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PREPARAR A SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE MARIA


No dia 15 de agosto, celebramos que Maria subiu ao céu e daí intercede por todos e cada um e cada uma de nós. A primeira carta de Paulo aos cristãos de Corinto (segunda leitura) recorda-nos que Cristo ressuscitou, que é a primícia, o primeiro que como humano já desfruta de uma vida que não tem fim, onde a morte é aniquilada. Maria — proclama a liturgia — já goza desta realidade e, nela, continua a preocupar-se e a ocupar-se de todos os seus filhos e filhas, de cada ser humano.
O evangelho apresenta-nos Maria a visitar a sua parente Isabel, fazendo uma longa viagem para por-se ao seu serviço. Tinha sabido pelo anúncio do anjo que está grávida de seis meses e corre para a felicitar, alegrar-se com ela, mas, sobretudo, para a ajudar, atender às suas necessidades. Maria é uma mulher serviçal, atenta às necessidades alheias, cujo papel continua a exercer, de uma maneira amorosa.
Ela «canta», «proclama» as grandezas de Deus, um Deus que está do lado dos humildes, dos famintos, dos pobres. Um Deus amor: amor misericordioso, amor fiel. Por isso, celebramos que a partir do céu continua atenta às nossas necessidades e mostra-nos um Deus que rompe com muitos esquemas do mundo, até com muitos modelos religiosos: um Deus íntimo.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor


Solenidade, 15 de agosto



La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.8.14 | Sem comentários

PREPARAR A SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE MARIA

15 DE AGOSTO DE 2014


Apocalipse 11, 19a; 12, 1-6a.10ab

O templo de Deus abriu-se no Céu e a arca da aliança foi vista no seu templo. Apareceu no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça. Estava para ser mãe e gritava com as dores e ânsias da maternidade. E apareceu no Céu outro sinal: um enorme dragão cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres e nas cabeças sete diademas. A cauda arrastava um terço das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra. O dragão colocou-se diante da mulher que estava para ser mãe, para lhe devorar o filho, logo que nascesse. Ela teve um filho varão, que há-de reger todas as nações com ceptro de ferro. O filho foi levado para junto de Deus e do seu trono e a mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar. E ouvi uma voz poderosa que clamava no Céu: «Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e o domínio do seu Ungido».



Uma mulher revestida de sol


O texto no seu contexto
. A Apocalíptica não e um «género literário» entre muitos outros bíblicos, mas equipara-se à literatura histórica, sapiencial ou profética. A «literatura apocalíptica», herdeira da profecia, leva ao limite as imagens simbólicas. Não se trata duma linguagem descritiva, nem duma linguagem esotérica (que esconde mensagens estranhas). A apocalíptica, lida dentro da Escritura, é uma forma literária ao serviço da comunicação da «Palavra de Deus»; portanto, é uma palavra de salvação, não ociosa ou fantástica. O livro do Apocalipse apresenta os textos em coerência com a revelação cristã: o verdadeiro revelador é o próprio Cristo. A cena abre com uma visão do «céu - espaço de Deus», com dois elementos salvíficos: o santuário e a arca da aliança. Aparecem «sinais»: a «mulher» coroada de estrelas faz referência ao amor de aliança entre Deus e o seu povo; também à sua fecundidade, pois está para ser mãe: o menino que vai nascer vai levar a história à sua plenitude. O dragão é a realidade da violência e da injustiça presentes na história.

O texto na história da salvação. A partir destas chaves de leitura, a Igreja viu na mulher a referência a Maria como «nova Eva». Graças à sua palavra obediente — frente à desobediência de Eva — foram vencidas para sempre as potestades maléficas que ameaçam o género humano (dragão). A «saúde/salvação» e a «autoridade/poderio» pertencem a Deus e a seu Filho. O futuro do mundo e da história não está submetido ao mal, às potências violentas e à injustiça que ditam a última palavra, mas pertence a Deus.

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. Maria é a mulher que gera em Cristo a nova humanidade; é também imagem da Igreja que acolhe em seu seio os redimidos por Cristo. O futuro não é de pecado, de morte, de destruição, mas de perdão, vida e cumprimento da salvação.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Solenidade, 15 de agosto

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.8.14 | Sem comentários

PREPARAR A SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE MARIA

15 DE AGOSTO DE 2014


Apocalipse 11, 19a; 12, 1-6a.10ab

O templo de Deus abriu-se no Céu e a arca da aliança foi vista no seu templo. Apareceu no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça. Estava para ser mãe e gritava com as dores e ânsias da maternidade. E apareceu no Céu outro sinal: um enorme dragão cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres e nas cabeças sete diademas. A cauda arrastava um terço das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra. O dragão colocou-se diante da mulher que estava para ser mãe, para lhe devorar o filho, logo que nascesse. Ela teve um filho varão, que há-de reger todas as nações com ceptro de ferro. O filho foi levado para junto de Deus e do seu trono e a mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar. E ouvi uma voz poderosa que clamava no Céu: «Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e o domínio do seu Ungido».



