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A Virgem Maria e a Igreja


A Virgem Maria, que na anunciação do Anjo recebeu o Verbo no coração e no seio, e deu ao mundo a Vida, é reconhecida e honrada como verdadeira Mãe de Deus Redentor. Remida dum modo mais sublime, em atenção aos méritos de seu Filho, e unida a Ele por um vínculo estreito e indissolúvel, foi enriquecida com a excelsa missão e dignidade de Mãe de Deus Filho; é, por isso, filha predileta do Pai e templo do Espírito Santo, e, por este insigne dom da graça, leva vantagem á todas as demais criaturas do céu e da terra (Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium», 53).

Mistérios a partir do texto da «Lumen Gentium»


  • PRIMEIRO MISTÉRIO: A ANUNCIAÇÃO DO ANJO
A Anunciação do anjo a Maria é um ponto culminante na História da Salvação. Deus cumpre as suas promessas. «A Anunciação a Maria inaugura a ‘plenitude dos tempos’, isto é, o cumprimento das promessas e dos preparativos. Maria é convidada a conceber Aquele em quem habitará ‘corporalmente toda a plenitude da Divindade’» — afirma o Catecismo da Igreja Católica (número 484). O anjo simboliza a presença de Deus. E Maria acolhe essa presença «no coração e no seio».

  • SEGUNDO MISTÉRIO: A DÁDIVA DA VIDA
«Bendita por Deus entre todas as mulheres, por Vós recebemos o Autor da vida» — reza a Igreja numa das antífonas da Liturgia das Horas do Comum de Nossa Senhora. Na oração da «Ave maria» fazemos memória deste acontecimento crucial da nossa fé. O Verbo fez-se carne para habitar entre nós, para nos fazer participantes da vida divina, para conhecermos o amor do Pai. A participação neste amor deu a Maria a força necessária para proclamar o seu «sim». E tornou-se «bendita entre todas as mulheres».

  • TERCEIRO MISTÉRIO: A MÃE DO REDENTOR
A qualificação de Mãe de Deus é o apelativo fundamental com o qual a Comunidade dos crentes honra, poderíamos dizer, desde sempre a Virgem Santa. Ela exprime bem a missão de Maria na história da salvação. Todos os outros títulos atribuídos a Nossa Senhora encontram o seu fundamento na sua vocação para ser Mãe do Redentor, a criatura humana eleita por Deus para realizar o plano de salvação, centrado no grande mistério da encarnação do Verbo (Bento XVI, Audiência Geral de 2 de janeiro de 2008).

  • QUARTO MISTÉRIO: A FILHA PREDILETA DO PAI
Em Maria, filha predileta do Pai, manifestou-se o desígnio divino de amor pela humanidade. Ao destiná-la a tornar-se a mãe de seu Filho, o Pai escolheu-a entre todas as criaturas e elevou-a à mais alta dignidade e missão ao serviço do seu povo. A alegria própria do Pai, que consiste em ter junto de Si o Filho, é oferecida a todos, mas antes de tudo é confiada a Maria para que dela se difunda na comunidade humana (João Paulo II, Audiência Geral de 5 de janeiro de 2000).

  • QUINTO MISTÉRIO: O TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO
Maria não precisa de alterar nada na sua vida. Ela é convidada a deixar-se habitar pelo Espírito Santo. É o poder criador de Deus que faz a sua habitação no seio de Maria. E assim, Maria pode acolher, «no coração e no seio», o Filho de Deus. Aberta totalmente à ação do Espírito Santo, Maria entrega a Deus a possibilidade de a cumular com o seu amor. Entreguemos também nós o nosso corpo a Deus, tornemos o nosso corpo cada vez mais um instrumento do amor de Deus, um templo do Espírito Santo!

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  • TEMA GERAL DO MÊS DE MARIA 2013 > > >
© Laboratório da fé, 2013

Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.5.13 | Sem comentários
— palavra para segunda-feira, 31 de dezembro —

— Evangelho segundo João 1, 1-18

No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus. Tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito. N’Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam. Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João. Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem. Estava no mundo e o mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam. Mas àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade. João dá testemunho d’Ele, exclamando: «Era deste que eu dizia: ‘O que vem depois de mim passou à minha frente, porque existia antes de mim’». Na verdade, foi da sua plenitude que todos nós recebemos graça sobre graça. Porque, se a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer.

— Tudo se fez por meio d'Ele

No «prólogo» do evangelho segundo João, podemos assinalar três palavras: Verbo, Luz, Carne.
O Verbo (Palavra) é a força que transforma, é o poder capaz de alterar as coisas e as pessoas. Jesus é o Verbo, isto é, a Palavra de Deus, a força que dá sentido à vida, o poder capaz de transformar aquele que a acolhe na sua vida.
A Luz é um sinal de vida, um guia para o caminho. Onde há luz há vida. Jesus é a Luz, isto é, a Vida de Deus, o guia para iluminar o nosso caminho até ao Pai, a fonte de toda a Luz. Por isso, no Credo dizemos que Jesus é «Luz da Luz».
A carne, na cultura grega, estava associada à fragilidade humana. O Verbo fez-se carne, isto é, assumiu a nossa humanidade, a nossa fragilidade. O encontro com Ele acontece nos mais frágeis e débeis da nossa sociedade.
Ao terminar o ano civil, o início do evangelho segundo João ajuda-nos a acolher Jesus Cristo como a presença de Deus no mundo, no meio de nós. Por Ele tudo foi criado. «Tudo se fez por meio d'Ele».

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 31.12.12 | Sem comentários
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