bebeis com os publicanos e os pecadores»).

Rever o nosso estilo de anunciadores de Jesus Cristo é a primeira coisa a fazer, porque também nós, evangelizadores, «entramos pelos olhos».

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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Brilhará na escuridão a tua luz

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.3.14 | Sem comentários

VIVER A QUARESMA


5 DE MARÇO A 17 DE ABRIL — AO RITMO DA LITURGIA

O Laboratório da fé apresentou, em 2013, uma caminhada quaresmal inspirada no Ciclo C de Cortés (RD-Herder), tendo como ponto de apoio os textos evangélicos para os dias quaresmais. Neste ano pastoral (2013+14), voltamos a recuperar a proposta com algumas adaptações.

Brilhará na escuridão a tua luz

Ao longo deste ano litúrgico (Ano A) caminhamos iluminados por uma luz, a luz da fé. A temática da luz, apoiada na Carta Encíclica do papa Francisco sobre a fé — «Lumen Fidei», marca o ritmo do nosso itinerário litúrgico e existencial. Por isso, nesta Quaresma queremos que o seguimento de Jesus Cristo e o acolhimento dos seus ensinamentos se transformem em luz capaz de dissipar a escuridão que, muitas vezes, nos envolve para deixar brilhar a luz que nos habita.
Jesus Cristo convida-nos a ir com ele para um lugar tranquilo para receber, através dos seus ensinamentos, um «mestrado em Jesus Cristo», isto é, aprender a viver o Evangelho.
Este mestrado dura quarenta dias (tal como a Quaresma) e consta de sete lições magistrais:
  1. sobre o estilo (5 a 8 de março): classe magistral sobre «a forma de ser» dos discípulos de Jesus Cristo; > > >
  2. sobre o núcleo da mensagem (9 a 15 de março): «core business», o miolo da mensagem que tem de ser transmitida pelo discípulo de Jesus Cristo; > > >
  3. sobre o enfoque (16 a 22 de março): «focus», a pequenez entendida como verdadeira grandeza; > > > 
  4. sobre o trabalho de campo I (23 a 29 de março): «fieldwork», o conhecimento da realidade, a necessidade de perceber os sinais dos tempos para que a nossa ação seja eficaz; > > >
  5. sobre o trabalho de campo II (30 de março a 5 de abril): «fieldwork», o conhecimento de Deus, a necessidade de perceber Deus para que a nossa ação seja profunda; 
  6. sobre a atitude e a técnica do apostolado (6 a 12 de abril): «tools», o perdão e a misericórdia como instrumentos de trabalho; 
  7. sobre as equipas (13 a 17 de abril): «the team», a comunidade como espaço imprescindível para a vivência do Evangelho. 
Tomemos bons apontamentos, porque teremos de fazer um exame final; e porque imediatamente depois da Quaresma (na Páscoa) começam as aulas práticas.

© Laboratório da fé, 2014

Brilhará na escuridão a tua luz

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.3.14 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Pentecostes e sétima semana
[anos ímpares]

O mesmo Espírito que animou Jesus Cristo


Durante o tempo pascal, recebemos conselhos para viver ao máximo a nossa vida cristã de ressuscitados (alimentação saudável, exercício, médico, psicólogo, atividade laboral). Agora, encerramos este etapa do ano, com um resumo de como viver cada dia com o mesmo Espírito de Jesus (DOMINGO: «Recebei o Espírito Santo»).
Começaremos cada dia saindo do sonho e sintuando-nos na presença de Deus (SEGUNDA: Jesus tomou-o pela mão e levantou-o»); adotaremos de imediato a atitude de serviço (TERÇA: «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos»); teremos consciência de todo o bem que nos rodeia (QUARTA: «Quem não é contra nós é por nós»): e praticaremos, durante todo o dia, a vida evangélica (QUINTA: «Vivei em paz uns com os outros»), motivados pelo próprio Evangelho, em cada caso particular que nos seja apresentado (SEXTA: «Pode um homem repudiar a sua mulher?»).
Assim, dia a dia, com o sonho renovado de uma criança (SÁBADO: «Quem não acolher o reino de Deus como uma criança, não entrará nele»).

