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ORAÇÃO DIÁRIA A PARTIR DO EVANGELHO

3 DE JANEIRO DE 2015


Evangelho segundo Mateus 2, 1-12

Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’». Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.



Segunda, 28: QUEM SÃO OS MAGOS?

Curiosos personagens são estes «magos» (não necessariamente «reis»!), de quem sabemos apenas que vêm «do Oriente». Com eles, vou caminhar esta semana, e entrar num novo ano! A caminhada deles interpela-me: pagãos, são guiados até Cristo, de quem estamos a celebrar o nascimento. Hoje, quem são esses «outros crentes», vindos de outras tradições diferentes das cristãs, e que, pela sua procura, nos mostram que Jesus Cristo continua a atrair de todos os lados?



Terça, 29: NASCER, UM ACONTECIMENTO

Não é apenas o rei Herodes que fica «perturbado» ao ter conhecimento do nascimento do «rei dos judeus», mas «com ele, toda a cidade de Jerusalém». Dois reis, é demais! Como o simples nascimento dum ser humano pode mudar a face da terra... Senhor, faz com que também eu fique também perturbado pelo inacreditável acontecimento que, diariamente, se vive centenas de milhares de vezes no nosso mundo: o nascimento de novos seres humanos.



Quarta, 30: SABER, MAS PARA QUÊ?

Os príncipes dos sacerdotes e os escribas reunidos por Herodes esclarecem-no em pormenor. Contemplo essa pequena assembleia de gente sábia e diplomada: o seu conhecimento das Escrituras é perfeito. Mas continuam parados. O nascimento do rei dos judeus deixa-os indiferentes, a acreditar que preferem o conforto da sua procura científica que lhes oferece novidades da salvação. Senhor, de que me serve aprender?



Quinta, 31: TENHO A ESCOLHA...

Herodes «mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas». Já se prepara o ambiente de uma meticulosa conspiração. Também eu, sabendo que nasceu o pastor do meu povo, posso escolher alegrar-me com esta novidade ou deixar endurecer o meu coração. É uma escolha diária.



Sexta, 1: QUE ALEGRIA HÁ DE VIR?

Um novo ano se inicia: confiemo-lo à Virgem Maria, mãe do nosso Senhor. Como os Magos ao verem a estrela que os guia, não receemos sentir «uma grande alegria». O que é que, neste novo ano, me poderá fazer viver um sentimento com tal energia?



Sábado, 2: ADORAR?!

Por três vezes é mencionado o verbo adorar, sinal do respeito por... um bebé nascido numa manjedoura! Contemplo a cena e deixo-a pôr em questão as «adorações contemporâneas» das quais sou testemunha ou ator principal: as que são feitas às pessoas que admiramos porque ganham muito dinheiro ou feitas diante de objetos por elas apresentados para terem mais vendas. Também há as que se realizam pelos membros duma comunidade de serviço aos marginalizados da sociedade... Quais são as «adorações» que prefiro?



Domingo, 3: A SALVAÇÃO NÃO É UM MONOPÓLIO

Como diz Paulo aos Efésios (segunda leitura), «os gentios recebem a mesma herança». A Igreja, formada pelo povo dos batizados, da qual somos uma porção ao celebrar a eucaristia de domingo, não se pode compreender a si mesma se esquecer os que não fazem parte. Quaisquer que sejam as crenças dos Magos, são eles que nos indicam a atitude correta quanto à «herança»: prostram-se para adorar, gesto que Herodes é incapaz de fazer, apesar das suas palavras. Quer nos consideremos cristãos habituais, quer recentemente convertidos, não esqueçamos de nos deixar iluminar pelos que não estavam a priori «abrangidos» (porque ignorantes da história de Israel), pois são eles que nos revelam a eterna novidade de Jesus Cristo.



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© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2015



Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 27.12.15 | 2 comentários

ORAÇÃO DIÁRIA A PARTIR DO EVANGELHO

27 DE DEZEMBRO DE 2015


Evangelho segundo Lucas 2, 41-52

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa. Quando Ele fez doze anos, subiram até lá, como era costume nessa festa. Quando eles regressavam, passados os dias festivos, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. Julgando que Ele vinha na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-l’O entre os parentes e conhecidos. Não O encontrando, voltaram a Jerusalém, à sua procura. Passados três dias, encontraram-n’O no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas. Quando viram Jesus, seus pais ficaram admirados; e sua Mãe disse-Lhe: «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». Jesus respondeu-lhes: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?». Mas eles não entenderam as palavras que Jesus lhes disse. Jesus desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso. Sua Mãe guardava todos estes acontecimentos em seu coração. E Jesus ia crescendo em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens.