Uma mulher revestida de sol, com a luz debaixo dos pés


O Apocalipse (11, 19 — 12, 18) narra, em linguagem altamente simbólica, a inauguração do Reino de Cristo proclamado no capítulo 11, versículo 15. No céu acontecem três aparições: a arca da aliança, símbolo da presença de Deus; uma mulher; um enorme dragão. As duas últimas são um presságio. O nome genérico de mulher e as dores de parto remetem para a maldição das origens da humanidade (Génesis 3, 16). Ela encontrar-se-á também com a serpente, embora saia ilesa. No Antigo Testamento, a mulher grávida personifica Israel, ou Sião, na angústia. Os sofrimentos do parto simbolizam a provação que precede a era messiânica. A mulher representa, pois, no Apocalipse 12, a humanidade fiel, povo de Deus escatológico. Foi identificada com Maria somente com o desenvolvimento da piedade mariana, numa época tardia (séculos IV-V depois de Cristo).
O dragão é o adversário de todos os que estão unidos ao Deus vivo. Precipita as estrelas para a terra — anjos, na simbologia apocalíptica — e transforma o cosmos. O dragão tenta devorar o filho da mulher. As alusões do texto a Isaías 7, 14 e ao Salmo 2, 9 indicam que o menino é o Messias, que arrebatado para Deus: trata-se do acontecimento pascal. Cristo é separado com violência do povo de Deus e entronizado no céu. A inauguração do seu Reino celebrada em 11, 15 não está para vir, porque já aconteceu na Páscoa. Esta é a convicção mais profunda que fundamenta a esperança deste surpreendente livro. O menino representa também cada pessoa cristã fiel, que unida a Cristo escapa à inventiva do dragão e participará da realeza de Cristo. A fuga da mulher para o deserto, onde recebe um alimento providencial durante 1260 dias, define a condição do povo de Deus, depois da Páscoa, como um novo êxodo. A mulher vive à distância de Deus, mas Deus vela por ela. O hino celestial que João escuta (12, 10-12) dá sentido aos acontecimentos: a vitória dos cristãos foi obtida pela morte do Cordeiro-Cristo.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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Solenidade, 15 de agosto
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.8.14 | Sem comentários

15 DE AGOSTO DE 2013


Evangelho segundo Lucas 1, 29-56

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». Maria disse então: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.



Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?

No evangelho de hoje, Lucas narra a visita de Maria à sua prima Isabel seguida do canto do «Magnificat» (Lucas 1, 39-56). No «Magnificat», Maria une a sua voz à voz de outras mulheres do Antigo Testamento, como Débora (Juízes 5), Maria (Êxodo 15, 20-21), Ana, mãe de Samuel (1Samuel 2, 1-10), que também entoaram um cântico ao Senhor. A partir de um único centro (Deus), o horizonte do «Magnificat» abre-se em três sucessivas ondas concêntricas: Deus e Maria; Deus e os humildes; Deus e Israel.
Os versículos 46 a 50 contêm o coração do cântico. Com um vocabulário tomado das passagens do Antigo Testamento, Maria expressa os seus sentimentos mais profundos. Como na Anunciação, declara-se a «escrava do Senhor». O motivo do seu louvor é a ação que o Senhor realizou em seu favor. Por isso, manifesta-lhe o seu louvor com alegria, consciente da sua felicidade.
Na segunda parte do cântico (versículos 51 a 53), Maria elogia a atuação universal de Deus, que derruba os soberbos e exalta os humildes, manifestando assim a sua predileção por estes últimos. Por se tratar de uma experiência análoga, Lucas imita, nas linhas essenciais, o cântico de Ana (1Samuel 2, 1-10): uma mulher louva a Deus pela sua maternidade, uma maternidade cujo fruto provoca uma mudança total nas situações humanas. Poder-se-ia resumir deste modo: reprovação dos orgulhosos (versículo 51); troca das situações na ordem do poder (versículo 52) e na ordem da pobreza (versículo 53).
Por último, nos versículos 54-55, Maria concretiza o âmbito teológico no qual se realiza a misericórdia salvífica do Senhor: Israel. O conteúdo desta secção pode-se esquematizar nos seguintes pontos: Deus acolheu Israel; escolheu-o pela sua misericórdia em favor da linhagem de Abraão; pela sua fidelidade, tal como tinha prometido.

