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VIVER O DOMINGO DA APRESENTAÇÃO DE JESUS


SEMANA 2 A 8 DE FEVEREIRO DE 2014 — AO RITMO DA LITURGIA



Domingo, 2 — Malaquias 3, 1-4: É COMO O FOGO DO FUNDIDOR

A festa da Apresentação de Jesus (no Templo) — também conhecida como a festa da Candelária ou da Luz — é uma das mais antigas do cristianismo. Celebra-se a dois de fevereiro, quarenta dias após o Natal (este ano coincide com o domingo). Esta festa transporta-nos para o reconhecimento da identidade de Jesus Cristo. O Menino que nasceu em Belém é o Filho de Deus, o redentor esperado por uma grande parte do povo de Israel. É Jesus Cristo, «luz das nações», que vem da parte de Deus para nos restituir a esperança. A aliança de Deus com a humanidade não é uma hipótese sem fundamento ou sem credibilidade. Jesus Cristo é a concretização da promessa de Deus, que nele se torna visível a todos os povos. Ele é mensageiro de Deus que se torna presente para reativar nos seres humanos a consciência da proximidade de Deus. É como uma luz que dá a conhecer o amor salvador de Deus.
Reconheço em Jesus Cristo a luz do mundo?
A resposta exige uma análise profunda das nossas opções diárias. O ser humano precisa de uma luz que dê sentido à vida, que purifique as «impurezas» (DOMINGO: «É como o fogo do fundidor») e as faltas de esperança.
Às escuras ficamos à deriva (SEGUNDA: «O Senhor olhe para a minha aflição»), sem saber para onde caminhar. Por outro lado, quando nos «agarramos» a outras luzes, que à primeira vista parecem ter grande brilho, logo constatamos que são luzes passageiras (TERÇA: «A vitória desse dia transformou-se em luto»), «que iluminam por breves instantes, mas são incapazes de desvendar a estrada» (Francisco, Carta Encíclica sobre a fé — «A luz da fé» [«Lumen Fidei» — LF], 3).
Apesar do «esquecimento» da luz de Deus, há uma promessa que não nos deixa na escuridão (QUARTA: «É grande a sua misericórdia»): Deus é fiel à Aliança, Deus é fiel à Pessoa Humana. Quando nos deixamos iluminar por esta luz — «a luz da fé» — (QUINTA: «Guarda os mandamentos do Senhor»), tudo se torna mais claro (SEXTA: «A obra do Senhor prosperará em suas mãos»), somos capazes de olhar a vida com sabedoria (SÁBADO: «Um coração sábio e esclarecido») e sentir a presença de Deus em nós.



Segunda, 3 – 2Samuel 15, 13-14.30; 16, 5-13a: FRAQUEZA HUMANA

Em elaboração...



Terça, 4 – 2Samuel 18, 9-10.14b.24-25a.30 – 19, 3: ORAÇÃO

Em elaboração...



Quarta, 5 – 2Samuel 24, 2.8b-17: MISERICÓRDIA

David, pequeno pastor, tornou-se um rei poderoso. Consciente da sua riqueza e poder, quer ter um «sinal» que confirme a sua grande soberania. Ordena a realização de recenseamento. Levado pelo orgulho, David parece ter-se esquecido que foi escolhido para uma missão que estava para além dele. O sucesso não é apenas uma obra sua, fruto dos seus esforços pessoais. Quando se apercebe, reconhece o erro e invoca a misericórdia divina: «É grande a sua misericórdia». Hoje, continuamos a cair na tentação de esquecermos a presença de Deus, que habita no coração da nossa vida, que nos impulsiona a seguir em frente, que nos apoia nas provações, que está na origem dos nossos sucessos? Encontremos tempo, neste dia, para lhe dar graças, reconhecer os erros, invocar a sua misericórdia, acolhermos o dom do Espírito Santo.



Quinta, 6 – 1Reis 2, 1-4.10-12: FIDELIDADE

Ao aproximar-se o momento da sua morte, David dita as suas últimas palavras, o seu «testamento», ao seu filho Salomão. Não se trata de uma herança material. Mas de uma recomendação a deixar-se nortear por um princípio fundamental: «Guarda os mandamentos do Senhor». A fidelidade a Deus é apresentada como condição para uma vida feliz, cheia de prosperidade. A fidelidade consiste em deixar-me iluminar pela luz de Deus, «a luz da fé». Quando isso acontece, encontramos o verdadeiro caminho da vida. Qual é a minha «herança»? Hoje, deixo-me iluminar pela luz de Deus para ser fiel à sua Palavra.