Segunda, 21: UMA FAMÍLIA NORMAL

«Como era costume», José levou a sua família a Jerusalém, para festejar os 12 anos de Jesus. No início do relato do evangelho, a «sagrada família», cuja festa celebramos no próximo domingo, parece totalmente normal, ela que segue as leis e os costumes do seu povo. É esta mesma família normal que toma o caminho de Belém para se recensear, na altura em que Maria está grávida de nove meses. Hoje, posso contemplar Jesus a subir a Jerusalém com a sua família, misturado anonimamente entre a multidão de peregrinos.



Terça, 22: NEGLIGÊNCIA PARENTAL

Subitamente, estala o quadro perfeito da família modelo: Maria e José fazem prova de uma terrível negligência: esqueceram-se de Jesus em Jerusalém! Não será esta negligência um sinal da confiança dos filhos de Deus? É essa mesma confiança na provação que anima Maria e José, quando tomam o caminho de Belém. Conforme a minha disposição, posso meditar sobre a negligência destes pais que tanto veneramos... ou sobre a confiança que os habita!



Quarta, 23: PÁNICO A BORDO

Quando se apercebem que Jesus não ia na caravana, os seus pais dirigem-se para Jerusalém à procura dele. Imaginamos a tensão que vivem aquando da censura de Maria ao seu filho. Essa tensão, Maria e José já a tinham sentido na estrada de Belém, entregues às circunstâncias do caminho. Posso fazer memória de acontecimentos similares que já vivi como pai/mãe... ou como crente.



Quinta, 24: ADMIRÁVEL CONVERSAÇÃO!

Jesus está sentado no meio dos doutores da lei, nem mais! Eles «estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas». Eis Jesus, já autónomo, preparado para levantar voo! Que caminho percorrido, após o seu nascimento em Belém, que celebramos esta noite! Hoje, posso preparar-me para acolher Jesus que dá a Vida, ou fazer memória do meu próprio percurso.



Sexta, 25: ILUSTRE DESCONHECIDO

«Seus pais ficaram admirados». Felizes pais, que não deixam de ficar admirados com os seus filhos! Jesus permanece um desconhecido para cada um de nós. Mas está tão próximo! O nascimento de Jesus foi também o de um desconhecido, salvo pelos Céus que cantaram a sua glória e pelos pastores que sabem escutar! Hoje, posso-me deixar levar pela alegria celeste ou contemplar a minha família e os que estão próximos, que conheço tão pouco.



Sábado, 26: TESTEMUNHO

Há muitas maneiras de testemunhar: elucidando os doutores da Lei, guardando «todos estes acontecimentos em seu coração», como Maria, continuando simplesmente a crescer, como Jesus, em Nazaré... ou dando a vida, como Estêvão, o primeiro mártir, que hoje celebramos. Hoje, posso interrogar-me sobre a minha própria maneira de testemunhar a minha pertença à sagrada família dos filhos de Deus!



Domingo, 27: A GLÓRIA DO MEU PAI

Então, o que é que faz sagrada (santa) esta família que hoje proclamamos e celebramos? É sagrada porque segue os costumes do seu povo, porque educou Jesus a ponto de ser capaz de falar com os doutores da Lei, ou porque respeitou o caminho próprio de Jesus, permitindo-lhe encontrar a sua maneira específica de testemunhar quem é o que vive? É talvez por todas estas razões, ao mesmo tempo. E também porque, na provação, os seus membros souberam encontrar a confiança e as palavras que lhes permitiram percorrer, juntos, o caminho da vida. A esta santidade todos somos chamados, qualquer que seja o nosso estado de vida! É isto, na verdade, que celebra a glória do nosso Pai.



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© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2015


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.12.15 | Sem comentários

ORAÇÃO DIÁRIA A PARTIR DO EVANGELHO

20 DE DEZEMBRO DE 2015


Evangelho segundo Lucas 1, 39-45

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor».



Segunda, 14: MILAGRES NA VIDA

Após o encontro com o anjo, Maria pôs-se a caminho. Ela vai ao encontro de Isabel que, segundo o anjo, está grávida, embora fosse chamada estéril. «Nada é impossível a Deus», para estas mulheres. E para mim? Este relato pode ser ocasião para me lembrar dos momentos em que senti a ação benevolente de Deus. É certo que as dificuldades, com frequência, ensombram o meu olhar sobre a existência e os nossos ritmos frenéticos não ajudam a ver os pequenos milagres do quotidiano. Por isso, hoje, decido fazer uma pausa com o Senhor para contemplar os sinais da sua presença.



