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Palavra para hoje: vigésimo segundo domingo


«Filho, em todas as tuas obras procede com humildade [...] e encontrarás graça diante do Senhor». O humilde ocupa o seu devido lugar diante de Deus. Glorifica-o, reconhece a sua presença, mesmo sem o ver fisicamente. Entretanto, Jesus Cristo observa o comportamento de cada um! Os seus ensinamentos sobre o lugar à mesa são uma lição que ele mesmo põe em prática: humilhou-se a si mesmo, até à morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou; e o colocou acima de todas as coisas (cf. Filipenses 2, 8-9). Assim, releva-nos o mistério da Igreja, chamada a seguir os seus passos. A sua missão é ser pobre e serva, aceitar perder uma aparente influência, para estar mais disponível para convidar os pobres para a mesa de Deus.


Pergunta da semana: 

Acredito sinceramente no valor da humildade?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.9.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo segundo domingo


Vivemos numa sociedade em que praticamente tudo se compra e se paga: o trabalho, os serviços, o ensino, o desporto, o lazer...
A nossa sociedade produz, frequentemente, um tipo de ser humano egoísta, não solidário, consumista, de coração pequeno e horizontes estreitos, incapaz de amar com autêntica generosidade.
É difícil, na nossa sociedade, ver gestos verdadeiramente desinteressados e gratuitos. Aliás, até a amizade e o amor aparecem direta ou indiretamente relacionados com o interesse e o egoísmo.
Por isso, é duro para os nossos ouvidos, escutar o convite desconcertante de Jesus: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído. Mas quando ofereceres um banquete, convida os pobres».
Jesus não critica a amizade, as relações familiares, nem o amor alegremente correspondido. Mas convida-nos a refletir sobre a verdade profunda da nossa conduta.
Amar a quem nos ama, ser amável com quem o é connosco, pode ser o comportamento normal de um ser humano egoísta, em quem o benefício próprio continua a ser o critério principal das suas preferências e predileção.
Seria um equívoco acreditar que alguém sabe amar verdadeiramente e com generosidade pelo simples facto de viver em harmonia e saber relacionar-se com facilidade no círculo das suas amizades e nas relações familiares. Também o egoísta «ama» muito aqueles que o amam muito.
Saber amar não é simplesmente saber tratar devidamente aqueles a quem estou ligado pela amizade, pela simpatia ou por uma relação social. Saber amar é não passar ao lado de ninguém que precise da minha proximidade.
Jesus pensava numa sociedade em que cada um se sentisse servo dos mais necessitados. Uma sociedade muito diferente da atual, onde os seres humanos aprendessem a amar não a quem melhor paga, mas a quem mais necessita.
É bom interrogarmo-nos com sinceridade sobre o que buscamos quando nos aproximamos dos outros. Procuramos dar ou receber? Só ama quem é capaz de compreender as palavras de Jesus: «Há mais felicidade em dar do que em receber».

© Juan Jauregui Castelo
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



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Preparar o vigésimo segundo domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 31.8.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo segundo domingo


No domingo anterior (vigésimo primeiro), o evangelho terminava com uma frase enigmática, que dizia: «os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos». Neste vigésimo segundo domingo, vemos esta afirmação numa situação prática. A cena descrita por Lucas refere uma refeição ao sábado, na casa de um fariseu. É uma refeição carregada de tensão: todos se observavam mutuamente. Diz que os fariseus estavam de olhos postos em Jesus, mas também que Jesus observava tudo o que acontecia e o que eles faziam. O que vê Jesus? Pois, muito simples: a procura dos primeiros lugares. Isto é o motivo para um ensinamento prático de Jesus, que mais parece extraído das páginas de um manual de «normas de boa educação» ou de «urbanidade» e não das páginas do Evangelho. Mas isto também é importante para nós, não se dê o caso de ao querer seguir o Evangelho possamos perder as regras elementares da boa educação!
Jesus aconselha os seus ouvintes a não procurarem os primeiros lugares, para evitar que possam ser recolocados mais abaixo. Como exemplo, dá um banquete nupcial. Este ensinamento prático de Jesus, onde situa os convidados, é motivo para um novo ensinamento: «Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». Isto sim é doutrina evangélica!

