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Rezar na Páscoa - Ano A, Edições Salesianas, 2014

A luz veio ao mundo 
e os homens amaram mais as trevas do que a luz.

Jesus está entre nós como uma luz poderosa, brilhante.
Mas, sabe-se lá por que razão,
preferimos fechar os olhos à sua luz
e arrastar a vida na escuridão.
Não tem lógica, pois não?
Mas é assim mesmo.
A vida é sempre uma decisão
a favor ou contra
a luz de Deus e a esperança.

Tu conheces a minha indecisão, Senhor.
Sabes como eu Te amo, 
como amo a luz,
como sei que só em Ti 
encontro apoio e sentido...
mas sabes também 
como me deixo ir pelo que é mais fácil,
como prefiro fechar os olhos
e impedir que a tua luz me desperte.
Hoje, Te peço,
brilha ainda com mais força sobre mim!

«Rezar na Páscoa - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Páscoa - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Anónimo | 30.4.14 | Sem comentários
Rezar na Páscoa - Ano A, Edições Salesianas, 2014

Não te admires por Eu te dizer
que todos devem nascer de novo.

Somos filhos dos nossos pais
e das nossas circunstâncias.
A maneira como reages,
como sentes,
como vives os desafios,
vem do que o outros te fizeram
e do que fizeste contigo mesmo.
Mas, pelo Batismo, tu nasces de novo.
E passas a ser filho de um Deus
que é amor e ternura,
acima de tudo.

Obrigado, meu Deus,
por me fazeres renascer,
por fazeres de mim teu filho amado.
Obrigado por tirares do meu coração
todo o medo, toda a incerteza.

«Rezar na Páscoa - Ano A»
© 2014 Rui Alberto
© 2014 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Páscoa - Ano A» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Anónimo | 28.4.14 | Sem comentários
Sexta-feira da segunda semana de Páscoa

Evangelho segundo João 6, 1-15

Naquele tempo, Jesus partiu para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. Seguia-O numerosa multidão, por ver os milagres que Ele realizava nos doentes. Jesus subiu a um monte e sentou-Se aí com os seus discípulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?» Dizia isto para o experimentar, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Respondeu-Lhe Filipe: «Duzentos denários de pão não chegam para dar um bocadinho a cada um». Disse-Lhe um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro: «Está aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?» Jesus respondeu: «Mandai-os sentar». Havia muita erva naquele lugar e os homens sentaram-se em número de uns cinco mil. Então, Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, fazendo o mesmo com os peixes; e comeram quanto quiseram. Quando ficaram saciados, Jesus disse aos discípulos: «Recolhei os bocados que sobraram, para que nada se perca». Recolheram-nos e encheram doze cestos com os bocados dos cinco pães de cevada que sobraram aos que tinham comido. Quando viram o milagre que Jesus fizera, aqueles homens começaram a dizer: «Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo». Mas Jesus, sabendo que viriam buscá-l’O para O fazerem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte.

Comeram quanto quiseram

O episódio relatado nesta passagem evangelho marcou profundamente as primeiras comunidades cristãs. Trata-se de um acontecimento descrito pelos quatro evangelistas (e até mais do que uma vez em Marcos e Mateus). Qual terá sido a leitura feita pelos primeiros cristãos? 
Não há dúvida que existe uma relação forte entre o episódio da divisão dos pães e a Eucaristia. Ora, nas sociedades daquele tempo, e na maioria das sociedades ao longo da história, o banquete é o símbolo de uma sociedade perfeita, fundada na partilha e na comunhão. A convivência à volta da mesa, da refeição, ilustra bem a alegria do encontro entre as pessoas. Ainda hoje o contexto festivo está associado a um momento de refeição, mesmo que simples e simbólico.
Uma das características principais de Jesus Cristo está em destaque neste episódio: a proximidade com as pessoas e com as suas necessidades básicas. É Jesus Cristo que toma a iniciativa de dar de comer. O exercício da caridade é fundamental para a vida cristã. «Tanto na carência como na abundância de alimento está em jogo a humanidade das pessoas e a sua dignidade» (Luciano Manicardi). A celebração da Eucaristia só tem sentido quando nos abre à partilha e à comunhão com os outros. 
O estilo de vida de Jesus Cristo desafia-nos a dividir, isto é, a partilhar o pão e a vida. Promover a cultura da vida e acolher os apelos que brotam da vitalidade dos outros, especialmente dos mais novos, é assumir uma vida «ressuscitada». É preciso aprender a descobrir, hoje, quem tem os «cinco pães» ou os «dois peixes», para os dividir com aqueles que têm «fome» de alegria, de esperança, de amor, de vida. E, no final, possamos dizer: todos «comeram quanto quiseram». Os cristãos são homens e mulheres cuja vida se multiplica como o pão de cada dia. 

© Laboratório da fé, 2013

Postado por Anónimo | 12.4.13 | Sem comentários
Quinta-feira da segunda semana de Páscoa

Evangelho segundo João 3, 31-36

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Aquele que vem do alto está acima de todos; quem é da terra, à terra pertence e da terra fala. Aquele que vem do Céu dá testemunho do que viu e ouviu; mas ninguém recebe o seu testemunho. Quem recebe o seu testemunho confirma que Deus é verdadeiro. De facto, Aquele que Deus enviou diz palavras de Deus, porque Deus dá o Espírito sem medida. O Pai ama o Filho e entregou tudo nas suas mãos. Quem acredita no Filho tem a vida eterna. Quem se recusa a acreditar no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele».