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

15 de agosto
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.8.13 | Sem comentários

A natureza da sua mediação 


A maternidade de Maria na economia da graça perdura sem interrupção, desde o consentimento, que fielmente deu na anunciação e que manteve inabalável junto à cruz, até à consumação eterna de todos os eleitos. De facto, depois de elevada ao céu, não abandonou esta missão salvadora, mas, com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. Cuida, com amor materno, dos irmãos de seu Filho que, entre perigos e angústias, caminham ainda na terra, até chegarem à pátria bem-aventurada. Por isso, a Virgem é invocada na Igreja com os títulos de advogada, auxiliadora, socorro, medianeira. Mas isto entende-se de maneira que nada tire nem acrescente à dignidade e eficácia do único mediador, que é Cristo (Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium», 62).

Mistérios a partir do texto da «Lumen Gentium»


  • PRIMEIRO MISTÉRIO: A MATERNIDADE DE MARIA
A missão materna universal de Maria é exercida no contexto da sua singular relação com a Igreja. Com a sua solicitude para com todos os cristãos, ou melhor, com cada criatura, Ela guia a fé da Igreja para um acolhimento sempre mais profundo da Palavra de Deus, sustentando-lhe a esperança, animando a sua caridade e a comunhão fraterna e encorajando o dinamismo apostólico. Esta sua função está destinada a prolongar-se nos séculos até ao fim do mundo (João Paulo II, Audiência Geral de 24 de setembro de 1997).

  • SEGUNDO MISTÉRIO: ELEVADA AO CÉU
Na Assunção da Virgem é possível compreender o plano da Providência divina relativa à humanidade: depois de Cristo, Verbo encarnado, Maria é a primeira criatura humana que realiza o ideal escatológico, antecipando a plenitude da felicidade, prometida aos eleitos mediante à ressurreição. A Assunção de Maria proclama o destino sobrenatural e a dignidade de cada corpo humano, chamado pelo Senhor a tornar-se instrumento de santidade e a participar na Sua glória (João Paulo II, Audiência Geral de 9 de julho de 1997).

  • TERCEIRO MISTÉRIO: A SUA MULTIFORME INTERCESSÃO
Tendo entrado no reino eterno do Pai, mais próxima do Filho e, portanto, de todos nós, Maria pode exercer no Espírito, de maneira mais eficaz, a função de intercessão materna que lhe foi confiada pela Providência divina. Próxima de Cristo e em comunhão com Ele, que «pode salvar perpetuamente os que por Ele se aproximam de Deus, vivendo sempre para interceder em seu favor» (Hebreus 7, 25), o Pai celeste quis pôr Maria: à intercessão sacerdotal do Redentor quis unir a intercessão materna da Virgem (João Paulo II, Audiência Geral de 24 de setembro de 1997).

  • QUARTO MISTÉRIO: ADVOGADA E AUXILIADORA
Estes títulos de Maria ajudam a compreender melhor a natureza da sua intervenção na vida da Igreja e de cada um dos fiéis. Exerce o seu papel de «advogada», cooperando quer com o Espírito, quer com Aquele que na cruz intercedia pelos Seus perseguidores e ao Qual João chama o nosso «advogado junto do Pai» (1João 2, 1). Os cristãos invocam Maria como «auxiliadora», reconhecendo-lhe o amor materno que vê as necessidades dos seus filhos e está pronto a intervir em ajuda deles. (João Paulo II, Audiência Geral de 24 de setembro de 1997).

  • QUINTO MISTÉRIO: SOCORRO E MEDIANEIRA
A convicção de que Maria está próxima de quantos sofrem ou se encontram em situações de grave perigo, sugeriu aos fiéis invocá-la como «socorro». A mesma confiante certeza é expressa pela mais antiga oração mariana, com as palavras: «À vossa protecção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades; mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita». Como medianeira materna, Maria apresenta a Cristo os nossos desejos, as nossas súplicas e transmite-nos os dons divinos, intercedendo continuamente em nosso favor. (João Paulo II, Audiência Geral de 24 de setembro de 1997).

  • TRÊS AVE MARIAS FINAIS
Nesta semana da vida, peçamos a Maria que nos ajude a dar mais vida à nossa vida. Maria é a Mãe de todos os que renascem para a vida. Ela é verdadeiramente a Mãe da Vida que faz viver todos os homens; ao gerar a Vida, gerou de certo modo todos aqueles que haviam de viver dessa Vida (João Paulo II, Carta Encíclica «O Evangelho da Vida», 138).

  • ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS > > >
  • TEMA GERAL DO MÊS DE MARIA 2013 > > >
© Laboratório da fé, 2013

Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.5.13 | Sem comentários

Maria depois da Ascensão


Tendo sido do agrado de Deus não manifestar solenemente o mistério da salvação humana antes que viesse o Espírito prometido por Cristo, vemos que, antes do dia de Pentecostes, os Apóstolos «perseveravam unanimemente em oração, com as mulheres, Maria Mãe de Jesus e Seus irmãos» (Atos 1, 14), implorando Maria, com as suas orações, o dom daquele Espírito, que já sobre si descera na anunciação. Finalmente, a Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao céu em corpo e alma e exaltada por Deus como rainha, para assim se conformar mais plenamente com seu Filho, Senhor dos senhores (cf. Apocalipse 19, 16) e vencedor do pecado e da morte (Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium», 59).

Mistérios a partir do texto da «Lumen Gentium»


  • PRIMEIRO MISTÉRIO: O ESPÍRITO PROMETIDO POR CRISTO
O tempo pascal é por excelência o tempo do Espírito Santo doado «sem medida» por Jesus crucificado e ressuscitado. Este tempo de graça concluir-se-á com a festa do Pentecostes, na qual a Igreja revive a efusão do Espírito sobre Maria e os Apóstolos reunidos em oração no Cenáculo. É o grande dom de Cristo Ressuscitado que abre a nossa mente e o nosso coração à fé em Jesus como o Filho enviado pelo Pai e que nos guia para a amizade e a comunhão com Deus (Francisco, Audiência Geral de 8 de maio de 2013).

  • SEGUNDO MISTÉRIO: MARIA E OS APÓSTOLOS PERSEVERAM EM ORAÇÃO
Percorrendo o itinerário da vida da Virgem Maria, o II Concílio do Vaticano recorda a sua presença na comunidade que espera o Pentecostes. O Concílio sublinha expressamente a sua presença orante em vista da efusão do Paráclito: Ela implora «com as suas orações o dom do Espírito». Ela, plenamente consciente da importância da promessa de seu Filho aos discípulos, ajudava a comunidade a dispor-se bem para a vinda do «Paráclito» (João Paulo II, Audiência Geral de 28 de maio de 1997).

  • TERCEIRO MISTÉRIO: O ESPÍRITO SANTO DESCE SOBRE MARIA E OS APÓSTOLOS
O Espírito Santo cumula da plenitude dos seus dons a Virgem e os presentes, operando neles uma profunda transformação em vista da difusão da Boa Nova. À Mãe de Cristo e aos discípulos são concedidos nova força e novo dinamismo apostólico para o crescimento da Igreja. Em particular, a efusão do Espírito conduz Maria a exercer a sua maternidade espiritual de modo singular, através da sua presença cheia de caridade e do seu testemunho de fé (João Paulo II, Audiência Geral de 28 de maio de 1997).

  • QUARTO MISTÉRIO: MARIA FOI ELEVADA AO CÉU
O Novo Testamento, embora não afirme explicitamente a Assunção de Maria, oferece o seu fundamento porque põe bem em evidência a perfeita união da Santa Virgem com o destino de Jesus. Esta união, que se manifesta a partir da prodigiosa conceção do Salvador, na participação da Mãe na missão do Filho e, sobretudo, na associação ao sacrifício redentor, não pode deixar de exigir uma continuação depois da morte. Perfeitamente unida à vida e à obra salvífica de Jesus, Maria compartilha o Seu destino celeste (João Paulo II, Audiência Geral de 2 de julho de 1997).

  • QUINTO MISTÉRIO: MARIA FOI EXALTADA POR DEUS COMO RAINHA
A partir do século V, quase no mesmo período em que o Concílio de Éfeso a proclama «Mãe de Deus», começa-se a atribuir a Maria o título de Rainha. Maria é a rainha que possui e exerce sobre o universo uma soberania, que lhe foi dada pelo seu próprio Filho. Longe de criar distância entre nós e Ela, o estado glorioso de Maria suscita uma aproximação contínua e solícita. Ela conhece tudo o que acontece na nossa existência e sustenta-nos com amor materno nas provas da vida (João Paulo II, Audiência Geral de 23 de julho de 1997).

  • TRÊS AVE MARIAS FINAIS
Nesta semana da vida, peçamos a Maria que nos ajude a dar mais vida à nossa vida. Maria é a Mãe de todos os que renascem para a vida. Ela é verdadeiramente a Mãe da Vida que faz viver todos os homens; ao gerar a Vida, gerou de certo modo todos aqueles que haviam de viver dessa Vida (João Paulo II, Carta Encíclica «O Evangelho da Vida», 138).

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Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.5.13 | Sem comentários
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