Os circuitos fechados das amizades

A segunda parte do evangelho é uma reflexão, na mesma linha, dirigida ao anfitrião daquela refeição. O tema trata da amizade e do desejo, sempre dominante, de ser recompensados em tudo o que fazemos pelos outros. Todos sabemos que é um jogo perigoso, mas o nosso coração não se cansa de procurar sempre as contrapartidas a tudo que fazemos pelos outros. Quantas vezes não temos ouvido dizer ou nós mesmos já o dissemos: «Depois de tudo o que fiz por ele, vê como me paga!». A autêntica amizade, tal como a descreve Jesus, não pode ser a de um circuito fechado onde recebemos tanto como damos. A amizade deve ser um circuito aberto a todos, generoso e indiscriminado, onde fazemos o que devemos. Sem esperar nada em troca.
Não estaria nada mal aproveitar este domingo para fazer uma reflexão pessoal (individual) sobre como é a nossa amizade. Quais são as minhas amizades? Com quem quero fazer amizade? O que faço pelos meus amigos? Espero coisas em troca? Tudo o que faço é com a esperança de que me seja devolvido?

Fazer exercícios práticos

No evangelho, Jesus convida-nos a fazer pequenos exercícios práticos na linha do altruísmo. Fazer coisas sem esperar nada em troca. Isto pode-se fazer em ações destinadas aos que nunca poderão devolver o que fazemos por eles. Jesus cita os casos típicos daquele tempo: «os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos». Hoje em dia podemos fazer outra lista: marginalizados, imigrantes, sem abrigo, mendigos, desempregados, despejados, reformados... e os grupos daqueles que precisam de alimentos ou de roupas. Não ficaria mal, nalgum dia, acompanhar uma pessoa até aos serviços da Segurança Social. Na sala de espera, teríamos oportunidade de ver todos estes que são enunciados no evangelho. Para ver que estas normas de conduta não são originais de Jesus, mas que já existiam no Antigo Testamento, a primeira leitura deste (vigésimo segundo) domingo, do Ben-Sirá (Eclesiástico), a partir da mais pura sabedoria popular, também recorda que é bom ser humilde ou fazer-se pequeno. Aí encontramos um pequena regra de ouro: «Em todas as tuas obras procede com humildade». É um provérbio muito bom. E que todos, nas nossas pequenas ou grandes situações de poder, a podemos aplicar: como pais, como profissionais, como catequistas, como presbíteros...

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o vigésimo segundo domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 30.8.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo segundo domingo


A experiência de felicidade para a qual Jesus convida todo o homem, toda a mulher, é realmente admirável, porque vai contra o bom senso e o que é facilmente admitido no nosso mundo.
Em primeiro lugar, a felicidade não é uma experiência que se vive só ou voltado para si próprio. Não tem nada a ver com a felicidade que se encontra na degustação de um doce ou na leitura de um bom romance. Estas experiências de felicidade são essenciais ao equilíbrio da vida, mas a dinâmica do Reino de Deus é diferente.
Depois, a experiência fundamental é a do dom ao outro. Dar. Despojar-se de qualquer coisa em benefício de alguém. Oferecer um pouco do que se tem para que outros possam também desfrutar. Para Jesus, há mais alegria em dar do que em receber. Isto não é assim tão frequente...
Enfim, sobretudo, a experiência proposta por Jesus consiste em dar sem esperar nada em troca. Assim, o ideal consiste em dar aos pobres, isto é, a quem já nem tem forças para pedir tal é a vergonha, e que nunca, nunca, poderão, verdadeiramente nunca poderão retribuir.
Ah, meu Deus, que felicidade!

© Thierry Lamboley — www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o vigésimo segundo domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 30.8.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo segundo domingo

1 DE SETEMBRO DE 2013

Evangelho segundo Lucas 14, 1.7-14

Naquele tempo, Jesus entrou, num sábado, em casa de um dos principais fariseus para tomar uma refeição. Todos O observavam. Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, Jesus disse-lhes esta parábola: «Quando fores convidado para um banquete nupcial, não tomes o primeiro lugar. Pode acontecer que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu; então, aquele que vos convidou a ambos, terá que te dizer: ‘Dá o lugar a este’; e ficarás depois envergonhado, se tiveres de ocupar o último lugar. Por isso, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar; e quando vier aquele que te convidou, dirá: ‘Amigo, sobe mais para cima’; ficarás então honrado aos olhos dos outros convidados. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». Jesus disse ainda a quem O tinha convidado: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído. Mas quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.