Por que não prestar atenção especial, esta semana, a analisar quanto de cristão há no nosso dia a dia e no nosso hora a hora?

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Pentecostes e Sétima semana no Laboratório da fé, 2013
Postado por Anónimo | 20.5.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Sétima semana
 de Páscoa

Uma vida ressuscitada: ter estabilidade no trabalho


Ter uma boa alimentação (terceira semana), fazer exercício (quarta semana), visitar periodicamente o médico (quinta semana), consultar o psicólogo (sexta semana)... mas uma vida (ressuscitada) realizada, hoje em dia todos sabemos, precisa de um trabalho estável que proporcione segurança e autoestima.
O trabalho do cristão é, naturalmente, «ser testemunha» (DOMINGO: «Vós sois testemunhas disso»), pois só assim podemos fazer parte da família (SEGUNDA: «Esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe»), sempre motivados para viver a nossa situação laboral (TERÇA: «Chamo-vos amigos»).
A nossa tarefa específica consiste em fazer o mesmo trabalho que Jesus efetuou ao longo da sua existência terrena (QUARTA: «Como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei»), trabalhando em equipa (QUINTA: «Que sejam um»), uma equipa onde quem manda é quem mais ama (SEXTA: «Amas-Me tu mais do que estes?») e que continuará a viver e a trabalhar (SÁBADO: «Até que Eu venha»).
Estamos inscritos no Centro de Emprego de Jesus (um trabalho duro, mas que tem muitos motivos de satisfação)?

Esta semana servirá para rever como estamos a desempenhar o nosso trabalho de testemunhas: O nosso chefe está contente? E os companheiros? Merecemos ser promovidos?

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Páscoa - Laboratório da fé
Postado por Anónimo | 13.5.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Sexta semana
 de Páscoa

Uma vida ressuscitada: visitar o psicólogo


Na vida humana, a saúde integral está relacionada com o corpo. Ora isso também se aplica à dimensão espiritual. Por isso, Jesus Cristo não é apenas o nosso médico (quinta semana de Páscoa), mas é também o nosso conselheiro espiritual e «psicólogo» particular. O que é que nos aconselha como psicólogo?
Em primeiro lugar, paz interior (DOMINGO: «Dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo») e serenidade frente às dificuldades (SEGUNDA: «Hão de expulsar-vos das sinagogas»); mas também a resistência nos momentos de crise (TERÇA: «É do vosso interesse que Eu vá») e, em geral, a aceitação da nossa verdade mais plena (QUARTA: «Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena»).
Tudo isto é garantia de uma saúde mental e de uma alegria vital básicas (QUINTA: «A vossa tristeza converter-se-á em alegria»), que nada nem ninguém nos poderá tirar (SEXTA: «Ninguém vos poderá tirar a vossa alegria»); uma alegria integral que só pode ser sentida por quem vive «com Deus» (SÁBADO: «o próprio Pai vos ama»).
Vamos dedicar esta semana a uma visita a Jesus Cristo nosso psicólogo particular?

Nesta semana, questionamos a nossa «saúde mental» e a maturidade da nossa vida religiosa: onde está ancorada, como interligamos a fé e a vida, até onde vai a nossa paz interior?

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Páscoa - Laboratório da fé
Postado por Anónimo | 5.5.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Quinta semana
 de Páscoa

Uma vida ressuscitada: visitas periódicas ao médico


A vida cristã mantém-se saudável com bons alimentos (terceira semana de Páscoa), com exercício (quarta semana de Páscoa)... e com umas boas vitaminas: o amor é o complemento energético principal, o novo medicamento receitado por Jesus, o nosso «médico de família» (DOMINGO: «Dou-vos um mandamento novo»).
Um amor praticado segundo o Evangelho (SEGUNDA: «Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração»). Esta receita também serve para curar o mundo (TERÇA: «O mundo saiba que amo o Pai»); e não há outra (QUARTA: «Sem Mim nada podeis fazer»).
Um amor que comunica plenitude (QUINTA: «A vossa alegria seja completa»); um amor fecundo (SEXTA: «Quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço») que o mundo não consegue compreender (SÁBADO: «Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu»).
Estamos dispostos a «ir ao médico», para saber o que Jesus nos receita para viver uma vida saudável de ressuscitados?