Terça, 15: UMA MULHER A CAMINHO

Tento imaginar o caminho percorrido por Maria, bem como os pensamentos que a habitam. A sua vida foi sacudida e vai passar por muitas emoções: alegria, tristeza, inquietude... Neste caminho, ela está só ou acompanhada? Quando tempo demora?... Sabemos, apenas, que se encontra num percurso pela montanha e que vai apressada. Apressada para partilhar a sua inacreditável situação e seguramente impaciente para descobrir o que aconteceu à sua prima. Dou graças ao Senhor por Maria, «a primeira a caminho» e inspiração para a nossa fé.



Quarta, 16: MOMENTO MÁGICO

Maria entra na casa de Zacarias e saúda Isabel. Ela parece entrar num espaço familiar e conhecido. Mas eis que sucede o inaudito: «Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio». Dedico algum tempo a contemplar estas duas mulheres grávidas que pintores como Arcabas tiveram o prazer de representar. Um momento de tal modo mágico e único que Isabel entra num estado de absoluto louvor: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre». Faço minha esta ação de graças.



Quinta, 17: EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL

O efeito do encontro é imediato: «Isabel ficou cheia do Espírito Santo». O Espírito Santo não a faz apenas mergulhar num ato louvor, mas também lhe dá a capacidade de compreender o que está prestes a acontecer. Que graça! Isto faz pensar nas palavras de Santa Teresa de Ávila: «Quando Deus nos dá uma graça, na realidade dá três: a graça propriamente dita, a graça de perceber que se recebeu e a graça de a comunicar». Isabel está cheia de inteligência espiritual. Peço ao Senhor que me ilumine sobre as graças deste dia e me dê a capacidade de as testemunhar.



Sexta, 18: ESPÍRITO DE ALEGRIA

Isabel é a primeira a reconhecer em Maria a mãe do seu Senhor. A sua profissão de fé tal como a sua extrema alegria são claramente frutos do Espírito. Esta ligação entre o Espírito e a profunda alegria encontra-se em vários lugares do evangelho de Lucas, dos quais um deles é bastante sintomático: quando Jesus bendiz o Pai por se revelar aos pequeninos. Agradeço ao Senhor por ser um Deus sempre do lado dos pequenos. E confio-lhe todos os «pequenos» que conheço e que têm necessidade do meu apoio.



Sábado, 19: LOUVOR CONTAGIOSO

O nosso relato não inclui o cântico do Magnificat, que é a resposta de Maria ao grito de ação de graças de Isabel. Contudo, posso deixar ecoar uma ou outra palavra: «Santo é o seu nome; a sua misericórdia estende-se de geração em geração; exalta os humildes»... O rosto de Deus aqui apresentado é um apoio nos momentos de desânimo, quando consinto a sua vinda à minha vida. Peço a graça de lhe não oferecer resistência.



Domingo, 20: ENTRAR NA CASA DE DEUS

Maria entre em casa de Zacarias e deixa-se tocar pelo acolhimento de Isabel. É de hospitalidade e de casa que trata o nosso relato. Uma ajuda: em hebraico, Isabel significa «casa de Deus». E se Maria é a casa de Deus por excelência, Isabel acolhe dentro de si aquele que vai preparar os caminhos; e é um convite a cada um a acolher Deus em nós e nos outros. Termino este itinerário dando graças a Deus pelo caminho da Incarnação, que Deus escolhe fazer contando connosco, optando por passar pelo ventre de uma mulher. Peço a graça de crescer em familiaridade com Jesus e com a sua mãe, certo da sua intercessão e da sua força para iniciar o meu caminho.



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© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2015


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.12.15 | Sem comentários

ORAÇÃO DIÁRIA A PARTIR DO EVANGELHO

13 DE DEZEMBRO DE 2015


Evangelho segundo Lucas 3, 10-18

Naquele tempo, as multidões perguntavam a João Batista: «Que devemos fazer?». Ele respondia-lhes: «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo». Vieram também alguns publicanos para serem batizados e disseram: «Mestre, que devemos fazer?». João respondeu-lhes: «Não exijais nada além do que vos foi prescrito». Perguntavam-lhe também os soldados: «E nós, que devemos fazer?». Ele respondeu-lhes: «Não pratiqueis violência com ninguém nem denuncieis injustamente; e contentai-vos com o vosso soldo». Como o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias, ele tomou a palavra e disse a todos: «Eu batizo-vos com água, mas está a chegar quem é mais forte do que eu, e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias. Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo. Tem na mão a pá para limpar a sua eira e recolherá o trigo no seu celeiro; a palha, porém, queimá-la-á num fogo que não se apaga». Assim, com estas e muitas outras exortações, João anunciava ao povo a Boa Nova».