Quem se exalta será humilhado
e quem se humilha será exaltado

Enquanto caminha para Jerusalém, Jesus aproveita os factos quotidianos para instruir as pessoas. Nesta ocasião, Lucas descreve um convite festivo que recorda o género literário grego conhecido como «symposion» («simpósio»). O texto contém uma introdução histórica (versículo 1), um ensinamento sobre a humildade (versículos 7-11) e outro sobre a generosidade (versículos 12-14).
A introdução situa-nos num sábado, dia de festa. Depois do ofício sinagogal, era costume desfrutar de uma boa mesa. Jesus aceita com gosto o convite de um fariseu notável. Entre os comensais, respira-se um clima de expectativa («todos O observavam»).
Perante o comportamento de alguns incautos e vaidosos que, ao entrar na sala, imediatamente ocupavam os primeiros lugares, Jesus apresenta um conselho sapiencial tirado do livro dos Provérbios (25, 6-7). Mas o ensinamento de Jesus vai além de uma mera norma de conduta. Por isso, ato contínuo, pronuncia uma sentença que resume o coração do Evangelho: «Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado» (cf. 1, 51-52).
O último ensinamento sobre a generosidade desinteressada é dirigido ao fariseu que o tinha convidado (versículos 12-14). Não se trata de uma crítica por parte de Jesus, mas de uma recomendação para não negociar com a generosidade, isto é, dar e dar-se sem calcular uma recompensa, confiando na generosidade de Deus que supera largamente a humana.

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o vigésimo segundo domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 30.8.13 | Sem comentários
Encuentros con la Palabra — blogue de Hermann Rodríguez Osorio

Ouvir contar esta história que nos pode servir de contexto para o evangelho do vigésimo segundo domingo (Ano C): «Caminhava com o meu pai, quando ele parou numa curva; depois de um momento de silêncio, perguntou-me: Além do cantar dos pássaros, ouves mais alguma coisa? Afinei os ouvidos e alguns segundos depois respondi-lhe: Ouço o ruído de uma carroça. É isso — disse o meu pai. É uma carroça vazia. Perguntei-lhe: como é que sabes que é uma carroça vazia se nem sequer a vemos? Então, o meu pai respondeu: É muito fácil saber quando uma carroça está vazia, por causa do ruído. Quanto mais vazia a carroça, maior é o ruído que faz. Tornei-me adulto e ainda hoje quando vejo um pessoa a falar demasiado, interrompendo a conversação de todos, sendo inoportuna ou violenta, presunçosa sobre os seus conhecimentos, sentindo-se prepotente e desvalorizando os outros, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai a dizer: 'Quanto mais vazia a carroça, maior é o ruído que faz'. A humildade consiste em calar as nossas próprias virtudes, para permitir que os outros as descubram por si mesmos».
Jesus foi comer muitas vezes com gente importante; Ele não passava a vida metido entre quatro paredes com medo de se contaminar com o mundo que o rodeava. Veio anunciar a este mundo uma Boa Notícia e não podia fazê-lo fechado em quatro paredes. Quando estava em casa de um dos principais fariseus, outros fariseus estavam a espiá-lo para ter com que o acusar. Jesus ao ver «como os convidados escolhiam os primeiros lugares», deu-lhes este conselho: «Quando fores convidado para um banquete nupcial, não tomes o primeiro lugar. Pode acontecer que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu; então, aquele que vos convidou a ambos, terá que te dizer: ‘Dá o lugar a este’; e ficarás depois envergonhado, se tiveres de ocupar o último lugar. Por isso, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar; e quando vier aquele que te convidou, dirá: ‘Amigo, sobe mais para cima’; ficarás então honrado aos olhos dos outros convidados. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado».
Além deste ensinamento tão útil e concreto para a nossa vida, o Senhor acrescentou outro para o quem o tinha convidado nesse dia: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído. Mas quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos».
Num retiro em que participei com Jean Vanier, no Porto, no norte de Portugal, ouvi-o dizer que uma vez tinha lido este texto com um grupo de empresários do Primeiro Mundo. A reação que produziu foi de protesto e descontentamento. Mas também contou que tinha lido este texto com um grupo de pedintes de um país pobre. A reação foi de alegria e de júbilo. Os mendigos saltavam e gritavam de alegria pelo que estavam a escutar. Para eles, esta era uma Boa Notícia, enquanto que, para os primeiros, era má. Como acolhemos estas palavras de Jesus? Alegram o nosso coração ou enchem-no de incertezas e mal-estar? Cada um pode avaliar a sintonia que sente com as palavras do Senhor, para reconhecer o desafio deste evangelho. Recordemos que existem pessoas tão pobres que a única coisa que têm é dinheiro. Ninguém está mais vazio do que aquele que está cheio de si mesmo. Questionemo-nos se a nossa «carroça» faz muito ruído ou se está carregada de valores e boas obras para nos enriquecer com uma riqueza que só se poderá apreciar no dia da «ressurreição dos justos».