Se o amor é o nosso melhor remédio para nos curar e curar o mundo, perguntemo-nos esta semana como estamos de amor (que níveis aparecem nas nossas análises).

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Páscoa - Laboratório da fé
Postado por Anónimo | 28.4.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Quarta semana
 de Páscoa

Uma vida ressuscitada: fazer exercício


Uma boa alimentação é imprescindível para fortalecer a nossa vida ressuscitada (Terceira semana de Páscoa). Mas para estarmos sempre «no ponto» é preciso fazer exercício.
A vida cristã pode ser entendida como uma atividade desportiva: uma maratona que tem Jesus Cristo como único treinador (DOMINGO: «As minhas ovelhas escutam a minha voz»), sem fazer caso de outras propostas (SEGUNDA: «Se for um estranho, não o seguem») nem de outros exemplos dados por aqueles que não pertencem ao seu rebanho (TERÇA: «Não acreditais»).
Uma carreira exemplar, à luz do dia (QUARTA: «Aquele que acredita em Mim não fique nas trevas»); e um mundo inteiro para percorrer (QUINTA: «Eles partiram a pregar por toda a parte»), com a verdade e a vida à frente (SEXTA: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida»), que nos hão de conduzir, sem dúvida, até à meta (SÁBADO: «Quem Me vê, vê o Pai»).
Inscrevemo-nos numa carreira desportiva organizada por Jesus Cristo, nosso treinador?

Não podemos ter uma vida saudável sem exercício, mesmo que se trate de exercícios «espirituais». Esta semana vai-nos proporcionar temas para esta reflexão tão «desportiva».

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Páscoa - Laboratório da fé
Postado por Anónimo | 22.4.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Terceira semana
 de Páscoa

Uma vida ressuscitada: ter uma boa alimentação


Nesta semana, iniciamos uma série de reflexões sobre como cultivar a nossa vida ressuscitada de cristãos.
Começamos pelo mais básico: a alimentação.
De que se alimenta a nossa vida ressuscitada? A matéria prima tem de ser sempre o amor (DOMINGO: «Amas-Me?»). Temos maus hábitos alimentares (SEGUNDA: «Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna»); por isso, é preciso começar a recusar as comidas insossas, escolher outro alimento (TERÇA: «O pão de Deus é o que desce do Céu para dar a vida ao mundo»), preferir uma boa matéria prima — o Evangelho lido, meditado, posto em prática (QUARTA: «Quem vem a Mim nunca mais terá fome») —, prepará-la e cozinhá-la em «lume brando» — a oração, a união com Deus (QUINTA: «Quem comer deste pão viverá eternamente») —, até dispor de uma requintada e saudável comida (SEXTA: «Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais»), um alimento que mais ninguém pode oferecer (SÁBADO: «Para quem iremos, Senhor?»).
Queremos participar num curso de cozinha saudável ministrado por Jesus, o nosso grande chefe?

Nesta semana, questionamo-nos sobre o tipo de comida com que estamos a alimentar a nossa vida de ressuscitados.

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Páscoa - Laboratório da fé
Postado por Anónimo | 15.4.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


 Segunda semana
de Páscoa

O cristão tem uma vida «ressuscitada»


A vida do cristão, a vida «ressuscitada», não pode ser como a das outras pessoas; tem de ser uma vida vivida em paz (DOMINGO: «A paz esteja convosco»); uma paz que se alimenta da presença constante de Deus (SEGUNDA: «O Senhor está contigo»). Tem de ser um re-nascimento diário (TERÇA: «Não te admires por Eu te haver dito que todos devem nascer de novo»), como pessoas salvas, isto é, pessoas que conhecem bem o sentido profundo das suas vidas (QUARTA: «Quem pratica a verdade aproxima-se da luz») e possuem desde já uma vida eterna, total (QUINTA: «Quem acredita no Filho tem a vida eterna»). Pessoas cuja vida se multiplica como o pão de cada dia (SEXTA: «Comeram quanto quiseram») e descartam os temores básicos que aterrorizam o resto da gente (SÁBADO: «Sou Eu. Não temais»).