Quem acredita no Filho tem a vida eterna

Jesus Cristo é a revelação do Pai, a revelação de Deus. Dizer que o Pai «ama o Filho e entregou tudo nas suas mãos» é dizer que o Pai não reservou nada para si, mas dá-se todo em Jesus Cristo. Por isso, em Jesus Cristo, ficamos a conhecer quem é o Pai, quem é Deus. Esta é a missão do Filho: enviado pelo Pai para nos dar a conhecer a vida de Deus. 
O evangelho segundo João é uma reflexão teológica sobre Cristo. Os outros evangelhos (Marcos, Mateus e Lucas) são mais históricos, relatam acontecimentos da vida de Jesus. O autor deste (quarto) evangelho faz uma reflexão (mais profunda) sobre Jesus Cristo e as consequências para a vida do discípulo, do cristão.
«Quem acredita no Filho tem a vida eterna». Acreditar em Jesus Cristo é confiar nele, é acolhê-lo sem reservas. Acreditar em Jesus Cristo é assumir o seu estilo de vida. O cristão assume uma vida «ressuscitada», isto é, dispõe-se, em cada manhã, a renascer para essa vida total, «vida eterna»

© Laboratório da fé, 2013

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.4.13 | Sem comentários
Quarta-feira da segunda semana de Páscoa

Evangelho segundo João 3, 16-21

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus. E a causa da condenação é esta: a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras. Todo aquele que pratica más acções odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus».

Quem pratica a verdade aproxima-se da luz

Deus envia o Filho ao mundo, porque nos ama. Deus é «excesso» de dom, «excesso» de amor. «Deus amou tanto», um amor tão grande que oferece o seu Filho para que o ser humano «tenha a vida eterna». Deus «não nos salva com uma carta, com um decreto, mas salvou-nos e continua a salvar-nos com o seu amor» (Papa Francisco).
No entanto, no nosso «Credo», na profissão da fé, esquecemo-nos de dizer que Deus é Amor. As circunstâncias históricas preferiram o tema do poder, da autoridade imperial. Por isso, afirmamos que Deus é «todo-poderoso». Hoje, só podemos aceitar o texto do «Credo», se o lermos a partir do Evangelho e não a partir da tradição imperial romana.
Jesus Cristo não fala de religião nem de práticas de piedade. Refere o comportamento de cada pessoa alicerçado na verdade: «Quem pratica a verdade aproxima-se da luz». O caminho da luz é o caminho da salvação. O cristão, ao reconhecer o «excesso» do amor divino, sente-se salvo, isto é, conhecedor do sentido profundo da vida. O cristão tem uma vida «ressuscitada», uma vida cheia de luz. 
A «luz» é a identificação com Jesus Cristo. Viver no caminho da «luz», aproximar-se da «luz», é seguir pelo caminho de Jesus Cristo. Assim, fica claro que para Jesus a salvação não é uma questão religiosa. É uma questão de ética. «Quem pratica a verdade aproxima-se da luz». Trata-se de praticar a verdade. Uma vida transparente é a proposta de Jesus Cristo.

© Laboratório da fé, 2013

Postado por Anónimo | 10.4.13 | Sem comentários
Terça-feira da segunda semana de Páscoa

Evangelho segundo João 3, 7b-15

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Não te admires por Eu te haver dito que todos devem nascer de novo. O vento sopra onde quer: ouves a sua voz, mas não sabes donde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito». Nicodemos perguntou: «Como pode ser isso?» Jesus respondeu-lhe: «Tu és mestre em Israel e não sabes estas coisas? Em verdade, em verdade te digo: Nós falamos do que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas vós não aceitais o nosso testemunho. Se vos disse coisas da terra e não acreditais, como haveis de acreditar, se vos disser coisas do Céu? Ninguém subiu ao Céu, senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna».

Não te admires por Eu te haver dito que todos devem nascer de novo

É difícil voltar a nascer! É difícil nascer de novo depois de tantos anos de rotina! Esta dificuldade aplica-se a todas as dimensões da vida, incluindo a fé. 
Parece mais fácil deixar-se estar sempre na mesma situação, sem mudança. Neste sentido, até parece mais agradável ficar ou continuar velho. Mas essa não é a proposta de Jesus Cristo. Ele desafia Nicodemos e cada um de nós à novidade, a recuperar as razões da esperança e alegria cristãs. 
«É um caminho difícil porque depende da nossa capacidade de nos abrirmos ao sopro do Espírito» (Papa Francisco).
Cada manhã, o cristão precisa de renascer. Trata-se de um renascimento diário: renovar o compromisso do Batismo, mergulhar na fonte da vida «ressuscitada» (a meditação do texto bíblico do dia) e encher os pulmões com o ar do Espírito Santo (a oração diária). Eis uma bela fórmula para «nascer de novo»!

© Laboratório da fé, 2013

Postado por Anónimo | 9.4.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


 Segunda semana
de Páscoa

O cristão tem uma vida «ressuscitada»


A vida do cristão, a vida «ressuscitada», não pode ser como a das outras pessoas; tem de ser uma vida vivida em paz (DOMINGO: «A paz esteja convosco»); uma paz que se alimenta da presença constante de Deus (SEGUNDA: «O Senhor está contigo»). Tem de ser um re-nascimento diário (TERÇA: «Não te admires por Eu te haver dito que todos devem nascer de novo»), como pessoas salvas, isto é, pessoas que conhecem bem o sentido profundo das suas vidas (QUARTA: «Quem pratica a verdade aproxima-se da luz») e possuem desde já uma vida eterna, total (QUINTA: «Quem acredita no Filho tem a vida eterna»). Pessoas cuja vida se multiplica como o pão de cada dia (SEXTA: «Comeram quanto quiseram») e descartam os temores básicos que aterrorizam o resto da gente (SÁBADO: «Sou Eu. Não temais»).

Nesta semana, meditamos sobre a mais valia em ter uma vida «ressuscitada».

© José Luis CortésEl ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Postado por Anónimo | 8.4.13 | Sem comentários
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