Segunda, 7: O SUCESSO DO BATISTA

As palavras de Isaías, que João Batista citou no evangelho ontem proclamado, ainda ecoam no meu coração. Continuo a contemplar João, esse anti-mundano perante o qual se apresentam «as multidões». João Batista é o que, hoje, chamamos, com condescendência, um excêntrico, mas ele é habitado por uma força interior que o coloca totalmente voltado para Aquele que vem. O seu «sucesso» não provém da provocação fácil, mas da interpelação profunda. Quem são os João Batista da minha vida: um parente? Um artista? Um vizinho?



Terça, 8: IMACULADA

...



Quarta, 9: QUE FAZER?

«Que devemos fazer?». Esta questão, na proximidade da vinda do Messias, preocupe cada um de nós, quer a vida seja reta, tortuosa, ou um pouco vergonhosa... Santo Inácio colocou-a também a si mesmo, particularmente quando compreendeu que não deveria permanecer na Terra Santa, embora o desejasse. E, nos seus Exercícios Espirituais, convida o participante a interrogar-se contemplando Jesus Cristo na cruz: «que devo fazer?». Respondo à questão, procurando perceber num único olhar a unidade de toda a minha vida, nas suas mais diversas facetas (afetiva, profissional, eclesial...): que devo fazer, agora?



Quinta, 10: JUSTIÇA, JUSTEZA?

João Batista é um profeta concreto, prático. As suas respostas são claras, não têm nada de ambíguo: a paz nas relações, o sentido da partilha e, aspeto interessante, contentar-se com o que é devido. Na proximidade do Natal, as lojas transbordam de mercadorias. E se, querendo justiça, nós nos perguntarmos se isso está ligado à justeza?



Sexta, 11: EXPECTATIVA: ESPERA ATIVA

.«O povo estava na expectativa», diz-se no meio do evangelho. Agradável atitude de expectativa, não a que nos torna passivos, mas, ao contrário, nos dispõe a uma vigilância atenta ao que se passa. Durante o Advento, o Senhor já está connosco. Que expectativas me mantêm vigilante, hoje? O que é que estou a preparar: Um reconhecimento profissional? Uma relação mais profunda com um amigo? Um nascimento?



Sábado, 12: A COLHEITA DO SENHOR

Tão precisas como as recomendações feitas às multidões são as metáforas agrícolas que sugerem a ação aquando da vinda de Jesus Cristo. Eis a representação do Julgamento Final, tempo de separação entre eleitos e condenados. Se acredito que Jesus Cristo há de vir, acolho melhor o convite à conversão e a estar preparado! O que é que entendo por Reino de Deus, era definitivamente nova inaugurada por Jesus Cristo?



Domingo, 13: A ALEGRIA DO EVANGELHO

«Exultai de alegria, porque é grande no meio de vós o Santo de Israel» — exclama o salmista. «Alegrai-vos sempre no Senhor» — exorta Paulo aos Filipenses (segunda leitura). «Por causa de ti, Ele enche-Se de júbilo, renova-te com o seu amor, exulta de alegria» — diz o profeta Sofonias (primeira leitura), inspirado no seu predecessor, Jeremias. Não é difícil encontrar a tónica comum aos textos deste domingo. Sim, hoje, «Deus está no meio de ti», em nós! A Igreja saboreia a espera do Senhor e dá-nos uma ajuda através do calendário litúrgico: recebamos, em comunidade, este Advento como um presente para reconhecer que o Senhor já está entre nós, neste tempo em que nos preparamos para festejar o seu nascimento na nossa humanidade!



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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 6.12.15 | Sem comentários

ORAÇÃO DIÁRIA A PARTIR DO EVANGELHO

6 DE DEZEMBRO DE 2015


Evangelho segundo Lucas 3, 1-6

No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Itureia e Traconítide e Lisânias tetrarca de Abilene, no pontificado de Anás e Caifás, foi dirigida a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto. E ele percorreu toda a zona do rio Jordão, pregando um batismo de penitência para a remissão dos pecados, como está escrito no livro dos oráculos do profeta Isaías: «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Sejam alteados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas; e toda a criatura verá a salvação de Deus’».