Nesta semana, meditamos sobre a mais valia em ter uma vida «ressuscitada».

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Postado por Anónimo | 8.4.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]

Primeira semana de Páscoa 

Porque somos tão resistentes à vida e à alegria?


A Páscoa é o tempo das «aulas práticas». Ao longo da Quaresma recebemos os ensinamentos de Jesus («mestrado»). Um dia teremos o exame final! Através dos seus ensinamentos, Jesus Cristo mostrou-nos como temos de ser evangelizadores, portadores da sua mensagem para os dias de hoje. É tempo de viver os ensinamentos recebidos ao longo da Quaresma.
E começam a aparecer as primeiras dificuldades. Em primeiro lugar, custa-nos estar alegres; resistimos à alegria; não entendemos porque é que temos de estar alegres (DOMINGO), apesar do mandato explícito de Jesus Cristo (SEGUNDA). Mais facilmente nos dispomos a chorar, a queixarmo-nos, a lamentarmo-nos (TERÇA); somos lentos a entender a razão da nossa alegria (QUARTA: «Homens sem inteligência e lentos de espírito para acreditar»), ficamos atónitos (QUINTA: «Porque estais perturbados e porque se levantam esses pensamentos nos vossos corações?»), não nos atrevemos a dar o passo que nos libertaria (SEXTA). Jesus Cristo censura esta nossa resistência a lançarmo-nos nos braços da felicidade (SÁBADO). 
A Páscoa é ocasião para praticar a alegria!

Temos diante de nós uma semana para nos questionarmos sobre os motivos pelos quais nos custa tanto unir a fé e a alegria.

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial 
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 3.4.13 | Sem comentários
— Quinta Semana da Quaresma [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)] —


Jesus ensina a perdoar


O perdão como instrumento principal 

do trabalho evangelizador


Jesus salva uma mulher adúltera do apedrejamento (DOMINGO: «Ninguém te condenou? [...] Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar»). E afirma que não veio para julgar ninguém, mas para ser luz (SEGUNDA: «Eu sou a luz do mundo. Quem me segue [...] terá a luz da vida»). Talvez porque recorde que a sua própria mãe poderia ter sido acusada de adultério (TERÇA: «Antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida»).
Os seus inimigos não aceitam ser tratados como filhos do adultério (QUARTA: «Nós não somos filhos ilegítimos»), uma vez que lhes diz que não sabem quem é o pai deles (QUINTA: «Vós não O conheceis»); com tudo isto, no fim quem corre o risco de ser apedrejado é Jesus (SEXTA: «Agarraram em pedras para apedrejarem Jesus»), pois já estão decididos a matá-lo (SÁBADO: «A partir desse dia, decidiram matar Jesus»). Assim o farão na próxima semana!
Por tudo isto, ficam claras duas atitudes: a de Jesus (e dos seus discípulos), que identificamos com o perdão; e a dos que não são como Jesus, que relacionamos com a violência e a intransigência.
Esta semana falaremos de perdão.

Não nos mandam julgar as pessoas, mas a transmitir-lhes a mensagem da bondade de Deus e do seu Reino. Nesta semana, tentaremos aprender a utilizar o perdão como instrumento do nosso trabalho evangelizador.

