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— palavra para segunda-feira da terceira semana —



— Evangelho segundo Marcos 3, 22-30

Naquele tempo, os escribas que tinham descido de Jerusalém diziam: «Está possesso de Belzebu», e ainda: «É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios». Mas Jesus chamou-os e começou a falar-lhes em parábolas: «Como pode Satanás expulsar Satanás? Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode aguentar-se. E se uma casa estiver dividida contra si mesma, essa casa não pode aguentar-se. Portanto, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não pode subsistir: está perdido. Ninguém pode entrar em casa de um homem forte e roubar-lhe os bens, sem primeiro o amarrar: só então poderá saquear a casa. Em verdade vos digo: Tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e blasfémias que tiverem proferido; mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: será réu de pecado eterno». Referia-Se aos que diziam: «Está possesso dum espírito impuro».

— Está possesso de Belzebu

Os escribas de Jerusalém eram homens poderosos a nível social, político, económico e religioso. Tinham uma forte influência sobre os judeus. São estes homens que fazem uma acusação terrível a Jesus: «Está possesso de Belzebu». 
Para estes escribas de Jerusalém, Jesus não traz a salvação. Ele traz a condenação, pois tem dentro de si o demónio. Para eles, Jesus não humaniza as pessoas nem as conduz a Deus. Ele contagia o povo com o demónio e conduz as pessoas à perdição.
Os «escribas de Jerusalém» continuam a existir! Não só em Jerusalém, mas em muitos outros locais! Apresentam-se como «donos» da religião e não fazem mais nada senão acusar, insultar, agredir, proclamar que quem não pensa como eles ou não faz o que eles dizem está possuído pelo demónio. Jesus assegura que quem procede assim não tem perdão de Deus. Ou melhor: quem procede assim é tão orgulhoso que recusa o perdão de Deus.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 28.1.13 | Sem comentários
— palavra para terça-feira da primeira semana —



— Evangelho segundo Marcos 1, 21-28

Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!». E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

— Cala-te e sai

Aí está o tempo novo! O tempo inaugurado por Jesus Cristo com a marca da libertação e salvação. A importância do relato não está na expulsão do «espírito impuro». A importância fundamental está na «autoridade» de Jesus. Ele «ensinava com autoridade». A força e a convicção de Jesus produz a admiração de toda a gente. Não era uma autoridade associada a qualquer tipo de poder ou de mandato. Era uma autoridade profética e carismática associada à sua maneira de viver e de ser. 
A autoridade de Jesus é coloca em contraste com a maneira de ensinar dos escribas, os mestres da Lei. Os escribas eram funcionários da religião. Eram sábios na casuística da Lei e não na experiência de Deus que liberta e salva.
O ensinamento de Jesus foi uma novidade para aquela gente. Jesus não impunha obrigações, normas a cumprir. Jesus liberta as pessoas de todos os males que lhes podiam causar sofrimento. Os males que estão representados pelo «espírito impuro». Os escribas dirigiam-se às pessoas para as importunar com normas. Jesus dirige-se aos «espíritos impuros» para libertar as pessoas do mal e do sofrimento. «Cala-te e sai». Onde está Jesus está a libertação e a felicidade. É esta a Boa Nova anunciada e realizada por Jesus Cristo. Mas ainda há comportamentos (na Igreja, nas paróquias, nas comunidades, nas famílias, na vida cristã) que mostram que não entendemos nem interiorizamos o Evangelho na nossa maneira de viver a fé! Onde há autoritarismo não está Jesus Cristo. Ele não está do lado das normas, mas das pessoas. Ele está em tudo o que é combate ao mal sem complexos, sem reservas, para libertar e salvar o ser humano.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.1.13 | Sem comentários
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