Sexta, 7 – Isaías 53, 1-10: SALVAÇÃO

Em elaboração...



Sábado, 8 – 1Reis 3, 4-13: SABEDORIA

Em elaboração...



© Laboratório da fé, 2014


Viver o domingo da Apresentação de Jesus (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 2.2.14 | Sem comentários

VIVER O DOMINGO TERCEIRO


SEMANA 26 DE JANEIRO A 1 DE FEVEREIRO DE 2014 — AO RITMO DA LITURGIA



Domingo, 26 — Isaías 8, 23b – 9, 3 (9, 1-4): UMA LUZ SE LEVANTOU

Há um contraste entre a escuridão e a luz. Na tradição bíblica, a passagem das trevas para a luz é fruto da ação de Deus (DOMINGO: «Uma luz se levantou»). A luz é um símbolo usado para expressar a presença de Deus (SEGUNDA: «O Senhor, Deus do Universo, estava com ele») no mundo. Esta luz está sempre em contraste com a escuridão, com as trevas, que simbolicamente expressam o poder da morte. Então, aqueles que andavam nas trevas descobrem «uma grande luz». O resultado é a «alegria» (TERÇA: «Manifestações de alegria»), o «contentamento».
A vinda de Deus (QUARTA: «O Senhor anuncia que te vai fazer uma casa») dissipa as trevas. A luz de Deus ilumina a nossa maneira de viver (QUINTA: «Fazei segundo a vossa palavra»). Ao contrário, um mundo sem Deus deixar-nos-ia permanentemente ameaçados. Às escuras não vejo nada, repito apenas a escuridão (SEXTA: «Seja atingido e morra») que tende a ampliar-se e a confundir-nos. A luz revela a verdade. A luz esclarece as situações e é atrevida. A luz atreve-se a iluminar e a revelar a verdade (SÁBADO: «Pequei contra o Senhor»). Preciso, por isso, da luz de Deus para me olhar!
Onde o profeta Isaías viu levantar-se uma grande luz, Mateus revela-a em Jesus Cristo. Ele é a «grande luz» que desponta, que se levanta como sinal de salvação. Jesus Cristo é a luz que indica o caminho do Reino. Ele revela-nos a presença de Deus. Não o podemos apresentar como uma mera doutrina, uma «teologia fria». Ao fazê-lo estamos a dar razão aos que recusam a «luz da fé». Se a luz da fé se apaga, nós, os cristãos, tornamo-nos no que Jesus Cristo tanto temia: cegos a guiar outros cegos. Acreditar em Jesus Cristo, ser cristão, é deixar-se conduzir pela luz da fé. Quais são as «trevas» da minha vida que (mais) precisam da luz da fé?



Segunda, 27 – 2Samuel 5, 1-7.10: DEUS CONNOSCO

O rei David procurou a (re)unificação do povo judeu. As tribos do norte, juntamente com as do sul, reconhecem a realeza de David. A conquista de Jerusalém torna-se um ponto alto da instauração do reinado de David. O povo reconhece a eleição divina de David. A consolidação do seu reinado é fruto da bênção de Deus: «O Senhor, Deus do Universo, estava com ele». A história bíblica associa (sempre) as capacidades humanas à eleição e proteção divinas. A histórica bíblica ensina-nos a reconhecer que somos eleitos e protegidos por Deus. O crente sabe que não está sozinho; Deus acompanha-o no caminho da vida. O nosso Deus é o Deus connosco.



Terça, 28 – 2Samuel 6, 12b-15.17-19: ALEGRIA

A Arca da Aliança («arca de Deus») continha as tábuas da Lei (Dez Mandamentos). Era sinal da presença de Deus no meio do povo. Com a conquista de Jerusalém e da sua escolha para capital do reinado de David, este decide trasladar a arca para a «Cidade de David». A presença da Arca em Jerusalém vai assumir um grande valor teológico. O acontecimento foi um grande motivo de festa, para David e para todo o povo. Daí, as «manifestações de alegria». Hoje, Deus está connosco, somos habitados pelo seu Espírito. Na verdade, somos templos de Deus. É motivo de festa? Como manifestamos a alegria pela presença de Deus em nós?



Quarta, 29 – 2Samuel 7, 4-17: CASA

David quer construir uma «casa» para Deus. Mas será Deus a construir uma «casa» (uma descendência) para David: «O Senhor anuncia que te vai fazer uma casa». A profecia situa-se no presente, recorda o passado e remete para o futuro. Todas as dimensões do tempo estão envolvidas pela presença de Deus. Todas as circunstâncias da vida estão envolvidas pela presença de Deus. Não há nada que esteja fora da «casa» de Deus. A presença de Deus dissipa as trevas e ilumina a nossa maneira de viver. Deus precede sempre os nossos gestos. Ninguém pode determinar o dom de Deus. Compete-nos (apenas) ter a nossa «casa» preparada para o acolher com gratidão. 