© Hermann Rodríguez Osorio, SJ

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o vigésimo segundo domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.8.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo segundo domingo


TERRA: toma um pouco de terra nas tuas mãos. Areia, argila, lama, seixos, pó ou cascalho... Pouco importa. O essencial é não ter medo de sujar as mãos para reencontrar a nossa cor original. Adão, o primeiro homem, o «terroso», não foi formado assim? Depois, mantém as mãos abertas para agradecer ao Criador de toda a vida.

Em casa
Repara, em casa, o que acontece à mesa, consciente ou inconscientemente. Começa por tomar consciência do lugar que gostas de ocupar à mesa: ao lado de quem ou diante de quem? Em seguida, contempla o lugar que ocupa cada um. É todos os dias no mesmo sítio? Existe alguma pessoa ao lado da qual alguém hesita em sentar-se? E há lugares onde ninguém quer estar? Ou, ao contrário, são procurados os lugares de honra? Bem, o importante é aproveitar a semana para sortear o lugar de cada um, convidar a mudar de lugar, para que a mesa seja sempre mais sinal do Reino.
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013



imagem de satélite do planeta terra, globo terrestre

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.8.13 | Sem comentários
La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández

Duas atitudes são propostas por Jesus, no evangelho do vigésimo segundo domingo: a humildade perante a soberba e a hospitalidade com os pobres e os últimos perante as aparências interesseiras. 
O humano, o «natural», é procurar o primeiro lugar, ser reconhecido, a palmadinha nas costas, a fama fácil, que me considerem mais importante do que...
Quantas vezes as minhas atitudes de soberba dificultam a convivência familiar, profissional, comunitária, eclesial. Isto acontece quando não dou importância ao que me podem ensinar, quando critico de forma desajustada porque vejo no outro uma ameaça, quando a única coisa que conta é o meu critério, quando não sou apreciado como penso que mereço, etc.
A outra atitude está na mesma linha. Jesus convida-nos a estar abertos, a ser generosos com «os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos». Ao contrário, prefiro que os que me rodeiam admirem a minha generosidade, que elogiem a minha forma de ser, prefiro ser importante entre os importantes. O que Jesus nos propõe não dá prestígio, não se recebe nada; então, para que serve?
A perspetiva do Reino de Deus vai por outro caminho. Só temos lugar junto dos pequenos, se os valores da humildade, da simplicidade, do serviço desinteressado forem prioritários nas nossas vidas e nas nossas comunidades.

© Javier Velasco-Arias

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o vigésimo segundo domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 28.8.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo segundo domingo

1 DE SETEMBRO DE 2013

Evangelho segundo Lucas 14, 1.7-14

Naquele tempo, Jesus entrou, num sábado, em casa de um dos principais fariseus para tomar uma refeição. Todos O observavam. Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, Jesus disse-lhes esta parábola: «Quando fores convidado para um banquete nupcial, não tomes o primeiro lugar. Pode acontecer que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu; então, aquele que vos convidou a ambos, terá que te dizer: ‘Dá o lugar a este’; e ficarás depois envergonhado, se tiveres de ocupar o último lugar. Por isso, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar; e quando vier aquele que te convidou, dirá: ‘Amigo, sobe mais para cima’; ficarás então honrado aos olhos dos outros convidados. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». Jesus disse ainda a quem O tinha convidado: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído. Mas quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.