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial 
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.3.13 | Sem comentários
— Terceira Semana da Quaresma [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)] —


Jesus conhece bem todos os aspetos da sociedade onde vive e se movimenta


«Não mudaremos o mundo 

se não soubermos em que mundo vivemos»


Embora saibamos que é o essencial da mensagem cristã e embora tenhamos critérios diferentes para avaliar a realidade, não mudaremos o mundo se não soubermos em que mundo vivemos. Nesta semana, Jesus dá-nos a quarta lição do «mestrado»: o conhecimento da realidade, a necessidade de perceber os sinais dos tempos para que a nossa ação seja eficaz.
Jesus, como sempre, também nos serve aqui de exemplo ao demonstrar que conhece bem todos os aspetos da sociedade onde vive e se movimenta: desde o capítulo dos acontecimentos (DOMINGO: «Aqueles dezoito homens, que a torre de Siloé, ao cair, atingiu e matou») até à meteorologia (SEGUNDA: «O céu se fechou durante três anos e seis meses»), incluindo naturalmente a economia (TERÇA: «Não tendo com que pagar»), os assuntos sociorreligiosos (QUARTA: «Se alguém transgredir um só destes mandamentos»), a política (QUINTA: «Todo o reino dividido contra si mesmo»), a ação social (SEXTA: «Amar o próximo») ou a estratificação de classes (SÁBADO: «Um era fariseu e o outro publicano»).

Dediquemos esta semana a refletir sobre como é o nosso conhecimento do mundo, até que ponto conhecemos a realidade onde vivemos. Se é só teórico, unicamente teremos teorias, irreversíveis para a vida.

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial 
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 3.3.13 | Sem comentários
— Segunda Semana da Quaresma [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)] —


A pequenez como verdadeira grandeza


«Quem entre vós quiser tornar-se grande 

seja vosso servo»


Nesta terceira lição do seu «Mestrado», Jesus ensina que os seus discípulos, precisamente porque viram a sua glória (DOMINGO: «Despertando, viram a glória de Jesus»), entenderam que só serão semelhantes a Deus se forem compassivos (SEGUNDA: «Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso»), irmãos de todos (TERÇA: «Vós sois todos irmãos»), servos dos outros (QUARTA: «Quem entre vós quiser tornar-se grande seja vosso servo»), situados ao lado dos pobres (QUINTA: «Um pobre chamado Lázaro»), pedras rejeitadas (SEXTA: «A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular»), filhos pródigos (SÁBADO: «Certo homem tinha dois filhos»); só estes — aos nossos olhos parecem perdidos e equivocados — alcançarão a glória de Abraão, a ternura de Deus Pai.
Esta re-valorização, esta forma distinta de valorizar as coisas (muito diferente da do «mundo»), a si mesmos e as pessoas, é essencial para um anunciador do Evangelho.

Uma semana em que submeteremos à crítica a nossa maneira de qualificar as coisas, as pessoas, os objetivos, os meios e os resultados (êxitos e fracassos).

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial 
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 25.2.13 | Sem comentários
— Primeira Semana da Quaresma [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)] —


Distinguir o importante do supérfluo


Jesus encoraja-nos a sintetizar


Na intimidade da Quaresma, Jesus continua a dar-nos o seu peculiar «curso de catequese» («Mestrado em Jesus») àqueles que, hoje em dia, queremos ser seu discípulo — lição sobre o núcleo da mensagem (17 a 23 de fevereiro): «core business», o miolo da mensagem que tem de ser transmitida pelo discípulo de Jesus.
Nesta «lição magistral», Jesus previne-nos sobre a ratoeira das tentações do «só pão/só glória/só religião» (DOMINGO: «Durante quarenta dias, esteve no deserto, conduzido pelo Espírito, e foi tentado pelo Diabo»), para nos centrarmos no essencial: o mais humilde dos irmãos (SEGUNDA: «a Mim o fizestes»); perdoar (TERÇA: «Se perdoardes aos homens as suas faltas, também o vosso Pai celeste vos perdoará»); fazer o bem (QUINTA: «esta é a Lei e os Profetas»); ser bons em tudo (SÁBADO: «sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito»).
Estes são os sinais essenciais que temos que mostrar a esta geração que, como todas as gerações, pede um sinal (QUARTA: «Esta geração é uma geração perversa: pede um sinal»), sabendo que o que fizermos na terra será o que levaremos para os céus (SEXTA: «tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus»).

Esta semana Jesus encoraja-nos a sintetizar, a entender o núcleo do que vamos transmitir aos nossos contemporâneos. Saber o que é essencial e o que é secundário é importantíssimo.

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial 
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 17.2.13 | Sem comentários
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