Quinta, 30 – 2Samuel 7, 18-19.24.29: PALAVRA

O anúncio do profeta Natã desperta no coração de David uma oração de agradecimento. Ao dom gratuito de Deus, David responde com o reconhecimento da sua simplicidade e pequenez: «Fazei segundo a vossa palavra». Neste texto estão presentes alguns aspetos essenciais da oração: colocar-se diante de Deus; acolher o dom de Deus; reconhecer a própria pequenez; dar graças pelo dom recebido; deixar que se cumpra a vontade de Deus. A oração confiante é uma bela chave de leitura da história bíblica. Ao longo dos tempos, há de se repetir a mesma confiança de David: «Fazei segundo a vossa palavra». Hoje, deixo que esta confiança brote do meu coração e da minha boca!



Sexta, 31 – 2Samuel 11, 1-4a.5-10a.13-17: PECADO

Em elaboração...



Sábado, 1 – 2Samuel 12, 1-7a.10-17: ARREPENDIMENTO

Em elaboração...



© Laboratório da fé, 2014


Viver o domingo terceiro (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.1.14 | Sem comentários

ANO CRISTÃO


A Editora Paulus traduziu e publicou (em 2010) uma obra italiana com comentários aos textos bíblicos proclamados nas celebrações eucarísticas. No volume dedicado às primeiras semanas do Tempo Comum («Leccionário Comentado. Regenerados pela Palavra de Deus. Volume 1: Tempo Comum. Semanas I-XVII» — organização de Giuseppe Casarin) faz uma breve apresentação das primeiras semanas do «Tempo Comum» e dos textos bíblicos propostos na Liturgia. A coleção está estruturada à maneira da «lectio divina», acompanhando progressivamente todo o ano litúrgico nos seus tempos fortes, nas suas festas mas também nos dias feriais, todas as vezes que a comunidade cristã é convocada para celebrar a Cristo presente na Palavra e no Pão eucarístico.

Nas primeiras quatro semanas do Tempo Comum («anos pares»), a liturgia propõe a escuta dos dois Livros de Samuel (primeira leitura). A narração refere-se a cerca de oitenta anos da história hebraica, de 1050 a 970 antes de Cristo, aproximadamente. Nela são referidas três grandes figuras: Samuel, Saul e David.
No Primeiro Livro de Samuel, a narração é inteiramente do­minada pela figura de Samuel, chamado ainda jovem por Deus a ser juiz de Israel em tempos de crise (1, 1 — 3, 21). Segue-se uma longa narração acerca da Arca da Aliança (4, 1 — 7, 1): a Arca é cap­turada pelos filisteus, transportada para o campo adversário e, finalmente, regressa para junto dos filhos de Israel. Durante a luta contra os filisteus, o povo pede a Samuel um rei. O profeta opõe-se, mas no fim deve ceder e dar um soberano ao povo. É este o segundo grande momento do livro (7, 2 — 8, 22). Saul é escolhido e ungido como rei (9, 11 — 11, 15) e, no entanto, entre o rei e o profeta não há boas relações: o contraste é tal que Samuel anuncia a sua demissão (12, 1-25) e continua a exprimir ao rei a sua insatisfa­ção (13, 1 — 15, 35). É nessa altura que começa a emergir a figura de David, primeiro na corte de Saul (16, 1 — 18, 5), depois como seu adversário e inimigo (18, 6 — 26, 25). Por fim, Saul morre no campo de batalha (27, 1 — 31, 13) e David torna-se rei (2Samuel 1, 1-5 — 5, 16).
Todo o Segundo Livro de Samuel é dominado pelas peripécias de David. Esta história coloca ao leitor uma pergunta: quem é o verdadeiro rei de Israel? A resposta não deixa dúvidas: o único e verdadeiro soberano é o Senhor; o monarca é simplesmente um plenipotenciário de Deus, um ministro Seu. Surge também a crí­tica à monarquia, quando esta, em vez de se submeter à Palavra de Deus, se distancia dela. Finalmente aparece o tema do mes­sianismo ligado a David e à promessa que lhe é feita, tema esse que voltará e será sem dúvida interpretado no Novo Testamento, enquanto referido a Jesus.

© Matteo Crimella | Editora Paulus
© Adaptação de Laboratório da fé, 2014
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Laboratório da fé celebrada, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.1.14 | Sem comentários
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