Segunda, 26: ESCOLHER UM LUGAR

Jesus é observador: usa, muitas vezes, o quotidiano para nos fazer compreender as coisas. Observemos a cena com ele: estamos na casa de um fariseu; os convidados podem escolher o lugar; tomam, espontaneamente, o primeiro lugar. Hoje, posso estar atento ao lugar que escolho, na família e no trabalho, numa reunião, numa pausa com os companheiros, nos transportes... Interrogo-me sobre os motivos da minha escolha: amizade, desejo de reconhecimento ou de autoridade, ou outro.



Terça, 27: BANQUETE NUPCIAL

A partir desta cena, Jesus tem qualquer coisa de mais profunda para nos revelar ao fazer alusão ao banquete nupcial. Esta expressão bíblica está carregada de significado: trata-se da história da Aliança, pois o próprio dá ao Reino a imagem de um banquete nupcial, para o qual somos todos convidados. Nesse Reino, tudo é alterado e os lugares são inversos: «Os primeiros serão os últimos», diz Jesus em Mateus 19, 30. Estou pronto para participar no banquete nupcial do Reino para o qual Jesus me convida? Posso manifestar-lhe a minha alegria ou, ao contrário, exprimir-lhe a minha dificuldade, a minha incompreensão ou as minhas reticências.



Quarta, 28: COM JESUS

Hoje, vou contemplar Jesus e o lugar que ele escolheu para si mesmo no meio dos humanos, desde o seu nascimento num estábulo, até à sua morte numa cruz. Charles de Foucauld dizia que Jesus tinha de tal forma escolhido o último lugar que ninguém o poderia tirar. Coloco-me diante da Cruz e, como Santo Inácio nos convida a fazer nos exercícios espirituais, falo com Jesus e pergunto-lhe porque é que ele veio ocupar o último lugar.



Quinta, 29: COMO JOÃO BATISTA

Hoje, celebramos o martírio de João Batista, «amigo do Esposo», tal como ele se apresenta. Na linha daquilo que o evangelho nos convida a viver, posso lembrar as palavras do Batista sobre Jesus: «É preciso que ele cresça e que eu diminua» (João 3, 30). Hoje, de que forma posso agir para que Cristo cresça em mim e eu diminua?



Sexta, 30: HUMILHAR-SE

«Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». Como entender esta frase enigmática de Jesus? Será que nos convida a destruir e a negar tudo o que somos? Certamente que não; mas remete-nos para as exigências do Reino: quando me exalto, torno-me no mais importante; quando aceito humilhar-me, deixo que o amor cresça no meu coração. Senhor, dá-me o desejo de me humilhar para ser elevado no amor!



Sábado, 31: GRATUITAMENTE

Jesus vai ainda mais longe para nos falar dos valores do Reino: convidar os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos... Por outras palavras, diz para agir gratuitamente nas nossas relações, sem esperar nada em troca. É difícil, porque na maior parte das vezes fico à espera de um benefício na base das minhas ações. Posso, durante este dia, escolher realizar um ato totalmente gratuito em favor de uma pessoa à minha volta ou, talvez, do próprio Senhor, sem esperar nada em troca.



Domingo, 1: VIVER HUMILDEMENTE COMO IRMÃOS

As leituras deste domingo são um convite a escolher uma vida humilde. É o caso, em particular, da primeira leitura que diz: «Filho, em todas as tuas obras procede com humildade e serás mais estimado do que o homem generoso» (Ben-Sirá 4, 19). Viver humildemente é respeitar o outro e deixar que tome o seu lugar para que possa ser verdadeiramente ele mesmo. A eucaristia dominical, à quanto somos convidados, dá-nos a oportunidade de nos situar em igualdade com cada um dos participantes, como filhos do mesmo Pai e, portanto, irmãos. Juntos, em igualdade, podemos escutar a palavra do nosso Deus e, numa só voz, louvá-lo, porque «aos abandonados Deus prepara uma casa, conduz os cativos à liberdade» (Salmo 67).



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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.8.13 | Sem comentários
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