Segunda, 30: SALVAR VIDAS

O nosso mundo contemporâneo tem os seus reis, imperadores, presidentes, chefes políticos, governantes... como acontecia no tempo de Jesus: «No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Itureia e Traconítide e Lisânias tetrarca de Abilene, no pontificado de Anás e Caifás». Poder-se-ia esperar que os poderosos deste mundo acabassem com as tiranias. Mas não. Rezo por aqueles e aquelas que têm a responsabilidade de fazer a paz entre as diversas comunidades e que podem salvar vidas humanas.



Terça, 1: ABRIR AS FRONTEIRAS

No deserto das nossas cidades, aldeias, ruas, dos nossos países, a palavra de Deus é-nos dirigida, como o foi a João, filho de Zacarias, no deserto da Judeia. Hoje, é o momento favorável para abrir os ouvidos à palavra que convida à conversão, para que possa transformar os nossos corações e o mundo. E não podemos ficar de braços cruzados a assistir! Rezo para que haja paz onde há guerra, a fraternidade onde há fome, e sobretudo que as fronteiras permaneçam abertas.



Quarta, 2: IR AO DESERTO

Estamos ocupados com tantas coisas que não temos tempo para abrir a nossa vida àquele que está à porta a bater. Corremos quando é suficiente caminhar, enchemo-nos de atividades para dizer que existimos, falamos quando era preciso conter as palavras. Talvez sejam suficientes alguns momentos de quietude, um pouco de silêncio, um tempo de solidão e distância, para fazer a experiência do deserto, na qual Deus se dá como uma fonte inesgotável. Rezo para sabermos ir ao deserto para que se manifeste nos nossos corações Aquele que vem.



Quinta, 3: PERCEBER O QUE IMPEDE

João, no tempo de Jesus, «percorreu toda a zona do rio Jordão, pregando um batismo de penitência para a remissão dos pecados». Na mesma linha, podemos fazer memória de São Francisco Xavier que, no seu tempo, percorreu muitas zonas da Ásia, convidando ao batismo pelo ensino da morte e da Ressurreição de Jesus Cristo. Podemos perguntar o que quer dizer, hoje, para nós, «deixar tudo para seguir Jesus Cristo»... Rezo para nos tornarmos disponíveis e também para perceber o que nos impede.



Sexta, 4: CLAMAR COM O ESPÍRITO

Acontece que, às vezes (muitas), parece que estamos a clamar no deserto... na família, no trabalho, nas várias atividades, encontros, lugares de pertença. O desânimo cresce na medida em que se acredita no que se faz e nas causas que se defendem. Gostaríamos de ser melhor compreendidos, apoiados, seguidos... Se é o caso, é tempo de parar um pouco para reconhecer essa outra voz, o sofro do Espírito, brisa ligeira, que também quer ser escutado. Rezo para que o nosso «clamor» seja de facto expressão do sopro do Espírito.



Sábado, 5: ENDIREITAR

Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas! A nossa vida, como a dalguns daqueles que nos são mais próximos, talvez tenha seguido por caminhos sinuosos, tortuosos, rochosos... E já não sabemos como nos podemos desembaraçar dessas histórias caóticas. Isso não nos pode impedir de reconhecer que somos bem-amados de Deus, antes pelo contrário... Se não sabemos bem como fazer para acolher e doar esse amor incondicional, deixemo-lo acontecer. Rezo para que o próprio Senhor endireite os nossos caminhos.



Domingo, 6: PREPARAR A FESTA

Neste tempo de Advento, preparamo-nos para acolher aquele que vem. É precisamente o sentido da palavra Advento, que significa chegada, vinda. A Igreja designa assim o tempo litúrgico durante o qual os cristãos se preparam para acolher Jesus Cristo que vem até nós no estrangeiro, no vizinho, no noutro, naquele que é diferente e que às vezes até incomoda. Este tempo está marcado pelo simbolismo da espera e do desejo, da luz e da alegria. Por isso, somos convidados a abrir os olhos para o Salvador, que vem, dia a dia, ao nosso mundo, ao nosso país, à nossa cidade, à nossa rua, à nossa família, ao nosso trabalho... e a reconhecer aí os sinais do Espírito. Rezemos juntos, neste domingo, para que os nossos olhos se abram para a salvação que vem.



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© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2015


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 30.11.15 | Sem comentários
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